Sustentabilidade
Qual é a principal via de perda de potássio no solo: lixiviação ou escoamento superficial? – MAIS SOJA

O potássio (K) é um dos macronutrientes essências para a soja, sendo demandado em grandes quantidades pela cultura. Nesse contexto, a adubação potássica é uma prática recorrente nas lavouras comerciais, a fim de suprir a demanda nutricional da cultura e obter altas produtividades. Sobretudo, para efeito de manejo, conhecer o comportamento do K no solo, bem como sua dinâmica é determinante para reduzir perdas e maximizar a eficiência da adubação.
A adsorção do potássio é bem mais simples do que a adsorção do fosfato. De forma simplificada, dá para considerar que há apenas dois tipos de adsorção de potássio: adsorção física ou não específica e adsorção química ou específica (Santos & Silva, 2010). O potássio no solo ocorre em quatro formas: estrutural, não trocável, trocável e em solução. O K estrutural e o não trocável representam reservas pouco disponíveis às plantas, sendo liberados lentamente ao longo do tempo. O K trocável é a principal reserva imediata do nutriente, pois está adsorvido às partículas do solo e repõe rapidamente o K da solução. Já o K em solução é a forma diretamente absorvida pelas raízes, embora esteja presente em pequenas quantidades. Entre essas formas, o K trocável e o K em solução são os mais importantes para a nutrição das culturas e para o manejo da adubação potássica (Facco et al., 2022).
Figura 1. Esquema representando a dinâmica do potássio no solo.
A maior mobilidade do potássio no solo permite a realização da adubação potássica em cobertura, prática amplamente utilizada em culturas de grande extensão, como a soja. Além de reduzir a quantidade de fertilizante aplicada no sulco de semeadura e favorecer a operacionalização da semeadora, essa estratégia possibilita o fracionamento de doses elevadas de K, contribuindo para aumentar a eficiência de uso do nutriente e reduzir potenciais perdas.
Quando aplicado na superfície, o potássio tende a se concentrar inicialmente nas camadas mais superficiais do solo, deslocando-se gradualmente para profundidades maiores em função da dose aplicada, da frequência de aplicação e das características do ambiente. Entretanto, a dinâmica de distribuição do nutriente varia conforme o sistema de manejo adotado e as propriedades químicas e físicas do solo (Costa, 2024).
Embora o potássio apresente maior mobilidade no perfil do solo e, consequentemente, seja suscetível à lixiviação, diversos estudos demonstram que, em sistemas agrícolas sob, as maiores perdas do nutriente costumam ocorrer por escoamento superficial, especialmente durante eventos de chuvas intensas. Ao monitorarem as perdas de potássio entre 2002 e 2007, Ceretta et al., (2010) verificaram que entre 9% e 17% do K aplicado foi perdido por escoamento superficial. No mesmo período, Girotto et al. (2013) observaram perdas significativamente menores por lixiviação, variando de 0,33% a 0,65% do total aplicado.
Resultados semelhantes foram encontrados por Bertol et al (2011), que identificaram o escoamento superficial como uma via potencialmente mais relevante de perda de potássio do que a lixiviação em áreas sob plantio direto, especialmente quando ocorre acúmulo superficial do nutriente associado a precipitações capazes de gerar elevado volume de enxurrada. Dessa forma, torna-se fundamental adotar práticas de manejo que minimizem as perdas de potássio no sistema produtivo, tanto por lixiviação quanto, principalmente, por escoamento superficial.
Entre as principais estratégias destacam-se a realização das operações em nível, a construção de terraços em áreas com declividade e a utilização de plantas de cobertura. Além de promoverem a ciclagem do potássio presente em camadas mais profundas do solo, as plantas de cobertura reduzem a velocidade do escoamento superficial e aumentam a infiltração da água, contribuindo para a reduzir as perdas do nutriente e aumentar seu aproveitamento pelas culturas (Facco et al., 2022).
Veja mais: Alumínio e seus efeitos nas raízes das plantas
Referências:
SANTOS, D. R.; SILVA, L. S. FERTILIDADE DO SOLO E NUTRIÇÃO DE PLANTAS. UFSM, 2010. Disponível em: < https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/16178/Curso_Agric-Famil-Sustent_Fertilidade-Solo-Nutricao-Plantas.pdf?sequence=1&isAllowed=y >, acesso em: 26/05/2026.
FACCO, D. B. et al. ADUBAÇÃO POTÁSSIOCA DA SOJA: ESTRATÉGIAS DE MANEJHO EM SOLOS ARENOSOS. Aprosoja MT, Circular Técnica, n. 04, 2022. Disponível em: < https://siteapi.aprosoja.com.br/storage/arquivos/4/180124103104.pdf >, acesso em: 26/05/2026.
COSTA, O. V. IMPORTÂNCIA NUTRICIONAL DO POTÁSSIO EM SOJA. Mais Soja, 2024. Disponível em: < https://maissoja.com.br/importancia-nutricional-do-potassio-em-soja/ >, acesso em: 26/05/2026.
CERETTA, C.A.; GIROTTO, E.; LOURENZI, C. R.; TRENTIN, G.; VIEIRA, R. C. B.; BRUNETTO, G. NUTRIENT TRANSFER BY RUNOFF UNDER NO TILLAGE IN A SOIL TREATED WITH SUCCESSIVE APPLICATIONS OF PIG SLURRY. Agriculture, Ecosystems and Environment, 2010. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0167880910002847 >, acesso em: 26/05/2026.
GIROTTO, E.; CERETTA, C. A.; LOURENZI, C. R.; LORENSINI, F.; TIECHER, T. L.; VIEIRA, R. C. B.; TRENTIN, G.; BASSO, C. J.; MIOTTO, A.; BRUNETTO, G. NUTRIENT TRANSFERS BY LEACHING IN A NO-TILLAGE SYSTEM THROUGH SOIL TREATED WITH REPEATED PIG SLURRY APPLICATIONS. Nutrient Cycling Agroecosystem, 2013. Disponível em: < https://www.researchgate.net/publication/257564044_Nutrient_transfers_by_leaching_in_a_no-tillage_system_through_soil_treated_with_repeated_pig_slurry_applications >, acesso em: 26/05/2026.
BERTOL, O. J. et al. PERDA DE NUTRIENTES VIA ESCOAMENTO SUPERFICIAL NO SISTEMA PLANTIO DIRETO SOB ADUBAÇÃO MINERAL E ORGÂNICA. Ciência Rural, 2011. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/cr/a/pY4qQfscDVwQBMFnKSp8R9G/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 26/05/2026.

Sustentabilidade
Mercado de biológicos projeta crescimento de dois dígitos para a próxima safra – MAIS SOJA

Foi dada a largada para a Safra 26/27. Mesmo em meio às incertezas climáticas, mudanças políticas e redução no crédito agrícola, o setor prevê expansão no mercado, em especial no mercado de soluções biológicas. Tal otimismo se deve aos dados divulgados recentemente pelo CropData, portal da CropLife Brasil, que mostraram um crescimento de 15% na área tratada com bioinsumos durante a entressafra — período historicamente mais fraco para vendas.
Para a safra 2026/2027, a Koppert, líder global em soluções biológicas para o agro, projeta mais um salto: expansão de mais de 20%, puxada pela substituição de tratamentos químicos e pelo aumento da adoção de bioinsumos por parte dos agricultores brasileiros.
Segundo o CEO da Koppert Brasil, Gustavo Herrmann, o movimento é parte de uma transformação mais ampla. “O produtor rural vem incorporando novas soluções ao manejo fitossanitário, não apenas por razões ambientais ou regulatórias, mas principalmente porque busca eficiência econômica. Em um contexto de margens mais apertadas, tecnologias capazes de elevar produtividade e reduzir riscos ganham relevância estratégica”, afirma.
O levantamento da CropLife Brasil reforça essa trajetória: no primeiro quadrimestre de 2026, a área tratada com biológicos somou 31 milhões de hectares no país, sinalizando que o avanço do setor é estrutural, não conjuntural. Ou seja, o biológico já não é mais uma “alternativa complementar” no manejo, mas parte essencial no pacote tecnológico das principais culturas do país.
Segmentos em destaque
Os bioinseticidas são apontados como o principal vetor para o crescimento do setor, impulsionados pelo controle de pragas na safrinha de milho. Para o Gerente de Marketing Estratégico da Koppert, Christian Menegatti, o segmento de inseticidas contra lagartas em cereais deve crescer acima de 60% na próxima safra.
Outra categoria que deve despontar é a de biofungicidas, com índice superior a 40%. “Esses movimentos se devem ao aumento da adoção e também à substituição de alguns tratamentos químicos por soluções biológicas em diversas culturas”, explica Menegatti.
Para responder a essas oportunidades, a Koppert tem reforçado seu portfólio. Nos últimos 12 meses, a empresa lançou o Buick Evo® (SfMNPV) e o Macan® (Bacillus velezensis CECT8237), bioinseticida e fungicida voltados ao controle biológico de pragas e doenças, e Trichodermil® FS (Trichoderma asperelloides 1306), que amplia a atuação da empresa no segmento de tratamento de sementes (TS).
Expansão internacional
As expectativas ganham um fôlego a mais com o projeto Renera, que visa promover a tecnologia e o conhecimento brasileiros em bioinsumos agrícolas aos demais países da América Latina. O programa, uma iniciativa em parceria com a CropLife Brasil e a ApexBrasil, foi apresentado pela primeira vez ao público argentino no final de agosto, durante o evento Missão Brasil-Argentina que reuniu representantes do governo, produtores e especialistas dos dois países, em Buenos Aires.
Presente no Brasil desde 2011, a Koppert exerce papel central na disseminação de tecnologias biológicas no campo brasileiro. O reconhecimento transcende o setor: a empresa está entre as dez empresas mais inovadoras do agronegócio brasileiro, segundo o Prêmio Valor Inovação, uma das premiações empresariais mais prestigiadas do país.
Com mais de 30 subsidiárias no mundo, a Koppert mantém seu compromisso com produtos que integram eficiência econômica e sustentabilidade ao manejo fitossanitário.
A KOPPERT BRASIL
A Koppert, líder mundial em controle biológico, trabalha para agricultores em todo o mundo desde 1967, promovendo a sustentabilidade e a rentabilidade de cultivos, preservando a biodiversidade na agricultura, e contribuindo para sistemas alimentares mais seguros.
Está presente no Brasil desde 2011 e, atualmente, conta com três modernas unidades de produção: a de microbiológicos, localizada na cidade de Piracicaba, e as unidades de formulações e de macrobiológicos, que ficam na vizinha Charqueada, todas no estado de São Paulo.
A empresa possui infraestrutura completa para atender à crescente demanda do mercado agrícola por defensivos biológicos, tornando a agricultura brasileira mais sustentável, saudável, regenerativa e em harmonia com a natureza. Com processos produtivos padronizados, seguros e altamente tecnificados, garante confiabilidade e qualidade ao seu completo portfólio de produtos, além da aplicação de macrobiológicos via drones, por meio da Natutec® by Koppert.
A empresa conta ainda com departamento próprio de Pesquisa & Desenvolvimento para aperfeiçoamento de tecnologias de controle biológico para a agricultura tropical, e é parceira do SparcBIO (São Paulo Advanced Research Center for Biological Control) e do Gazebo, primeiro hub de inovação do agronegócio especializado em tecnologias voltadas para o controle biológico do país.
Fonte: Assessoria de imprensa
Agro Mato Grosso
Bayer acelera inovação em sementes e proteção de cultivos

A Bayer está implementando o plano, anunciado anteriormente, de levar 10 produtos considerados “blockbusters” ao mercado em 10 anos, marcando o início do lançamento de grandes inovações da divisão agrícola em regiões chave ao redor do mundo. Um deles é um produto que deve entregar um potencial máximo de vendas de pelo menos 500 milhões de euros. Já o inseticida Plenexos™ e o Preceon™ Smart Corn System começaram a ser comercializados. Em soja, o Vyconic™¹ tem introdução prevista para o próximo ano nos Estados Unidos e no Canadá, e a introdução do Intacta 5+™¹ é esperada para a safra 2027/2028 no Brasil.
“Estamos cumprindo as promessas que fizemos e levando aos produtores uma nova geração de produtos capazes de transformar o mercado. Ao conectar a inovação em sementes e proteção de cultivos, conseguimos oferecer soluções para a propriedade como um todo, que ajudam os produtores a gerenciar riscos, capturar o potencial produtivo e melhorar o retorno sobre o investimento”, afirmou Rodrigo Santos, membro do Conselho de Administração da Bayer AG e líder global da divisão agrícola. “Seguimos uma estratégia muito criteriosa e diferenciada para cada um de nossos segmentos, considerando diferentes dinâmicas de crescimento, necessidades dos produtores e contextos regionais e competitivos. Como temos escala, vemos a atuação conjunta desses diferentes segmentos de negócio como uma vantagem estratégica significativa — uma vantagem que se reflete no que inovamos e em como podemos atender os produtores.”
O Preceon™ Smart Corn System, sistema de milho de baixa estatura habilitado digitalmente, já está gerando valor no campo no México, na Itália, na Espanha e nos EUA. Neste ano, terá início o lançamento comercial na Argentina. Ele oferece uma combinação única de benefícios para os produtores, incluindo maior proteção contra eventos climáticos extremos, flexibilidade para plantio em maiores densidades, melhor acessibilidade para equipamentos agrícolas convencionais ao longo da safra e um sistema radicular maior. Tudo isso contribui para a redução do risco agronômico, maior potencial produtivo e melhor retorno sobre o investimento para os produtores. Até 2035, a Bayer tem como meta uma penetração de mercado de mais de 10,5 milhões de hectares (ou 26 milhões de acres). O Preceon™ também é único por incorporar capacidades digitais ao sistema por meio do FieldView™. Mais do que uma plataforma de habilitação comercial, ele funciona como uma ferramenta de colaboração entre produtores e seus consultores agronômicos, ajudando os clientes a alcançarem todo o potencial agronômico e econômico do sistema.
O Plenexos™, um novo inseticida voltado a um amplo espectro de pragas sugadoras, foi introduzido na Colômbia, com México, Brasil e EUA previstos na sequência. Em comparação com outros produtos, os produtores podem usar até 75% menos ingrediente ativo para controlar pragas², o que também ajuda a proteger polinizadores, insetos benéficos e outros organismos não alvo. Com foco em soja, algodão, frutas e hortaliças, espera-se que o Plenexos™ alcance potencial máximo de vendas de 500 milhões de euros até meados da década de 2030.
O Vyconic™ será a primeira combinação de traits de soja do setor com tolerância a cinco herbicidas. Ele foi desenvolvido para oferecer aos produtores mais flexibilidade em suas opções de controle de plantas daninhas e para gerenciar melhor a pressão de daninhas e a resistência, que se torna cada vez mais problemática. Devido à integração com o pipeline avançado de melhoramento da Bayer, o Vyconic™ será introduzido em variedades elite de alto desempenho que demonstraram aumento de produtividade superior a dois bushels por acre. Isso significa que os produtores poderão obter o valor total tanto do maior potencial produtivo genético quanto da flexibilidade no controle de plantas daninhas mais cedo do que nunca. A Bayer prevê forte adoção do Vyconic™ e o lançamento subsequente do HT5, ajudando a recuperar a posição de liderança em traits na América do Norte até 2032.
A Intacta 5+™ também levará cinco tolerâncias a herbicidas aos produtores brasileiros e acrescentará novos traits de proteção contra insetos desenvolvidos especificamente para o mercado brasileiro. Em soja, espera-se que essas soluções e a próxima geração de traits de tolerância a herbicidas, combinadas com a proteção contra insetos, alcancem potencial máximo de vendas superior a 3 bilhões de euros.
Outros produtos blockbuster esperados antes do fim da década incluem a proteção de quarta geração contra larva-alfinete do milho, além do herbicida inovador Icafolin, com meta de potencial de vendas de 750 milhões de euros em meados da década de 2030. Em conjunto, os 10 produtos blockbuster abordarão desafios urgentes dos produtores e estão posicionados para contribuir significativamente para o crescimento da Bayer ao longo da próxima década.
Bayer avança em pipeline de inovação líder do setor
Paralelamente a esses lançamentos, a Bayer avança em projetos-chave em seu pipeline de P&D da divisão agrícola e leva inovação aos produtores de forma contínua, introduzindo de 400 a 500 novos híbridos e variedades anualmente. Esse resultado se baseia na plataforma de melhoramento de precisão habilitada por IA da Bayer, que dobra a taxa de melhoria de produtividade de cada nova geração, ou ganho genético, em comparação com o melhoramento histórico, e acelera em três vezes a chegada ao mercado.
Os pesquisadores da empresa aprimoraram ainda mais essa abordagem de melhoramento por meio da edição gênica, que utilizam em escala ao integrar a tecnologia desde as etapas iniciais dos processos de melhoramento. Um exemplo é a soja: variedades de maior produtividade podem se tornar mais suscetíveis ao acamamento à medida que a altura da planta aumenta. Por meio da edição gênica, a Bayer está desenvolvendo soja com arquitetura de planta aprimorada para ajudar a enfrentar esse desafio. Essa inovação e o pipeline avançado de melhoramento se combinam para criar conceitos de produto e valor para os produtores, com previsão de chegada ao mercado no início da próxima década.
Como outro exemplo de seu motor de P&D conectado, a Bayer está avançando em novos traits biotecnológicos em conjunto com sua inovação inédita em proteção de cultivos. Em estágio inicial de desenvolvimento, a empresa trabalha em sua sexta geração de tolerância a herbicidas, que também deve incluir tolerância ao seu herbicida blockbuster Icafolin. É a primeira vez que a empresa desenvolve simultaneamente uma nova molécula herbicida e um trait vegetal de tolerância, contribuindo para um sistema holístico de controle de plantas daninhas único no setor.
A plataforma de P&D CropKey da Bayer, impulsionada por IA, é um diferencial-chave em proteção de cultivos, permitindo a descoberta de novos modos de ação e o desenho de moléculas direcionadas, com avaliação de eficácia, segurança e sustentabilidade desde o início do processo de P&D. Isso ajudou a criar um pipeline robusto, com mais de 15 novos modos de ação atualmente na fase de pesquisa, impulsionados pela CropKey. Um exemplo é um novo fungicida de amplo espectro para soja com potencial de blockbuster e que agora avançou para a fase II no pipeline.
“Seja em sementes, traits ou inovação em proteção de cultivos, a IA está se tornando um habilitador central do modelo de inovação da Bayer, ajudando-nos a avançar na descoberta, melhorar a eficiência do desenvolvimento e traduzir insights biológicos em produtos diferenciados para os produtores com mais rapidez”, afirmou Mike Graham, líder de P&D da Crop Science. “Nossa vantagem é que nossas equipes trabalham a partir dos mesmos insights biológicos, o que nos permite combinar conhecimentos entre disciplinas e acelerar a inovação.”
A Bayer também está usando suas capacidades únicas de P&D para expandir para áreas adjacentes de crescimento. Com seu portfólio emergente, porém líder, de culturas intermediárias para biocombustíveis, incluindo camelina, colza de inverno e CoverCress™, a empresa contribui para atender à demanda crescente dos mercados de biodiesel, diesel renovável e combustível sustentável de aviação, estimados para quase triplicar, chegando a 40 bilhões de galões até 2040. A Bayer também está avançando em seus planos de vender trigo híbrido na Europa e na América do Norte até o início da década de 2030. Isso abre uma oportunidade em grande parte inexplorada ao levar os benefícios da hibridização a uma cultura cultivada em mais de 202 milhões de hectares (ou 500 milhões de acres) no mundo. Com trigo híbrido, camelina, colza de inverno e CoverCress™, a Bayer está entrando em quatro novas culturas ao mesmo tempo.
Bayer segue no caminho certo na execução de seu Five-Year Framework
A abordagem de inovação da Bayer é viabilizada pela execução de sua estratégia Five-Year Framework, que a divisão agrícola anunciou em 2025 para impulsionar crescimento, resiliência e rentabilidade. A empresa continua executando a estratégia, e os esforços começam a entregar resultados tangíveis.
A Bayer realizou avanços significativos na redução de custos, que somam quase 400 milhões de euros até o momento, contribuindo para sua meta de melhoria de 1 bilhão de euros no EBITDA antes de itens especiais e apoiando sua ambição de alcançar uma margem de EBITDA antes de itens especiais na faixa percentual de meados dos 20% até o fim da década. As ações incluíram o desinvestimento de cinco ingredientes ativos e a descontinuação de mais de 100 formulações de proteção de cultivos. Além disso, as medidas de fluxo de caixa estão avançando, com reduções de estoque que já somam 500 milhões de euros, apoiando a ambição da Bayer de alcançar fluxo de caixa operacional livre superior a 3 bilhões de euros até 2029.
A meta do Five-Year Framework de crescer acima do mercado e entregar mais de 3,5 bilhões de euros em vendas incrementais em moeda constante até o fim da década é apoiada pela entrega contínua de inovação da Bayer, bem como por decisões estratégicas de negócio. Entre os principais motores de crescimento estão híbridos de excelente produtividade lançados todos os anos, adoção acelerada de tecnologia, ganhos de participação de mercado e expansão geográfica de tecnologias comprovadas para mercados da Ásia e da região EMEA. No espaço de proteção de cultivos, a Bayer busca crescimento por meio de iniciativas de acesso ao mercado com foco local, realocação de recursos comerciais para produtos e regiões de crescimento e medidas de gestão de ciclo de vida, como a introdução do Convintro™ nos Estados Unidos, Brasil e Canadá.
O progresso da Bayer é apoiado por seu modelo operacional DSO, o Dynamic Shared Ownership, que permite decisões mais rápidas e maior clareza de responsabilidades, fortalecendo a capacidade da empresa de liderar a escala das oportunidades habilitadas por IA em todo o negócio. “Nossa estratégia de inovação e nosso Five-Year Framework são construídos sobre execução”, afirmou Rodrigo Santos. “Estamos avançando em relação aos compromissos que assumimos e estamos preparados para liderar o setor e levar valor aos nossos clientes e acionistas, entregando soluções diferenciadas de que os produtores ao redor do mundo precisam.”
Sustentabilidade
Entregas de fertilizantes foram de 19,02 milhões de toneladas no primeiro semestre – MAIS SOJA

A ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) informa que, no primeiro semestre deste ano, foram entregues 19,02 milhões de toneladas de fertilizantes ao mercado. Isso significou redução de 5,4% ante as 20,11 milhões de toneladas registradas em igual período de 2025. No entanto, a demanda do agro nacional foi devidamente atendida.
Especificamente em junho, foram 3,55 milhões de toneladas. O volume significa redução de 17,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram entregues 4,29 milhões de toneladas. As quedas no período refletem as enormes adversidades do quadro geopolítico global, relações de troca acima das médias históricas, escassez de crédito, riscos de recuperações judiciais, altos juros e as ameaças climáticas, como o El Niño.
A ANDA destaca, por outro lado, que, no primeiro trimestre, houve impacto positivo da boa safrinha. As compras seguiam normalmente no início do ano, mas, após o começo da guerra no Irã, viu-se o arrefecimento de novos negócios, o que acaba sendo percebido a partir do mês de maio nas menores entregas, com impacto também no mercado referente à safra 2026/2027.
O Estado de Mato Grosso, líder nas entregas ao mercado, concentra a maior quantidade no período até junho, com 4,90 milhões de toneladas, ou 25,8% do total. Seguem-se: Paraná (2,15 milhão), Goiás (2,01 milhão), São Paulo (2,00 milhão) e Minas Gerais (1,33 milhão).
Produção Nacional
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou o mês de junho de 2026 com 533 mil toneladas. O volume representa queda de 12,5% ante o mesmo mês de 2025.
No acumulado de janeiro a junho de 2026, foram 2,94 milhões de toneladas. Houve queda de 16,3% em relação a igual período do ano passado, quando se produziram 3,51 milhões de toneladas. A queda se deve principalmente ao fato de o Brasil produzir fosfatados e o enxofre, insumo necessário para essa produção, vir registrando altas contínuas no mercado.
Cabe esclarecer que, apesar dos reforços da ANDA perante as empresas, em função de mudanças na estrutura societária ou de retomadas de produção em ativos, nem toda a produção nacional foi capturada no período, particularmente a de ureia e de cloreto de potássio.
Importação
As importações de fertilizantes intermediários continuam chegando ao Brasil com redução, alcançando, em junho, 3,17 milhões de toneladas, com queda de 10,9%. No acumulado de janeiro a junho de 2026, o total foi de 17,69 milhões de toneladas, significando retração de 4,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram importadas 18,47 milhões de toneladas.
Porta de entrada
No porto de Paranaguá, principal porta de entrada dos adubos, ingressaram, de janeiro a junho, 4,44 milhões de toneladas, indicando redução de 8,8% em relação a 2025, quando foram descarregadas 4,87 milhões de toneladas. O terminal representou 25,1% do total importado de todos os portos (Fonte: Siacesp/MDIC).
Fonte: Assessoria de imprensa
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