Sustentabilidade
Mapa lança sistema unificado para registro de agrotóxicos no Brasil – MAIS SOJA

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, nesta terça-feira (26), o Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica (Sispa), ferramenta criada para modernizar, dar mais transparência e aumentar a eficiência do processo de registro de agrotóxicos e afins no Brasil.
A iniciativa atende às determinações da Lei nº 14.785/2023, que estabeleceu o Mapa como órgão registrante de agrotóxicos e afins, além de prever a adoção de protocolo único para os pedidos de registro e a criação do Sispa como sistema eletrônico integrado de tramitação e avaliação. O sistema foi desenvolvido em parceria com o setor privado, com participação de entidades como Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), que investiram mais de US$ 6 milhões no projeto, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Durante o evento de lançamento, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou a importância da nova ferramenta. “Nós temos razões de sobra para celebrar esse momento. O Sispa tem como objetivo modernizar o registro dos defensivos agrícolas no Brasil. Nosso desafio diário é construir as condições para uma agricultura cada vez mais sustentável e competitiva”.
O ministro ressaltou ainda que o sistema faz parte de um amplo esforço de transformação digital na defesa agropecuária. “Além do Sispa, alcançamos a marca de 100 mil certificados eletrônicos para produtos de origem vegetal. Tudo isso fortalece e moderniza nossa agricultura”, afirmou.
O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, classificou o lançamento como um momento há muito aguardado tanto pelo setor público quanto pelo privado. “Essa modernização não diminui o rigor técnico nem os requisitos, mas traz eficiência administrativa. Reduz custos para a União e entrega soluções claras para todos os envolvidos. É um dia muito importante”, disse.
Com a nova sistemática, os pedidos de registro passam a ser protocolados em um único ambiente eletrônico coordenado pelo Mapa. Antes, as empresas precisavam apresentar requerimentos separadamente ao Mapa, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pela avaliação toxicológica, e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pela avaliação ambiental.
O Sispa permitirá a integração dos fluxos de análise entre os três órgãos federais responsáveis pela avaliação dos produtos, proporcionando maior agilidade, rastreabilidade e transparência em todas as etapas do processo. A plataforma também possibilitará a geração e disponibilização de informações relacionadas ao registro e ao comércio de agrotóxicos e afins.
O diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), embaixador Ruy Pereira, destacou que o Sispa representa mais do que um avanço tecnológico. “O Sispa simboliza a capacidade que temos no Brasil de fazer convergir os interesses e as ações de diferentes instituições para uma solução pública integrada, orientada pela eficiência, pela transparência e pelo interesse público”, afirmou.
Ruy Pereira acrescentou que o sistema também fortalece a posição do Brasil em mercados exigentes, como o da União Europeia, ao reforçar a segurança e a governança regulatória dos defensivos agrícolas.
Representando o IBA, o diretor-executivo da Abrapa, Márcio Portocarrero, enfatizou os ganhos esperados pelo setor produtivo. “A expectativa dos produtores é que o sistema permita encurtar prazos, ampliar a transparência, a eficiência e a efetividade dos processos. Também esperamos que os pedidos já ingressem de forma mais padronizada, reduzindo retrabalho e permitindo maior agilidade na chegada de novas moléculas ao mercado”, afirmou.
Pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), Adalberto Maluf avaliou o lançamento como um marco para a governança ambiental. “O MMA considera o Sispa um marco e um avanço estratégico importante para fortalecer a governança ambiental regulatória. O sistema amplia a integração entre os órgãos envolvidos e aumenta significativamente a transparência e a previsibilidade dos processos”, disse.
O diretor-presidente substituto da Anvisa, Leandro Safatle, ressaltou que o Sispa resolve uma demanda histórica de integração entre os órgãos responsáveis pelo registro. “Havia três sistemas distintos, com dificuldades de comunicação e pouca uniformidade nos fluxos processuais. O Sispa representa uma evolução importante ao integrar os processos de um dos maiores sistemas regulatórios do mundo, envolvendo mais de 300 empresas e cerca de mil produtos registrados anualmente”, afirmou.
Com o novo sistema, todas as petições passam a ser feitas de forma unificada e exclusivamente eletrônica em uma única plataforma. As empresas poderão acompanhar em tempo real o andamento dos processos nos três órgãos, reduzindo o chamado “efeito pingue-pongue” de documentos.
A implementação do Sispa reduz a duplicidade de procedimentos, amplia a integração entre os órgãos responsáveis e fortalece a gestão dos processos de registro de agrotóxicos e afins no país.
Fonte: MAPA
Autor:MAPA
Site: MAPA
Sustentabilidade
El Niño deve transformar gestão operacional em fator decisivo da safra 2026/27 – MAIS SOJA

A possível formação do El Niño ao longo de 2026 pode trazer um efeito cada vez mais presente dentro das fazendas brasileiras: menos tempo para errar. Com maior instabilidade climática, operações como plantio, aplicação e manejo fitossanitário passam a depender de intervalos mais curtos, aumentando o risco de atrasos, aplicações fora do momento ideal e perdas difíceis de recuperar ao longo do ciclo.
Segundo Rafael Mancini, gerente de Desenvolvimento de Mercado da ADAMA, o desafio da próxima safra pode ir além da interpretação das previsões meteorológicas. “O desafio não será apenas entender a previsão climática. Será conseguir operar dentro das janelas corretas”, afirma. Na prática, isso significa que atividades normalmente tratadas como rotina passam a ter peso estratégico dentro da safra. Em regiões com maior volume de chuva, por exemplo, a redução das janelas de trabalho no campo pode dificultar a entrada de máquinas, atrasar pulverizações, comprometer qualidade de aplicação e aumentar o risco de intervenções fora do momento mais adequado.
“Em muitos casos, o produtor até sabe o que precisa ser feito, mas encontra dificuldade para executar no momento correto. E, em um cenário mais instável, alguns dias e a escolha correta do produto podem fazer diferença importante no resultado final”, explica Mancini. Em sua avaliação, o El Niño tende a pressionar diretamente a capacidade de resposta da operação no campo. Isso porque o fenômeno interfere simultaneamente em diferentes etapas do manejo, desde plantabilidade e emergência até residual de herbicidas, desenvolvimento radicular, compactação do solo, qualidade das aplicações e janela de colheita.
Além dos impactos operacionais, a mudança no padrão climático também altera o comportamento fitossanitário das lavouras. Em soja e milho, cenários de maior umidade e molhamento foliar aumentam a pressão de doenças como ferrugem asiática, antracnose, cercosporiose, doenças de final de ciclo e podridões. Já em regiões mais secas, o cenário muda: plantas sob estresse tendem a apresentar pior fechamento de linhas, menor competitividade e maior vulnerabilidade a escapes de plantas daninhas e pragas favorecidas por calor e déficit hídrico.
Para a ADAMA, esse contexto deve acelerar uma mudança que já vinha ocorrendo no campo: produtores mais preparados tendem a ganhar vantagem em ambientes mais imprevisíveis. “Anos assim normalmente ampliam a diferença entre quem consegue antecipar decisões e quem depende de correções ao longo do ciclo”, reforça Mancini.
Segundo ele, isso envolve uma combinação de fatores que começa antes mesmo do plantio, como escolha de cultivares mais estáveis, posicionamento adequado de pré-emergentes, manejo de palhada, definição de população de plantas, logística de aplicação e monitoramento mais frequente da lavoura. “O clima continua sendo determinante, mas a forma como o produtor se prepara e reage ao longo do ciclo passa a ter impacto ainda maior sobre o resultado da safra”, conclui.
Sobre a ADAMA
A ADAMA Ltda. (leia-se ADAMÁ) é uma empresa global líder em proteção de cultivos, oferecendo soluções inovadoras para agricultores no combate a plantas daninhas, insetos e doenças. A companhia possui um dos portfólios mais amplos e diversificados de ingredientes ativos do setor, apoiado por capacidades avançadas de Pesquisa & Desenvolvimento, fabricação e formulação.
Com presença em mais de 100 países, a ADAMA combina escala global com forte foco local, desenvolvendo produtos de alta qualidade e soluções customizadas, orientadas pelas necessidades reais dos agricultores e de seus parceiros comerciais.
Para mais informações, visite nosso site www.adama.com e nossos canais no Facebook, LinkedIn, Instagram e Youtube.
Fonte: Assessoria
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Colheita se encerra no RS; agentes focam na comercialização – MAIS SOJA

Com a colheita da safra 2025/26 oficialmente encerrada no Rio Grande do Sul, o mercado de arroz em casca segue operando com baixa liquidez e com pressão sobre os preços. De acordo com o Cepea, sem a urgência das atividades de campo, as atenções se voltam agora às estratégias de comercialização e às perspectivas para os próximos movimentos do mercado.
Nesse cenário, as estratégias dos produtores seguem distintas. Segundo pesquisadores do Cepea, enquanto parte dos orizicultores amplia a oferta para geração de caixa e cumprimento de compromissos de curto prazo, outros permanecem retraídos, avaliando que os atuais patamares de preços seguem insuficientes frente aos custos da atividade.
Do lado comprador a cautela predomina. Ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, apesar do interesse na aquisição do cereal, as indústrias vêm reduzindo os valores ofertados diante do desempenho mais fraco das vendas de arroz beneficiado. Além disso, parte das empresas tem priorizado a compra de produtos já armazenados em suas unidades.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Agro cresce, mas falta liderança: o risco silencioso dentro das empresas – MAIS SOJA

Foto de capa: Assessoria
O agronegócio brasileiro segue em expansão e se consolida como um dos principais motores da economia nacional. Mas, dentro das empresas, um desafio menos visível começa a ganhar relevância: a dificuldade de formar líderes na velocidade que o próprio crescimento exige.
O setor responde por cerca de um quarto do PIB do país, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Ao mesmo tempo, o avanço das operações e o aumento da complexidade na gestão têm elevado o nível de exigência sobre executivos, nem sempre acompanhados pela formação adequada.
Nos bastidores, o problema aparece de forma recorrente: promoções feitas antes da hora, profissionais que ainda não sustentam a posição e decisões estratégicas que acabam concentradas em poucas pessoas.
“É um risco que não aparece no balanço, mas impacta diretamente o resultado. Muitas empresas crescem mais rápido do que conseguem desenvolver suas lideranças”, afirma Jorge Ruivo, Consultor e CEO da Wiabiliza.
Esse descompasso não é exclusivo do agro. Estudos indicam que a maioria das empresas enfrenta lacunas relevantes de habilidades, especialmente em níveis de liderança, um fator que compromete a capacidade de execução e tomada de decisão.
Decisão travada e dependência de poucos
Na prática, a falta de lideranças prontas cria um efeito em cadeia. Executivos mais seniores passam a concentrar decisões críticas, enquanto níveis intermediários ainda não têm repertório suficiente para assumir maior protagonismo.
O resultado é conhecido: decisões mais lentas, maior risco de erro e dificuldade para sustentar o crescimento de forma consistente.
“Quando não há sucessores preparados, a empresa fica refém de poucas pessoas. Isso limita o crescimento e aumenta a exposição ao risco”, explica o especialista da Wiabiliza.
Mentoring como resposta prática
Diante desse cenário, algumas empresas do setor têm buscado caminhos mais diretos para acelerar a formação de lideranças. Entre eles, o mentoring executivo vem ganhando espaço por sua abordagem prática.
Diferente de programas tradicionais de treinamento, o modelo se baseia na troca direta entre executivos mais experientes e líderes em desenvolvimento, com foco em situações reais do negócio.
“O ganho está na aplicação imediata. O executivo discute decisões reais, antecipa erros e amadurece mais rápido”, afirma.
Um desafio que tende a crescer
Com a escassez de profissionais qualificados se intensificando, a formação de lideranças deve se consolidar como um dos principais temas estratégicos para o agronegócio nos próximos anos.
Para especialistas, a diferença estará na forma como cada empresa estrutura esse processo. “Desenvolver líderes deixou de ser uma agenda de longo prazo. Hoje, é uma necessidade imediata para sustentar o crescimento”, conclui.
Fonte: Assessoria de imprensa
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