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No início da colheita, milho verão já enfrenta desafio de rentabilidade em MT

A colheita do milho verão começou em Jaciara, no sul de Mato Grosso, em meio a um cenário de preocupação no campo. Apesar do bom desenvolvimento das lavouras e da expectativa de produtividade positiva, produtores já enfrentam dificuldades quando o assunto é rentabilidade da cultura.
Os baixos preços oferecidos pelo cereal e o aumento dos custos de produção acendem o alerta tanto para o milho verão quanto para a segunda safra. A incerteza sobre a formação dos preços e o impacto nas margens de lucro já fazem produtores repensarem o planejamento para a próxima temporada.
Enquanto grande parte das áreas cultivadas na região ainda acompanha o desenvolvimento da segunda safra, as colheitadeiras já avançam sobre os milharais em propriedades que apostaram no milho verão. Em uma fazenda de Jaciara, cerca de 1,5 mil hectares começaram a ser colhidos nos últimos dias.
O clima favorável ao longo do ciclo ajudou no desempenho das lavouras. Mesmo com o frio registrado recentemente atrasando parte da operação, a expectativa é repetir os bons resultados da safra passada. O agricultor Murilo Degasperi Fritsch afirma que a lavoura apresentou bom desenvolvimento ao longo da safra.
“Apesar desse frio neste final de semana ter dado uma atrasada aqui na colheita, o clima ajudou bastante desde o começo. Tivemos bastante chuva, a lavoura se desenvolveu bem. Está bonito, está um resultado satisfatório, mesmo padrão do ano passado onde tivemos uma excelente produção”.
Boa produtividade, mas margem apertada
O problema, segundo ele, aparece no momento da comercialização. A expectativa criada a partir dos preços registrados no ano passado acabou não se confirmando nesta temporada.
“Ano passado, essas épocas aqui de abril e maio, o milho chegou a R$ 80 a saca aqui na região de Jaciara, e aí pegamos essa área justamente para plantar o milho verão na expectativa de vender milho nesse valor e esse ano tivemos essa surpresa do milho na faixa dos R$ 42, R$ 43. Não reage, valor ruim e não tem comprador”, relata ao projeto Mais Milho
Murilo afirma que o custo de implantação do milho verão pesa ainda mais no resultado final da atividade. “Esse milho verão é em um custo mais elevado, foram quase R$ 5 mil por hectare nessa área, e a rentabilidade no final ficou comprometida. Milho há R$ 40 não paga a conta. Então para a próxima safra já desmotiva plantar o milho verão”.
Safrinha também preocupa produtores
De acordo com informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o milho em Mato Grosso na safra 2025/26 ocupa cerca de 7,39 milhões de hectares. A segunda safra segue como a principal responsável pela área cultivada no estado, enquanto o milho verão ocupa áreas pontuais e tem participação reduzida na produção estadual.
Entre os produtores que cultivam a segunda safra, a preocupação também é grande. O cenário econômico e os preços atuais do cereal aumentam a dificuldade para fechar as contas no campo.
O produtor rural Everton Jorge Schinoca afirma que os custos de produção seguem pressionando a atividade. “O custo dos insumos está de assustar. Tanto de insumos, quanto manutenção de máquinas, o que a gente está fazendo é trabalhar para não ficar parado, mas dentro disso tudo o que a gente está vendo é a dificuldade de fechar as contas”, afirma à reportagem do Canal Rural Mato Grosso
Conforme ele, a presença das usinas de etanol de milho ajuda a sustentar minimamente o mercado regional. “A gente teve uma baixa no milho e tem uma sorte danada de ter essas indústrias de etanol de milho. Se não fossem essas indústrias o milho hoje valeria R$ 12”.
Everton afirma que o custo para implantação da próxima safra preocupa cada vez mais os produtores. “Hoje está entre 85 e 95 sacas de milho por hectare para você fazer o plantio de milho para o ano que vem e aí como é que faz?”.
Clima ainda influencia resultado da safra
Além do mercado, o clima também segue no radar dos agricultores neste encerramento de ciclo da safrinha. Em Jaciara, áreas vinham sendo castigadas pela falta de chuva nas últimas semanas.
Na propriedade da família Schinoca foram cultivados 1,4 mil hectares de milho segunda safra. As chuvas recentes ajudaram parte das lavouras, mas a expectativa inicial de produtividade já sofreu redução.
“Tivemos algumas chuvas agora na semana passada. Por mais que tenha chovido, esse período de seca que veio e estava no limite prejudicou a produtividade. Então, a gente imaginava colher 90, 100 sacas na safrinha, mas vamos cair umas 10%.”
O produtor relata que algumas áreas vizinhas enfrentam situação ainda mais delicada. “Nós fomos abençoados com isso, mas temos vizinhos que infelizmente não foram agraciados com essas chuvas. Tem gente que está perdendo muita lavoura, até por plantar um pouco fora da janela”.
Mesmo com parte das perdas já contabilizadas, a expectativa agora é de que a umidade no solo se mantenha até o encerramento da colheita. “A gente acreditava que a chuva iria se prolongar mais, mas acabou não se confirmando”.
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Embrapa Soja promove capacitação para classificadores de soja; saiba como participar

A Embrapa Soja promove, de 19 a 23 de outubro, o 1º Curso de Capacitação de Classificadores de Soja, na sede da instituição, em Londrina, no Paraná. Com o título “Capacitação/Qualificação de Classificadores – Produtos de Origem Vegetal: Habilitação/Atualização em Soja”, a formação tem como objetivo preparar profissionais para atuar na classificação do grão conforme os padrões oficiais estabelecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Inscreva-se aqui.
Segundo o pesquisador Maurício Albertoni Scariot, da Embrapa Soja, a capacitação busca habilitar os participantes para exercer legalmente a atividade. “Pretendemos habilitar os profissionais para atuarem como classificadores de soja, de acordo com os padrões oficiais de classificação estabelecidos pelo Mapa”, explica.
Para participar, é necessário ter concluído o curso online “Conhecimentos Gerais da Classificação Vegetal”, oferecido pela Escola Nacional de Gestão Agropecuária/Mapa. Além disso, os candidatos devem possuir formação como engenheiro agrônomo, engenheiro agrícola, engenheiro de alimentos, químico, técnico agrícola, técnico em agroindústria, técnico em alimentos, técnico em agropecuária ou técnico em agricultura.
Com carga horária de 40 horas, o curso será ministrado por instrutores credenciados junto ao Mapa. As disciplinas específicas sobre soja serão realizadas presencialmente, com aulas teóricas, demonstrações práticas utilizando amostras reais, exercícios individuais e em grupo, além do preenchimento de laudos e formulários.
Para concluir a capacitação, os participantes deverão passar por uma avaliação de desempenho. Será necessário alcançar nota mínima de 7,5 nas avaliações práticas de soja e ter frequência mínima de 95% em cada disciplina, conforme explica Scariot.
A capacitação permitirá que os profissionais estejam preparados para atuar como classificadores de soja e, após a habilitação, possam integrar o Cadastro Geral da Classificação (CGC), tornando-se legalmente autorizados a exercer a atividade.
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EUA registram venda de 440 mil toneladas de soja para 2026/27

Exportadores dos Estados Unidos relataram a venda de 440 mil toneladas de soja com entrega prevista para o ano comercial 2026/27, informou nesta quarta-feira o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Do volume total negociado, 340 mil toneladas têm como destino a China, principal mercado para a soja norte-americana. As outras 100 mil toneladas foram vendidas para destinos desconhecidos, conforme os dados divulgados pelo órgão.
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Por lei, os exportadores são obrigados a informar ao USDA qualquer venda de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity realizada em um único dia. Também precisam ser reportadas, até o dia seguinte, operações de 200 mil toneladas ou mais destinadas a um mesmo país ou mercado.
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Plantio da soja 2026/27 começa no Paraná e milho verão avança em áreas do país

O plantio da safra de soja 2026/27 já começou em áreas do Paraná, com algumas regiões do estado tendo encerrado o vazio sanitário em 1º de setembro. Segundo levantamento da AgRural, até quinta-feira, dia 3, as áreas paranaenses semeadas correspondiam a 0,05% da área estimada para a safra brasileira, acima dos 0,02% registrados no mesmo período do ano passado.
Além do encerramento do vazio sanitário, as chuvas registradas no início da semana passada contribuíram para melhorar as condições de umidade do solo e permitiram o início da semeadura em algumas áreas do Paraná.
Semeadura em Mato Grosso
Em Mato Grosso, onde o vazio sanitário terminou na segunda-feira, dia 7, a expectativa é de avanço inicial do plantio em áreas irrigadas por pivô que serão destinadas ao cultivo de algodão na segunda safra. Nas áreas de sequeiro, porém, a maior parte dos produtores deve aguardar uma melhora das condições de umidade antes de iniciar os trabalhos, de acordo com a AgRural.
Milho verão mantém ritmo acelerado
O plantio da safra de milho verão 2026/27 também avançou em ritmo acelerado na última semana. Conforme levantamento da AgRural, 17% da área estimada para o Centro-Sul do Brasil estava semeada até quinta-feira, dia 3. O percentual representa avanço em relação aos 11% registrados uma semana antes e também supera os 12% observados no mesmo período do ano passado.
Neste período do calendário agrícola, a semeadura permanece concentrada nos estados da região Sul. O Rio Grande do Sul lidera o avanço do plantio e é o principal responsável pelo ritmo mais acelerado registrado até agora.
Com a evolução das condições de umidade e o encerramento do vazio sanitário em diferentes regiões produtoras, a expectativa é de ampliação gradual das áreas semeadas nas próximas semanas.
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