Business
Embrapa desenvolve insumo à base de resíduos suínos para substituir fertilizantes fosfatados

A Embrapa Agrobiologia (RJ) realizou uma pesquisa quanto ao uso da estruvita como fertlizante nas plantações de soja e trigo. Cientistas envolvidos no estudo apontam que o uso desse insumo, produzido a partir de resíduos da suinocultura, é uma opção viável para reduzir a utilização e dependência fosfatados importados.
Experimentos realizados mostram que o produto teve capacidade de suprir até 50% da demanda por fósforo, mantendo a quantidade de produção equivalente a realizada com o fertilizante convencional.
Pesquisador da Embrapa, Caio de Teves Inácio, ressalta que a idéia não é apenas substituir fertilizantes. “Estamos criando uma nova rota tecnológica para o campo brasileiro, alinhada à sustentabilidade, à autonomia e à inovação”, afirma o coordenador do estudo.
A estruvita, material usado no novo tipo de fertilização, tem formação feita por cristais de fosfato de magnésio e amônio, além de ser produzido a partir da precipitação química de nutrientes de resíduos da suínocultura. Caio intera que o produto representa o conceito de economia circular na agropecuaria, “Transformamos um passivo ambiental, que são os efluentes animais, em um insumo agrícola de alto valor agregado”, explica.
Outro fator fundamental para ser considerado um sucesso o estudo, são resultados que mostram a eficiência desse tipo de fertilizante, se mostrando superior em termos de recuperação do fósforo aplicado no solo.
O solo brasileiro tropical, desgastados pelo clima, costuma fixar o fósforo de forma rápida, o que limita a eficácia do fertilizante convencional. Visto que a liberação do novo tipo de fertlização é feita de forma lenta e gradual, seu aproveitamento é maior.
A recomendação preliminar indica que a estruvita pode ser aplicada sozinha ou em combinação com outros fertilizantes solúveis. As doses podem variar de 50% a 100%, a depender da cultura e do solo.
Através disso, pesquisadores desenvolveram um tipo de fertilização organomineral, combinando nutrientes minerais com matéria orgânica. Em testes, a formulação combinada obteve resultados 50% maiores nos primeiros 28 dias, comparadas com a estruvita pura.
Além dos pontos positivos relacionados a agronomia, outros fatores econômicos e ambientais reforçam o beneficio desse fertilizante.
“Estamos falando de uma tecnologia nacional, que reduz a dependência de insumos importados, reaproveita os nutrientes de resíduos agropecuários e melhora a eficiência do uso do fósforo, um recurso natural não renovável”, comenta Caio.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
O uso da estruvita soluciona um problema de reposição inadequada de dejetos animais. Locais com produção suína intensiva, como no Sul e no Centro-Oeste, a precipitação da estruvita da permissão de retirar o excesso de nutrientes antes de aplicar no solo, o que reduz o risco de contaminação de águas subterrâneas. A característica ainda colabora com a ampliação da produção de granjas, limitada pela quantidade de nutrientes (fósforo e nitrogênio) que podem ser despejados no solo.
Outro ponto positivo, é o lado econômico em relação aos produtores, que a partir dos resíduos, passariam a gerar um insumo comercializável dos resíduos. Projeções da Embrapa indicam que o uso dessa tecnologia em propriedades com mais de 5 mil suínos pode gerar cerca de 340 mil toneladas de estruvita por ano no país.
Cenário da estruvita no Brasil ainda é pouco conhecido
A produção de estruvita vinda através da recuperação de nutrientes efluentes é vista como uma tecnologia sustentável na economia circular. A abordagem não só evita a poluição por excesso de nutrientes em cursos d’água, como também gera o fertilizante.
Falando do cenário global, o interesse pela estruvita cresceu exponencialmente na última década. Mais de 80 instalações desse tipo de produção operavam em 2019, principalmente em países mais desenvolvidos que enfrentam excedentes de fósforo oriundos da pecuária intensiva ou da alta densidade populacional. A liderança de países em relação a esse tipo de pesquisa fica entre China, EUA e Alemanha, que são referencia nesse campo.
Caio ainda ressaltou como o produto ainda é desconhecido no Brasil, “É um paradoxo: temos um recurso promissor, mas pouco se sabe sobre seu comportamento nas nossas condições de solo, que são predominantemente ácidas e com alta capacidade de adsorção de fósforo”, completou o pesquisador.
*Com informações da Embrapa Agrobiologia
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
O post Embrapa desenvolve insumo à base de resíduos suínos para substituir fertilizantes fosfatados apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
El Niño aumenta risco para qualidade do trigo e produção deve cair 20%, aponta Itaú BBA

A produção brasileira de trigo deve recuar cerca de 20% na safra 2026/27, para 6,2 milhões de toneladas, diante da redução da área plantada e da expectativa de menor produtividade, estima relatório da consultoria Agro do Itaú BBA.
Segundo a análise, o cultivo da nova safra ocorre em um cenário de margens apertadas, fator que desestimula a expansão da área. A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta retração de 13,4% na área semeada e queda de 7,6% na produtividade, contribuindo para a redução da oferta nacional.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
De acordo com a analista do Itaú BBA Marina Marangon, o aumento dos custos de produção também influencia as decisões dos produtores. “O aumento dos custos de produção tem levado os produtores a adotarem uma postura mais cautelosa, limitando a expansão de área e os investimentos em manejo tecnológico, o que reforça o viés de baixa na produção”, afirma.
Impacto do El Niño no trigo
Além das questões econômicas, o clima também preocupa. O documento enfatiza que a confirmação do fenômeno El Niño eleva os riscos para a safra, especialmente em relação à qualidade do cereal.
Embora as chuvas possam favorecer o desenvolvimento inicial das lavouras no Sul do país, o excesso de umidade ao longo do ciclo aumenta a incidência de doenças e pode comprometer a qualidade dos grãos na fase final de desenvolvimento.
No mercado, a expectativa é de preços mais firmes durante a entressafra, sustentados pela menor oferta doméstica e pela maior necessidade de importações. Ainda assim, o Itaú BBA avalia que um cenário internacional com ampla disponibilidade de trigo deve limitar altas mais expressivas.
Nesse contexto, os preços no mercado brasileiro tendem a continuar sensíveis às oscilações do câmbio e à competitividade do trigo argentino.
O post El Niño aumenta risco para qualidade do trigo e produção deve cair 20%, aponta Itaú BBA apareceu primeiro em Canal Rural.
Agro Mato Grosso
Governo de MT lança concurso para eleger os melhores cafés produzidos no Estado

O governo de Mato Grosso lançou o 1º Concurso de Qualidade do Café de Mato Grosso – “Valorizando Origens, Impulsionando Negócios”, iniciativa que busca reconhecer os melhores cafés produzidos no estado e fortalecer a cafeicultura como fonte de renda para as famílias rurais. O evento aconteceu em Colniza, reconhecida no estado como ‘Capital do Café’, neste final de semana.
O lançamento reuniu produtores, técnicos, pesquisadores e autoridades da região noroeste do estado. Durante o evento, uma série de palestras orientou os participantes sobre todas as etapas da competição, desde os critérios de avaliação até os cuidados necessários na colheita e pós-colheita para garantir um café de alta qualidade.
Os produtores receberam orientações sobre o checklist diagnóstico que será avaliado pelo laboratório, a forma correta de embalar e enviar as amostras, a importância da ciência na produção cafeeira, além dos principais atributos analisados pelos especialistas, como aroma, sabor, acidez, corpo, finalização, uniformidade e ausência de defeitos.
A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, destacou que o concurso foi criado para dar visibilidade ao trabalho dos produtores e abrir novas oportunidades de mercado. Entre os anos de 2019 e 2025, o governo por meio da secretaria de Agricultura Familiar, investiu mais de R$ 4,4 milhões na cefeicutura do estado com insumos, mudas, máquinas e equipamentos.
“Os produtores já provaram que fazem acontecer. Chegaram nesta região, desbravaram essas terras com coragem e determinação e acreditaram que era possível produzir café de qualidade. Os resultados estão aí para todos verem. Nossa missão, enquanto Estado, é ajudar vocês a impulsionar esse mercado. Em parceria com o governador Otaviano Pivetta e com o Sebrae, criamos essa iniciativa para identificar e apoiar os produtores na missão de mostrar o melhor café de Mato Grosso e transformar sua produção em excelência”, afirmou.
Andreia também ressaltou os impactos sociais da valorização da cafeicultura. “Quanto mais valor vocês agregarem ao café produzido, mais renda terão e mais qualidade de vida poderão proporcionar às suas famílias. Vamos contribuir para reduzir o êxodo rural dos jovens, fortalecer a participação das mulheres e incentivar o desenvolvimento das comunidades. Este é apenas o primeiro de muitos concursos. Assumimos o compromisso de realizar o Concurso de Qualidade do Café todos os anos”, completou.
As inscrições seguem abertas até o dia 31 de julho. O resultado será divulgado durante evento na cidade de Juína, no dia 31 de outubro.
Business
Concurso que elege o melhor tomate do Brasil volta a ser realizado após 12 anos

O concurso que elege o melhor tomate de mesa do Brasil volta a acontecer em 2027, após um hiato de 12 anos.
As inscrições serão abertas em 1 de janeiro e os vencedores serão divulgados em agosto, enquanto a cerimônia de premiação está prevista para 15 de setembro. Podem concorrer produtores de tomates uva, italiano, redondo e gourmet.
O regulamento aponta que serão premiados os primeiros colocados das três primeiras categorias. Já os gourmets serão reconhecidos como Revelação do Ano, O mais saboroso e O mais diferenciado.
Além disso, o concurso também homenageará quatro produtores com os prêmios Jovem Tomateiro, Tomate no Feminino, Tomate Rastreável e Tomate Sustentável.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Entre os membros da comissão avaliadora está o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
“Assim como na primeira edição, o Ital será responsável pelas análises físico-químicas e pelos painéis sensoriais descritivos”, destaca a pesquisadora do Instituto e presidente da comissão avaliadora do concurso, Aline de Oliveira Garcia.
Também estão confirmadas na comissão as pesquisadoras Silvia Moura, diretora do Centro de Tecnologia de Frutas e Hortaliças (Fruthotec) do Ital, e Kátia Cipolli, que atua com Aline Garcia no Centro de Ciência e Qualidade dos Alimentos (CCQA) do Instituto.
Os organizadores do concurso esperam superar os 36 inscritos e 330 quilos de tomates recebidos na edição de estreia. A organização do prêmio é do Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort) em parceria com a Eacea.
O post Concurso que elege o melhor tomate do Brasil volta a ser realizado após 12 anos apareceu primeiro em Canal Rural.
Business17 horas agoChuvas na maturação acendem alerta nas lavouras de algodão em Mato Grosso
Sustentabilidade17 horas agoPolítica de pisos mínimos eleva em 16% os custos do frete – MAIS SOJA
Sustentabilidade16 horas agoEndividamento rural contrasta com a força produtiva de Mato Grosso evidenciada pelos dados do VBP – MAIS SOJA
Business13 horas agoSafra paulista 2025/26 avança em milho, café e laranja
Featured15 horas agoTermômetros caem para 14°C a partir de hoje (24) e Defesa Civil emite alerta em Cuiabá
Business15 horas agoExportações podem atingir novo recorde em junho MT
Featured17 horas agoApós vítima pedir fim de medida protetiva e ser morta, Estado faz alerta contra feminicídio
Business16 horas agoColheita de milho em Mato Grosso alcança 20,86% da área
















