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11 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Mato Grosso: uma terra construída por quem acreditou I agro.mt

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No aniversário do estado, histórias que revelam como a coragem, trabalho e a persistência ajudaram a transformar desafios em uma das maiores potências do agro mundial

Antes de se tornar uma potência agrícola reconhecida no mundo, Mato Grosso foi um território de desafios. Estradas precárias, falta de energia, comunicação limitada e uma rotina marcada pela incerteza faziam parte do dia a dia de quem decidiu apostar no estado décadas atrás.

Ao longo desse processo de transformação, entidades como a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) tiveram papel importante no desenvolvimento do setor, na defesa dos produtores e no fortalecimento de uma cadeia produtiva que hoje posiciona o estado como referência nacional e internacional.

Hoje, no aniversário de Mato Grosso, mais do que celebrar números e produtividade, é tempo de olhar para as pessoas que ajudaram a construir essa história, homens e mulheres que chegaram com pouco, enfrentaram muito e permaneceram.

Quando chegou a Mato Grosso, em 1989, o produtor rural e hoje vice-presidente oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, encontrou uma realidade muito distante da atual. Sem energia elétrica, com estradas precárias e comunicação limitada a um único telefone na cidade, o cotidiano exigia paciência e resistência.

“Não tínhamos energia; era gerador nas fazendas. Quando não estava sendo usado para alguma coisa, à noite, por volta das sete horas, desligava. O pessoal tomava banho e tinha que dormir. Era luz de vela, luz de lampião, porque não existia energia. As estradas eram precárias. Hospital, saúde, transporte, tudo era muito difícil. Muitas vezes, você até desanimava”, relembra Gilson.

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As dificuldades não eram apenas estruturais. Ao longo dos anos, ele enfrentou crises econômicas e desafios no campo, como a ferrugem asiática, que chegou a tirá-lo da atividade. Ainda assim, permaneceu. “Então a gente foi passando por etapas, foi amadurecendo e entendendo que a lavoura é feita de processos. E você tem que estar muito firme para conseguir passar por esses processos. Quem está ao seu lado, quem está junto com você, tem que passar por esses processos também”, conta ele.

Para Gilson, ver o Mato Grosso de hoje é a prova de que insistir valeu a pena. “A soja trouxe todas essas possibilidades, foi abrindo caminhos e o estado foi crescendo. Naquela época, a gente jamais imaginava isso. Eu sempre acreditei no Mato Grosso, tanto que nunca voltei, nunca tive vontade de voltar para o sul. Mas também nunca imaginei que chegaria ao patamar que está hoje, e onde ainda deve chegar nos próximos 10 anos”, complementa o produtor rural.

A história de Lilian Dias Antunes se mistura com crescimento pessoal e familiar. Ela chegou jovem ao estado e foi em Mato Grosso que construiu sua carreira, sua família e seu propósito. Mãe de quatro filhos, ela vê no agro não apenas um trabalho, mas uma missão: produzir alimento e ensinar às próximas gerações o valor desse processo.

“E é aqui que a gente tenta, dia após dia, mesmo com todas as dificuldades e os entraves, construir um futuro para os nossos filhos, uma história digna de ser contada, tanto do papai deles quanto dos avós, que são homens e mulheres que trabalham incansavelmente, de forma justa e digna, para que a gente possa entregar na mesa de tantas pessoas o alimento”, destaca ela.

Para Lilian, viver em Mato Grosso é também um exercício de verdade e orgulho. “Então, eu me sinto muito orgulhosa hoje de ter construído a minha história no Mato Grosso, de ter construído a minha casa no Mato Grosso, de ter construído o meu sonho aqui e de poder ver os meus filhos crescendo nesse ambiente e aprendendo com verdade aquilo que é a nossa essência”, finaliza a produtora rural.

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Filho de produtores que chegaram ao estado na década de 1980, Mario Zortea Antunes Júnior, representa a geração que cresceu vendo Mato Grosso se desenvolver. Ele carrega as histórias dos pais como base para sua própria trajetória.

“E, assim, as histórias que a gente escuta dos meus pais são de muitos desafios, muitas dificuldades. Era a falta de estrada, de comunicação, de água, de energia e assim por diante. A gente cresceu ouvindo histórias de superação. O que eu carrego deles são essas histórias. E isso faz com que nós, mato-grossenses, sejamos cada vez mais fortes para encarar os desafios”, ressalta o produtor rural.

Mario acompanhou de perto o surgimento de cidades e a transformação da paisagem. Para ele, o estado é resultado direto da coragem de quem acreditou quando tudo ainda era incerto. “Hoje, a gente pode desfrutar do trabalho desses batalhadores, dessa geração que veio para Mato Grosso, e também daqueles que já estavam aqui e fizeram parte do crescimento e da conquista dessa terra”, complementa ele.

Com orgulho, ele reforça a identidade construída ao longo dos anos: “A gente sempre fala que Deus está à frente, mas o nosso coração é mato-grossense. E eu não me vejo em outro lugar. A gente construiu a nossa história aqui, a nossa família aqui, e continua construindo. E, claro, a gente sempre quer ver os nossos filhos bem, ainda mais se for aqui, dentro do nosso estado. Se tiver essa oportunidade, com certeza vamos ficar muito felizes”, finaliza Mario.

As histórias de Gilson, Lilian e Mario mostram que o desenvolvimento de Mato Grosso vai muito além da produção agrícola. Ele é feito de decisões difíceis, de recomeços e, principalmente, de gente que escolheu ficar.

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No aniversário do estado, o que se celebra não é apenas o presente de uma potência consolidada, mas o caminho percorrido por aqueles que transformaram desafios em oportunidades. Um estado que segue crescendo, sustentado pela força de quem acredita e continua plantando o futuro todos os dias.

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Valtra; Além do etanol, a Valtra aposta nos motores biometano no agro

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Em meio a uma guerra no Oriente Médio que elevou o preço dos combustíveis fósseis e aumentou ainda mais a pressão sobre a rentabilidade do produtor rural brasileiro, as grandes indústrias de máquinas agrícolas trouxeram para a Agrishow, maior feira agrícola de tecnologia da América Latina, em Ribeirão Preto (SP), uma alternativa comum de descarbonização: os motores a etanol. A escolha do combustível se deve à vocação natural do país e aos aumentos de produção a partir do milho.

A tecnologia para mover os tratores e outrasmáquinas agrícolascom o etanol, no entanto, ainda está em testes, fase que antecede a validação. A Valtra é a única que faz uma estimativa de lançamento comercial do motor.

“As máquinas já completaram mais de 10 mil horas de testes em fazendas de cana de parceiros. Estamos agora na fase de pequenos ajustes, como a curva de potência, mas estamos maduros para entrar firme no mercado em 2027”, diz Cláudio Esteves, diretor de vendas da empresa do grupo AGCO.

A Fendt aposta no motor elétrico, que já está sendo comercializado na Europa e Estados Unidos. Mas também está testando outras opções de combustível. Marcelo Traldi, vice-presidente da Fendt e Valtra na América do Sul, diz que o motor elétrico pode vir para as máquinas da marca no Brasil, mas isso ainda não está decidido.

“Já temos a solução elétrica pronta, mas sabemos da dificuldade de recarga. Estamos trabalhando para trazer a melhor solução e superar as dificuldades, visando redução de consumo de combustível e utilização correta de todos os insumos.”

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Torsten Dehner, vice-presidente global da Fendt, diz que o trator elétrico desenvolvido na Alemanha promete uma economia de até 20% em combustível nas operações no campo. A marca premium da AGCO trabalha o desenvolvimento de um trator híbrido.

“O ponto central é que não existe uma solução única. A transição energética no agro será híbrida e complementar: eletrificação, biometano, etanol e biodiesel atendem a diferentes perfis de operação, regiões e realidades produtivas.”

“O etanol do milho vai mudar a pressão sobre o uso desse combustível. A grande questão a ser respondida ainda é o poder calorífico do motor porque a máquina exige um torque maior.”

 

Biometano

 

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Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Além do etanol, a Valtra aposta no biometano, combustível produzido com o passivo ambiental das propriedades, como os dejetos da suinocultura, criando um modelo de economia circular.

Nesse caso, os testes já somaram 20 mil horas e o lançamento está previsto para 2028. Segundo Esteves, atualmente as máquinas das marcas do grupo AGCO equipadas com a transmissão CVT entregam uma economia de 15% de diesel.

“Assumimos o compromisso em 2017 de explorar no Brasil o trator movido a biometano. As vendas vão se consolidando. Temos a ferramenta pronta para uso em várias culturas, como café e suinocultura, mas é na cana que a tecnologia tem sido mais adotada”, diz o diretor, que não revela o total de unidades vendidas desde o lançamento. Só diz que está na casa de dezenas.

Segundo as informações os tratores a biometano oferece a mesma potência do diesel, com uma economia de até 40%.

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