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25 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Mato Grosso: uma terra construída por quem acreditou I agro.mt

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No aniversário do estado, histórias que revelam como a coragem, trabalho e a persistência ajudaram a transformar desafios em uma das maiores potências do agro mundial

Antes de se tornar uma potência agrícola reconhecida no mundo, Mato Grosso foi um território de desafios. Estradas precárias, falta de energia, comunicação limitada e uma rotina marcada pela incerteza faziam parte do dia a dia de quem decidiu apostar no estado décadas atrás.

Ao longo desse processo de transformação, entidades como a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) tiveram papel importante no desenvolvimento do setor, na defesa dos produtores e no fortalecimento de uma cadeia produtiva que hoje posiciona o estado como referência nacional e internacional.

Hoje, no aniversário de Mato Grosso, mais do que celebrar números e produtividade, é tempo de olhar para as pessoas que ajudaram a construir essa história, homens e mulheres que chegaram com pouco, enfrentaram muito e permaneceram.

Quando chegou a Mato Grosso, em 1989, o produtor rural e hoje vice-presidente oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, encontrou uma realidade muito distante da atual. Sem energia elétrica, com estradas precárias e comunicação limitada a um único telefone na cidade, o cotidiano exigia paciência e resistência.

“Não tínhamos energia; era gerador nas fazendas. Quando não estava sendo usado para alguma coisa, à noite, por volta das sete horas, desligava. O pessoal tomava banho e tinha que dormir. Era luz de vela, luz de lampião, porque não existia energia. As estradas eram precárias. Hospital, saúde, transporte, tudo era muito difícil. Muitas vezes, você até desanimava”, relembra Gilson.

As dificuldades não eram apenas estruturais. Ao longo dos anos, ele enfrentou crises econômicas e desafios no campo, como a ferrugem asiática, que chegou a tirá-lo da atividade. Ainda assim, permaneceu. “Então a gente foi passando por etapas, foi amadurecendo e entendendo que a lavoura é feita de processos. E você tem que estar muito firme para conseguir passar por esses processos. Quem está ao seu lado, quem está junto com você, tem que passar por esses processos também”, conta ele.

Para Gilson, ver o Mato Grosso de hoje é a prova de que insistir valeu a pena. “A soja trouxe todas essas possibilidades, foi abrindo caminhos e o estado foi crescendo. Naquela época, a gente jamais imaginava isso. Eu sempre acreditei no Mato Grosso, tanto que nunca voltei, nunca tive vontade de voltar para o sul. Mas também nunca imaginei que chegaria ao patamar que está hoje, e onde ainda deve chegar nos próximos 10 anos”, complementa o produtor rural.

A história de Lilian Dias Antunes se mistura com crescimento pessoal e familiar. Ela chegou jovem ao estado e foi em Mato Grosso que construiu sua carreira, sua família e seu propósito. Mãe de quatro filhos, ela vê no agro não apenas um trabalho, mas uma missão: produzir alimento e ensinar às próximas gerações o valor desse processo.

“E é aqui que a gente tenta, dia após dia, mesmo com todas as dificuldades e os entraves, construir um futuro para os nossos filhos, uma história digna de ser contada, tanto do papai deles quanto dos avós, que são homens e mulheres que trabalham incansavelmente, de forma justa e digna, para que a gente possa entregar na mesa de tantas pessoas o alimento”, destaca ela.

Para Lilian, viver em Mato Grosso é também um exercício de verdade e orgulho. “Então, eu me sinto muito orgulhosa hoje de ter construído a minha história no Mato Grosso, de ter construído a minha casa no Mato Grosso, de ter construído o meu sonho aqui e de poder ver os meus filhos crescendo nesse ambiente e aprendendo com verdade aquilo que é a nossa essência”, finaliza a produtora rural.

Filho de produtores que chegaram ao estado na década de 1980, Mario Zortea Antunes Júnior, representa a geração que cresceu vendo Mato Grosso se desenvolver. Ele carrega as histórias dos pais como base para sua própria trajetória.

“E, assim, as histórias que a gente escuta dos meus pais são de muitos desafios, muitas dificuldades. Era a falta de estrada, de comunicação, de água, de energia e assim por diante. A gente cresceu ouvindo histórias de superação. O que eu carrego deles são essas histórias. E isso faz com que nós, mato-grossenses, sejamos cada vez mais fortes para encarar os desafios”, ressalta o produtor rural.

Mario acompanhou de perto o surgimento de cidades e a transformação da paisagem. Para ele, o estado é resultado direto da coragem de quem acreditou quando tudo ainda era incerto. “Hoje, a gente pode desfrutar do trabalho desses batalhadores, dessa geração que veio para Mato Grosso, e também daqueles que já estavam aqui e fizeram parte do crescimento e da conquista dessa terra”, complementa ele.

Com orgulho, ele reforça a identidade construída ao longo dos anos: “A gente sempre fala que Deus está à frente, mas o nosso coração é mato-grossense. E eu não me vejo em outro lugar. A gente construiu a nossa história aqui, a nossa família aqui, e continua construindo. E, claro, a gente sempre quer ver os nossos filhos bem, ainda mais se for aqui, dentro do nosso estado. Se tiver essa oportunidade, com certeza vamos ficar muito felizes”, finaliza Mario.

As histórias de Gilson, Lilian e Mario mostram que o desenvolvimento de Mato Grosso vai muito além da produção agrícola. Ele é feito de decisões difíceis, de recomeços e, principalmente, de gente que escolheu ficar.

No aniversário do estado, o que se celebra não é apenas o presente de uma potência consolidada, mas o caminho percorrido por aqueles que transformaram desafios em oportunidades. Um estado que segue crescendo, sustentado pela força de quem acredita e continua plantando o futuro todos os dias.

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Agro Mato Grosso

Cuiabá registra 13,4°C e bate novo recorde de frio em 24h I MT

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🥶Cuiabá registrou um novo recorde de frio na madrugada desta quinta-feira (25). Os termômetros marcaram 13,4°C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

A nova mínima foi registrada um dia após a capital bater o recorde de temperatura mais baixa do ano, com 13,6°C na manhã de quarta-feira (24). Até então, a menor temperatura do ano em Cuiabá era de 14°C, registrada em 11 de maio.

No estado, Chapada dos Guimarães continuou com a menor temperatura entre os municípios monitorados pelo Inmet, com mínima de 10,2°C.

De acordo com a previsão do instituto, as temperaturas devem começar a subir em Cuiabá a partir de domingo (28), quando a mínima prevista é de 21°C e a máxima pode chegar a 34°C.

Outras cidades de Mato Grosso afetadas pela frente fria nesta quarta-feira foram:

  1. Tangará da Serra – mínima: 12 °C
  2. Campo Verde – mínima: 12,2 °C
  3. Salto do Céu – mínima: 12,5 °C
  4. Santo Antônio de Leverger – mínima: 13,7 °C
  5. Primavera do Leste – mínima: 12,9 °C
  6. Mirassol D’Oeste – mínima: 12,5 °C
  7. Pontes e Lacerda – mínima: 12,7 °C
  8. Salto do Céu – mínima: 12,5 °C
  9. Barra do Bugres – mínima: 13,8 °C
Chapada dos Guimarães registrou menor temperatura com 10,2°C

🔥’Cuiabrasa’

Cuiabá, capital de Mato Grosso — Foto: Wesllen Ortiz

Cuiabá, capital de Mato Grosso — Foto: Wesllen Ortiz

Os recordes das quedas de temperaturas em Cuiabá chamam atenção pelo fato da capital ser conhecida como uma das cidades mais quentes do país. Em outubro de 2023, Cuiabá entrou para a lista das 10 maiores temperaturas já registradas no Brasil, ao atingir 44,2°C, a maior temperatura da história do município.

Desde a década de 40, a temperatura máxima da cidade subiu 3 ºC , conforme registros feitos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e avaliados pelo climatologista e doutor em meteorologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Rodrigo Marques.

Ao g1, Rodrigo explicou que o histórico de Cuiabá sempre foi de temperaturas elevadas, mesmo com uma média de temperatura na casa dos 26ºC. O professor explica que o motivo deste calor extremo é uma combinação de fatores: aquecimento global, localização e falta de vegetação na capital.

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TCE-MT capacita conselheiros de saúde para fortalecer controle social nos municípios

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Realizado pela Comissão de Saúde do TCE, o encontro visa qualificar a atuação dos Conselhos de Saúde nos 142 municípios de Mato Grosso

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) iniciou, nesta terça-feira (23), a “Capacitação para o Fortalecimento do Controle na Saúde: Governança e Monitoramento dos Planos”. Realizado pela Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas), o encontro visa qualificar a atuação dos Conselhos de Saúde nos 142 municípios de Mato Grosso, resultando no fortalecimento do Controle Social.

Em sua fala de abertura, o coordenador-geral do evento, presidente da Copspas e corregedor-geral do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, destacou o desafio constatado em estudo de campo do Observatório de Dados de Saúde, que indica a necessidade de ampliação da participação dos conselheiros municipais de saúde desde as etapas iniciais do planejamento da Programação Anual de Saúde, bem como o fortalecimento do acompanhamento dos Planos Municipais de Saúde.

“O Plano Municipal de Saúde não pode ser apenas um documento formal, deve ser um instrumento de gestão capaz de refletir a realidade local, orientar prioridades, organizar metas e permitir o monitoramento contínuo dos resultados para corrigir rumos em tempo oportuno, qualificar decisões e garantir maior transparência no uso dos recursos públicos.”, declarou o conselheiro.

Para Maluf, a capacitação representa um passo importante para fortalecer a autonomia, a capacidade de análise e o protagonismo dos conselheiros de saúde no acompanhamento da política pública. “Os conselheiros de saúde exercem um papel fundamental. Não são apenas fiscais ou validadores formais de documentos, mas protagonistas da política pública, representantes da sociedade e parceiros indispensáveis no acompanhamento das ações, das metas e dos resultados”.

O anfitrião destacou ainda o Painel Nacional dos Planos Municipais de Saúde, uma ferramenta de monitoramento desenvolvida pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo em uma iniciativa alinhada entre o Ministério da Saúde, a Atricon, o Instituto Rui Barbosa e o TCE-MT. “Essa ferramenta contribuirá para um acompanhamento mais organizado, integrado e transparente dos planos, fortalecendo tanto a atuação dos Tribunais de Contas quanto o trabalho dos conselhos de saúde no monitoramento das metas e dos compromissos assumidos pela gestão.”

Entre as ações estratégicas conduzidas pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso, sob a presidência de Sérgio Ricardo, o encontro tem foco no aperfeiçoamento da governança pública e na qualificação dos mecanismos de controle social. Nesse contexto, contribui para o fortalecimento da atuação dos conselhos municipais no acompanhamento e na fiscalização das políticas de saúde.

Ouvidor-geral do TCE-MT e vice-presidente da Copspas, o conselheiro Antonio Joaquim reforçou a importância da capacitação dos conselhos municipais. “Nós não temos capacidade de absorver todas as demandas de fiscalização. Quem tem todos os instrumentos para poder ajudar de forma muito mais completa é a população, que denuncia na ouvidoria ou para qualquer conselheiro. Então, uma capacitação como essa acaba trazendo retorno nas políticas públicas”.

Já o conselheiro Campos Neto declarou estar muito contente com a atuação do Tribunal de Contas de Mato Grosso. “Estamos indo lá na ponta fiscalizar os jurisdicionados. Desejo um feliz curso a todos os participantes”, disse.

Presente na cerimônia de abertura, o secretário de controle externo do Tribunal de Contas da União (TCU) em Mato Grosso, René Oliveira Neuenschwander Júnior, ressaltou as frequentes capacitações realizadas pelo TCE-MT. “É fundamental não só o relacionamento entre instituições, mas o relacionamento com o cidadão, que às vezes está carente de ferramentas para o controle social. Não adianta ter boas intenções se não tiver um servidor e um conselheiro capacitados, e é por isso que os cursos do TCE, com esse contato com as prefeituras, são fundamentais.”

Para o presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems-MT), Marco Antônio Norberto Felipe, o evento representa uma nova parceria estratégica entre o Tribunal de Contas e a gestão pública. “É uma capacitação que vai trazer muito benefício a todos os municípios do estado, principalmente nesse momento em que estamos discutindo os Planos Municipais de Saúde. Não tem como fazer saúde pública sem planejamento, porque o Mato Grosso é um estado continental, cada região tem a sua especificidade e seus desafios. Ainda temos muito a avançar, mas eu acho que estamos no caminho certo.”

Representando o Legislativo Estadual, o presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Dr. Eugênio, relembrou o papel dos conselhos municipais de saúde, que recentemente passam a atuar como órgãos deliberativos, com capacidade e autonomia para tomar decisões em seus municípios. “Essa capacitação dá aos conselheiros municipais de saúde uma visão muito mais profunda da sua importância no seu município. Eles voltarão para a casa com uma responsabilidade ainda maior de dar continuidade ao aprendizado”, pontuou.

Em sua fala, o procurador-geral interino do Ministério Público de Contas (MPC-MT), William Brito Júnior, ressaltou a atuação formadora do TCE-MT.  “O Tribunal de Contas virou a chave na sua atuação. Ele continua auditando, fiscalizando e julgando as contas de todos os gestores, mas hoje percebeu que é muito mais eficiente trabalhar no preventivo com capacitações, orientações e, nesse caso, uma capacitação específica dos conselheiros municipais de saúde.”

Durante os três dias de curso, os participantes terão acesso a palestras e a nove módulos temáticos ministrados pela auditora de controle externo do Tribunal de Contas do Distrito Federal Tarsila Firmino Ely, e pelo chefe da Assessoria de Transparência e Controle Social da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, AB-Diel Nunes de Andrade.

Participaram ainda da abertura da capacitação o secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e coordenador do Comitê Estadual de Saúde, Agamenon Alcântara Moreno Junior; a subprocuradora-geral de Justiça Administrativa do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Januária Dorilêo; a chefe substituta do serviço de articulação no Ministério da Saúde, Gleide de Miranda; a assessora do  Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Gisele de Souza Cruz e o superintendente de Avaliação e Consultoria de Saúde, Previdência e Assistência Social da Controladoria Geral do Estado (CGE), Marcos Vinicios Santos.

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Agro Mato Grosso

Soja disponível em MT sobe e chega ao maior valor de 2026 R$ 106/saca

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O preço da soja disponível em Mato Grosso subiu 0,87%, semana passada, em relação a anterior, encerrando o período com média de R$ 106,73/saca, o maior valor observado desde o início do ano. A constatação é do IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), no boletim da soja divulgado ontem à noite.

Pois outro lado, semana passada, os coprodutos seguiram uma tendência baixista. O farelo de soja recuou 0,70% frente a semana anterior, sendo cotado, em média, a R$ 1.535/tonelada, enquanto o óleo de soja teve queda de 0,20% no comparativo semanal, fechando em média de R$ 5.871,60/tonelada.

Esse resultado refletiu a desvalorização do dólar frente ao real e a demanda enfraquecida, que mantiveram as cotações dos coprodutos pressionadas no Estado, ao longo do período.

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