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Criação de empregos despenca 64% no Brasil e país tem o pior mês de abril desde a pandemia

Juros altos travam contratações e mercado formal abre apenas 85 mil vagas; comércio e agronegócio puxam a fila das demissões
Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que 85.888 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em abril. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.![]()
O saldo é 62,3% menor em relação a março, quando o país criou 227.974 empregos.
A criação de empregos caiu 63,9% em comparação a abril do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 238.216 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de abril desde 2020, esse é o segundo resultado mais baixo da série, só perdendo para o mesmo mês de 2020, que registrou o fechamento de 981.342 postos, no início da pandemia de covid-19. A mudança da metodologia impede a comparação com anos anteriores a 2020.
Acumulado
De janeiro a abril, o Caged registrou queda de 23,4% no acumulado de vagas formais:
699.762 (quatro meses de 2026)
913.827 (quatro meses de 2025)
Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
Setores
Na divisão por ramos de atividade, três dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em abril.
Serviços: +69.601 postos
Construção civil: +23.525
Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): +9.256
Dois setores demitiram mais do que contrataram em abril
Agropecuária: -8.378 postos
Comércio: -8.114
Tradicionalmente, o mês de abril é fraco para o comércio. Em relação à agricultura, as demissões devem-se ao fim da safra de soja e à desmobilização dos cultivos de maçã e de laranja.
Destaques
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de saúde humana e serviços sociais, com a abertura de 18.150 postos formais. A categoria de transporte, armazenagem e correio abriu 12.235 vagas.
Na construção civil, o destaque positivo ficou com o segmento serviços especializados para construção, que abriu 8.745 empregos formais. Em segundo, vem a construção de edifícios, com 7.397 postos.
Na indústria, o maior gerador de empregos foi a fabricação de álcool, com 4.522 vagas, seguida por abate e fabricação de produtos de carne (+2.333) e fabricação de automóveis, caminhonetes e utilitários (+1.849).
Regiões e estados
Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em abril.
>> Veja abaixo o desempenho de cada região:
Sudeste: 44.545 postos
Nordeste: 18.714
Centro-Oeste: 10.890
Norte: 6.651
Sul: 4.449
Na divisão por unidades da Federação, 24 registraram saldo positivo e três demitiram mais do que contrataram. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (+20.202), Rio de Janeiro (+11.741) e Minas Gerais (+8.991).
Os estados que eliminaram empregos formais em abril foram Alagoas (-1.505), Rio Grande do Sul (-1.396) e Rio Grande do Norte (-1.396).
Carteira assinada
Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou abril em 47.810.425, alta de 0,18% em relação a março e de 2,26% em relação ao mesmo mês do ano passado.
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Ex-policial condenado por matar PM vira réu por uma segunda tentativa de homicídio em Cuiabá

O ex-investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves virou réu por um novo crime. Dessa vez, trata-se de uma tentativa de homicídio contra o também investigador Walfredo Raimundo Adorno Moura Júnior, em Cuiabá. A denúncia foi aceita pela Justiça após manifestação do Ministério Público de Mato Grosso.
O caso surgiu durante o julgamento em que Mário Wilson foi condenado pela morte do policial militar Thiago Ruiz, assassinado em abril de 2023 em um bar da Capital. Em depoimento no júri, Walfredo afirmou que também foi alvo dos disparos e só não foi atingido porque conseguiu recuar durante a confusão.
Segundo o Ministério Público, o relato do investigador é compatível com imagens de câmeras de segurança e aponta que a reação do acusado ocorreu após a tentativa de separar a briga. Além da nova ação penal, a Justiça também reconheceu a perda do cargo público de Mário Wilson após a condenação pelo homicídio do PM.
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TRE manda Taques apagar vídeos contra Mauro Mendes em 24 horas

União Brasil acusa ex-governador de promover propaganda eleitoral antecipada negativa
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) determinou que o ex-governador Pedro Taques retire, em até 24 horas, publicações feitas nas redes sociais contra o governador Mauro Mendes e aliados do União Brasil. As decisões foram divulgadas nesta quarta-feira (28) e preveem multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.
As ações apontam suposta propaganda eleitoral antecipada negativa. Segundo o União Brasil, Taques impulsionou conteúdos pagos no Facebook e Instagram com acusações de corrupção, “roubo” e participação em esquemas ilícitos envolvendo Mauro Mendes. Entre os materiais citados estão vídeos da série “Oi Mauro” e publicações que relacionam o governador a investigações e possíveis crimes.
Ao analisar os casos, o juiz-membro Pérsio Oliveira Landim entendeu, em decisão preliminar, que as postagens ultrapassam os limites da crítica política e podem configurar tentativa de desgastar adversários antes do período eleitoral. A defesa de Taques afirmou que as manifestações estão protegidas pela liberdade de expressão e negou irregularidades.
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Mato Grosso amplia conexão aérea com nova rota diária da Azul Linhas para São Paulo

O Governo de Mato Grosso e a Azul Linhas Aéreas anunciaram, nesta semana, uma nova operação aérea entre o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, na região metropolitana de Cuiabá, e o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O anúncio foi feito durante reunião entre o governador Otaviano Pivetta e o CEO da companhia, John Rodgerson.
Durante o encontro, Pivetta destacou a importância da ampliação da conectividade aérea para o desenvolvimento econômico e a mobilidade da população mato-grossense. O governador também defendeu o fortalecimento das rotas regionais e a ampliação de operações nacionais e internacionais no Estado.
“Nos alegra muito saber que a Azul Linhas Aéreas está interessada em fazer negócios em Mato Grosso. Nós queremos receber vocês aqui e dar todo o apoio necessário, porque precisamos da Azul para desenvolver o nosso Estado, melhorar a mobilidade da população e oferecer mais opções de voos para o nosso povo em geral”, afirmou Pivetta.
Segundo o CEO da Azul, a companhia pretende ampliar a presença em Mato Grosso e colaborar com a expansão da malha aérea regional. Rodgerson afirmou que a empresa está trabalhando para atender demandas relacionadas ao aumento de voos e horários considerados estratégicos para o Estado.
“Estamos muito felizes por estarmos aqui. O Governo de Mato Grosso foi duro nas negociações, pedindo mais voos e horários nobres, e a Azul está empenhada em atender Mato Grosso. Vai ser um prazer voar com vocês”, declarou.
A nova rota entre Cuiabá e Congonhas começará a operar após o feriado da Independência, em setembro de 2026, com duas frequências diárias em cada sentido. As operações serão realizadas com aeronaves Embraer E2, com capacidade para 136 passageiros.
Ao todo, serão 26 voos semanais e mais de 14 mil assentos ofertados por mês. A conexão deve ampliar o acesso de passageiros mato-grossenses à capital paulista e facilitar conexões para outros destinos nacionais operados pela companhia.
A ampliação da malha aérea também busca atender à demanda corporativa ligada ao agronegócio, setor estratégico para a economia de Mato Grosso, além de fortalecer o turismo regional. Cuiabá é considerada uma das principais portas de entrada para destinos como o Pantanal, Chapada dos Guimarães e Nobres.
A nova operação ocorre após a reformulação do programa Voe MT, conduzida pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec). As mudanças passaram a vincular os incentivos fiscais à ampliação efetiva da malha aérea, considerando critérios como frequência de voos, número de municípios atendidos e expansão das conexões regionais e nacionais.
Além da nova rota para Congonhas, a Azul também ampliou recentemente suas operações em Mato Grosso, incluindo a retomada da ligação entre Alta Floresta e Cuiabá e novas rotas saindo da capital mato-grossense para municípios como Vilhena, Ji-Paraná e Cacoal.
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