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9 de setembro de 2026

Business

Mercado que deve injetar R$ 400 bilhões ao PIB brasileiro será destaque do Fiap 2026

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Foto: Mapa

Em cinco anos, entre 2030 e 2035, os biocombustíveis podem ampliar o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em até R$ 403,2 bilhões, conforme estudo do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV). O tema será debatido em painel no Fórum Internacional de Agropecuária (Fiap), em 18 de junho, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

O relatório da entidade, publicado no início de maio, mostra que o país tem o potencial de alcançar 64 bilhões de litros no período analisado, incluindo os etanóis de cana-de-açúcar, milho, o de segunda geração e o biodiesel.

De acordo com o vice-presidente da Frente Parlamentar de Agricultura (FPA), Arnaldo Jardim, que será o condutor do painel no Fiap, os números mostram que as propriedades rurais, além de produtoras de alimentos e matérias-primas para diversos setores são, também, fabricantes de energia.

“Biocombustíveis são rotas virtuosas que contribuem para a descarbonização e criam uma cadeia longa que agrega valor ao país. O agronegócio brasileiro é referência internacional neste tema e é justamente o que vou mostrar no Fiap 2026”, ressalta.

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    Já de acordo com o pesquisador Cícero Lima, responsável pelo estudo da FGV, as fontes de bioenergia podem gerar R$ 62 de retorno para cada R$ 1 investido. “Mais do que uma alternativa energética, os biocombustíveis se configuram como um vetor de crescimento, com efeitos que se propagam por diferentes setores da economia”, afirma.

    O Fiap 2026 será organizado e transmitido ao vivo pelo Canal Rural (TV e YouTube) e já conta com palestrantes de China, Arábia Saudita, México, Indonésia, Chile e Argentina, além de representantes de outras nações ligadas ao comércio global de alimentos e energia. Quem fizer a inscrição neste link e acompanhar o evento pela internet receberá um certificado digital de participação.

    Serviço

    Evento: Fórum Internacional da Agropecuária 2026
    Data: 18 de junho de 2026
    Horário: 9h (horário de Brasília)
    Local: Campo Grande (MS)
    Formato: transmissão ao vivo pela TV e YouTube do Canal Rural

    Confira a programação completa do evento (no horário de Mato Grosso do Sul):

    7h • Recepção

    8h • Abertura Oficial — Autoridades

    • Marcelo Bertoni — pres. Famasul
    • Maurício Saito — pres. Sebrae-MS
    • Renato Costa — pres. Friboi
    • Laudemir Müller — pres. ApexBrasil
    • Eduardo Riedel — governador MS

    Painel 1

    BRASIL, FONTE DE ALIMENTOS E ENERGIA PARA O FUTURO DO PLANETA

    • Roberto Rodrigues — professor e ex-ministro da Agricultura

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    Painel 2

    DNA DA LIDERANÇA: POR DENTRO DA PECUÁRIA NO BRASIL

    RAIO X DA PECUÁRIA E SUAS OPORTUNIDADES PELO MUNDO

    • Eduardo Pedroso — dir. executivo de Originação JBS

    BRASIL NO MERCADO GLOBAL

    • Roberto Perosa — pres. executivo Abiec

    MÉTRICAS TROPICALIZADAS DA PECUÁRIA

    • Camila Estevam — pesquisadora FGV

    O FUTURO DA PECUÁRIA BAIXO CARBONO NO BRASIL

    • Mariana de Aragão Pereira — chefe-geral Embrapa Gado de Corte
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    Painel 3

    O ETANOL NA AGENDA DE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E A INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL

    • Andréa Veríssimo — dir. Relações Internacionais e Comunicação Unem

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    Painel 4

    A SOJA BRASILEIRA NA ENGRENAGEM DA ECONOMIA MUNDIAL

    • Maurício Buffon — pres. Aprosoja Brasil

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    Painel 5

    A NOVA EVOLUÇÃO NO AGRO: MAIS PRODUÇÃO E DESMATAMENTO ZERO

    • Pedro Cunto — coord. do Programa Caminho Verde Brasil (MAPA)

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    Painel 6

    ACORDO MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA: UMA ANÁLISE ESTRATÉGICA

    • Damian Lluna — conselheiro da Embaixada da União Europeia
    • Tereza Cristina — senadora

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    Painel 7

    A TRANSFORMAÇÃO DO CAMPO COM INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

    • Luis Felli — CEO Global Massey Ferguson

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    Painel 8

    BIOCOMBUSTÍVEIS: A ENGRENAGEM SUSTENTÁVEL DA NOVA ECONOMIA GLOBAL

    • Arnaldo Jardim — vice-presidente da FPA

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    Painel 9

    ROTA BIOCEÂNICA: O DESPERTAR DO CORREDOR DAS OPORTUNIDADES

    • Artur Falette — sec. de estado da Semadesc (governo MS)

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    Painel 10

    O QUE O MUNDO ESPERA DO BRASIL

    • Laudemir Müller — pres. ApexBrasil
    • Debate com embaixadores e adidos

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    Painel 11

    A IMPORTÂNCIA DO BRASIL NO CONTEXTO DA SEGURANÇA ALIMENTAR MUNDIAL

    • Jorge Meza — representante da FAO no Brasil

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    Premiação Personagem Soja Brasil

    • Destaques entre pesquisadores e produtores da temporada 2025/26

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    Business

    Colheita de milho nos EUA avança para 5%, informa USDA

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    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou nesta terça-feira (8) que a colheita da safra de milho 2026/27 no país alcançou 5% até o último domingo. O ritmo supera os 4% registrados no mesmo período do ano passado e os 3% da média dos últimos cinco anos. O relatório também atualizou as condições das lavouras de soja, trigo e algodão.

    Segundo o USDA, 56% da safra de milho apresentava condição boa ou excelente, com recuo de 1 ponto porcentual em relação à semana anterior. Um ano antes, esse índice era de 68%.

    O relatório mostrou ainda que 96% das lavouras de milho estavam na fase de formação de grãos, ante 94% no ano passado e na média de cinco anos. A parcela com formação de dentes chegou a 76%, acima dos 72% observados tanto um ano antes quanto na média quinquenal. Já as áreas maduras somavam 25%, contra 24% no ano passado e 23% na média.

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    Na soja, 58% da safra estava em condição boa ou excelente, sem variação na comparação semanal. No mesmo período do ano passado, o índice era de 64%. O USDA informou também que 26% das lavouras apresentavam queda de folhas, acima dos 20% registrados há um ano e na média de cinco anos.

    Para o trigo de primavera, a colheita atingiu 86%, ante 83% no ano passado e o mesmo percentual da média quinquenal. No trigo de inverno, o plantio chegou a 2%, abaixo dos 4% observados no mesmo período do ano passado e dos 5% da média de cinco anos.

    No algodão, 34% da safra estava em condição boa ou excelente, queda de 5 pontos porcentuais na semana. Um ano antes, essa parcela era de 54%. O USDA apontou ainda que 96% das lavouras tinham formado maçãs, em linha com o ano passado e a média de cinco anos. A abertura de maçãs alcançou 40%, ante 38% no ano passado e na média, enquanto a colheita chegou a 7%, igual ao registrado há um ano e acima dos 6% da média quinquenal.

    Os números do USDA indicam avanço da colheita do milho e do trigo de primavera nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que mostram mudança nas condições das lavouras de milho e algodão e estabilidade na soja.

    Fonte: Estadão Conteúdo

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    CNA defende critérios alinhados ao Brasil em conferência global da soja

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    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) levou à Conferência da Round Table on Responsible Soy (RTRS) 2026 a defesa de que os critérios internacionais de sustentabilidade para a soja considerem os instrumentos previstos na legislação brasileira. O tema foi discutido nos dias 3 e 4 de setembro, em Amsterdã, na Holanda, durante encontro que reuniu representantes de diferentes elos da cadeia global da oleaginosa.

    O presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Endrigo Dalcin, participou do painel “Datas de Corte em um panorama de sustentabilidade em evolução”. A discussão abordou critérios adotados por legislações, padrões de sustentabilidade e compromissos voluntários.

    Segundo Dalcin, o aumento no número de exigências eleva a complexidade para produtores e empresas inseridos nas cadeias internacionais de fornecimento. “Mais uma data de corte é ruim para o setor”, afirmou.

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    Na avaliação apresentada no debate, a discussão sobre sustentabilidade precisa considerar o conjunto de instrumentos existentes no Brasil. Dalcin citou o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA) como mecanismos relevantes para a adequação ambiental das propriedades rurais.

    Ele também destacou avanços na análise dos cadastros, com a incorporação de inteligência artificial por meio do CAR 2.0. Para o representante da CNA, os critérios internacionais devem dialogar com os instrumentos previstos na legislação brasileira e com os mecanismos de regularização das propriedades.

    Durante o painel, Dalcin mencionou práticas adotadas por produtores brasileiros, como o uso crescente de insumos biológicos, a adoção de tecnologias no manejo e a busca por maior produtividade. “A produção brasileira deve ser apresentada no cenário internacional considerando o conjunto dessas práticas. Temos que mostrar para o mundo que produzimos uma soja muito sustentável”, disse.

    A Conferência RTRS 2026 também discutiu novas exigências do comércio internacional e mecanismos para ampliar a rastreabilidade da soja ao longo da cadeia. A programação incluiu ainda temas como carbono, agricultura regenerativa, inteligência artificial e novas tecnologias aplicadas às cadeias de suprimentos.

    A participação da CNA na conferência concentrou-se na defesa de critérios de sustentabilidade e rastreabilidade que considerem os instrumentos legais e tecnológicos já adotados no Brasil para a produção de soja.

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    Fonte: cnabrasil.org.br

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    Agro Mato Grosso

    Com colheita acima de 97%, ritmo do algodão em MT supera média dos últimos cinco anos

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    A colheita do algodão em Mato Grosso chegou a 97,30% da área plantada até 4 de setembro, em um ritmo superior à média dos últimos cinco anos (95,24%) e ao registrado na safra passada (92,23%). Em apenas uma semana, o avanço foi de 8,64 pontos percentuais, impulsionado pela conclusão dos trabalhos em diversas propriedades do Estado.

    O Noroeste e o Médio-Norte apresentam os melhores índices de produtividade nesta reta final, de acordo com o levantamento de campo do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), ligado à Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea. O desempenho dessas duas regiões contribuiu para sustentar os bons resultados estaduais, apesar das diferenças observadas entre os polos produtores.

    Nas usinas, o beneficiamento da fibra também avança em ritmo acelerado. O algodão processado mantém padrão comercial competitivo, sem grandes prejuízos à qualidade, embora tenham sido registrados casos pontuais de pluma manchada.

    Com a colheita na fase final, a Ampa orienta os produtores a concentrarem os esforços no manejo de pós-colheita. Entre as prioridades estão a retirada dos fardos das lavouras, a eliminação das soqueiras para reduzir a presença do bicudo-do-algodoeiro e o preparo do solo para a próxima safra.

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    Agro MT