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23 de julho de 2026

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Embrapa Agroenergia marca 20 anos com lançamento de projetos e novas frentes de pesquisa

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A Embrapa Agroenergia comemorou 20 anos de criação nesta quarta-feira (27), em Brasília (DF), com uma cerimônia marcada pelo lançamento de projetos, apresentação de iniciativas e homenagens a parceiros e pesquisadores. Durante o evento, a unidade reforçou sua agenda de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em biogás, biometano, bioinsumos sustentáveis, biocombustíveis do futuro, biomassa renovável e certificação de sustentabilidade.

Na abertura da cerimônia, o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso, afirmou que a unidade consolidou, ao longo de duas décadas, uma atuação voltada à conexão entre agricultura, biomassa e indústria. Segundo ele, a estratégia atual busca ampliar o uso de matérias-primas agrícolas e resíduos na produção de etanol, biodiesel, biogás, biometano, químicos de base biológica, biomateriais e combustíveis renováveis avançados.

Entre os anúncios do evento, a unidade apresentou o BioInova, projeto em rede com outras quatro unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com financiamento de R$ 14 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Também foi lançado o MapCanola, iniciativa voltada a avaliar áreas com maior aptidão para a expansão sustentável da canola, especialmente em sistemas de segunda safra após soja e milho.

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A programação incluiu ainda o Hub de Inovação em biocombustíveis e bioprodutos, voltado à aceleração de tecnologias e negócios com empresas de base tecnológica, e a Plataforma de Desenvolvimento de Bioinsumos Microbianos de Baixa Emissão de Carbono (BIOFAB-DF). A estrutura será implantada no Distrito Federal para desenvolvimento, escalonamento produtivo e validação de bioinsumos microbianos com aplicações agrícolas e industriais.

Do ponto de vista técnico, os anúncios reforçam frentes com ligação direta ao setor agropecuário. O mapeamento de canola pode ampliar a base de matérias-primas para biocombustíveis, enquanto a biofábrica de insumos microbianos tem potencial de apoiar sistemas produtivos com foco em eficiência agronômica e menor emissão de carbono. A Embrapa não detalhou, no material divulgado, cronogramas operacionais nem metas de adoção em escala comercial para todas as iniciativas apresentadas.

A sinalização da Embrapa Agroenergia é de continuidade da pesquisa aplicada em bioeconomia de base agrícola, com foco em energia renovável, aproveitamento de biomassa e insumos biológicos. O alcance prático dessas frentes dependerá da evolução dos projetos, da validação técnica e da integração com produtores, indústria e políticas públicas.

Fonte: embrapa.br

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Comissão da CNA debate Plano Safra, El Niño e tarifas dos EUA para a cana

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A Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu em Brasília, na quarta-feira (22), para discutir o Plano Safra 2026/2027, as perspectivas climáticas e os desdobramentos do comércio exterior para o setor sucroenergético. A pauta incluiu os efeitos do El Niño sobre a produção, a tarifa adicional aplicada pelos Estados Unidos e oportunidades ligadas ao acordo entre Mercosul e União Europeia.

Na abertura do encontro, o presidente da comissão, Nelson Perez Júnior, afirmou que o setor acompanha temas com potencial de afetar a cadeia produtiva nos próximos meses.

Sobre o Plano Safra 2026/2027, o assessor técnico Guilherme Rios apresentou as demandas encaminhadas pela CNA para o programa, lançado pelo governo em 30 de junho. Segundo ele, a confederação seguirá acompanhando a aplicação dos recursos destinados ao financiamento da política agrícola na próxima safra.

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No eixo climático, a assessora técnica da CNA Danyella Bonfim levou à comissão dados sobre o avanço do El Niño e seus possíveis efeitos sobre diferentes atividades agropecuárias. No caso da cana-de-açúcar, ela relatou que o setor já sinalizou atrasos na colheita e na moagem em razão do excesso de chuvas na região Centro-Sul do país. Danyella também citou a possibilidade de ocorrência de um super El Niño neste ano e defendeu preparação com monitoramento de mercado, previsões meteorológicas e planejamento do calendário de plantio.

A agenda também incluiu a tarifa adicional de 25% que os Estados Unidos passaram a aplicar sobre determinados produtos brasileiros a partir desta quarta-feira (22), após investigação com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. A assessora de Relações Internacionais da CNA, Isadora Souza, apresentou os seis eixos de argumentação dos Estados Unidos contra o Brasil e destacou que a ampliação da lista de exceções reduziu significativamente o impacto sobre o agronegócio brasileiro. Ela também tratou do acordo Mercosul-União Europeia e das cotas previstas para o agro, com foco na cadeia sucroenergética.

Os integrantes da comissão ainda discutiram a Medida Provisória nº 1374/2026, que autoriza subvenção econômica de R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar para produtores independentes do Nordeste.

A reunião também abordou a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) e a competitividade do etanol em relação à gasolina, em uma agenda voltada a crédito, clima, comércio e medidas de apoio à cadeia sucroenergética.

Fonte: cnabrasil.org.br

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SP aposta em batata-doce para ampliar produção de etanol e biometano

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Foto: Governo de São Paulo/divulgação

O governo de São Paulo formaliza nesta quinta-feira (23), durante a abertura da Batatec 2026, em Presidente Prudente (SP), uma parceria tecnológica para desenvolver novas cultivares industriais de batata-doce voltadas prioritariamente à produção de etanol e biometano.

O acordo será assinado entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto Agronômico (IAC-Apta), e a Agropecuária Vista Alegre, empresa do Grupo Better Beef. A iniciativa busca aproximar a pesquisa científica das demandas da indústria, ampliando o potencial da cultura como matéria-prima para a geração de combustíveis renováveis.

A cooperação prevê projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além do intercâmbio de pesquisadores e da troca de conhecimento técnico entre as instituições.

Segundo o governo paulista, a proposta é combinar a experiência do IAC em melhoramento genético com o conhecimento do setor produtivo sobre as características agronômicas e industriais necessárias para elevar o desempenho da batata-doce na produção de bioenergia.

Pesquisa mira maior rendimento industrial

O Instituto Agronômico já desenvolve cultivares de batata-doce com foco em produtividade, uniformidade das raízes, resistência a doenças e adaptação às diferentes condições de cultivo do Estado.

Com o novo acordo, os pesquisadores passarão a priorizar materiais voltados ao processamento industrial, buscando características como:

  • maior produtividade;
  • elevado teor de matéria seca e amido;
  • raízes mais uniformes;
  • melhor rendimento para produção de etanol.

Além disso, os estudos também avaliarão o aproveitamento da biomassa e dos resíduos do cultivo e do processamento para a geração de biogás e biometano, ampliando o potencial energético da cultura.

Outro objetivo da parceria é testar as novas cultivares em condições comerciais de produção, aproximando os resultados obtidos em laboratório da realidade do campo e da agroindústria.

Programa reúne cultivares para diferentes mercados

O IAC é uma das principais instituições brasileiras no desenvolvimento de cultivares de batata-doce. O programa de melhoramento genético atende diferentes segmentos, incluindo alimentação, indústria, biofortificação e mercado ornamental.

Entre os materiais desenvolvidos recentemente está a IAC Dom Pedro II, cultivar biofortificada que apresenta concentração de carotenoides 64,71 vezes superior à das variedades de polpa branca mais cultivadas no Estado de São Paulo e produtividade 48,6% maior que a principal cultivar utilizada pelos produtores paulistas.

O protocolo de cooperação terá vigência inicial de 12 meses, podendo ser prorrogado. O acordo não prevê transferência de recursos financeiros entre as instituições, sendo que cada parte será responsável pelos custos das atividades sob sua responsabilidade.

Projeto também beneficia assentamentos rurais

A parceria complementa outra iniciativa firmada entre o Governo de São Paulo e a Agropecuária Vista Alegre durante a Feicorte 2026.

Na ocasião, a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) assinou um protocolo de intenções para avaliar a implantação de projetos produtivos em assentamentos estaduais do Oeste Paulista.

A proposta prevê estudos para o cultivo de 150 hectares de batata-doce destinados à produção de etanol e biometano, além de 80 hectares de eucalipto para geração de biomassa. O projeto poderá beneficiar cerca de 45 lotes rurais, promovendo geração de renda e integração entre agricultores, pesquisa e agroindústria.

São Paulo lidera produção nacional de batata-doce

São Paulo é o maior produtor brasileiro de batata-doce. Em 2025, o estado colheu 149,5 mil toneladas, movimentando R$ 183,95 milhões em Valor da Produção Agropecuária (VPA), segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta).

A região administrativa de Presidente Prudente concentra a maior parte dessa produção, com 81,5 mil toneladas colhidas no ano passado. O VPA regional alcançou R$ 100,27 milhões, equivalente a 54,5% do valor gerado pela cultura em todo o estado.

A cadeia produtiva reúne cerca de 180 produtores em municípios como Alfredo Marcondes, Álvares Machado, Caiabu, Martinópolis, Narandiba, Pirapozinho, Presidente Bernardes e Santo Expedito.

Batatec 2026 reúne pesquisas e inovações

Realizada entre os dias 23 e 26 de julho, no Centro de Eventos do IBC, em Presidente Prudente, a Batatec 2026 chega à sua sétima edição com expectativa de receber cerca de 80 mil visitantes.

Durante a feira, o IAC apresentará pesquisas, materiais genéticos de alta produtividade e cultivares biofortificadas, além de variedades ornamentais. A programação técnica também contará com palestras sobre manejo, conservação do solo, crédito rural, sustentabilidade e novas tecnologias voltadas ao fortalecimento da cadeia da batata-doce no Brasil.

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Governo federal destina R$ 18,5 bilhões para ampliar crédito a empresas afetadas pelo tarifaço

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Foto: Ministério da Agricultura

O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (22), uma nova etapa do Plano Brasil Soberano, com R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento destinadas a apoiar empresas brasileiras que atuam em setores estratégicos para a balança comercial. O objetivo é reduzir os impactos das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, dos conflitos internacionais e do avanço de medidas protecionistas no comércio mundial.

Do total previsto para o Plano Brasil Soberano III, R$ 13,5 bilhões serão provenientes do Tesouro Nacional e outros R$ 5 bilhões serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os recursos poderão ser utilizados para capital de giro, aquisição de bens de capital, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, além da prospecção e abertura de novos mercados.

A ampliação será viabilizada por uma nova Medida Provisória, que será assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e encaminhada ao Congresso Nacional. A medida autoriza o uso de recursos do Tesouro Nacional combinados com recursos próprios do BNDES.

O plano de aplicação será elaborado pelo banco e submetido à aprovação de um conselho interministerial, cuja composição e funcionamento serão definidos por decreto. O mecanismo permitirá direcionar os financiamentos conforme os impactos enfrentados por cada setor e sua relevância estratégica para a economia e o comércio exterior brasileiro.

Também nesta quarta-feira (22), o presidente sanciona o Projeto de Lei de Conversão nº 7, originado da Medida Provisória nº 1.345, que criou as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano.

Durante a tramitação no Congresso Nacional, o alcance do programa foi ampliado. Além dos exportadores de bens industriais, passam a ter acesso aos financiamentos exportadores da agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca, aquicultura e mineração, além de cooperativas e associações ligadas a essas atividades.

A nova legislação também permite que os recursos destinados à inovação tecnológica sejam utilizados para adaptações relacionadas ao cumprimento de exigências sanitárias, fitossanitárias, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade exigidas pelo comércio internacional.

Entre os principais beneficiários da nova etapa estão empresas exportadoras afetadas pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos com base nas seções 232 e 301 da legislação comercial norte-americana. O programa também atenderá empresas impactadas por conflitos internacionais, especialmente aquelas que exportam para países do Golfo Pérsico.

Além disso, serão contemplados setores considerados estratégicos para a balança comercial e para a segurança produtiva do país, como fertilizantes, minerais críticos e estratégicos, produtos químicos, farmacêuticos, têxteis, automotivos, equipamentos eletrônicos, máquinas e materiais elétricos.

Criado para preservar empresas, empregos, investimentos e a capacidade exportadora brasileira diante das mudanças no comércio internacional, o Plano Brasil Soberano teve sua primeira etapa lançada em 2025, com R$ 16 bilhões. A segunda fase, anunciada em 2026, possui orçamento de R$ 21 bilhões e já registra R$ 19,5 bilhões em pedidos protocolados, dos quais R$ 10,6 bilhões já foram aprovados pelo BNDES.

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