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12 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

EUA: Produtores de MT buscam no Texas modelo de ensino que ‘revoluciona’ o campo

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Lideranças do Sistema Famato e Senar-MT iniciam jornada em universidade texana focada em pesquisa aplicada e integração direta entre estudantes e a rotina produtiva das fazendas.

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Agro Mato Grosso

Alta de insumos ameaça levar custo da soja MT ao maior patamar em 10 anos

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O produtor brasileiro de soja deve enfrentar na safra 2026/27 um dos ambientes de custo mais pressionados dos últimos anos. Projeções de consultorias e empresas do setor indicam que o custo médio nacional da cultura poderá ultrapassar 50 sacas por hectare pela primeira vez na década, ampliando a pressão sobre margens em um momento de preços internacionais ainda enfraquecidos pela elevada oferta global.

Os cálculos preliminares apontam para uma escalada relevante na chamada relação de troca — indicador que mede quantas sacas de soja são necessárias para custear a produção da lavoura. A estimativa é de que o custo médio nacional salte de cerca de 46,5 sacas por hectare na temporada 2025/26 para algo próximo de 53 sacas por hectare no próximo ciclo, sem considerar despesas como arrendamento e depreciação de máquinas.

Isso significa que o agricultor poderá precisar desembolsar o equivalente a cerca de seis sacas adicionais por hectare apenas para manter o mesmo nível produtivo da safra anterior. O movimento ocorre em meio à combinação de fertilizantes mais caros, alta nos defensivos agrícolas, avanço do diesel e incertezas geopolíticas envolvendo importantes fornecedores globais de insumos.

Segundo avaliações do mercado, a pressão já aparece nas negociações antecipadas para a próxima temporada. Empresas do setor relatam aumento entre 15% e 20% na relação de troca em comparação com o início do ciclo anterior.

Os fertilizantes seguem como principal foco de preocupação. Atualmente, eles representam a maior fatia dos custos diretos da lavoura de soja, consumindo, em média, mais de 13 sacas por hectare. Em seguida aparecem os defensivos agrícolas, com cerca de 10 sacas por hectare, além das sementes.

O temor do setor é de uma repetição parcial do cenário observado após a pandemia e durante o auge da guerra entre Rússia e Ucrânia, período marcado por forte disparada nos preços internacionais dos adubos nitrogenados e problemas logísticos globais.

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Agora, o novo fator de instabilidade vem do agravamento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, em um contexto que mantém o mercado internacional atento ao fornecimento de fertilizantes nitrogenados e à alta do petróleo.

A elevação dos combustíveis também já começa a impactar diretamente o campo. O diesel, insumo fundamental para preparo do solo, plantio, pulverização, colheita e transporte, acumula aumentos expressivos em algumas regiões do país nas últimas semanas, elevando o custo operacional das propriedades e pressionando ainda mais o frete agrícola.

Além dos fertilizantes, os defensivos agrícolas aparecem entre os principais vilões da próxima safra. O mercado monitora um movimento de valorização dos produtos fabricados na China, principal fornecedora mundial de moléculas pós-patente utilizadas no Brasil.

Distribuidores relatam reajustes relevantes em fungicidas, inseticidas e herbicidas, impulsionados tanto pela alta do petróleo quanto pelo encarecimento do transporte marítimo internacional. Em alguns casos, o aumento acumulado pode chegar a 20% ou 25% no desembarque no Brasil.

O avanço dos custos reacende um velho dilema no campo: reduzir investimentos para preservar caixa ou manter o pacote tecnológico e proteger produtividade.

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Na avaliação de analistas, muitos produtores podem optar por diminuir adubação em determinadas áreas para tentar conter despesas. O problema é que essa estratégia costuma trazer impacto direto sobre rendimento das lavouras, especialmente em regiões de menor fertilidade natural.

A situação preocupa porque ocorre em um ambiente de preços internacionais ainda sem reação consistente. Apesar das tensões geopolíticas e da alta do petróleo, a soja segue pressionada pelos elevados estoques globais, especialmente no Brasil, Estados Unidos e Argentina.

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Agro Mato Grosso

Baculovírus muda escolha alimentar de Spodoptera exigua

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Estudo associa infecção por SeMNPV ao receptor olfativo SexiOR23 e à busca por plantas mais proteicas

A infecção pelo baculovírus SeMNPV altera a escolha alimentar e a oviposição de Spodoptera exigua, com deslocamento da preferência para plantas e dietas com maior teor de proteína. O efeito envolve a regulação do receptor olfativo SexiOR23, segundo estudo de pesquisadores chineses.

Os cientistas usaram o sistema formado por Spodoptera exigua multiple nucleopolyhedrovirus, ou SeMNPV, e sua hospedeira Spodoptera exigua. O objetivo envolveu a avaliação da forma como uma infecção por baculovírus modifica a seleção de hospedeiros, a alimentação larval e a escolha de locais para postura.

Nos ensaios com lagartas de quinto ínstar, indivíduos sem infecção preferiram Brassica oleracea. Após a infecção por SeMNPV, a preferência mudou. As lagartas passaram a selecionar em maior proporção Glycine max (soja) e Apium graveolens (salsão). Essas plantas apresentaram maior teor de proteína solúvel e maior relação proteína e carboidrato nas folhas.

Dietas artificiais

A equipe também testou dietas artificiais. Uma dieta tinha maior proporção de carboidratos, com relação proteína:carboidrato de 1:7. A outra tinha maior proporção de proteína, com relação 7:1. Lagartas não infectadas escolheram a dieta rica em carboidratos. Lagartas infectadas escolheram a dieta rica em proteína.

Os pesquisadores anotaram 66 genes de receptores olfativos em Spodoptera exigua. Seis apresentaram aumento de expressão após a infecção. SexiOR23 registrou a indução mais forte na análise de RNA-seq, com aumento de 23,25 vezes. A validação por qRT-PCR apontou aumento de 5,71 vezes em larvas infectadas.

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A expressão de SexiOR23 concentrou-se na cabeça das lagartas. Após a infecção, o gene manteve expressão elevada nesse tecido e também apresentou aumento no intestino médio e no corpo gorduroso. A alta expressão na cabeça reforça a ligação com processos quimiossensoriais associados à seleção de hospedeiros.

Testando a função do gene

Para testar a função do gene, os autores silenciaram SexiOR23 por RNA de interferência. O silenciamento reduziu a expressão do gene e anulou a mudança alimentar causada pela infecção. Lagartas infectadas com SexiOR23 silenciado voltaram a preferir a dieta rica em carboidratos. No teste com plantas, o silenciamento reduziu a escolha por Apium graveolens, hospedeira com maior relação proteína:carboidrato, e restabeleceu a preferência por Brassica oleracea.

Consumo e sobrevivência

O estudo também avaliou consumo e sobrevivência. Lagartas infectadas consumiram mais dieta rica em proteína do que dieta com teor proteico normal. Indivíduos mantidos em dieta rica em proteína apresentaram maior tolerância ao SeMNPV, com mortalidade retardada e maior sobrevivência em relação às lagartas mantidas em dieta normal. Aos sete dias após a infecção, a sobrevivência no regime rico em proteína foi maior.

O silenciamento de SexiOR23 não alterou de forma consistente a suscetibilidade ao vírus até a pupação. Para os autores, esse resultado indica papel principal do receptor na reprogramação comportamental, e não na ativação direta da defesa antiviral.

Estágio adulto

A mudança persistiu no estágio adulto. Fêmeas originadas de lagartas infectadas apresentaram aumento de 39,40 vezes na expressão de SexiOR23. Nas antenas, o aumento chegou a 11,10 vezes em comparação com adultos não infectados. A expressão mais alta nas antenas sugere participação em decisões ligadas à localização de hospedeiros.

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A oviposição também mudou. Fêmeas não infectadas depositaram mais ovos em Brassica oleracea, hospedeira com menor relação proteína:carboidrato. Fêmeas portadoras de SeMNPV direcionaram a postura para Apium graveolens, hospedeira com maior relação proteína:carboidrato.

Outras informações em DOI 10.1016/j.pestbp.2026.107156

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Agro Mato Grosso

Bayer amplia resultado no 1º trimestre com alta em Crop Science

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Divisão agrícola cresceu em sementes e traits

A Bayer registrou alta de 4,1% nas vendas do grupo no primeiro trimestre de 2026, em base ajustada por câmbio e portfólio. A receita chegou a 13,405 bilhões de euros. O EBITDA antes de itens especiais avançou 9% e atingiu 4,453 bilhões de euros. A empresa manteve a projeção anual ajustada por câmbio para 2026.

A divisão Crop Science puxou o desempenho. As vendas do negócio agrícola cresceram 6,8%, em base ajustada por câmbio e portfólio, para 7,558 bilhões de euros. O EBITDA antes de itens especiais subiu 17,9%, para 3,014 bilhões de euros. A margem passou de 33,7% para 39,9%.

O avanço veio de sementes e traits. Soja dobrou as vendas na mesma base de comparação. A Bayer atribuiu parte do resultado à resolução de um acordo de licenciamento com a Corteva na América do Norte. Esse efeito adicionou 448 milhões de euros à receita. O negócio também teve recuperação de preços após o retorno do registro de dicamba nos Estados Unidos.

Milho também cresceu. As vendas de Corn Seed & Traits avançaram 7,1%. A empresa citou maiores volumes no início da safra na América do Norte e crescimento nas demais regiões.

A proteção de cultivos recuou, conforme esperado pela companhia. Herbicidas tiveram queda de 10,2%. Produtos à base de glifosato caíram 15,1%. Fungicidas recuaram 10,7%.

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No grupo, o lucro líquido chegou a 2,763 bilhões de euros. O valor mais que dobrou ante o mesmo período de 2025. O lucro por ação ajustado subiu 12,9%, para 2,71 euros. A Bayer informou efeito cambial negativo de 886 milhões de euros nas vendas e de 321 milhões de euros no EBITDA.

O fluxo de caixa livre ficou negativo em 2,320 bilhões de euros. A companhia atribuiu o resultado a pagamentos para encerrar processos legais, principalmente ligados a PCB e glifosato. A dívida financeira líquida somou 32,518 bilhões de euros em 31 de março de 2026.

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Agro MT