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Plataforma Ater+ Digital amplia conteúdos de fruticultura com uva e melão

A Plataforma Ater+ Digital passou a incluir conteúdos específicos sobre uva e melão, ampliando a área de fruticultura da ferramenta on-line. A atualização foi divulgada nesta quarta-feira (28) e reúne orientações técnicas, vídeos, cursos e publicações voltados aos serviços de assistência técnica e extensão rural. O material aborda desde o pré-plantio até a pós-colheita, beneficiamento, comercialização e mercados.
No caso do melão, a plataforma reúne informações sobre uma cultura que registra produção anual em torno de 817 mil toneladas no Brasil. Segundo os dados apresentados pela iniciativa, quase todo esse volume é cultivado em condições quentes e secas do Nordeste, com cerca de 60% concentrados no Rio Grande do Norte.
Para a uva, os conteúdos foram organizados em dois módulos: uva de mesa, destinada ao consumo in natura, e uva para processamento, voltada principalmente à produção de vinhos e sucos integrais. A divisão acompanha a diferença técnica entre os sistemas de produção e a destinação comercial da fruta.
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A produção brasileira de uva se concentra em polos com perfis distintos. A região Sul responde pelo maior volume e concentra a maior parte dos sucos e vinhos elaborados no país. Já o Vale do São Francisco, entre Pernambuco e Bahia, é destaque na uva de mesa e responde por cerca de 90% das exportações nacionais da fruta. O Sudeste participa com aproximadamente 10% da produção nacional, especialmente nesse mesmo segmento.
De acordo com as informações divulgadas, o Brasil produz cerca de 1,8 milhão de toneladas de uva de mesa por ano. No processamento, o volume resulta em aproximadamente 145 milhões de litros de vinho de mesa, 38 milhões de litros de vinhos finos e 78 milhões de litros de suco.
A Ater+ Digital é desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e a Associação Brasileira das Entidades de Assistência Técnica e Extensão Rural, Pesquisa Agropecuária e Regularização Fundiária (Asbraer).
A ampliação da plataforma adiciona conteúdo técnico para duas cadeias relevantes da fruticultura brasileira. Como o material cobre manejo, pós-colheita e mercado, a ferramenta tende a apoiar extensionistas e produtores na padronização de informações. O conteúdo disponível não detalha metas de adesão ou número de usuários atendidos até o momento.
Fonte: embrapa.br
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Queda nos preços reduz margem e pressiona rentabilidade da suinocultura em MT

A rentabilidade da suinocultura em Mato Grosso atravessa um momento de forte pressão. A queda nos preços pagos ao produtor reduziu as margens da atividade e, mesmo com o alívio proporcionado pela redução no custo do milho, o resultado econômico das granjas segue comprometido.
O cenário preocupa principalmente produtores que ainda têm financiamentos e investimentos para honrar. Com menor retorno sobre a produção, a capacidade de cumprir esses compromissos fica mais limitada, tornando a gestão financeira um dos principais desafios da atividade.
A situação contrasta com o desempenho da cadeia no país. Enquanto o Brasil registra recordes nas exportações de carne suína e Mato Grosso amplia a produção, os ganhos não chegam com a mesma intensidade às propriedades, sobretudo pela dependência do mercado interno.
A avaliação foi apresentada por pesquisadores do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e da Embrapa durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, que discutiu os desafios econômicos e as perspectivas para o setor.
Mercado interno limita reação dos preços
Embora o mercado internacional siga aquecido para a carne suína brasileira, o efeito sobre a renda dos produtores mato-grossenses ainda é restrito. Isso ocorre porque apenas uma pequena parcela da produção estadual é destinada às exportações.
Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, a redução dos custos de produção não foi suficiente para compensar a queda nos preços pagos pelo suíno. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor”. Conforme ele, a atividade registra atualmente alguns dos menores resultados econômicos de sua série histórica.
Outro fator que limita uma recuperação mais rápida é a concentração das vendas no mercado doméstico. Gauer explica que “apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação”, enquanto o restante permanece no mercado interno, reduzindo o impacto positivo dos embarques recordes sobre os preços recebidos pelos produtores.
Gestão ganha ainda mais importância
Diante desse cenário, aumentar a eficiência dentro das granjas passa a ser um dos principais caminhos para preservar a rentabilidade. O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, avalia que controlar custos e reduzir desperdícios será determinante enquanto o mercado permanecer pressionado.
Na avaliação dele, os preços atuais continuam abaixo do necessário para garantir margens confortáveis. Por isso, “o produtor [precisa] olhar cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, sem depender apenas de uma reação do mercado.
Martins também defende que a cadeia continue investindo em ações para estimular o consumo da carne suína no país. Para ele, o aumento da demanda interna pode contribuir para melhorar a remuneração dos produtores no médio prazo. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”.
Competitividade depende de planejamento
Além da gestão econômica, a manutenção da competitividade passa pelo fortalecimento das práticas de biosseguridade nas granjas. O tema também esteve entre os debates do simpósio por seu impacto na produtividade e na sanidade dos rebanhos.
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, discutir custos, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável em um momento de margens cada vez menores. De acordo com ele, o objetivo é oferecer informações que auxiliem os produtores na tomada de decisão.
“A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas”, afirmou Tannure. Ele acrescentou que reunir diagnósticos econômicos e perspectivas para o setor permite ao produtor planejar melhor a atividade, já que, em sua avaliação, “conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”.
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Comissão da CNA debate Plano Safra, El Niño e tarifas dos EUA para a cana

A Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu em Brasília, na quarta-feira (22), para discutir o Plano Safra 2026/2027, as perspectivas climáticas e os desdobramentos do comércio exterior para o setor sucroenergético. A pauta incluiu os efeitos do El Niño sobre a produção, a tarifa adicional aplicada pelos Estados Unidos e oportunidades ligadas ao acordo entre Mercosul e União Europeia.
Na abertura do encontro, o presidente da comissão, Nelson Perez Júnior, afirmou que o setor acompanha temas com potencial de afetar a cadeia produtiva nos próximos meses.
Sobre o Plano Safra 2026/2027, o assessor técnico Guilherme Rios apresentou as demandas encaminhadas pela CNA para o programa, lançado pelo governo em 30 de junho. Segundo ele, a confederação seguirá acompanhando a aplicação dos recursos destinados ao financiamento da política agrícola na próxima safra.
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No eixo climático, a assessora técnica da CNA Danyella Bonfim levou à comissão dados sobre o avanço do El Niño e seus possíveis efeitos sobre diferentes atividades agropecuárias. No caso da cana-de-açúcar, ela relatou que o setor já sinalizou atrasos na colheita e na moagem em razão do excesso de chuvas na região Centro-Sul do país. Danyella também citou a possibilidade de ocorrência de um super El Niño neste ano e defendeu preparação com monitoramento de mercado, previsões meteorológicas e planejamento do calendário de plantio.
A agenda também incluiu a tarifa adicional de 25% que os Estados Unidos passaram a aplicar sobre determinados produtos brasileiros a partir desta quarta-feira (22), após investigação com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. A assessora de Relações Internacionais da CNA, Isadora Souza, apresentou os seis eixos de argumentação dos Estados Unidos contra o Brasil e destacou que a ampliação da lista de exceções reduziu significativamente o impacto sobre o agronegócio brasileiro. Ela também tratou do acordo Mercosul-União Europeia e das cotas previstas para o agro, com foco na cadeia sucroenergética.
Os integrantes da comissão ainda discutiram a Medida Provisória nº 1374/2026, que autoriza subvenção econômica de R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar para produtores independentes do Nordeste.
A reunião também abordou a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) e a competitividade do etanol em relação à gasolina, em uma agenda voltada a crédito, clima, comércio e medidas de apoio à cadeia sucroenergética.
Fonte: cnabrasil.org.br
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SP aposta em batata-doce para ampliar produção de etanol e biometano

O governo de São Paulo formaliza nesta quinta-feira (23), durante a abertura da Batatec 2026, em Presidente Prudente (SP), uma parceria tecnológica para desenvolver novas cultivares industriais de batata-doce voltadas prioritariamente à produção de etanol e biometano.
O acordo será assinado entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto Agronômico (IAC-Apta), e a Agropecuária Vista Alegre, empresa do Grupo Better Beef. A iniciativa busca aproximar a pesquisa científica das demandas da indústria, ampliando o potencial da cultura como matéria-prima para a geração de combustíveis renováveis.
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A cooperação prevê projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além do intercâmbio de pesquisadores e da troca de conhecimento técnico entre as instituições.
Segundo o governo paulista, a proposta é combinar a experiência do IAC em melhoramento genético com o conhecimento do setor produtivo sobre as características agronômicas e industriais necessárias para elevar o desempenho da batata-doce na produção de bioenergia.
Pesquisa mira maior rendimento industrial
O Instituto Agronômico já desenvolve cultivares de batata-doce com foco em produtividade, uniformidade das raízes, resistência a doenças e adaptação às diferentes condições de cultivo do Estado.
Com o novo acordo, os pesquisadores passarão a priorizar materiais voltados ao processamento industrial, buscando características como:
- maior produtividade;
- elevado teor de matéria seca e amido;
- raízes mais uniformes;
- melhor rendimento para produção de etanol.
Além disso, os estudos também avaliarão o aproveitamento da biomassa e dos resíduos do cultivo e do processamento para a geração de biogás e biometano, ampliando o potencial energético da cultura.
Outro objetivo da parceria é testar as novas cultivares em condições comerciais de produção, aproximando os resultados obtidos em laboratório da realidade do campo e da agroindústria.
Programa reúne cultivares para diferentes mercados
O IAC é uma das principais instituições brasileiras no desenvolvimento de cultivares de batata-doce. O programa de melhoramento genético atende diferentes segmentos, incluindo alimentação, indústria, biofortificação e mercado ornamental.
Entre os materiais desenvolvidos recentemente está a IAC Dom Pedro II, cultivar biofortificada que apresenta concentração de carotenoides 64,71 vezes superior à das variedades de polpa branca mais cultivadas no Estado de São Paulo e produtividade 48,6% maior que a principal cultivar utilizada pelos produtores paulistas.
O protocolo de cooperação terá vigência inicial de 12 meses, podendo ser prorrogado. O acordo não prevê transferência de recursos financeiros entre as instituições, sendo que cada parte será responsável pelos custos das atividades sob sua responsabilidade.
Projeto também beneficia assentamentos rurais
A parceria complementa outra iniciativa firmada entre o Governo de São Paulo e a Agropecuária Vista Alegre durante a Feicorte 2026.
Na ocasião, a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) assinou um protocolo de intenções para avaliar a implantação de projetos produtivos em assentamentos estaduais do Oeste Paulista.
A proposta prevê estudos para o cultivo de 150 hectares de batata-doce destinados à produção de etanol e biometano, além de 80 hectares de eucalipto para geração de biomassa. O projeto poderá beneficiar cerca de 45 lotes rurais, promovendo geração de renda e integração entre agricultores, pesquisa e agroindústria.
São Paulo lidera produção nacional de batata-doce
São Paulo é o maior produtor brasileiro de batata-doce. Em 2025, o estado colheu 149,5 mil toneladas, movimentando R$ 183,95 milhões em Valor da Produção Agropecuária (VPA), segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta).
A região administrativa de Presidente Prudente concentra a maior parte dessa produção, com 81,5 mil toneladas colhidas no ano passado. O VPA regional alcançou R$ 100,27 milhões, equivalente a 54,5% do valor gerado pela cultura em todo o estado.
A cadeia produtiva reúne cerca de 180 produtores em municípios como Alfredo Marcondes, Álvares Machado, Caiabu, Martinópolis, Narandiba, Pirapozinho, Presidente Bernardes e Santo Expedito.
Batatec 2026 reúne pesquisas e inovações
Realizada entre os dias 23 e 26 de julho, no Centro de Eventos do IBC, em Presidente Prudente, a Batatec 2026 chega à sua sétima edição com expectativa de receber cerca de 80 mil visitantes.
Durante a feira, o IAC apresentará pesquisas, materiais genéticos de alta produtividade e cultivares biofortificadas, além de variedades ornamentais. A programação técnica também contará com palestras sobre manejo, conservação do solo, crédito rural, sustentabilidade e novas tecnologias voltadas ao fortalecimento da cadeia da batata-doce no Brasil.
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