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10 de agosto de 2026

Business

Ritmo lento marca colheita do milho no Sudeste de Mato Grosso

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A colheita do milho em Mato Grosso está praticamente concluída. Na última semana os trabalhos alcançaram 99,10% da área cultivada. As únicas regiões com máquinas em campo são a Sudeste e Centro-sul, segundo o levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Na região Sudeste a colheita alcançou 94,18% da área. Apesar de estar 1,25 ponto percentual à frente dos trabalhos observado na temporada 2024/25, o ritmo é considerado “lento” visto que mais de 30% da na região foi cultivada fora da janela ideal de plantio, conforme o analista do Instituto, Henrique Eggers.

No Centro-Sul do estado, as máquinas alcançaram no dia 7 de agosto 99,52% da área destinada ao cereal.

Mato Grosso cultivou na safra 2025/26 7,43 milhões de hectares com milho, alta de 2,4% ante o ciclo 2024/25. A expectativa do Imea é que em setembro se tenha os números consolidados de produção e produtividade. A estimativa divulgada no início de agosto elevou a projeção de produção para 57,3 milhões de toneladas. Já a produtividade média foi mantida em 128,66 sacas por hectare.

Avanço da área acompanha demanda

Na avaliação da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja Mato Grosso), o incremento observado na área acompanha a demanda interna aquecida, sustentada pelas usinas de etanol de milho.

A previsão é que o consumo interno de milho na temporada fique em 22,10 milhões de toneladas, aumento anual de 9,12%, sendo a maior parcela consumida pelas usinas de etanol.

Em termos de exportação a perspectiva é que 24,10 milhões de toneladas produzidas em Mato Grosso deixem o país, 1,09% a menos que na temporada passada. Já o mercado interestadual deve absorver em torno de 11 milhões de toneladas, 6,18% a mais que o ciclo passado.


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Business

Clima favorável nos EUA pressiona soja internacional, enquanto mercado interno segue em alta

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Foto: Magnific

O mercado internacional da soja neste início de agosto vive a expectativa de aumento na oferta global, visto a condição de clima favorável para desenvolvimento da safra norte-americana.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a previsão de um alto volume de produção deixou compradores mais aliviados em relação a falta de soja, que por conta disso, realizaram aquisições de volumes baixos. Devido a essa menor demanda especulativa, os preços futuros na Bolsa de Chicago sofreram pressão.

Mercado interno

No Brasil, o cenário muda. A queda internacional não tem influenciado nos preços da comercialização doméstica. Com uma demanda interna aquecida e interesse de compradores estrangeiros, existe uma valorização dos prêmios de exportação da soja e seus derivados.

Com uma indústria nacional ativa no consumo de soja e com o interesse estrangeiro, apesar da queda em Chicago, a sustentação de preços internos e a competitividade da oleaginosa brasileira no mercado segue fortalecida.

*Sob supervisão de Giovanni Porfírio

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FAEP cobra crédito emergencial após tornado atingir produtores no Paraná

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O Sistema Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) cobrou dos governos do Paraná e federal a adoção de medidas emergenciais para atender moradores e produtores rurais afetados pelo tornado registrado no estado no sábado (8). Entre os pedidos estão a criação de linhas de crédito, o levantamento dos prejuízos e a priorização do restabelecimento da energia elétrica nas áreas atingidas.

As tempestades provocaram danos em diferentes municípios paranaenses. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), houve ocorrências em cidades como Piraí do Sul, Telêmaco Borba, Tibagi, Guarapuava, Candói, Castro, Jaguariaíva e Nova Aurora.

De acordo com a Defesa Civil, casas, galpões e granjas foram danificados, enquanto árvores e postes foram derrubados. Também houve propriedades sem fornecimento de energia elétrica.

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A FAEP informou que pretende formalizar, no início desta semana, pedidos às Secretarias estaduais da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e da Fazenda (Sefa), além da Companhia Paranaense de Energia (Copel). A entidade também defende que as Defesas Civis municipais façam um levantamento dos estragos e iniciem o atendimento das comunidades afetadas.

Para produtores rurais e demais moradores que tiveram prejuízos, a FAEP reivindica a disponibilização de crédito emergencial pré-aprovado. Em comunicado, o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, afirmou que áreas urbanas e rurais precisam de uma resposta coordenada do poder público e defendeu prioridade para o restabelecimento da energia. Segundo ele, mecanismos emergenciais de crédito seriam um primeiro passo para permitir a reconstrução e a retomada das atividades nas propriedades atingidas.

A entidade também voltou a pedir medidas preventivas diante da recorrência de fenômenos climáticos extremos no Paraná. Em julho, representantes de órgãos públicos, entidades e universidades participaram de reunião na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para discutir os efeitos do El Niño no estado e estratégias de prevenção e resposta a tornados, vendavais e tempestades de granizo.

Segundo dados citados pela FAEP, o Paraná registrou cerca de 6 mil desastres naturais na última década. Os eventos alcançaram os 399 municípios do estado, afetaram mais de 4,5 milhões de pessoas e provocaram prejuízos estimados em R$ 32 bilhões.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

Entre safras e gerações: o legado dos pais no campo

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No Dia dos Pais, produtores contam como o exemplo, os valores e a convivência em família ultrapassam gerações

Ser pai é ensinar, proteger e deixar um legado. No campo, esse papel ganha um significado ainda maior, onde o exemplo é passado de geração em geração, fortalecendo não apenas as famílias, mas também a continuidade da produção rural. Neste Dia dos Pais (09.08), produtores da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) compartilham momentos que mostram como os valores aprendidos em casa seguem guiando o presente e construindo o futuro.

No ritmo das safras, a família ocupa um lugar central na vida do produtor rural. É dentro de casa que os filhos aprendem, desde cedo, valores como responsabilidade, respeito e dedicação. Muito antes de conhecerem o trabalho na lavoura, eles acompanham o exemplo dos pais e passam a compreender o significado de cuidar da terra e das pessoas.

Para o conselheiro fiscal da Aprosoja MT, Raul Pruinelli, a paternidade representa o maior projeto de vida. Mais do que formar sucessores para a propriedade, ele acredita que a principal missão de um pai é criar pessoas preparadas para construir a própria história.

“Construir uma família foi um marco muito importante na nossa vida. A expectativa de cada um de nós, depois do casamento, era justamente ser pai. Essa é a grande missão que temos: trazer um filho ao mundo, dar a ele todas as condições para se desenvolver, ser uma pessoa de bem e dar continuidade ao que construímos. Esse é o nosso grande projeto de vida”, contou.

Se para os filhos o pai é a principal referência, para quem ocupa esse papel o desafio é fazer com que os ensinamentos sejam transmitidos pelo exemplo do dia a dia. Na rotina do campo, onde a convivência entre as gerações está presente na lida, atitudes costumam ensinar mais do que palavras.

“A grande preocupação quando os filhos chegam é mostrar o caminho e dar o exemplo. O maior patrimônio que um pai deixa para os filhos é o exemplo, fazer o que é certo e mostrar os valores corretos. É isso que constrói uma base sólida para que eles possam seguir a própria caminhada”, contou o delegado do núcleo de Sinop, João Marcos Bustamante.

Os ensinamentos recebidos na infância também permanecem presentes quando chega a hora de assumir novas responsabilidades. Para delegado do núcleo de Sinop, Albino Galvan, a trajetória construída pelos pais foi o alicerce para tudo o que veio depois. Ao lembrar da dedicação da família para construir uma vida em Mato Grosso, ele faz questão de reconhecer quem abriu caminho para as novas gerações.

“Às vezes, a gente não sabe se está acertando ou errando como pai. Eu quero seguir o que meu pai e minha mãe me ensinaram. Sempre me emociono ao falar disso, porque existe uma lacuna entre nós. Naquela época, vocês trabalhavam de domingo a domingo, tudo era muito difícil e não existiam as facilidades e o acesso à informação que temos hoje. Eu digo que os verdadeiros heróis que nós tivemos dentro de Mato Grosso foram vocês. Eu simplesmente estou dando continuidade ao que meu pai fez e ao que vocês construíram. Sou muito grato por tudo isso”, afirma.

Em muitas propriedades rurais de Mato Grosso, o trabalho compartilhado entre pais e filhos é resultado dessa construção feita ao longo dos anos. O contato diário com a atividade desperta o interesse das novas gerações e torna a sucessão um processo natural, baseado na convivência e na confiança.

Para o produtor rural Célio Riffel, acompanhar esse processo é motivo de orgulho. Depois de ver os filhos crescerem no campo, hoje ele observa a nova geração assumir responsabilidades na condução da propriedade.

“Ser pai é motivo de muita satisfação e orgulho. Ver um filho nascer e crescer é algo muito especial. Sempre moramos no interior, e nossos filhos cresceram brincando na roça, acompanhando o nosso trabalho. Foi muito gratificante ver que eles passaram a gostar do que fazíamos. Hoje, meu filho segue os nossos passos e praticamente conduz a lavoura, enquanto eu fico mais na retaguarda. Isso é motivo de muito orgulho”, destacou.

Assim como uma lavoura precisa de cuidado para produzir boas safras, a construção de uma família também exige dedicação diária. No campo, onde o tempo ensina que tudo é resultado de trabalho e paciência, ser pai é plantar valores que continuarão florescendo por muitas gerações.

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