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28 de maio de 2026

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Conab entrega etapa de modernização de armazém em Ponta Grossa nesta sexta-feira

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza nesta sexta-feira (29), em Ponta Grossa (PR), a entrega da primeira etapa da reforma e modernização de sua unidade armazenadora no município. Segundo informações divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a estrutura é a maior da estatal e teve a capacidade operacional ampliada de 180 mil para 400 mil toneladas de grãos, como soja, milho e trigo. A agenda oficial no Paraná também prevê, em Curitiba, um evento voltado ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e ao abastecimento de cozinhas solidárias.

De acordo com a Conab e o MDA, a unidade de Ponta Grossa exerce função estratégica na formação de estoques públicos e no apoio à Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). Nesta primeira etapa, foram investidos R$ 21,5 milhões, sendo R$ 9,5 milhões da Conab e R$ 12 milhões da Itaipu Binacional. O material oficial informa que outros R$ 30 milhões devem ser destinados à continuidade da obra ainda em 2026.

As intervenções incluem recuperação de telhados, impermeabilização, pintura, modernização de motores, balanças e equipamentos operacionais, além de reforço estrutural dos silos. Segundo os órgãos envolvidos, as obras foram organizadas de forma escalonada para manter o funcionamento da armazenagem durante a execução.

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Para o setor agropecuário, a ampliação da capacidade pública de estocagem tem relação direta com a gestão de oferta, o suporte a políticas de abastecimento e a operação de instrumentos oficiais de comercialização. No caso do Paraná, estado com produção relevante de soja, milho e trigo, a estrutura pode reforçar a logística de recebimento e movimentação desses grãos.

Na agenda da tarde, em Curitiba, será realizado o evento “PAA e Cozinhas Solidárias”, com entrega de alimentos adquiridos da agricultura familiar para atendimento de populações em situação de vulnerabilidade. Segundo o material divulgado pelo MDA, o PAA atende 200 mil agricultores familiares, com R$ 1,7 bilhão pagos entre 2023 e fevereiro de 2026. O texto também cita a aquisição de 842 mil toneladas de alimentos entre 2023 e 2025. Não foram detalhados, no material encaminhado, os volumes específicos que serão entregues no evento do Paraná.

A agenda no estado reúne dois eixos de política pública com impacto no agro: armazenagem e compras institucionais. O alcance operacional da nova estrutura e os efeitos sobre estoques e comercialização dependerão da continuidade das obras, da execução orçamentária e do uso da unidade pela política de abastecimento federal.

Fonte: gov.br

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Candidata à chefia da Embrapa Roraima apresenta plano com foco em inovação e transferência de tecnologia

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A pesquisadora Hyanameyka Evangelista de Lima Primo, candidata ao cargo de chefe-geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Roraima, apresentou nesta terça-feira (19) ao Comitê de Seleção de Chefes um plano de trabalho voltado ao próximo biênio da unidade. A proposta reúne medidas de gestão, inovação, sustentabilidade institucional e ampliação da transferência de tecnologia para atender demandas produtivas e sociais do estado.

Durante a apresentação, a pesquisadora destacou a condição territorial de Roraima, com 46% de terras indígenas e 21% de áreas de conservação, como um fator que exige tecnologias de maior eficiência para compatibilizar produção e preservação ambiental. Segundo ela, a unidade precisa priorizar cadeias produtivas estratégicas e ampliar a articulação com políticas públicas e parcerias institucionais.

O plano menciona alinhamento ao Plano Diretor da Embrapa 2024-2030 e referência a instrumentos como o Plano ABC+, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Entre as frentes técnicas citadas estão o desenvolvimento de bioinsumos locais, a validação de genótipos tolerantes para adaptação climática e soluções de processamento e agregação de valor para a agroindústria.

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Na área social e produtiva, a candidata afirmou que pretende manter projetos de inclusão socioprodutiva, segurança alimentar de povos indígenas, ações com mulheres da agricultura familiar e trabalho com associações e cooperativas. Também citou a implantação de quintais produtivos e iniciativas de pós-colheita e agroindustrialização.

Na parte administrativa, a proposta inclui criação de um escritório de negócios para apoiar planejamento estratégico e captação de recursos extraorçamentários, além de automatização de fluxos, uso de ferramentas digitais e maior transparência na gestão orçamentária. Durante a sabatina, a candidata afirmou que a pesquisa deve focar qualidade e geração de dados para responder às demandas do setor produtivo, do grande ao pequeno produtor.

Como a apresentação ocorreu no âmbito do processo de seleção interna da Embrapa, os pontos apresentados ainda integram uma proposta de gestão. A execução das medidas dependerá do resultado da escolha para a chefia-geral e do desdobramento administrativo da unidade em Roraima.

Fonte: embrapa.br

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Mapa lança projeto para ampliar cacau agroflorestal na Bahia e no Pará

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), lançou nesta quarta-feira (27), em Belém (PA), o Projeto Cacau Brasil Agrofloresta. A iniciativa já havia sido apresentada na Bahia na última segunda-feira (25) e concentra ações nos dois principais estados produtores do país. Segundo o ministério, o programa terá investimentos de US$ 30,9 milhões ao longo de 48 meses.

De acordo com o Mapa, o projeto contará com US$ 23,1 milhões do Fundo Verde para o Clima e US$ 7,8 milhões em cofinanciamento. A proposta prevê a implantação de 12,5 mil hectares de sistemas agroflorestais com cacau nos biomas Amazônia e Mata Atlântica.

A estrutura da iniciativa combina produção agrícola, conservação ambiental e adaptação às mudanças climáticas. Entre os resultados projetados pelo ministério estão a redução de 5,18 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente e o atendimento direto de cerca de 69 mil beneficiários, além de impacto indireto sobre outras 397 mil pessoas.

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Durante o lançamento, o diretor da Ceplac, Thiago Guedes, informou que o Brasil tem atualmente cerca de 620 mil hectares de cacau, distribuídos em seis grandes estados produtores, com expansão da cultura para mais de 26 unidades da federação. Esse dado ajuda a dimensionar o peso da cadeia cacaueira na estratégia de ampliação de sistemas produtivos de menor impacto ambiental.

No campo regulatório, o Mapa também publicou a Portaria nº 909, que institui o Plano Inova Cacau 2030. Segundo o ministério, a medida estabelece mecanismos de governança, coordenação, monitoramento e transparência, com vigência até 31 de dezembro de 2030.

Para produtores, cooperativas e assistência técnica, o avanço do projeto tende a concentrar esforços em manejo, capacitação e organização territorial, já que o próprio ministério destacou a necessidade de plantas saudáveis e de práticas adequadas para sustentar produtividade em áreas cacaueiras.

A execução do projeto nos próximos quatro anos deve indicar a capacidade de expansão do cacau agroflorestal em escala comercial na Bahia e no Pará. Neste momento, o Mapa não detalhou, no material divulgado, o cronograma operacional por município nem os critérios completos de seleção dos beneficiários.

Fonte: gov.br

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Avanço do greening deve provocar queda de 13% na safra 26/27 de citros

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Foto: divulgação/Prefeitura Municipal de Capão Bonito

A nova estimativa da safra 2026/27 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, principal região produtora de laranja para suco do planeta, mostram que o avanço do greening (HLB – Huanglongbing) coloca o setor em um dos momentos mais delicados de sua história recente.

Segundo anúncio do Fundecitrus, a produção deverá atingir 255,20 milhões de caixas de 40,8 kg, volume 12,9% inferior à safra anterior, que somou 292,94 milhões de caixas, além de representar retração de 14,7% em relação à média da última década.

De acordo com o diretor-executivo da entidade, Juliano Ayres, a combinação entre adversidades climáticas e maior pressão do greening tem agravado o cenário nos pomares.

“Esta é uma safra impactada pela variabilidade climática e pela maior pressão do greening, com efeitos no pegamento, na carga e na queda de frutos. Apesar de avanços no peso médio e no nível tecnológico dos pomares, o cenário exige rigor no manejo e monitoramento contínuo”, afirmou.

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Os dados e análises foram divulgados no contexto da Expocitros 2026 e da Semana da Citricultura 2026, iniciadas esta semana no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, do Instituto Agronômico, em Cordeirópolis, São Paulo.

Incidência de quase 50%

incidência do greening por região
Foto: Divulgação

Para especialistas do setor, o avanço do HLB atingiu patamares alarmantes. O consultor em citros Gilberto Tozatti, fundador do Grupo de Consultores em Citros (GCONCI), afirma que a incidência média de plantas sintomáticas no principal cinturão citrícola brasileiro já alcança 47,6%, enquanto a severidade média da doença chega a 22,7%.

Segundo ele, o problema vai além da disseminação geográfica. “A severidade representa o nível de comprometimento da planta e está diretamente relacionada à redução da produção e aumento das perdas de frutos”, detalha. Tozatti ressalta ainda que o greening vem se expandindo gradativamente para outras regiões produtoras do país.

Os reflexos econômicos são severos. Tozatti estima que mais de 50% da queda prematura de frutos esteja atualmente relacionada ao greening. Além disso, a doença reduz significativamente o rendimento industrial e compromete a qualidade do suco, impactando diretamente a competitividade da cadeia citrícola brasileira.

Já o consultor Hamilton Rocha reforça que os prejuízos se acumulam há mais de duas décadas. “A produção e a qualidade dos frutos têm diminuído drasticamente ao longo desses mais de 20 anos”, afirma.

Manejo integrado ainda é principal estratégia

colheita de laranja
Foto: Bento Viana/CNA

Sem uma cura definitiva disponível no mercado, o controle do greening continua baseado em manejo integrado, monitoramento intensivo e controle rigoroso do psilídeo Diaphorina citri, inseto vetor da bactéria associada à doença.

Nas regiões com menor incidência, Tozatti destaca a importância da erradicação rápida de plantas contaminadas e do controle rigoroso do vetor para evitar a disseminação. Já nas áreas mais afetadas, os produtores têm concentrado esforços na manutenção da produtividade e da longevidade dos pomares.

“Nessas regiões, o foco tem sido melhorar fertilidade do solo, nutrição equilibrada e preservação do sistema radicular, uma das partes mais afetadas pelo HLB”, afirma o consultor.

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Rocha pondera que ainda não existe reversão efetiva da doença em plantas sintomáticas. “O que conseguimos atualmente é reduzir a velocidade de avanço da doença dentro do pomar”, contextualiza.

O engenheiro agrônomo PhD André Luis Teixeira Creste classifica o cenário como alarmante. Segundo ele, algumas regiões já apresentam índices superiores a 70% de plantas sintomáticas, o que pode levar a perdas ainda maiores dependendo das condições climáticas.

“Não existe uma bala de prata para o controle da doença. É necessário associar diferentes ferramentas, incluindo manejo de solo, controle do vetor, defensivos químicos e biológicos”, afirma.

Ele destaca ainda o uso de refletores solares como ferramenta complementar e aponta novas tecnologias em avaliação no mercado como alternativas promissoras para redução dos danos causados pelo HLB.

Entre as novas tecnologias de combate à doença, o sistema TreciseR, desenvolvido pela Invaio Sciences, está em processo de registro para uso comercial no Brasil. A solução utiliza um sistema de aplicação localizada diretamente no tronco das plantas, permitindo a administração de ingredientes ativos, incluindo bactericidas como a oxitetraciclina.

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Segundo a empresa, a inovação permite reduzir em até 90% a dose aplicada em comparação com outros métodos, além de minimizar a exposição de trabalhadores e os impactos ao meio ambiente.

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