Sustentabilidade
Aprosoja/MS: Crédito rural recua 39,5% em abril – MAIS SOJA

O volume de crédito rural concedido em Mato Grosso do Sul desacelerou em abril de 2026. Os financiamentos liberados no Estado somaram R$ 931,1 milhões, valor 39,56% inferior ao registrado em março deste ano, quando as concessões alcançaram R$ 1,54 bilhão.
O movimento acompanha a retração observada no cenário nacional, conforme levantamento da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), elaborado com base em dados do Banco Central.
A redução ocorre após o pico das contratações relacionadas ao plantio da segunda safra de milho e ao encerramento do ciclo produtivo da soja, período tradicionalmente marcado por maior demanda por recursos de custeio.
Em Mato Grosso do Sul, a modalidade de custeio permaneceu como principal destino do crédito rural, concentrando R$ 696,17 milhões em operações, o equivalente a 75% de todo o volume liberado no mês. Os dados demonstram que os produtores seguem priorizando capital para manutenção das lavouras, especialmente para aquisição de insumos, sementes, defensivos e demais custos operacionais da produção agrícola.
A agricultura movimentou R$ 561,2 milhões em abril, com retração anual de 26,7% em relação ao mesmo período de 2025. Já a pecuária foi o único segmento a apresentar crescimento anual, avançando 5,05% e encerrando o mês com R$ 369,9 milhões em crédito disponibilizado.
Segundo o boletim, a agricultura respondeu por 60,27% de todo o crédito rural concedido no Estado em abril, reforçando a dependência do setor agrícola em relação ao financiamento externo para sustentação das lavouras de soja e milho.
“Os números de abril mostram um cenário de maior cautela tanto por parte dos produtores quanto das instituições financeiras. O crédito segue concentrado no custeio da produção, especialmente das lavouras de soja e milho, enquanto as operações de investimento continuam mais retraídas diante do custo elevado do crédito e da maior seletividade bancária.” aponta o analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Flores Gimenes.
Entre as instituições financeiras, os bancos públicos permaneceram liderando as concessões em Mato Grosso do Sul, concentrando 60,79% do crédito liberado no período, equivalente a R$ 579,09 milhões. Apesar da liderança, o segmento também registrou forte retração mensal nas liberações.
Outro destaque do levantamento é a predominância das operações sem vinculação a programas específicos. Apenas nas linhas de custeio, essas operações totalizaram R$ 517,11 milhões em abril. O cenário reforça o comportamento mais conservador do mercado diante do ambiente financeiro restritivo, marcado por juros elevados e maior seletividade nas concessões de longo prazo.
O boletim completo pode ser acessado aqui
Fonte: Aprosoja/MS
Sustentabilidade
Exportações de soja do Brasil avançam em comparação ao mesmo período do ano passado

As exportações brasileiras de soja em grão somaram 11,382 milhões de toneladas em maio, considerando 15 dias úteis do mês, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. A receita obtida com os embarques alcançou US$ 4,812 bilhões no período.
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A média diária de exportações foi de 758,853 mil toneladas, enquanto a receita média diária ficou em US$ 320,805 milhões. O preço médio da tonelada exportada atingiu US$ 422,70.
Na comparação com maio de 2025, o desempenho mostrou avanço consistente. A receita média diária cresceu 22,5%, puxada pelo aumento do volume embarcado e pela valorização do produto no mercado internacional. O volume médio diário exportado subiu 13%, enquanto o preço médio da tonelada avançou 8,4%.
O resultado reforça o forte ritmo das exportações do agronegócio brasileiro em 2026, com a soja mantendo posição de destaque na pauta exportadora do país.
As informações são da Safras & Mercado.
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Sustentabilidade
MAPA eleva a estimativa do VBP em 2026 para R$ 1.413 trilhão – MAIS SOJA

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária neste ano deve totalizar R$ 1.413 trilhão, prevê o Ministério da Agricultura. O valor é superior ao R$ 1.385 trilhão estimados pela Pasta no mês passado. Em relação ao ano passado, há uma queda de 4,20%. O Ministério também revisou a sua projeção referente ao ano de 2025, de R$ 1.440 trilhão para R$ 1.475 trilhão.
A perspectiva de queda anual pode ser explicada pelo menor preço esperado para as commodities agrícolas neste ano e pela desaceleração da produtividade das lavouras. As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola do Ministério. O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o País.
Do total previsto para 2026, R$ 905.089 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 64% do total e queda estimada de 5,50% em relação a 2025. Outros R$ 507.437 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 36% do total e queda de 1,90% em comparação com o ano passado.
Na agricultura, é esperado aumento neste ano apenas para o VBP das lavouras de banana, batata-inglesa, feijão e mandioca. Entre as principais culturas com participação no VBP, as lavouras de soja devem registrar um faturamento bruto 0,50% menor de R$ 337.035 bilhões, enquanto o VBP do milho é estimado em R$ 161.694 bilhões, queda anual de 5,40%. A receita bruta obtida com a produção de trigo deve ser de R$ 8.678 bilhões, queda anual de 18,90%.
Para as lavouras de café, a projeção é de VBP de R$ 111.428 bilhões, queda de 5,50% em relação a 2025. O faturamento das lavouras de cana-de-açúcar, por sua vez, deve cair 7,50%, estima o Ministério, para R$ 111.096 bilhões, enquanto o faturamento bruto das lavouras de laranja deve cair 36,50%, para R$ 15.893 bilhões. O VBP das lavouras de algodão é estimado em R$ 32.339 bilhões, queda anual de 11,70%. As previsões indicam ainda para uma queda de 54,70% do VBP do cacau, para R$ 5.386 bilhões. Já o VBP das lavouras de arroz deve diminuir 30,40%, para um faturamento bruto neste ano estimado em R$ 14.870 bilhões. A receita bruta do cultivo de feijão é estimada em R$ 13.500 bilhões, aumento de 11,70%.
Na pecuária, o único crescimento deve ocorrer na cadeia de bovinos, com um aumento estimado de 8,80%, para um VBP projetado em R$ 246.431 bilhões. A produção bovina continua liderando o faturamento bruto da pecuária. O valor bruto da cadeia de suínos deve cair 16,70%, para R$ 54.892 bilhões, enquanto o faturamento bruto da produção de frangos é estimado 10,40% abaixo do ano anterior, para R$ 105.668 bilhões. A receita bruta obtida com a produção de leite deve cair 5,50%, para R$ 72.460 bilhões. A produção de ovos deve registrar um VBP 8% menor, de R$ 27.986 bilhões.
O VBP é projetado mensalmente pelo Ministério. O valor é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 17 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.
Fonte: MAPA
Sustentabilidade
Dia do Calcário Agrícola: o insumo que transformou o solo vive dias de consumo estagnado – MAIS SOJA

O Dia Nacional do Calcário Agrícola será lembrado esse ano pelos números tímidos de aplicação desse corretivo de acidez do solo. O consumo de 2025, na casa dos 61, 3 milhões de toneladas, ficou bem próximo do de 2024, que atingiu 59,6 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados essa semana pela Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal).
Embora as terras ácidas predominem nos espaços de plantio, há uma defasagem de aproximadamente 30% no uso de calcário. O ideal era uma aplicação nacional de 80 milhões de toneladas anuais. A acidez afeta a produtividade no campo e a lucratividade do negócio.
A produtividade acaba afetada diante desse salto de apenas 2,8% na comparação entre os dois anos. Produzir mais na mesma área evita a necessidade de abertura de novos espaços de cultivo.
O Dia do Calcário é festejado em 24 de maio, reforçando sua importância para o salto que o Brasil teve como produtor agrícola global. Os avanços nas colheitas nos últimos 40 anos resultaram de práticas como a correção da acidez – principalmente em áreas de Cerrado.
Custo de produção e fertilizantes
O custo de produção tem sido uma das causas do consumo menor. Os fertilizantes, por exemplo, vivem um momento de menor aplicação – em razão de dificuldades ocasionadas pelos conflitos na Ucrânia e na região do Estreito de Ormuz.
“Na produção, a adubação mineral, por exemplo, significa 40% dos custos dos insumos. O adubo tem o preço atrelado à cotação do dólar e dependência de fornecimento importado. Já o calcário é um insumo nacional, com baixo custo, além de potencializar os efeitos dos adubos”, avalia Jairo Hanasiro, engenheiro agrônomo e especialista em nutrição de plantas.
Também estimula o crescimento radicular, o que protege a planta em períodos de estiagem. Ainda gera pastagens em melhores condições.
Para o presidente da Abracal, João Bellato Júnior, o pequeno produtor é o principal prejudicado. As grandes frentes agrícolas nacionais, no Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, são os maiores consumidores de calcário. São Paulo aparece a seguir no ranking do consumo.
“Temos sugerido ao Ministério da Agricultura que a calagem, que é a técnica de aplicação de calcário, seja incentivada no Plano Safra. Nossas indústrias associadas também podem ajudar nesse processo, juntamente com a orientação técnica de um agricultor”, avalia Bellato.
Clique aqui e conheça as estatísticas nacionais e por estado de consumo de calcário em 2025.
Fonte: Abracal
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