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‘Decretado’ por furtos: operação caça bando que fuzilou jovem, mas termina com prisão por ‘gato’ de energia

A Polícia Civil deflagrou, nessa terça-feira (26.5), a 2ª fase da Operação Galileia, com o objetivo de avançar nas investigações relacionadas ao homicídio de um homem de 28 anos, em Rondonopolis (219 km da Capital).
Durante a operação, foram cumpridas seis ordens judiciais, sendo cinco mandados de busca e apreensão domiciliar e um mandado de prisão preventiva, expedidos pela Justiça com base nos elementos reunidos ao longo das investigações conduzidas pela equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do Município.
O crime ocorreu no dia 24 de março de 2026, quando a vítima foi encontrada morta às margens da estrada de acesso à região da Galileia, apresentando diversas lesões pelo corpo e ferimentos compatíveis com disparos de arma de fogo.
A investigação apontou que o homicídio teria sido ordenado por integrantes de uma facção criminosa atuante na cidade, em razão de furtos supostamente praticados pela vítima na região da Vila Brasília.
Durante o cumprimento das ordens judiciais nesta quarta-feira (27), os policiais civis apreenderam entorpecentes e diversos dispositivos eletrônicos.
Além disso, um homem de 26 anos foi preso em flagrante pelo crime de furto de energia. A concessionária de energia foi acionada e constatou a existência de fraude no medidor.
Após os procedimentos legais, o preso foi encaminhado à unidade penitenciária, onde permanece à disposição da Justiça.
O alvo do mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara Criminal, um homem de 39 anos, não foi localizado e encontra-se foragido.
As investigações continuam em andamento com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos no homicídio e aprofundar a apuração acerca da atuação criminosa na região.
Com Assessoria
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Tarifaço de Trump entra em vigor, taxa 19% das exportações e Brasil anuncia reação

Nova tarifa de 25% afeta até US$ 11 bilhões em produtos. Itamaraty rebate acusações dos EUA e prepara pacote de R$ 130 milhões para buscar novos mercados
Começou a vigorar nesta quarta-feira (22) a tarifa adicional de 25% aplicada pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. O tarifaço atinge 19% das exportações do Brasil para os Estados Unidos. 
A estimativa do valor total das exportações afetadas varia entre US$ 7,2 bilhões e US$ 11 bilhões, segundo cálculos da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Armcham Brasil).
Entre os 2,3 mil produtos afetados, a maioria integra os setores de eletroeletrônicos; máquinas e equipamentos; autopeças e calçados. Praticamente, 700 produtos estão isentos da tarifa, número superior aos 615 previstos durante as negociações.
Segundo o governo, o mercado estadunidense é o principal destino das exportações brasileiras de eletroeletrônicos. O país responde por cerca de um quarto das vendas externas do setor de máquinas e equipamentos.
Os estados de São Paulo (SP) e Santa Catarina (SC) concentram 52% do impacto do tarifaço dos EUA, com o estado economicamente mais forte do país concentrando, sozinho, 41,6% do total do valor das exportações afetadas. Santa Catarina, porém, tem situação mais crítica, com 68% das exportações aos EUA atingidas pela medida da Casa Branca, segundo dados da Apex-Brasil.
Políticas brasileiras
O tarifaço adotado pelo governo Trump baseou-se em um processo conduzido pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), que alega que o Brasil detém práticas “desleais” no comércio com os norte-americanos.
Os estadunidenses elencaram seis temas para decidir sobre a taxação:
- pagamentos eletrônicos (pix) e regulação de redes sociais;
- desmatamento ilegal;
- acesso ao mercado de etanol;
- combate à corrupção;
- proteção da propriedade intelectual;
- acordos preferenciais com México e Índia.
O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação e argumenta que elas têm motivação política e não condizem com a realidade. Segundo o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, os negociadores dos EUA pediam a abertura total de mercados sem contrapartida.
Diversificação
Em resposta ao tarifaço, o governo brasileiro anunciou que retomará o programa de apoio aos setores afetados com linha de crédito para capital de giro, investimentos e com apoio para escoamento de produtos a outros clientes e países. Avalia também flexibilizar temporariamente regras do regime de isenção, suspensão ou restituição de tributos para insumos usados na produção de mercadorias para exportação.
Já a Apex-Brasil prevê a divulgação, em agosto, de um plano de R$ 130 milhões para diversificar as exportações do Brasil, principalmente, para União Europeia, países que integram a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), como Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, além de nações da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão.
Conteúdo especial
A Agência Brasil publicou reportagens especiais para contrapor os argumentos usados pelos EUA para justificar o tarifaço:
Modelo do pix desafia controle financeiro dos EUA sobre o Brasil
Tarifaço: EUA distorcem tema das big techs, afirmam especialistas
Tarifaço deve ter efeito limitado na balança comercial brasileira
Governo Trump usa desmatamento para impor taxas ao Brasil
Tarifa dos EUA terá efeito limitado sobre etanol brasileiro
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Virginia Fonseca e Blaze entram na mira da Justiça e podem pagar R$ 120 milhões

Tribunal do DF atendeu a pedido do Ministério Público e proibiu postagens que tratem apostas eletrônicas como forma de investimento
A Justiça do Distrito Federal determinou que a influenciadora digital Virginia Fonseca retire de suas redes sociais postagens de propaganda de apostas eletrônicas (bets) que não estão acordo com as regras da legislação.
A decisão foi proferida nessa terça-feira (21) pelo desembargador Renato Rodovalho Scussel, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, e atendeu ao pedido liminar feito pelo Ministério Público (MP).
Pela decisão, Virginia terá prazo de 48 horas para retirar postagens feitas em parceria com a plataforma de apostas Blaze, que também foi acionada pelo MP.
O magistrado determinou que Virginia está proibida de fazer postagens que sugiram lucros fixos, renda extra, fonte de renda, investimento ou forma alternativa de emprego.
Segundo o desembargador, a legislação que autorizou o funcionamento das plataformas de bets impede a realização de publicidade com sugestões de ganho fácil com as apostas eletrônicas.
“A remoção de conteúdo deve limitar-se às publicações concretas que permaneçam acessíveis e que contrariem os comandos objetivos ora estabelecidos. Não se justifica, em cognição sumária, determinar a retirada indistinta de todo conteúdo relacionado a apostas, pois a atividade publicitária, dentro dos limites legais, não é proibida”, afirmou.
A Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Virginia e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.
Pagamento solidário de R$ 120 milhões
No início deste mês, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) protocolou uma ação civil pública contra a influenciadora digital e a plataforma de apostas Blaze.
O órgão pede a condenação de ambos ao pagamento solidário de R$ 120 milhões em danos morais coletivos pela divulgação abusiva do site de apostas.Na ação, o MP também solicitou uma liminar para proibir a influenciadora de divulgar publicidade irregular de bets, mas o pedido foi rejeitado pela primeira instância da Justiça do Distrito Federal. Em seguida, o MP recorreu à segunda instância.
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A todo vapor: demanda aquecida impulsiona preços da soja; saiba os números do dia

O mercado brasileiro de soja voltou a registrar cotações firmes nesta quarta-feira (22). Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a alta mais intensa da Bolsa de Chicago, aliada aos prêmios ainda elevados, sustentou os preços no país, mesmo diante da desvalorização do dólar.
De acordo com o analista, a queda da moeda norte-americana não trouxe pressão negativa para o mercado. A demanda continua aquecida, enquanto os produtores seguem vendendo pouco e retendo a soja, o que reduz a oferta disponível e mantém os preços em patamares elevados.
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Silveira também destaca que os portos continuam oferecendo boas oportunidades de comercialização, com indicações entre R$ 148,00 e R$ 150,00 por saca no mercado spot, dependendo do porto e do momento do mercado. Além disso, os basis locais permanecem elevados.
Outro ponto de atenção do mercado são os relatórios de exportação dos Estados Unidos, que serão divulgados nesta quinta-feira. Segundo o analista, os números poderão provocar novas oscilações nas cotações da Bolsa de Chicago.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 141,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 140,00 para R$ 142,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 134,00 para R$ 136,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 126,00 para R$ 130,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 127,50 para R$ 128,50
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 129,00 para R$ 132,00
- Paranaguá (PR): passou de R$ 145,00 para R$ 147,00
- Rio Grande (RS): preços passaram de R$ 145,00 para R$ 147,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja encerraram o dia em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O principal fator foi a forte valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo aumento das tensões no Oriente Médio, o que favoreceu o avanço das commodities.
As preocupações com o tráfego na região fizeram o petróleo voltar a superar os US$ 90 por barril em Londres. Com a relação cada vez mais estreita entre o petróleo e os óleos vegetais, em razão da produção de biodiesel, a soja acompanhou esse movimento de valorização.
Também contribuíram para a alta a expectativa de retomada da demanda chinesa pela soja norte-americana e as preocupações com as temperaturas elevadas e a falta de chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 13,50 centavos de dólar, ou 1,10%, a US$ 12,33 por bushel. A posição novembro encerrou cotada a US$ 12,39 por bushel, com valorização de 16,25 centavos de dólar, ou 1,32%.
Nos subprodutos, o farelo para agosto subiu US$ 4,90, ou 1,49%, para US$ 331,60 por tonelada. Já o óleo de soja para agosto avançou 1,18 centavo de dólar, ou 1,58%, encerrando a 75,48 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,41%, cotado a R$ 5,0521 para venda e R$ 5,0501 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0501 e a máxima de R$ 5,0841.
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