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Mato Grosso cria selo para produtores rurais que ajudarem na prevenção a incêndios florestais

Produtores rurais de Mato Grosso que atuarem na prevenção e no combate aos incêndios florestais poderão receber uma certificação criada pelo governo estadual. O “Selo Parceiro do Meio Ambiente” foi instituído por decreto assinado na última segunda-feira (25) pelo governador, Otaviano Pivetta.
A medida foi anunciada durante o lançamento do Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e aos Incêndios Florestais, em Cuiabá. A proposta do governo é incentivar a participação de produtores rurais em ações preventivas, em meio à expectativa de mais um período de seca severa no estado.
Pelo decreto, o selo será concedido às propriedades rurais que fizerem cadastro voluntário no Sistema Integrado de Cadastro de Recursos para Apoio aos Incêndios Florestais (Sicraif), coordenado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT). O reconhecimento terá níveis diferentes, conforme a estrutura disponível e as medidas adotadas pelos produtores.
Estrutura disponível nas propriedades
Além da certificação, o cadastro permitirá ao Estado mapear equipamentos e recursos disponíveis nas fazendas para utilização em operações de combate ao fogo.
Segundo o comandante-geral do CBMMT, coronel Flávio Glêdson Vieira Bezerra, a intenção é identificar propriedades que já atuam de forma preventiva e possuem estrutura de apoio em regiões rurais. Ele explicou que o mapeamento desse aparato particular é visto pelo Corpo de Bombeiros como um diferencial para ampliar a cobertura de resposta em áreas rurais durante o período de seca.
“Eles vão à luta, se cadastraram e têm lá carretas-pipa, caminhões, máquinas e aviões. A gente começou esse trabalho no final do ano passado, com o Sicraif, e deu muito certo. Agora as entidades de classe estão fortalecendo esse cadastro voluntário”.
O comandante afirmou ainda que o selo servirá como um indicativo do nível de comprometimento das propriedades rurais com ações preventivas.
“O Selo Parceiro do Meio Ambiente passa a ser um importante instrumento estratégico para evidenciar o nível de comprometimento das propriedades rurais com a prevenção e o combate aos incêndios florestais”, disse.
Preocupação com a estiagem
A criação do selo ocorre em meio às projeções de estiagem severa para Mato Grosso neste ano. Conforme prognósticos climáticos citados pelo governo estadual, o estado pode enfrentar redução no volume de chuvas e aumento das temperaturas nos próximos meses.
Durante a assinatura do decreto, o governador Otaviano Pivetta defendeu a participação conjunta entre poder público e setor produtivo nas ações de prevenção aos incêndios.
“Precisamos de todo mundo nessa empreitada de prevenir e combater os incêndios. Com isso, conservamos um ambiente saudável para o nosso povo e também fazemos a nossa parte na preservação e na melhoria do meio ambiente para todos. Tivemos cenários realmente chocantes. Espero que, juntos, consigamos prevenir e atravessar esse período de seca com o mínimo de danos possível”, frisou.
As regras para concessão, fiscalização e renovação da certificação serão regulamentadas pelo Corpo de Bombeiros Militar.
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Custo do milho recua 0,61% em MT, mas preço segue abaixo do custo total

O custo total de produção do milho da safra 2026/27 em Mato Grosso recuou 0,61% em junho, para R$ 7.372,88 por hectare. A redução foi influenciada principalmente pela queda de 2,38% nos gastos com fertilizantes e corretivos, que passaram a representar R$ 1.532,66 por hectare.
Os dados fazem parte do projeto CPA-MT, estimado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em parceria com o Senar-MT. No mesmo período, o custo operacional total (COT) caiu 0,60%, para R$ 6.057,70 por hectare, enquanto o custo operacional efetivo (COE) recuou 0,63%, para R$ 5.493,40 por hectare.
A redução dos custos ocorreu em um momento de melhora na logística do Oriente Médio. A normalização do fluxo permitiu a retomada das exportações e melhorou as condições de negociação para os compradores, pressionando os preços dos fertilizantes. O atraso nas compras, no entanto, pode concentrar a demanda nos próximos meses e elevar novamente os valores.
Além dos fertilizantes e corretivos, os gastos com defensivos caíram 0,32% em junho, para R$ 913,04 por hectare. Já as sementes subiram 0,95%, chegando a R$ 848,78 por hectare.
Segundo o levantamento, a alta das sementes limitou uma redução maior do custo de custeio, estimado em R$ 3.767,37 por hectare. O indicador apresentou queda mensal de 0,84%.
Preço precisa superar R$ 47 para cobrir custo total
Considerando a produtividade estimada de 128,64 sacas por hectare na safra 2025/26, o produtor mato-grossense precisaria comercializar o milho a R$ 42,70 por saca para cobrir o COE. Para alcançar o COT, o preço necessário sobe para R$ 47,09 por saca. Com isso, o produtor precisa comercializar a saca de 60 quilos acima de tal valor para cobrir o custo total.
O preço médio mensal do milho na safra 2026/27 foi estimado em R$ 44,76 por saca. Com isso, a cotação permanece acima do ponto de equilíbrio do COE, mas abaixo do valor necessário para cobrir o custo operacional total.
O cenário mostra que, mesmo com a queda mensal dos custos, a margem do produtor continua pressionada. A diferença entre o preço médio e o custo total reforça a necessidade de atenção às despesas e ao momento de comercialização da produção.
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Os bastidores da liderança da soja brasileira estarão em debate em evento da Embrapa; saiba como participar

O que garante a competitividade da soja brasileira no mercado mundial? Como as mudanças climáticas, a relação comercial com a China, a logística e a agregação de valor podem influenciar o futuro da cadeia produtiva? Essas e outras questões estarão no centro do VIII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, que será realizado nos dias 4 e 5 de agosto, na Embrapa Soja, em Londrina (PR).
As inscrições são gratuitas e já estão abertas no site oficial do evento. O seminário será realizado exclusivamente de forma presencial e deve reunir cerca de 150 participantes, entre pesquisadores, técnicos, agentes governamentais, especialistas, representantes da indústria e produtores rurais.
Segundo o pesquisador Marcelo Álvares de Oliveira, da Embrapa Soja, a programação foi elaborada para discutir os principais desafios e oportunidades da cadeia da soja brasileira.
“Nossa expectativa é debater a geopolítica e a relação comercial Brasil-China, assim como trazer foco para desafios e oportunidades da cadeia da soja brasileira, abordando desde o desenvolvimento de cultivares adaptadas às mudanças climáticas até soluções para os gargalos logísticos”, destaca. “Também vamos debater temáticas sobre descarbonização e o papel do biodiesel na sustentabilidade da cadeia produtiva.”
Para Daniel Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, manter a liderança mundial exige atenção constante à qualidade da produção.
“Preservar nossa liderança exige um debate técnico constante sobre a qualidade da soja brasileira, que é o propósito central deste seminário. Afinal, garantir um produto de alto padrão para as indústrias nacional e internacional de óleos e farelos é o que realmente define a competitividade do setor, indo muito além da simples quantidade produzida”, afirma.
O encontro é promovido pela Embrapa Soja, em parceria com a Abiove, Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Aprosoja MS, Aprosoja PR, Associação das Supervisoras e Controladoras do Brasil (ASCB), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Sistema OCB e Sindirações.
Na safra 2025/26, o Brasil produziu 180 milhões de toneladas de soja em aproximadamente 48 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), consolidando sua posição como maior produtor mundial da oleaginosa. Além da produção, o país também amplia o processamento interno, que deve alcançar 63 milhões de toneladas em 2026, de acordo com estimativas da Abiove.
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Agro Mato Grosso
FS e AMAGGI concluem acordo estratégico em MT na produção de etanol no Brasil

A FS e a AMAGGI concluíram o acordo que une uma das líderes na produção de etanol no Brasil e a maior empresa brasileira de grãos e fibras, após a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento de todas as condições precedentes.
A transação, por meio da qual a AMAGGI adquire uma participação de 40% do capital social da FS, contempla um aporte de US$ 100 milhões na companhia, por meio de uma emissão primária de ações. Além disso, prevê a aquisição de participações detidas por acionistas da FS.
Com raízes no estado de Mato Grosso, tanto a FS quanto a AMAGGI compartilham uma trajetória marcada por inovação, crescimento sustentável e protagonismo na cadeia agrícola. Fundada com foco na produção de biocombustíveis e nutrição animal a partir do milho, a FS foi pioneira na produção de etanol de milho no Brasil e protagonista no desenvolvimento do setor, consolidando-se como referência em eficiência, inovação e sustentabilidade.
A AMAGGI, que completa 50 anos no próximo ano, tornou-se a maior empresa de capital integralmente brasileiro na cadeia da soja, do milho e do algodão. Atua na produção, exportação, industrialização, logística, geração e comercialização de energia, produtos e serviços financeiros, insumos, produção de biodiesel, entre diversas outras atividades do agronegócio. A companhia também é referência em sustentabilidade, com diversos reconhecimentos internacionais e posição de liderança em rankings globais sobre o tema.
A parceria tem como foco apoiar o crescimento da FS e capturar conhecimentos e sinergias relevantes em áreas estratégicas, incluindo originação de milho, otimização logística e exportações, fortalecendo ainda mais a competitividade das duas organizações. Para a AMAGGI, trata-se de mais um passo em sua estratégia de industrialização e verticalização das operações, contribuindo para a crescente diversificação de seu portfólio de negócios.
A FS deve inaugurar sua quarta unidade produtiva ao fim de 2026, em Campo Novo do Parecis, e a quinta, em Querência, em julho de 2027. Ao fim desse ciclo de expansão, a empresa terá capacidade produtiva estimada de 3,9 bilhões de litros de etanol e de aproximadamente 3,0 milhões de toneladas de DDG.
Sobre a FS – A FS foi a primeira empresa a produzir etanol exclusivamente a partir de milho no Brasil, e sua visão de negócio é ser a maior companhia de combustível carbono negativo do mundo. Desde o início das atividades, em 2017, o negócio cresceu mais de 10 vezes e vive um novo ciclo de expansão. A receita líquida da companhia alcançou R$ 13 bilhões ao fim do ano-safra 2025/2026, com lucro líquido de R$ 1,6 bilhão.
A companhia processa atualmente mais de 6 milhões de toneladas de milho por ano-safra e produz 2,6 bilhões de litros de etanol e 2,2 milhões de toneladas de DDG (proteína de milho para nutrição animal). O etanol de milho produzido pela FS possui a menor pegada de carbono do mundo.
Sobre a AMAGGI – Fundada em 1977, a AMAGGI é a maior empresa brasileira de grãos e fibras. Presente em diversas etapas da cadeia do agronegócio, a companhia atua na produção agrícola de grãos, fibras e sementes; na originação, processamento e comercialização de grãos e insumos; além de transporte fluvial e rodoviário, operações portuárias e geração e comercialização de energia elétrica renovável.
Com sede em Cuiabá (MT), a AMAGGI está presente em todas as regiões do Brasil, com fazendas, armazéns, escritórios, fábricas, frota fluvial e rodoviária, terminais portuários e centrais hidrelétricas. No exterior, possui unidades e escritórios na Argentina, China, Holanda, Noruega, Suíça, Singapura e Panamá.
A empresa comercializa 24,7 milhões de toneladas de grãos e fibras em todo o mundo, das quais 1,7 milhão de toneladas é proveniente de suas próprias fazendas. Além disso, mantém relacionamento comercial com aproximadamente 5,6 mil produtores rurais.
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