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27 de maio de 2026

Sustentabilidade

Safra 2026/27: falta de planejamento tributário reduz margem de lucro no campo, alerta especialista – MAIS SOJA

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O agronegócio brasileiro atravessa um momento de alerta financeiro. De acordo com dados da Serasa Experian, as empresas do agronegócio lideraram os pedidos de recuperação judicial em 2025, um reflexo direto da queda de margens e do endividamento. No entanto, para o advogado tributarista e produtor rural Fernando Melo de Carvalho, existe um vilão silencioso que muitos produtores ignoram: o imposto.

Diferente do diesel, do adubo ou da semente, o tributo é frequentemente tratado como uma consequência do negócio, e não como um custo de produção. Segundo Carvalho, essa percepção é o que ele chama de “custo invisível”.

“O tributo é um custo invisível. O produtor rural sabe quanto custa a semente, o adubo e o preço do diesel, mas ele não coloca nessa conta o imposto. Muitos ainda ignoram o impacto tributário no resultado final. E, se ele não incluir isso no planejamento, isso pode ser a diferença entre ele ter lucro ou ter prejuízo no final da safra”, afirma o especialista.

Imposto como ferramenta de lucro

O cenário atual de recorde em recuperações judiciais mostra que a margem de erro do produtor ficou ainda mais estreita. Para Fernando, o planejamento tributário não deve ser visto apenas como uma obrigação burocrática, mas como uma estratégia de sobrevivência e aumento de lucratividade.

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Ao não enxergar o imposto antecipadamente, o produtor muitas vezes descobre o impacto fiscal apenas após a venda da colheita, quando já não há margem para manobra. “O que acontece na prática é que o produtor produz, vende e acha que teve lucro. Só depois ele descobre o peso dos impostos e percebe que aquele resultado positivo, na verdade, virou prejuízo. Quando ele passa a enxergar o imposto antes e faz o planejamento dentro da legalidade, ele consegue reduzir esse impacto e, consequentemente, aumentar o lucro real”, explica Carvalho.

Decisões estratégicas: CPF ou CNPJ?

Um dos pontos centrais da orientação do especialista para a próxima safra é a revisão das estruturas jurídicas. Com as mudanças no cenário econômico e a iminência da reforma tributária, a decisão entre atuar como pessoa física ou jurídica tornou-se crítica.

“Diante desse cenário de inadimplência, o produtor tem que revisar suas posições. Às vezes, o planejamento fiscal, decidir entre pessoa física e jurídica ou ajustar um contrato de arrendamento, traz um ganho de lucro que ele não conseguiria nem se negociasse o preço do adubo ou da semente ao limite”, destaca Fernando.

O planejamento começa agora

O especialista reforça que o momento de agir é agora, antes do início do novo ciclo. A orientação é que o produtor inclua o custo fiscal na planilha de custos variáveis, ao lado dos defensivos e da logística.

“O planejamento tributário permite que o produtor pague o imposto de forma legal e justa. Em um ano de alta inadimplência, ter essa gestão eficiente pode ser o que vai manter a porteira aberta e evitar que o negócio rural entre nas estatísticas de recuperação judicial”, afirma Carvalho.

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Dicas para o Planejamento Fiscal da próxima safra

Para evitar que o “custo invisível” comprometa a rentabilidade, o especialista sugere quatro passos fundamentais:

  • Inclua o imposto no custo de produção: Não espere o final da safra para calcular o tributo. Trate o imposto como um insumo, assim como a semente e o fertilizante, e insira-o na planilha de custos variáveis.
  • Revise o modelo jurídico (CPF x CNPJ): Avalie se a produção deve continuar na Pessoa Física ou se é o momento de migrar para uma Pessoa Jurídica. Dependendo do faturamento, a economia tributária é a chave para o lucro.
  • Audite seus contratos de arrendamento: Verifique se os contratos estão adequados às normas da Receita Federal para evitar multas pesadas (que podem chegar a 250%) e o aumento da carga tributária.
  • Organize a documentação em tempo real: Mantenha o Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR) atualizado mensalmente para evitar surpresas na malha fina e inconsistências patrimoniais.

Sobre o Especialista

Fernando Melo de Carvalho é advogado tributarista do agronegócio com mais de 10 anos de experiência. Ele assessora produtores rurais, empresas e cooperativas. É também produtor rural, o que lhe permite uma visão prática dos desafios enfrentados no campo. Atua na defesa da segurança jurídica no agro e na orientação tributária voltada à sustentabilidade dos negócios rurais.

Fonte: Assessoria


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Sustentabilidade

Pulgões em trigo o os impactos dos seus danos indiretos à cultura – MAIS SOJA

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Integrando o grupo das principais pragas do trigo, os pulgões são frequentes nas áreas de cultivo desse cereal. Embora possam causar danos diretos por meio da sucção de seiva, o maior impacto econômico dessas pragas está associado aos danos indiretos, especialmente pela transmissão do vírus do nanismo amarelo da cevada (Barley/Cereal yellow dwarf virus – BYDV/CYDV).

Entre as espécies de maior importância econômica destacam-se o pulgão-verde-dos-cereais (Schizaphis graminum), o pulgão-do-colmo (Rhopalosiphum padi), o pulgão-da-folha (Metopolophium dirhodum), o pulgão-da-espiga (Sitobion avenae) e o pulgão-amarelo-da-cana-de-açúcar (Sipha flava), este último menos frequente na cultura do trigo. Os danos variam conforme a suscetibilidade da cultivar e o momento da infecção viral.

De modo geral, quanto mais precoce ocorre a infecção pelo vírus do nanismo amarelo da cevada, maiores são as perdas de produtividade. Para cultivares de trigo adaptadas às condições brasileiras, perdas médias de até 40% na produtividade de grãos podem ocorrer quando a infecção acontece no início do ciclo da cultura (Salvadori et al., 2022).

Segundo Salvadori et al.  (2022), os danos diretos decorrentes da alimentação dos pulgões normalmente variam entre 5% e 10%, sobretudo em situações de alta infestação e condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da praga. Entretanto, os maiores prejuízos à produtividade do trigo estão relacionados à transmissão do vírus do nanismo amarelo da cevada (Figura 1).

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Figura 1. Danos diretos e indiretos causados por afídeos: necrose em sítio de alimentação de Schizaphis graminum (A); clorose e necrose no sítio de alimentação de Sipha flava (B). Danos indiretos devido à transmissão de Barley yellow dwarf virus (BYDV): sintoma de amarelecimento em folha bandeira (C); visão geral dos sintomas, planta sadia (à esquerda) e planta infectada (à direita) (D); grãos em planta sadia (E) e grãos menores, mal formados e encarquilhados, de planta infectada por BYDV (F).
Fonte: Salvadori et al. (2022)

Os principais sintomas do vírus do nanismo amarelo da cevada incluem amarelecimento das folhas, podendo ocorrer avermelhamento ou coloração púrpura, além de enrijecimento e deformações foliares. A infecção também compromete o funcionamento do floema, reduzindo o desenvolvimento radicular, encurtando os entrenós e ocasionando diminuição da estatura e atraso no ciclo das plantas. Em situações severas, observam-se espigas menores, esterilidade, redução no número de grãos, formação de grãos malformados e ocorrência de espigas melanizadas, conhecidas como “espigas chocolate” (Salvadori et al., 2022).



Considerando a elevada importância dos danos indiretos causados pelos pulgões, especialmente pela transmissão viral, e a maior suscetibilidade do trigo nas fases iniciais de desenvolvimento, torna-se fundamental o manejo dessas pragas desde o início do ciclo da cultura, principalmente em condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento, como temperaturas entre 15 °C e 25 °C.

Além disso, em razão da ocorrência de diferentes espécies de pulgões e de suas distintas preferências alimentares, essas pragas podem causar prejuízos em praticamente todos os estádios de desenvolvimento do trigo (Figura 2). Dessa forma, é indispensável adotar estratégias de manejo que permitam o controle eficiente dos pulgões antes que suas populações atinjam níveis capazes de comprometer significativamente a produtividade e a qualidade dos grãos.

Figura 2. Período de ocorrência e nível de controle de pulgões, lagartas e corós no trigo.
Adaptado: Pereira; Salvadori; Lau (2010). Imagem adaptada com o uso de Inteligência Artificial.

Considerando que os pulgões são os únicos vetores do vírus do nanismo amarelo da cevada, o manejo eficiente dessas pragas constitui uma importante medida para reduzir as perdas de produtividade do trigo associadas aos danos indiretos causados pela doença. Entre as medidas de manejo mais eficazes destacam-se o ajuste da época de semeadura, a utilização de cultivares tolerantes ao vírus, o tratamento de sementes com inseticidas e o controle químico via pulverização.

De acordo com Cunha & Cairão (2023), recomenda-se a adoção do controle químico quando forem observadas 10% de plantas infestadas entre os estádios de emergência e emborrachamento, ou média de 10 pulgões por espiga entre as fases de espigamento e grão em massa. Dessa forma, o monitoramento constante das lavouras torna-se fundamental para a tomada de decisão no momento adequado, permitindo reduzir os prejuízos causados tanto pela alimentação dos pulgões quanto pela transmissão do vírus do nanismo amarelo da cevada.

Confira os inseticidas registrados para o controle dos pulgões em trigo clicando aqui!

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Referências:

CUNHA, G. R.; CAIRÃO, E. INFORMAÇÕES TÉCNICAS PARA TRIGO E TRITICALE: SAFRA 2023. Embrapa, 2023. Disponível em: < https://www.conferencebr.com/conteudo/arquivo/informacoestecnicastrigotriticalesafra2023-1683736866.pdf >, acesso em: 27/05/2026.

PEREIRA, P. R. V. S; SALVADORI, J. R.; LAU, D. TRIGO: MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS. Embrapa Trigo, Senar – PR, 2010. Disponível em: < https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/887068/trigo-manejo-integrado-de-pragas >, acesso em: 27/05/2026.

SALVADORI, J. R. et al. PRAGAS DA CULTURA DO TRIGO. Embrapa Trigo, Documentos, n. 200, 2022. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1148374/pragas-da-cultura-do-trigo >, acesso em: 27/05/2026.

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Sustentabilidade

El Niño deve transformar gestão operacional em fator decisivo da safra 2026/27 – MAIS SOJA

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A possível formação do El Niño ao longo de 2026 pode trazer um efeito cada vez mais presente dentro das fazendas brasileiras: menos tempo para errar. Com maior instabilidade climática, operações como plantio, aplicação e manejo fitossanitário passam a depender de intervalos mais curtos, aumentando o risco de atrasos, aplicações fora do momento ideal e perdas difíceis de recuperar ao longo do ciclo.

Segundo Rafael Mancini, gerente de Desenvolvimento de Mercado da ADAMA, o desafio da próxima safra pode ir além da interpretação das previsões meteorológicas. “O desafio não será apenas entender a previsão climática. Será conseguir operar dentro das janelas corretas”, afirma. Na prática, isso significa que atividades normalmente tratadas como rotina passam a ter peso estratégico dentro da safra. Em regiões com maior volume de chuva, por exemplo, a redução das janelas de trabalho no campo pode dificultar a entrada de máquinas, atrasar pulverizações, comprometer qualidade de aplicação e aumentar o risco de intervenções fora do momento mais adequado.

“Em muitos casos, o produtor até sabe o que precisa ser feito, mas encontra dificuldade para executar no momento correto. E, em um cenário mais instável, alguns dias e a escolha correta do produto podem fazer diferença importante no resultado final”, explica Mancini. Em sua avaliação, o El Niño tende a pressionar diretamente a capacidade de resposta da operação no campo. Isso porque o fenômeno interfere simultaneamente em diferentes etapas do manejo, desde plantabilidade e emergência até residual de herbicidas, desenvolvimento radicular, compactação do solo, qualidade das aplicações e janela de colheita.

Além dos impactos operacionais, a mudança no padrão climático também altera o comportamento fitossanitário das lavouras. Em soja e milho, cenários de maior umidade e molhamento foliar aumentam a pressão de doenças como ferrugem asiática, antracnose, cercosporiose, doenças de final de ciclo e podridões. Já em regiões mais secas, o cenário muda: plantas sob estresse tendem a apresentar pior fechamento de linhas, menor competitividade e maior vulnerabilidade a escapes de plantas daninhas e pragas favorecidas por calor e déficit hídrico.

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Para a ADAMA, esse contexto deve acelerar uma mudança que já vinha ocorrendo no campo: produtores mais preparados tendem a ganhar vantagem em ambientes mais imprevisíveis. “Anos assim normalmente ampliam a diferença entre quem consegue antecipar decisões e quem depende de correções ao longo do ciclo”, reforça Mancini.

Segundo ele, isso envolve uma combinação de fatores que começa antes mesmo do plantio, como escolha de cultivares mais estáveis, posicionamento adequado de pré-emergentes, manejo de palhada, definição de população de plantas, logística de aplicação e monitoramento mais frequente da lavoura. “O clima continua sendo determinante, mas a forma como o produtor se prepara e reage ao longo do ciclo passa a ter impacto ainda maior sobre o resultado da safra”, conclui.

Sobre a ADAMA

A ADAMA Ltda. (leia-se ADAMÁ) é uma empresa global líder em proteção de cultivos, oferecendo soluções inovadoras para agricultores no combate a plantas daninhas, insetos e doenças. A companhia possui um dos portfólios mais amplos e diversificados de ingredientes ativos do setor, apoiado por capacidades avançadas de Pesquisa & Desenvolvimento, fabricação e formulação.

Com presença em mais de 100 países, a ADAMA combina escala global com forte foco local, desenvolvendo produtos de alta qualidade e soluções customizadas, orientadas pelas necessidades reais dos agricultores e de seus parceiros comerciais.

Para mais informações, visite nosso site www.adama.com e nossos canais no FacebookLinkedInInstagram e Youtube.

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Fonte: Assessoria




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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Colheita se encerra no RS; agentes focam na comercialização – MAIS SOJA

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Com a colheita da safra 2025/26 oficialmente encerrada no Rio Grande do Sul, o mercado de arroz em casca segue operando com baixa liquidez e com pressão sobre os preços. De acordo com o Cepea, sem a urgência das atividades de campo, as atenções se voltam agora às estratégias de comercialização e às perspectivas para os próximos movimentos do mercado.

Nesse cenário, as estratégias dos produtores seguem distintas. Segundo pesquisadores do Cepea, enquanto parte dos orizicultores amplia a oferta para geração de caixa e cumprimento de compromissos de curto prazo, outros permanecem retraídos, avaliando que os atuais patamares de preços seguem insuficientes frente aos custos da atividade.

Do lado comprador a cautela predomina. Ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, apesar do interesse na aquisição do cereal, as indústrias vêm reduzindo os valores ofertados diante do desempenho mais fraco das vendas de arroz beneficiado. Além disso, parte das empresas tem priorizado a compra de produtos já armazenados em suas unidades.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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