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Negócios parados no Brasil? Confira como ficaram as cotações de soja em dia de feriado nos EUA

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com baixa movimentação e praticamente sem registro de negócios. Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de referências externas devido ao feriado nos Estados Unidos e ao fechamento da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) limitou a atuação dos agentes do mercado.
De acordo com Silveira, sem o funcionamento da Bolsa de Chicago, o mercado ficou praticamente parado, sem interesse dos players em assumir posições. As ofertas registradas durante a sessão foram apenas nominais e os preços permaneceram praticamente estáveis ao longo do dia
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O analista também destacou que não houve relatos de negócios efetivos durante a sessão, reforçando o cenário de cautela e baixa liquidez no mercado físico brasileiro.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 124,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 125,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 120,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 110,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 113,50
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 112,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 131,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 130,00
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,17%, cotado a R$ 5,0195 para venda e R$ 5,0175 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oslicou entre a mínima e a máxima em um pregão de baixa movimentação.
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Soja em apuros em MT: crise no campo pressiona produtores

O aumento dos custos no campo e a perda de rentabilidade das últimas safras começam a pressionar os produtores rurais em Mato Grosso. Em Querência, no nordeste do estado, agricultores já tentam repassar áreas arrendadas diante da dificuldade para manter o plantio na próxima temporada.
Em meio à preparação para mais uma safra, produtores enfrentam um problema que vai além das condições climáticas, o alto custo dos arrendamentos de terras. Mesmo com um leve recuo registrado na safra 2025/2026, os preços devem permanecer elevados na temporada 2026/2027.
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Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a média estimada para os contratos de arrendamento é de 15,58 sacas por hectare, alta de 8,55% em relação às últimas três safras.
A situação acende um alerta no campo. Em Querência, alguns produtores, sem condições de custear um novo ciclo de produção, já tentam transferir áreas arrendadas para reduzir prejuízos e manter os compromissos financeiros em dia.
“Tem muita oferta de área porque realmente o produtor já não está conseguindo plantar mais. Às vezes ele passa o arrendamento sem cobrar nada, só para se livrar de um custo que ficou muito pesado”, relata Osmar Frizzo, presidente do Sindicato Rural do município.
A dificuldade financeira foi agravada pela baixa rentabilidade das últimas safras. A expectativa era de uma boa receita com o cultivo de cerca de 450 mil hectares de soja e 300 mil hectares de milho, mas o resultado ficou abaixo do esperado.
“Em média, tivemos uma quebra de quatro a cinco sacas por hectare. Foi uma das safras mais caras e ainda tivemos venda da soja cerca de R$ 10 abaixo do valor do ano passado”, afirma Frizzo.
Na propriedade da família de Lauri, os impactos já são sentidos nas contas. O atraso no plantio da soja, causado pela irregularidade das chuvas, comprometeu parte da janela ideal do milho segunda safra.
“Tivemos a última chuva por volta do dia 20 de abril. Algumas áreas ainda precisavam de mais chuva no fim do mês, mas ela não veio. Cerca de 30% da área deve ter perda de produtividade”, explica Lauri Jantsch.
Além da quebra na produção, os produtores enfrentaram aumento nos custos operacionais. O excesso de chuva durante a colheita elevou os gastos com secagem dos grãos.
“Entre janeiro e fevereiro recebemos quase 700 milímetros de chuva. A soja chegou ao armazém com umidade muito alta e isso gera um custo caro para secagem”, relata o agricultor.
Segundo o setor, o cenário atual é resultado de uma sequência de dificuldades climáticas e econômicas. A avaliação é de que o agro pode enfrentar mais um ciclo de baixa rentabilidade.
Os reflexos também já atingem a arrecadação municipal. Em Querência, cuja economia é baseada principalmente no cultivo de soja e milho, a previsão é de queda nas receitas.
“O índice de arrecadação de 2026 deve ser 10,28% menor do que em 2025. Isso representa uma perda significativa para o município”, afirma o prefeito Gilmar Wentz.
Diante do cenário, produtores e lideranças do setor cobram mais sensibilidade do governo e defendem medidas de renegociação de dívidas e ampliação do crédito rural.
“Já houve, em outros momentos, programas de renegociação de dívidas, e sem dúvida o setor está precisando muito disso novamente. A gente sabe que essa discussão já existe no Congresso, mas a grande dificuldade é definir de onde virão os recursos. Inclusive, há propostas para utilizar recursos do pré-sal, porém esse debate ainda não avançou muito dentro do Congresso”, conclui Frizzo.
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Estado destrava socorro para pescadores sufocados pela Lei do Transporte Zero

Cadastro virtual do Repesca reabre nesta terça-feira e exige documentação exata em etapa única para liberar pagamento
O Governo de Mato Grosso reabre, nesta terça-feira (26.5), os novos cadastros do Repesca, programa estadual que garante auxílio financeiro aos pescadores profissionais artesanais afetados pelas regras da Lei do Transporte Zero. A medida também foi prorrogada por mais cinco anos.
O Repesca é um Sistema Virtual de Cadastramento criado para assegurar assistência financeira aos pescadores impactados pela proibição temporária do transporte, armazenamento e comercialização do pescado, conforme previsto na Lei Estadual nº 12.197/2023.
A abertura dos novos cadastros será feita no decorrer desta terça-feira (26), por meio do sistema online disponibilizado pelo Governo do Estado.
A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) reforça que todo o processo de cadastro é totalmente gratuito e que não há qualquer cobrança de taxas, pagamentos ou intermediários para realização da inscrição no programa.
O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, destacou que o programa tem papel fundamental na proteção social das famílias que dependem da pesca artesanal.
“O Repesca foi criado para garantir segurança financeira e amparo às famílias de pescadores profissionais artesanais que tiveram sua atividade impactada pela legislação. É um programa social importante que contribui para a manutenção da renda e da qualidade de vida dessas pessoas”, afirmou.
O secretário ainda destacou que a ampliação do atendimento atende a uma determinação do governador Otaviano Pivetta, para fortalecer o diálogo e a integração com as comunidades pesqueiras.
“Esse trabalho de reabertura dos cadastros e ampliação do atendimento ocorre por determinação do governador Otaviano Pivetta, que pediu essa integração com as comunidades, ouvindo os pescadores e garantindo que as políticas públicas cheguem a quem realmente precisa”, disse.
O auxílio do Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência.
Para realizar o cadastro, os interessados devem apresentar documentos pessoais, comprovante de endereço atualizado, Registro Geral de Pesca (RGP), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), documentos que comprovem o exercício da pesca artesanal, além da autodeclaração de exercício da atividade pesqueira profissional artesanal.
Também será necessário apresentar documentos dos membros do núcleo familiar e inscrição no Cadastro Único (CadÚnico), caso possuam.
Após a finalização do cadastro, não será possível acrescentar documentos ou informações. Por isso, a orientação é que os pescadores tenham toda a documentação necessária em mãos antes de iniciar o procedimento.
O cadastro pode ser feito diretamente no site do Repesca pelo próprio pescador ou por terceiro autorizado, desde que o pescador esteja presente durante o acesso ao sistema e seja preenchido o Termo de Responsabilidade.
Com Assessoria
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Ofensiva do Governo recruta moradores para turbinar mercado rural e turístico

Cidades vizinhas recebem pacote de capacitação com turmas noturnas e foco na produção imediata de café, embutidos e fruticultura
A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso (Seciteci-MT) está com inscrições abertas para 165 vagas gratuitas em cursos de qualificação profissional do Programa Pronatec/Bioeconomia, ofertados pela Escola Técnica Estadual de Alta Floresta. As oportunidades são destinadas aos municípios de Alta Floresta, Carlinda e Paranaíta.
As inscrições seguem abertas a partir desta segunda-feira (25.5) até o dia 1 de junho. Em Alta Floresta, o processo deve ser realizado presencialmente na secretaria da Etec. Já para os municípios de Carlinda e Paranaíta, a inscrição ocorre por e-mail, mediante envio da ficha de inscrição e da documentação exigida em edital.
Os cursos disponíveis são de Forragicultor, Produtor de Embutidos e Defumados, Operador de Beneficiamento de Café, Agricultor Agroflorestal, Condutor de Turismo de Aventura e Fruticultor. As formações serão realizadas no período noturno, com cargas horárias entre 160 e 240 horas.
Para participar, os candidatos devem ter no mínimo 16 anos e Ensino Fundamental I completo (1º ao 5º ano). A seleção será feita por ordem de inscrição e envio da documentação.
As aulas dos cursos de Forragicultor e Produtor de Embutidos e Defumados começam em 8 de junho. Já os cursos de Operador de Beneficiamento de Café, Agricultor Agroflorestal, Condutor de Turismo de Aventura e Fruticultor terão início em 5 de agosto de 2026.
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