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25 de maio de 2026

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Inmet prevê chuva forte no Norte e no Sudeste no início da semana

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As regiões Norte e Sudeste devem iniciar a semana com chuva forte, segundo previsão divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) nesta segunda-feira (25). O litoral do Nordeste também deve registrar precipitações, embora com menor intensidade em parte da faixa costeira. No Norte, os acumulados podem superar 200 milímetros em sete dias em áreas de Amapá, Roraima, Amazonas e Pará.

De acordo com o Inmet, os maiores volumes de chuva estão concentrados sobre a faixa norte do país. Em pontos de Amapá, Roraima, Amazonas e Pará, o acumulado previsto pode passar de 200 milímetros ao longo de sete dias. Já no Acre e em áreas mais ao sul do Amazonas e do Pará, as precipitações tendem a ocorrer de forma mais irregular. Na metade sul de Rondônia e no Tocantins, a previsão é de tempo firme durante a semana.

No Sudeste, a condição de chuva forte atinge São Paulo, Rio de Janeiro e o sul de Minas Gerais no início da semana. Segundo o instituto, esse quadro deve perder intensidade a partir de quarta-feira (27), com avanço das instabilidades para o Espírito Santo, a Zona da Mata mineira e o Vale do Rio Doce.

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Na Região Sul, a chuva deve alcançar os três estados nos primeiros dias da semana. Depois, um bloqueio atmosférico tende a manter o tempo firme na maior parte da região. A exceção, conforme a previsão, é o oeste do Rio Grande do Sul, onde novas instabilidades podem retornar no sábado (30).

No Nordeste, a chuva deve se concentrar no litoral. A costa da Bahia deve ter precipitação persistente, enquanto os maiores acumulados são esperados para o Maranhão. Também há previsão de chuva no litoral do Piauí e do Ceará. No interior da região, o agreste e o sertão devem permanecer com estiagem.

No Centro-Oeste, Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal devem ter tempo firme. Em Mato Grosso do Sul, a passagem das áreas de chuva previstas para o Sul e o Sudeste pode provocar instabilidade, com reflexos também no sul de Goiás. O Inmet não detalhou, no material divulgado, impactos produtivos específicos por cultura ou município.

A distribuição irregular das chuvas e a manutenção de áreas com tempo firme exigem acompanhamento regionalizado da previsão, especialmente para planejamento de plantio, colheita e manejo em campo. Atualizações ao longo da semana podem refinar a intensidade e o alcance dos volumes previstos.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Mato Grosso projeta salto de 16% na produção de etanol e deve atingir 8,44 milhões de m³

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Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso deve produzir 8,44 milhões de metros cúbicos (m³) de etanol na safra 2026/27, o que representa uma alta de 16,08% em relação ao ciclo anterior. O avanço consolidará o estado na segunda posição do ranking brasileiro de produção do biocombustível, atrás apenas de São Paulo. Os dados constam no levantamento do Bioind-MT, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Antes de iniciar o novo ciclo, a safra 2025/26 já caminha para um encerramento positivo, com projeção de crescimento de 8,52% e um volume de 7,27 milhões de m³. O desempenho do estado caminha na contramão do cenário nacional, que deve apresentar estabilidade, com leve alta de 0,22%.

A aceleração mato-grossense é sustentada pelo processamento de cereais. Na safra atual (2025/26), o etanol de milho deve atingir 6,18 milhões de m³ (alta de 9,89%), enquanto o de cana-de-açúcar ficará em 1,09 milhão de m³ (alta de 1,37%).

Para o ciclo 2026/27, o ritmo do milho será ainda mais intenso, com salto de 18,67% para alcançar 7,33 milhões de m³. O biocombustível de cana subirá 1,42%, chegando a 1,11 milhão de m³.

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Arrancada do milho

Silvio Rangel, presidente do Bioind-MT e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), explica que o avanço será sustentado principalmente pela expansão do etanol de milho, segmento no qual Mato Grosso já responde por 62% da produção nacional de etanol de cereais. Segundo ele, “além de fortalecer a segurança energética e a economia do país, o setor se posiciona como estratégico para o futuro da descarbonização dos transportes, com potencial crescente no fornecimento de combustíveis renováveis para aviação e navegação marítima”.

Para dar conta dessa demanda, a moagem de milho destinada ao combustível precisará aumentar 18,52% em 2026/27, demandando 16,36 milhões de toneladas do grão. Esse incremento será impulsionado pela entrada em operação de duas novas plantas industriais no estado. Na safra 2025/26, o volume processado deve fechar em 13,81 milhões de toneladas.

A expansão do setor também puxa o mercado de nutrição animal. A produção de DDG (Grãos Secos de Destilaria) e DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) deve crescer 16,14% em 2026/27, totalizando 3,41 milhões de toneladas. O óleo de milho é outro coproduto em alta, com previsão de subir 12,9%, atingindo 338,9 mil toneladas.

Já no segmento sucroenergético tradicional, a estabilidade dita o ritmo. A moagem de cana-de-açúcar deve registrar 18,61 milhões de toneladas (alta de 0,39%), enquanto a fabricação de açúcar recuará levemente 1,42%, fixando-se em 579,7 mil toneladas.

Projeções de longo prazo

“O levantamento mostra que Mato Grosso segue ampliando sua relevância estratégica para a matriz energética brasileira. O crescimento do etanol de milho demonstra a capacidade de integração entre produção agrícola, indústria e geração de energia renovável”, afirma Rangel.

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O ritmo de crescimento não deve parar no curto prazo. As estimativas do Imea indicam que Mato Grosso tem potencial para produzir 15,02 milhões de m³ de etanol até o ciclo 2033/34, o que significa mais que duplicar o volume atual.

“O setor de bioenergia em Mato Grosso vem ampliando sua participação não apenas na produção de combustíveis renováveis, mas também na geração de coprodutos para nutrição animal, óleo vegetal, bioenergia e créditos de descarbonização, consolidando uma cadeia industrial de grande relevância econômica para o estado”, afirma Cleiton Gauer, superintendente do Imea.

No campo ambiental, o estudo aponta que os Créditos de Descarbonização (CBIOs) gerados pelo setor mitigaram o equivalente a 189,64 milhões de toneladas de CO₂ desde o início do programa nacional — sendo 40,06 milhões de toneladas apenas em 2025. Atualmente, a cadeia de bioenergia do estado gera mais de 12 mil empregos diretos e arrecada mais de R$ 2,5 bilhões em ICMS.


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Data destaca 10,1 milhões de trabalhadores da agricultura familiar no Brasil

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O Dia da Trabalhadora e do Trabalhador Rural, celebrado neste domingo (25), recoloca em evidência a participação da agricultura familiar na produção de alimentos no Brasil. Segundo o Anuário Estatístico da Agricultura Familiar 2026, citado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), cerca de 10,1 milhões de trabalhadores e trabalhadoras rurais atuam nesse segmento, com presença em todas as regiões do país.

De acordo com o material divulgado pelo MDA, a agricultura familiar concentra parte relevante da produção de itens básicos do abastecimento interno, como arroz, feijão, leite, frutas, legumes e verduras. O ministério relaciona esse desempenho à atuação de políticas públicas voltadas à produção de pequena escala, à organização das famílias rurais e à ampliação de renda no campo.

Entre as iniciativas mencionadas está o programa Quintais Produtivos, voltado ao incentivo da produção agroecológica, do cultivo de plantas medicinais e da geração de renda por famílias rurais. A pasta destaca ainda que a ação busca ampliar a autonomia econômica das mulheres do campo, tema recorrente em políticas para agricultura familiar.

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Em relato divulgado pela assessoria do ministério, a agricultora Josefa Ataídes, de São Sebastião (DF), afirmou que a produção em quintal passou a responder pela renda da família. Segundo ela, a atividade também alterou a percepção sobre o trabalho feminino na comunidade rural.

Embora o conteúdo oficial aponte avanços em autonomia produtiva e segurança alimentar, o material não detalha, até o momento, volume de recursos, número de famílias atendidas, metas do programa ou recorte regional de execução. Esses dados são centrais para medir alcance, eficiência e impacto econômico das iniciativas sobre a agricultura familiar.

Do ponto de vista produtivo, programas desse tipo podem influenciar diversificação de culturas, oferta local de alimentos e permanência de famílias no campo, especialmente em sistemas de base agroecológica e de menor escala.

A data reforça o peso da mão de obra rural na produção de alimentos e recoloca no debate a efetividade das políticas públicas para agricultura familiar. Sem informações completas sobre orçamento, cobertura e resultados consolidados, a avaliação técnica dos programas depende de detalhamento adicional por parte do MDA.

Fonte: gov.br

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Fórum Técnico Mais Milho discute geopolítica e oportunidades para o agro

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

O município de Água Boa recebe no próximo dia 28 de maio o Fórum Técnico Mais Milho para discutir os impactos diretos da geopolítica mundial sobre a produção e o comércio do grão no Brasil. O encontro presencial ocorre no Sindicato Rural da cidade, a partir das 8h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pelo canal do Canal Rural no YouTube. O debate centraliza as análises na transformação dos mercados globais diante de conflitos internacionais e novas barreiras comerciais.

A iniciativa que integra a décima temporada do projeto Mais Milho — uma das mais relevantes plataformas de conteúdo voltadas à cadeia produtiva do milho no Brasil.

O evento traz como tema central “Do conflito à oportunidade: como a geopolítica redesenha o agro mundial”. O objetivo do painel é avaliar as variáveis externas que fogem do controle do produtor, mas determinam a rentabilidade dentro da porteira. Entre os principais tópicos mapeados para a discussão estão a oscilação nos custos dos fertilizantes, o encarecimento do frete marítimo, a segurança alimentar global e a transição energética.

A composição do painel de especialistas reflete a urgência em alinhar a análise macroeconômica à realidade técnica do campo. Estão confirmadas as participações do pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), Mauro Osaki; do superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer; dos presidentes dos sindicatos rurais de Água Boa, Geraldo Delai, e de Nova Xavantina, Endrigo Dalcin; e do diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Glauber Silveira. A mediação do debate será do jornalista Luiz Patroni, editor-chefe do Canal Rural Mato Grosso.

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Geopolítica e o bolso do produtor

A necessidade de ampliar a visão estratégica do agricultor baseia-se no cenário de instabilidade macroeconômica. As disputas comerciais entre grandes potências e os gargalos logísticos internacionais alteram as rotas de exportação e mexem nos preços das commodities de forma abrupta, exigindo maior eficiência gerencial na cadeia produtiva do milho.

As decisões políticas tomadas fora do país interferem no fornecimento de insumos essenciais e na energia necessária para o escoamento da safra.

O fórum técnico funciona como ambiente de convergência entre a pesquisa científica, os dados de mercado e a liderança setorial. Diante de margens de lucro mais estreitas na atual safra, o entendimento sobre o fluxo dos estoques mundiais de passagem e a concorrência com o milho norte-americano tornam-se determinantes para as estratégias de comercialização futura.

Ao longo de dez temporadas, o projeto Mais Milho consolidou-se como uma importante vitrine de informação, tecnologia, mercado e debates estratégicos ligados à cultura do milho, conectando produtores, pesquisadores, lideranças e empresas em diferentes regiões do país.

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MAIS MILHO - SITE MARCAS

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