Sustentabilidade
Com clima mais favorável nos EUA, preços do algodão perdem força – MAIS SOJA

De acordo com o USDA, 41,00% da área projetada para a safra 2026/27 do algodão norte-americano foi semeada até o dia 17/05. O percentual se encontra 3,00 p.p. adiantado em relação ao observado na safra 2025/26 e 1,00 p.p. acima da média dos últimos cinco anos. O que tem chamado a atenção nas últimas semanas foi o clima desfavorável em algumas regiões produtivas do país.
Apesar disso, os últimos dias marcaram uma melhora nas condições climáticas, além de as previsões indicarem um bom volume de chuva nos próximos dias. Cabe destacar que, em breve, o USDA divulgará o relatório de condições das lavouras nos EUA, o que deve trazer maior clareza sobre o real estado das áreas cultivadas no país. Por fim, os agentes seguem atentos ao desenvolvimento da safra nos EUA, visto que é um dos principais fatores que irão influenciar o comportamento dos preços na bolsa de NY nas próximas semanas.
Confira os principais destaques do boletim:
- BAIXA: a paridade de jul/26 apresentou retração de 4,67% no comparativo semanal, ocasionada pela movimentação na bolsa de NY, fechando na média de R$ 131,53/@.
- RETRAÇÃO: acompanhando a queda dos preços do petróleo na semana, o poliéster demonstrou decaimento de 0,69%, ficando precificado na média de ¢ US$ 43,48/lp.
- QUEDA: reflexo da menor demanda em MT, a torta de algodão disponível apresentou baixa de 2,33% no comparativo com a semana passada, ficando na média de R$ 925,63/t.
Após semanas consecutivas de valorização, as cotações do algodão têm recuado na bolsa de NY.
Nos últimos meses, um conjunto de fatores levou ao aumento dos preços: o conflito entre os EUA e o Irã, com impactos nas cotações do petróleo, além das condições climáticas desfavoráveis durante a semeadura da safra 26/27 nos EUA. O contrato de jul/26 chegou a alcançar ¢US$ 87,77/lp no início de mai/26, alta de 33,09% ante o inicio de mar/26. No entanto, nos últimos dias, o cenário se inverteu, com o contrato jul/26 fechando a semana em ¢US$ 77,42/lp.
A retração está atrelada à reversão dos fatores que sustentaram a alta, especialmente à melhora das condições climáticas nos EUA e ao recuo nos preços do petróleo, cenário que tende a aumentar a competitividade das fibras sintéticas frente ao algodão. Além disso, houve correções técnicas nos contratos, após dias consecutivos de alta. Por fim, o início da colheita no Brasil merece atenção, pois a maior oferta de pluma no mercado tende a intensificar a pressão sobre as cotações.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade
Novembro vai ser calorão ou o frio vai permanecer? Veja onde as temperaturas vão subir no Brasil

A previsão para os próximos dias indica contrastes entre frio, calor e chuva no Brasil. Enquanto uma massa de ar frio mantém as temperaturas baixas em parte do país, áreas do Norte devem enfrentar calor intenso, com máximas próximas de 40 °C. A chegada de uma frente fria também favorece a ocorrência de pancadas de chuva, temporais e rajadas de vento em diferentes regiões.
No Centro-Oeste e em áreas do Matopiba, a chuva pode contribuir para a reposição da umidade do solo, importante para o desenvolvimento das lavouras de soja. Apesar disso, a distribuição das precipitações deve ser irregular, especialmente no Brasil Central durante o início de novembro.
Massa de ar polar no Sul
A atuação de uma massa de ar polar atípica deve manter o frio em boa parte da Região Sul nos próximos dias. Nesta terça-feira (27), a Serra Gaúcha e áreas de Santa Catarina ficam sob risco de geada. Na Baixada, as temperaturas mínimas podem chegar a 10 °C, mas sem risco de formação do fenômeno.
O cenário, porém, deve mudar ao longo da semana. Entre quarta e quinta-feira, as temperaturas máximas podem superar os 28 °C nos três estados da região.
Além da variação térmica, a previsão aponta uma semana marcada por umidade e chuvas passageiras. Na primeira semana de novembro, os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros no sul do Rio Grande do Sul. Já na segunda semana do mês, a chuva volumosa também pode atingir o norte gaúcho e o norte do Paraná, com acumulados próximos de 100 milímetros.
Sudeste e Centro-Oeste
A influência do ar frio também deve ser sentida em São Paulo, no sul de Minas Gerais e no sul de Mato Grosso do Sul, onde as temperaturas podem ficar abaixo dos 15 °C.
Em contrapartida, o início de novembro deve ser marcado por calor e chuva irregular em áreas do Brasil Central. Em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Tocantins e no oeste da Bahia, os acumulados podem chegar a 50 milímetros em pontos da região.
Na Zona da Mata mineira, a previsão indica volumes de aproximadamente 40 milímetros.
O tempo no Norte e Nordeste
O calor deve ganhar força nos próximos cinco dias em áreas do Norte e do Nordeste. Em Santarém, no Pará, e no norte do Piauí, as temperaturas podem atingir 40 °C.
Ao mesmo tempo, a passagem de uma frente fria deve favorecer a ocorrência de chuva no Nordeste e no Centro-Oeste. Nesta terça-feira, há possibilidade de temporais, rajadas de vento e até queda de granizo em áreas atingidas pelas instabilidades.
No Matopiba, em Mato Grosso e no sul do Pará, as precipitações podem ajudar a recompor a umidade do solo e favorecer o avanço do plantio e o desenvolvimento inicial das lavouras de soja.
Sustentabilidade
SOJA/CEPEA: Expectativa de safra volumosa pressiona cotações para 2027 – MAIS SOJA

As expectativas de uma safra volumosa de soja em 2026/27 têm pressionado os preços para embarque no próximo ano. Segundo o Cepea, a paridade de exportação para 2027 atingiu, na última semana, o menor patamar desde agosto, em meio às condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras do Brasil e dos Estados Unidos.
De acordo com pesquisadores do Cepea, boa parte dos consumidores esteve resistente a fechar negócios envolvendo grandes volumes, tanto para entrega imediata quanto ao longo de 2027, o que reduziu a liquidez no mercado brasileiro.
Ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, em geral, esses agentes estão abastecidos para o curto e o médio prazos e têm feito aquisições pontuais. A estratégia é concentrar as compras na entrada da nova safra brasileira, quando são esperados preços menores – expectativa respaldada pela curva de preços para o próximo ano.
Segundo representantes de indústrias brasileiras consultados pelo Cepea, a menor demanda pela matéria-prima também está atrelada à redução no volume de vendas de farelo e de óleo de soja nos últimos dias. No caso do farelo, parte dos consumidores intensificou as aquisições em setembro, formando estoques, o que reduziu expressivamente as negociações no spot nacional.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Ferrugem asiática ameaça lavouras de soja; SP instala coletores para detectar fungo antes dos primeiros sintomas

A ferrugem asiática é uma das principais preocupações fitossanitárias da cultura da soja, e o monitoramento antecipado pode ser decisivo para o controle da doença. Em São Paulo, a Defesa Agropecuária iniciou uma nova etapa de ações para identificar a presença do fungo causador da doença antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas nas lavouras, com a instalação de coletores de esporos.
A iniciativa começou durante o II Seminário do Vazio Sanitário da Soja, realizado entre os dias 20 e 22 de outubro, na divisão regional de Ourinhos. O evento reuniu engenheiros agrônomos e técnicos agropecuários de 16 departamentos regionais e marcou o início de uma nova fase do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária (PEVF), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).
Nesta primeira etapa, serão instalados 21 coletores nas principais regiões produtoras do estado. Os três primeiros equipamentos foram instalados durante o seminário e permitirão auxiliar na identificação de esporos do fungo Phakopsora pachyrhizi, responsável pela ferrugem asiática.
Segundo Jucileia Irian dos Santos Wagatsuma, engenheira agrônoma e responsável pelo PEVF, a expectativa é ampliar gradualmente a rede de monitoramento para alcançar todo o território paulista.
A identificação antecipada do fungo pode ajudar os produtores a planejar melhor as medidas de manejo, além de contribuir para a redução de custos e do uso de defensivos agrícolas. O objetivo é permitir decisões mais precisas, antes que os sintomas da doença se manifestem nas plantas.
Capacitação e manejo da doença
O seminário também teve como objetivo capacitar os servidores estaduais sobre as ações do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A pesquisadora Claudine Dinali Santos Seixas, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), conduziu uma apresentação sobre as características do fungo, as condições favoráveis ao desenvolvimento da doença e as estratégias de manejo. A atividade incluiu uma etapa prática em laboratório, na qual os participantes puderam observar e identificar sinais da ferrugem asiática.
Cadastro das áreas de soja é obrigatório
Outro tema discutido durante o encontro foi o cadastro anual obrigatório das áreas produtoras de soja em São Paulo. Na safra 2025/26, o percentual de propriedades cadastradas chegou a 43%, e a Defesa Agropecuária busca ampliar essa participação.
Conforme a Resolução SAA 87/2024, os produtores devem cadastrar as áreas de cultivo em até 15 dias após o término do calendário de semeadura. O procedimento pode ser realizado pelo celular, por meio do sistema Survey123, ou presencialmente em uma unidade da Defesa Agropecuária.
A ampliação do cadastro e a instalação dos coletores fazem parte das estratégias para fortalecer a vigilância fitossanitária no estado. Com o monitoramento da presença do fungo e o planejamento das medidas de controle, a iniciativa busca contribuir para o manejo da doença e para a eficiência da produção de soja.
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