Sustentabilidade
Clima influencia potencial produtivo do milho safrinha no Centro-Sul – MAIS SOJA

Milho 1ª Safra: 80,7% colhido. Em MG, a colheita segue para a finalização, com boas produtividades sendo alcançadas. No RS, a colheita ocorre em pequenas áreas de agricultura familiar e se aproxima do fim. Na BA, a colheita reduziu o ritmo. No MA, a colheita avança no sul e já ocorre nas demais regiões, com boas produtividades sendo obtidas.
Em GO, a colheita se aproxima da finalização, com rendimentos superiores aos estimados
inicialmente.
Milho 2ª Safra – 0,1% colhido.
Em MT, a colheita foi iniciada em áreas sob pivô, devendo avançar nas áreas de sequeiro nos próximos dias. As chuvas favorecem os cultivos tardios. No PR, a ocorrência de geadas e baixas temperaturas em maio prejudicaram o potencial produtivo em lavouras no oeste, sudeste e sudoeste do estado.
Em MS, as precipitações no nordeste do estado amenizaram o estresse hídrico das lavouras. Nas demais regiões, as chuvas continuam a ocorrer. Em GO, apesar das chuvas, com ocorrência de temporais, principalmente, no Sul do estado, não se observa condição para a recuperação do potencial produtivo de parte das lavouras em estádio de maturação.
Em MG, os baixos volumes ou ausência de precipitações continuam impactando o cereal na
maior parte do estado. Em SP, a redução nas temperaturas, chuvas constantes e tempo nublado retardam o desenvolvimento da lavoura. No TO, a maioria das áreas se encontra em maturação e com boas perspectivas de produtividade.
No MA, a redução das chuvas impactou o potencial produtivo das áreas semeadas tardiamente, mas a maior parte das lavouras apresenta boas condições. No PI, as lavouras se desenvolvem em boas condições, apesar da redução das chuvas. No PA, a colheita avança no polo da BR-163 e é favorecida pela redução das chuvas. As produtividades têm superado as estimadas inicialmente. Em Santarém e Paragominas, as chuvas continuam a favorecer as lavouras, que se encontram desde o estádio de desenvolvimento vegetativo até enchimento de grãos.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Cooperativas de crédito veem ausência de um seguro rural robusto como risco para as carteiras de crédito agropecuário – MAIS SOJA

O lançamento do Plano Safra 2026/27 confirmou uma das principais preocupações que já vinham sendo apontadas por produtores rurais, entidades do agronegócio, seguradoras, instituições financeiras e cooperativas de crédito: o seguro rural permaneceu sem uma solução estrutural no principal programa de apoio à agropecuária brasileira. Embora o governo federal tenha anunciado R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial e promovido reduções nas taxas de juros de diversas linhas de custeio e investimento, o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) não recebeu uma definição capaz de assegurar previsibilidade ao setor.
A ausência do tema no anúncio principal do Plano Safra é relevante porque ocorre justamente em um momento em que os riscos climáticos deixaram de ser eventos excepcionais e passaram a fazer parte do planejamento recorrente da produção agropecuária. Secas prolongadas, excesso de chuvas, geadas, enchentes e a perspectiva de novos efeitos associados ao El Niño ampliam a exposição dos produtores a perdas de produtividade, frustração de renda e dificuldades de pagamento. Em material já produzido sobre o tema, foi destacado que a intensificação dos eventos climáticos extremos recolocou o seguro rural no centro da política agrícola brasileira.
Fonte: Mundo Coop, disponível em Fecoagro
Autor:Mundo Coop, disponível em Fecoagro
Site: Fecoagro/SC
Sustentabilidade
Nanoformulação altera tempo de degradação de fungicida em pesquisa agrícola – MAIS SOJA

Uma pesquisa científica avaliou o comportamento de uma nanoformulação desenvolvida para o transporte de fungicida agrícola. Os testes indicaram que, sob a ação da luz solar, o material acelerou a degradação do ingrediente ativo, diferindo da hipótese inicial de proteção do composto contra a fotodegradação. Do ponto de vista ambiental, o resultado aponta para a redução do tempo de permanência do produto na lavoura após a aplicação.
O estudo investigou a nanoformulação produzida com lignina kraft modificada — subproduto oriundo da indústria de papel e celulose — associada ao fungicida protioconazol, utilizado no manejo de culturas agrícolas. Os dados obtidos integram o compêndio técnico Sustainable Agrochemistry – A Compendium of Technologies (Springer Nature, 2026).
Os experimentos foram realizados em ambiente laboratorial seguindo os protocolos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), que simulam as reações posteriores à aplicação de defensivos. Foi acompanhado o comportamento do composto em diferentes níveis de acidez da água para mapear os cenários possíveis no solo e ecossistemas.
Os resultados demonstraram que o protioconazol apresentou decomposição em poucas horas quando incorporado à formulação em ambientes ácidos. Em condições alcalinas, o período de permanência também se mostrou menor do que as médias de referência. De acordo com as análises técnicas, as modificações estruturais na lignina favoreceram as reações físico-químicas desencadeadas pela radiação solar.
A velocidade de degradação do ingrediente ativo diminui o tempo de exposição residual no ambiente. Esse fator reduz a probabilidade de translocação do produto para solos, cursos d’água ou organismos não atingidos pelo tratamento original.
Desenvolvimento de dados sobre nanotecnologia
O monitoramento de nanoformulações visa compreender os mecanismos que alteram a dinâmica de defensivos agrícolas e fertilizantes, mapeando as perdas durante a aplicação.
A lignina, por ser um dos componentes estruturais da madeira, gerado como resíduo industrial em escala global, é objeto de análise para sistemas de liberação controlada de agroquímicos, embalagens e biomateriais devido às suas características de biodegradabilidade.
Os dados técnicos sobre a interação entre matrizes renováveis e ingredientes ativos servem como subsídio para o mapeamento de futuras formulações, auxiliando no equilíbrio entre o período de atuação agronômica e a posterior desintegração do insumo.
O acesso ao livro técnico com o detalhamento da metodologia e dos dados estatísticos pode ser realizado por aqui.
Sustentabilidade
Chuvas que ultrapassam 150 mm e temperaturas de até 40°C: como fica o tempo no fim de julho e começo de agosto?

A atuação de um rio atmosférico entre esta segunda-feira (20) e terça-feira (21) mantém o alerta para temporais no Sul do Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul. A previsão indica chuva intensa e persistente, com acumulados que podem ultrapassar 150 milímetros em diversas áreas produtoras de soja do estado, além de atingir Santa Catarina e o centro-sul do Paraná.
A tendência é que as chuvas continuem acima da média até o fim de julho. Após uma breve redução da instabilidade entre quinta-feira e o próximo fim de semana, uma nova frente de chuva deve atingir o Rio Grande do Sul na semana do dia 26, novamente com volumes expressivos. Além da precipitação intensa, há previsão de rajadas de vento que podem superar 100 km/h em algumas localidades.
Enquanto isso, o bloqueio atmosférico segue predominando sobre o Brasil Central, favorecendo o tempo firme e permitindo o avanço dos trabalhos agrícolas. As temperaturas permanecem elevadas, enquanto as chuvas seguem irregulares nas regiões Norte e Nordeste.
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Entre quarta-feira e quinta-feira, a atenção se volta para áreas de Mato Grosso do Sul e São Paulo, onde são esperados acumulados entre 30 e 40 milímetros. As precipitações devem contribuir para reduzir o calor e recompor a umidade do solo, mas podem provocar interrupções temporárias nas operações em campo.
No início de agosto, a previsão indica o retorno do tempo seco em grande parte do Brasil Central. As temperaturas voltam a subir e as máximas podem superar 38°C em áreas do interior de São Paulo e da região do Matopiba, com municípios registrando valores próximos de 40°C.
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