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10 de junho de 2026

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Agro brasileiro pode ser peça-chave para alimentar população global nas próximas décadas

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Foto: Freepik

Com a população mundial projetada para ultrapassar 9 bilhões de pessoas nas próximas décadas, especialistas apontam que o planeta enfrenta um dos maiores desafios da atualidade: garantir alimentos suficientes, acessíveis e produzidos de forma sustentável.

Atualmente, o mundo abriga cerca de 8,2 bilhões de habitantes. Diante do crescimento populacional e do aumento da demanda por alimentos de qualidade, o agronegócio brasileiro surge como peça estratégica para o abastecimento global.

O professor de agronegócio, José Luiz Tejon destaca que o Brasil reúne condições únicas para expandir a produção sem necessidade de novos desmatamentos. O potencial está principalmente na recuperação de áreas degradadas e na adoção de sistemas sustentáveis, como integração lavoura-pecuária-floresta e agricultura regenerativa.

“O Brasil, a médio prazo, é o único país que pode crescer no tamanho, não apenas na área, com os modelos agroambientais, como por exemplo, integração lavoura-pecuária, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF)”, afirma Tejon.

Segundo ele, o país já ocupa posição de destaque entre as maiores agriculturas do planeta e deve ampliar ainda mais sua relevância nos próximos anos. Diferentemente de outros grandes produtores, como Estados Unidos e China, o Brasil ainda possui áreas aptas à expansão agrícola sustentável. 

“A China é a maior agricultura do mundo, ela pode aperfeiçoar, mas não consegue crescer. Os Estados Unidos é a segunda maior agricultura do mundo, pode aperfeiçoar, mas não tem áreas de expansão. Então, as estimativas apontam para que em 2032, o Brasil tenha uma área agrícola superior a dos Estados Unidos”, afirma Tejon.

Qualidade dos alimentos

Além do aumento de volume, outro desafio está relacionado à qualidade dos alimentos. A produção moderna exige atenção à saúde do solo, uso racional da água, bem-estar animal, manejo sustentável e tecnologias de gestão no campo.”Não basta ter volume de alimento, esse alimento tem que ser saudável”, destaca Tejon.

Nesse cenário, a ciência e a inovação aparecem como principais ferramentas para equilibrar produção e preservação ambiental. O avanço tecnológico tem permitido ao agro brasileiro produzir mais por área cultivada, integrar cadeias produtivas e aumentar a eficiência no uso dos recursos naturais.

Entre os diferenciais brasileiros estão práticas como plantio direto na palha, rotação de culturas e sistemas integrados de produção, favorecidos pelas condições climáticas tropicais. Ao contrário de países do Hemisfério Norte, onde o inverno limita a produção agrícola, o Brasil consegue manter cultivos praticamente durante todo o ano.

Por outro lado, o clima tropical também amplia desafios relacionados ao controle de pragas, doenças e plantas daninhas, exigindo constante desenvolvimento tecnológico.

Insegurança alimentar

Outro papel estratégico do agro brasileiro está ligado à exportação de tecnologia tropical. Tejon destaca que o conhecimento desenvolvido no país pode contribuir diretamente para o combate à fome, à pobreza e à insegurança alimentar, principalmente em regiões tropicais do planeta onde a população continua crescendo.

Segundo pesquisadores, a faixa tropical e subtropical do mundo concentra grande parte dos desafios sociais relacionados ao acesso aos alimentos. Por isso, essas regiões precisarão desenvolver modelos de agronegócio sustentáveis e eficientes para atender à demanda crescente por comida.

Desperdício de alimentos

Outro ponto considerado fundamental no combate à fome global é a redução do desperdício de alimentos. De acordo com o professor na Harven Agribusiness School, Vinícius Cabaúva perdas ocorrem em toda a cadeia produtiva, desde a colheita até o consumo final, mas a maior parcela está concentrada no comportamento do consumidor.

Segundo Cabaúva, muitos alimentos acabam descartados apenas por questões estéticas, mesmo mantendo qualidade nutricional e segurança para consumo.

“Eu me lembro das minhas aulas aqui na graduação em que claramente nós avaliávamos as características do produto que às vezes tinha uma parte danificada e que eram exatamente as mesmas características de todos os outros produtos. O nosso consumidor acaba por não comprar, um vegetal, uma hortaliça, enfim, outros tipos de alimentos por conta dessas características”.

A cadeia produtiva também busca alternativas para reaproveitamento de produtos. Algumas redes varejistas já adotam estratégias de reaproveitamento de frutas, legumes e verduras, transformando itens maduros em produtos processados, como alimentos cortados, sucos e bebidas.

Além de reduzir perdas, essas iniciativas ampliam a rentabilidade das empresas e criam novas opções de consumo

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Brasil apresenta marco regulatório de bioinsumos na GreenTech Amsterdam 2026

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, nesta terça-feira (9), na GreenTech Amsterdam 2026, na Holanda, os avanços do Brasil no marco regulatório dos bioinsumos. O tema foi abordado durante painel sobre sustentabilidade na agricultura brasileira, com participação do secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart. Segundo o ministério, a agenda também incluiu reuniões com empresas, pesquisadores e representantes do setor produtivo.

A apresentação ocorreu durante o painel Bio Inputs and Sustainability in Brazilian Agriculture, em um evento realizado entre os dias 9 e 11 de junho, em Amsterdã. De acordo com o Mapa, o foco da participação brasileira foi mostrar medidas voltadas à ampliação da oferta de tecnologias biológicas, ao estímulo à inovação e ao fortalecimento da competitividade da agropecuária.

Durante a exposição, Carlos Goulart afirmou que o país avançou na construção de um ambiente regulatório para dar segurança jurídica ao setor e incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias. O conteúdo divulgado, no entanto, não detalha quais normas, instrumentos ou etapas regulatórias foram efetivamente apresentadas no evento.

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Também integraram a agenda oficial o coordenador de Cooperação Internacional do Departamento de Promoção do Agronegócio, da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), Francisco Sadi Santos Pontes; a diretora do Departamento de Serviços Técnicos da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), Graciane Castro; e a diretora do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, Edilene Cambraia.

Segundo o ministério, a delegação brasileira realizou interlocuções com empresas, pesquisadores e integrantes do setor produtivo para discutir cooperação e intercâmbio tecnológico. Para o agro, o tema é relevante porque os bioinsumos estão associados a estratégias de manejo, eficiência produtiva e desenvolvimento de soluções biológicas na agricultura, especialmente em sistemas que buscam diversificação tecnológica e adequação regulatória.

A GreenTech Amsterdam reúne empresas, pesquisadores e representantes governamentais de diversos países com foco em horticultura, tecnologias limpas, uso de dados e práticas sustentáveis para a produção vegetal.

O avanço regulatório dos bioinsumos é um tema acompanhado pelo setor por envolver registro, segurança jurídica e adoção tecnológica no campo. Como o material divulgado pelo Mapa não apresentou detalhes técnicos adicionais sobre as medidas citadas, a dimensão prática dos próximos desdobramentos dependerá da publicação de informações complementares pelo órgão.

Fonte: gov.br

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O que é retrofit? Solução permite atualizar máquinas agrícolas com menor custo

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Foto: reprodução/Mercado & Cia

Em meio ao cenário de juros elevados, crédito restrito e margens cada vez mais apertadas no campo, produtores rurais têm buscado alternativas para manter a produtividade sem ampliar os custos. Uma dessas soluções que vem ganhando força no Brasil é o retrofit (processo de modernização) de máquinas e equipamentos agrícolas.

A prática consiste em atualizar máquinas já em operação com tecnologias embarcadas que aumentam eficiência, precisão e conforto, sem exigir o investimento milionário na compra de equipamentos novos.

No município de Palmeira, no interior do Paraná, o agricultor Manoel Pereira Júnior acompanha mais uma temporada do plantio de aveia, trigo e cevada enquanto busca formas de enfrentar um momento considerado desafiador para o setor.

“Juros em disparada, sem crédito oficial do governo, sem crédito rural para custeio, dólar baixo, commodities baixas e o fertilizante, principalmente nos custos, que está na estratosfera”, destaca.

Eficiência e tecnologia

A busca por eficiência não é novidade na propriedade, há quase cinco décadas, a família foi pioneira na adoção do sistema de plantio direto. Agora, a inovação chega por outro caminho, manter máquinas antigas em operação, mas equipadas com recursos de última geração.

Foi o que aconteceu com uma colheitadeira adquirida em 2023 que passou por atualização tecnológica. O resultado, segundo o produtor, foi uma máquina com desempenho próximo ao de um equipamento novo, mas com investimento muito menor.

“A prestação hoje de uma colheitadeira nova é R$ 400.000 para pagar em 6 anos mais os juros. Se você pegar esse dinheiro e reformar a colheitadeira, você vai ter uma máquina zero com o preço insignificante comparado com a nova”, afirma Júnior.

Segundo presidente da Câmara Setorial de Máquinas Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Pedro Estevão, as vendas nos primeiros quatro meses do ano caíram 18%. O faturamento veio para R$ 17,1 bilhões. Para o setor não há dúvidas de que o momento é de retração.

“O recurso que o agricultor tem, ele segura esse recurso para fazer custeio e deixa os investimentos para depois. Porque se ele for no mercado pegar dinheiro emprestado para fazer custeio, o juros é muito caro, isso aperta mais a margem dele”, destaca Estevão.

Atualizações disponíveis

A atualização tecnológica inclui instalação de sensores de sementes, sensores de adubo, sistemas de monitoramento por satélite e monitores de plantio que permitem acompanhar falhas e melhorar o desempenho operacional.

Entre as funcionalidades, os sensores conseguem identificar falhas na semeadura em tempo real, aumentando a precisão do plantio e reduzindo desperdícios.”O foco principal é esse, trazer resultado pro pro produtor rural a um custo acessível”, afirma o desenvolvedor de produto, Douglas Ramos. 

O planejamento de Júnior está bem desenhado, o plantio de inverno cobrindo os campos e a tecnologia aos poucos vai embarcando no velho maquinário que fará aumentar a produtividade. 

Além do ganho em produtividade, o retrofit também promete mais conforto para o operador e abre caminho para novas soluções que ainda estão chegando ao mercado, como monitores inteligentes para semeadeiras, tecnologia considerada inédita no país.

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Sistema Faep pede reversão de corte de R$ 461,7 mi no seguro rural para 2026

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Foto: Pixabay

O Sistema Faep manifestou preocupação com o novo bloqueio previsto no orçamento do Programa de Subvenção do Prêmio do Seguro Rural (PSR) para 2026.

Segundo dados do Painel do Orçamento Federal divulgados nesta terça-feira (9), o contingenciamento pode chegar a R$ 461,7 milhões, o equivalente a 45,7% dos R$ 1,01 bilhão inicialmente previstos para o programa.

A entidade pede que o governo federal reverta a medida para assegurar previsibilidade e proteção financeira aos produtores rurais.

Os recentes cortes geram alerta e dificultam ainda mais a situação do campo. Em 2025, cerca de 42% dos recursos previstos para o PSR foram bloqueados. Já em 2024, a execução ficou aproximadamente 40% abaixo do valor aprovado pelo Congresso.

“Esperamos que o governo federal não efetive esse novo corte. Do contrário, será um golpe duro no produtor rural, que já enfrenta inúmeros dificuldades nas últimas temporadas”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

“Especificamente no Paraná, o impacto seria enorme para a produção rural, já que somos o estado que mais contrata o seguro rural no país”, complementa.

Contratos firmados

Em 2025, o Paraná contratou 28,02 mil apólices, quase 43,7% dos contratos firmados via PSR no país (64,17 mil apólices). Segundo Meneguette, os cortes dos últimos anos, pelo governo federal, são críticos e desestimulam ainda mais o agricultor.

Informações do PSR e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apontam que o número de apólices caiu de 82 mil em 2021 para 26 mil em 2025, queda de 68,3% em quatro anos. Ainda de acordo com dados do programa, a extensão da área assegurada, no Paraná, acompanha o declínio das apólices.

Em 2021, o estado protegia mais de 3,8 milhões de hectares, mas esse número encolheu para 1,25 milhão de hectares em 2025, queda de 63,8%.

“Essa redução drástica nas contratações coloca a atividade rural em risco no Paraná e no Brasil, em especial diante das recorrentes intempéries climáticas. Sem seguro, a produção de alimentos fica descoberta”, afirma. “Sem a subvenção, a conta não fecha e o agricultor acaba assumindo sozinho os prejuízos. Esse cenário precisa ser revisto”, reforça Meneguette.

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