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20 de maio de 2026

Sustentabilidade

Milho segunda safra mantém bom potencial produtivo em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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O milho segunda safra 2025/2026 segue com bom desenvolvimento em Mato Grosso do Sul, mas o avanço do clima seco e o risco de geadas colocam os agricultores em alerta. De acordo com o levantamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc, 71,5% das lavouras do Estado apresentam boas condições, enquanto 17,8% estão em situação regular e 10,7% em condições ruins.

As melhores condições das lavouras estão concentradas nas regiões norte, nordeste, oeste e sudoeste do estado, onde os índices de áreas classificadas como boas variam entre 75,4% e 92,1%. A região norte tem 92,1% das áreas em boas condições. Já a região oeste apresenta 84,6% das lavouras classificadas como boas.

Por outro lado, as regiões centro, sul, sul-fronteira e sudeste demonstram maior sensibilidade às condições climáticas. Nessas áreas, o percentual de lavouras classificadas como ruins é  23,8%, principalmente devido à irregularidade das chuvas e ao risco de estiagem e geadas durante o ciclo da cultura. Na região centro, que engloba municípios como Sidrolândia, Rio Brilhante e Campo Grande, 57,9% das áreas apresentam bom potencial produtivo, enquanto 23,8% já registram perdas.

Além disso, episódios climáticos recentes chama a atenção dos produtores. Na terceira semana de maio, municípios como Dourados, Deodápolis, Fátima do Sul e Ivinhema foram atingidos por granizo, causando danos pontuais nas lavouras de milho.

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Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o cenário ainda é favorável, mas dependerá do comportamento climático nas próximas semanas. “O cenário do milho segunda safra em Mato Grosso do Sul é positivo, porém, o produtor precisa manter atenção redobrada às condições climáticas nas próximas semanas. Temos áreas do centro e sul do estado que já demonstram impacto da irregularidade das chuvas, além de ocorrências pontuais de granizo e risco de geadas durante a fase reprodutiva da cultura. Isso pode comprometer parte do potencial produtivo dessas regiões.”

O coordenador destaca ainda que o plantio realizado dentro da janela ideal ajuda a sustentar as expectativas produtivas da safra.

“Boa parte da área foi semeada dentro da janela mais favorável, o que contribui para manter o potencial produtivo. Ainda assim, o comportamento climático entre maio e junho será decisivo para consolidar os números projetados para esta safra.”

O levantamento da Aprosoja/MS também mostra mudança importante no perfil produtivo do estado. Nesta safra, o milho ocupará aproximadamente 46% da área anteriormente destinada à soja, percentual abaixo dos 75% registrados em anos anteriores. A redução está diretamente relacionada ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que influencia as decisões de plantio dos produtores.

No cenário climático, os modelos meteorológicos indicam 92% de probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no trimestre entre junho e agosto de 2026, com tendência de intensificação ao longo do segundo semestre. Entre os impactos esperados estão temperaturas acima da média histórica e maior frequência de ondas de calor.

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No mercado, o milho disponível em Mato Grosso do Sul foi cotado, em média, a R$ 51,14 por saca em 18 de maio. Já a comercialização da segunda safra 2026 alcançou 22% da produção estimada até o momento.

A estimativa atual do Projeto SIGA-MS indica o cultivo do milho em 2,206 milhões de hectares, com produtividade média esperada de 84,2 sacas por hectare e produção projetada em 11,139 milhões de toneladas.

O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS

FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

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Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

B25: ‘Biodiesel é alavanca para produção de proteínas’, diz presidente da Ubrabio

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) comemorou a autorização do governo federal para o início dos testes que podem ampliar a mistura de biodiesel no diesel brasileiro até o B25. A medida integra a política de transição energética e deve trazer impactos positivos para o agronegócio, a indústria e a geração de empregos.

Em entrevista ao Mercado & Companhia, o presidente da entidade, Donizete Tokarski, afirmou que a ampliação da mistura representa um avanço importante para o desenvolvimento econômico do país. “O biodiesel faz parte do desenvolvimento econômico do Brasil. Ele não é só a produção de energia líquida, ele é muito mais do que isso. É um mercado muito grande para o agro brasileiro”, disse.

Impacto para o agro

Segundo Tokarski, atualmente cerca de 40 milhões de toneladas de soja são processadas para produção de óleo destinado ao biodiesel. O processo também gera aproximadamente 30 milhões de toneladas de farelo, utilizado na cadeia de proteínas animais.

De acordo com ele, o avanço da mistura fortalece a industrialização nacional e amplia oportunidades no interior do país. “Além da produção de combustível, isso gera emprego, desenvolvimento regional e fortalece a produção de proteínas e alimentos”, afirmou.

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O presidente da Ubrabio também ressaltou que o avanço até o B25 já está previsto na Lei dos Combustíveis do Futuro e destacou o apoio político à proposta no Congresso Nacional.

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Testes para o B20 e B25

Os testes serão realizados em etapas, inicialmente para o B20 e posteriormente até o B25. Segundo Tokarski, o objetivo é comprovar a segurança e a viabilidade técnica do uso em veículos novos e antigos.

“Esses testes vão simplesmente comprovar que a viabilidade técnica está devidamente assegurada”, afirmou. A entidade defende ainda que o cronograma avance rapidamente para permitir a adoção gradual de misturas maiores nos próximos anos.

“Nossa preocupação é que os testes sejam feitos com velocidade para operacionalizar o B16, o B17 e chegarmos ao B20 em 2030 com tranquilidade”, disse.

Valor além do preço

Tokarski também afirmou que o biodiesel deve ser analisado não apenas pelo preço, mas pelos efeitos econômicos, sociais e ambientais que gera.

“Hoje o biodiesel está mais barato do que o diesel no mercado internacional. Mas não temos que analisar apenas o preço, e sim o valor desse combustível”, destacou.

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Segundo ele, o aumento da mistura também pode contribuir para reduzir emissões e melhorar a segurança energética do país.

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Sustentabilidade

China compra 84% da soja de MS e tensão com Taiwan pode afetar custos no campo – MAIS SOJA

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A dependência de Mato Grosso do Sul do mercado chinês voltou ao centro das discussões econômicas após o aumento das tensões entre China, Taiwan e Estados Unidos. O tema é destaque do Informativo Econômico 02/2026, divulgado pela Aprosoja/MS.

O documento mostra que aproximadamente 84,3% da soja exportada pelo estado tem a China como principal destino. Isso significa que qualquer instabilidade envolvendo o país asiático pode refletir diretamente no agro sul-mato-grossense, principalmente nos custos de produção e na comercialização da safra.

Além da exportação de grãos, o levantamento destaca que o Brasil também depende da importação de fertilizantes e insumos agrícolas ligados ao comércio internacional asiático. Entre os principais fornecedores estão Canadá (14%), Rússia (14%) e China (12%).

Segundo a análise da Aprosoja/MS, mesmo sem um conflito direto, um aumento das tensões na região pode provocar alta no frete marítimo, valorização do dólar e aumento no preço de fertilizantes, defensivos e combustíveis utilizados no campo.

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O estudo aponta ainda possíveis reflexos como:

  • aumento dos custos de produção;
  • maior volatilidade nos preços da soja e do milho;
  • pressão sobre o planejamento financeiro do produtor;
  • encarecimento de insumos agrícolas dolarizados.

Por outro lado, o material também destaca que o Brasil pode ampliar sua posição como fornecedor estratégico da China, especialmente em um cenário de redução da dependência chinesa dos produtos norte-americanos.

De acordo com os analistas econômicos da Aprosoja/MS, o principal desafio do produtor rural será acompanhar a relação de troca, o custo operacional e a capacidade financeira em um cenário de maior volatilidade internacional.

O informativo foi elaborado pelos analistas Raphael Flores Gimenes e Linneu Borges Filho.

Confira o estudo completo clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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Sustentabilidade

ABIOVE atualiza projeções e confirma recorde de esmagamento de soja – MAIS SOJA

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A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) atualizou as estatísticas do complexo soja, elevando as projeções para o ano de 2026. O novo balanço aponta que o Brasil deve atingir um patamar recorde de esmagamento interno, impulsionado pela robustez da safra e pela crescente demanda por derivados.

As estimativas para 2026 foram revisadas positivamente em relação ao levantamento anterior, com o processamento de soja no país devendo alcançar 62,5 milhões de toneladas. Esse avanço na atividade industrial reflete-se diretamente na oferta de produtos de maior valor agregado, com a produção de farelo de soja estimada em 48,1 milhões de toneladas e a de óleo de soja em 12,55 milhões de toneladas. A produção total de soja está estimada em 180,13 milhões de toneladas, conforme dados da Conab, enquanto as importações projetadas são de 900 mil toneladas do grão e 125 mil toneladas de óleo de soja.

A ABIOVE destaca que a atualização dos dados reforça o amadurecimento e a resiliência da indústria brasileira, visto que o avanço contínuo do esmagamento reflete o esforço do setor em agregar valor à produção agrícola nacional com estabilidade e eficiência técnica. Esse dinamismo industrial é fundamental para assegurar a previsibilidade do mercado e fortalecer tanto o suprimento alimentar quanto a transição energética no país.

No comércio exterior, o Brasil mantém sua liderança global com a exportação de soja em grão projetada em 114,1 milhões de toneladas, registrando uma variação de +0,4%. Nos coprodutos, as estimativas indicam vendas externas de 24,8 milhões de toneladas de farelo e um crescimento das exportações de óleo de soja, que devem atingir 1,6 milhão de toneladas.

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Os dados de março de 2026 já confirmam o vigor operacional do setor, com o processamento no terceiro mês do ano somando 4,995 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 25,8% em relação a fevereiro de 2026 e aumento de 5,9% em comparação a março de 2025, quando ajustado pelo percentual amostral.

Quanto ao acumulado do ano, o processamento foi de 12,840 milhões de toneladas, aumento de 9,8% quando comparado ao mesmo período do ano passado, quando ajustado pelo percentual amostral.

As informações são da Abiove.

Autor/Fonte/Revisão: Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras News

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