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19 de agosto de 2026

Sustentabilidade

A importância do índice de área foliar (IAF) no milho – MAIS SOJA

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A eficiência de uma cultura na produção de biomassa e na conversão de fotoassimilados em produtividade está intrinsecamente ligada ao índice de área foliar (IAF), definido como a razão entre a área foliar total e a área de solo ocupada. Em termos gerais, um IAF elevado amplia a interceptação de radiação solar e, consequentemente, potencializa o teto produtivo do genótipo, desde que outros fatores bióticos e abióticos não sejam limitantes (Van Ittersum et al., 2013; Taiz et al., 2017).

O milho, por possuir metabolismo C4, apresenta alta eficiência no uso da radiação solar e fixação de CO2 (Figueredo Júnior et al., 2005). Entretanto, devido ao seu hábito de crescimento determinado, a cultura exibe baixa plasticidade para compensar reduções no IAF. Portanto, assegurar condições ambientais favoráveis é crucial para mitigar a perda de tecidos fotossinteticamente ativos.

A evolução do IAF ao longo do ciclo é influenciada pelo genótipo, por variáveis ambientais (temperatura, déficit hídrico e ventos), fatores bióticos e pela densidade de semeadura. Quanto a este último, observa-se uma relação direta entre o IAF e a densidade populacional (Figura 1), o que reforça a incapacidade da planta de milho em compensar espaços vazios na lavoura através do desenvolvimento lateral.

Figura 1. Evolução do índice de área foliar no híbrido de milho Agroceres 9025 nas densidades de 60, 80, 100 e 120 mil plantas por ha-1. Os marcadores indicam o estágio em que as coletas de dados foram realizadas. As barras indicam o desvio padrão das repetições experimentais.
Fonte: Equipe Field Crops

No início do ciclo, o IAF evolui de forma linear e atinge seu máximo (IAFmax) próximo ao pendoamento (estágio VT), momento em que a planta atinge o número final de folhas (Müller et al., 2005). Devido à influência de diversas variáveis durante a fase vegetativa, o IAFmax exibe alta variabilidade; contudo, por meio do uso de uma função limite, torna-se possível isolar e visualizar sua influência sobre o rendimento de grãos. Na Figura 2, é apresentado o valor de IAFmax que maximiza a produtividade, definido como IAF ótimo (IAFot) (Tagliapietra et al., 2018).

Figura 2. Relação entre a produtividade de grãos e o índice de área foliar máximo (IAFmax) em milho. A linha vermelha tracejada indica o valor de IAFmáx que maximiza a produtividade de grãos (conhecido como IAF ótimo) e a linha preta sólida representa a função limite.
Fonte: Equipe Field Crops
Referências:

FIGUEREDO JÚNIOR, L. G. M. et al. Modelo para estimativa do índice de área foliar da cultura de milho. Revista Brasileira de Milho e Sorgo, Sete Lagoas, MG, v. 4, n. 1, 2005. Disponível em: < https://www.esalq.usp.br/lepse/imgs/conteudo_thumb/Modelo-para-estimativa-de–rea-foliar-da-cultura-de-milho-.pdf > , acesso: 20/04/2026

MÜLLER, A. G. et al. Estimativa do índice de área foliar do milho a partir da soma de graus-dia. Revista Brasileira de Agrometeorologia, v. 13, n. 1, p. 65-71, 2005. Disponível em: < https://www.researchgate.net/publication/269037326_Estimativa_do_indice_de_area_foliar_do_milho_a_partir_da_soma_de_graus-dia_ESTIMATING_THE_LEAF_AREA_INDEX_OF_MAIZE_CROPS_THROUGH_THE_SUM_OF_DEGREE-DAYS >, acesso: 20/04/2026

PILECCO, I. B. et. al. Ecofisiologia do milho visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 2, 2024.

TAGLIAPIETRA, E. L. et al. Optimum Leaf Area Index to Reach Soybean Yield Potential in Subtropical Environment. Agronomy Journal, v. 110, n. 3, p. 932–938, 2018. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.2134/agronj2017.09.0523 > , acesso: 24/04/2026

TAIZ, L. et al. Fisiologia e Desenvolvimento Vegetal. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. 888 p.

VAN ITTERSUM, M. K. et al. Yield gap analysis with local to global relevance: a review. Field Crops Research, v. 143, n. 1, p. 4-17, 2013. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S037842901200295X >, acesso: 19/04/2026

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Agro Mato Grosso

UPL obtém registro de novo inseticida para soja, milho e algodão

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Sucessor utiliza tecnologia de formulação desenvolvida pela empresa e promete ação rápida contra percevejos e bicudo-do-algodoeiro

A UPL Brasil obteve o registro de Sucessor, novo inseticida destinado às culturas de soja, milho e algodão. O produto incorpora a tecnologia Blast, desenvolvida pela companhia, que permite combinar ingredientes ativos originalmente incompatíveis em uma mesma formulação.

Segundo a UPL, a tecnologia possibilita uma nova alternativa para o manejo do complexo de percevejos nas culturas de soja e milho e do bicudo-do-algodoeiro. Entre os principais diferenciais do produto está a velocidade de ação. Em testes realizados a campo no Brasil, a empresa observou a eliminação dos alvos, em média, entre 30 minutos e uma hora após a aplicação.

Além do efeito de choque, Sucessor combina velocidade de ação com efeito residual e consistência de controle, segundo a companhia. O produto também pode ser aplicado por via aérea, conforme as orientações estabelecidas em bula.

Para Cristiano Figueiredo, CEO da UPL Brasil, o desenvolvimento do inseticida representa um avanço na tecnologia de formulação. “A ciência aplicada ao desenvolvimento dessa solução transformadora possibilita avançar em uma fronteira da tecnologia de formulação e transformar conhecimento em uma opção real para o manejo de insetos de alto impacto em culturas estratégicas para o Brasil”, afirma.

O lançamento amplia o portfólio da UPL voltado ao controle de insetos de importância agrícola e faz parte da estratégia da empresa de desenvolver ferramentas de manejo para diferentes sistemas produtivos.

De acordo com Figueiredo, o desenvolvimento do produto também considerou as demandas apresentadas pelos produtores. “O produto resulta de pesquisas orientadas pela escuta dos produtores rurais, o que nos permite compreender melhor suas dores e os desafios do campo, direcionando nossos esforços para necessidades reais”, conclui.

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Baixa oferta sustenta cotações no RS – MAIS SOJA

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 A disponibilidade restrita de arroz em casca segue dando suporte às cotações no Rio Grande do Sul. Segundo o Cepea, a necessidade de compra das indústrias e as dificuldades de carregamento provocadas pelas chuvas reforçam esse cenário.

De acordo com o Centro de Pesquisas, produtores permanecem retraídos, diante da expectativa de valores mais elevados. Embora a diferença entre os preços ofertados pelos compradores e os pretendidos pelos vendedores tenha diminuído, a liquidez segue limitada. Neste cenário, algumas indústrias elevaram as ofertas de compra nos últimos dias e, em casos pontuais, chegaram a suspender temporariamente as vendas de arroz beneficiado por não conseguirem adquirir matéria-prima suficiente para atender novos pedidos.

Pesquisadores do Cepea ressaltam ainda que as chuvas dificultaram o carregamento do cereal em algumas regiões, aumentando a preferência por lotes já depositados nas unidades de beneficiamento.

Fonte: CEPEA

FONTE

Autor:CEPEA

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

IPPA/CEPEA: Índice registra alta impulsionado pelos IPPA-Cana-Café e IPPA- Grãos – MAIS SOJA

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O Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou alta nominal de 1,53% em julho frente a junho. Segundo o Cepea, o resultado mensal foi impulsionado, sobretudo, pelas altas do IPPA-Cana-Café (6,61%) e do IPPA-Grãos (5,24%), que mais do que compensaram as quedas observadas no IPPA-Hortifrutícolas (-11,50%) e no IPPA-Pecuária (-3,00%).

 

De acordo com o Centro de   Pesquisas, entre os produtos, destacaram-se as altas de café, arroz, milho, soja, trigo, leite, laranja e uva, enquanto cana-de-açúcar, algodão, boi gordo, frango vivo, suíno vivo, ovos, batata, tomate e banana exerceram influência baixista sobre seus respectivos grupos.

 

No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 2,59%. Com isso, mesmo perante a valorização de 0,27% do Real frente ao dólar, os preços internacionais dos alimentos medidos em reais registraram alta de 2,32%, apontam pesquisadores do Cepea.

 

Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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