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Colheita de milho chega a 73,2% da área no Brasil, aponta consultoria

A colheita de milho avançou no Brasil e chegou a 73,2% da área total em 2026, segundo a Pátria Agronegócios. No mesmo período de 2025, o montante colhido era de 79,4%, enquanto em 2024 chegava a 90,2%. A média dos últimos cinco anos para este mesmo período é de 79,2%.
Os trabalhos estão praticamente encerrados em Mato Grosso e Tocantins. Goiás registrou grande avanço na semana e é o estado onde as produtividades apresentam os piores resultados.
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São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás registram grandes atrasos na colheita em geral.
No Paraná, segundo maior produtor de milho do país, a colheita segue em ritmo próximo da média dos últimos cinco anos, porém mais lento que o observado em 2025 e 2024.
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Escalas de abate e exportações mantêm mercado do boi gordo no radar nesta semana

O mercado físico do boi gordo manteve, nesta segunda-feira (10), o padrão observado nos últimos negócios, com os agentes acompanhando de perto a evolução das escalas de abate dos frigoríficos e o ritmo das exportações brasileiras de carne bovina.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos de maior porte encontram melhores condições para alongar suas escalas de abate diante da perspectiva de maior incidência de animais de parceria ao longo de agosto. Já os frigoríficos de menor porte continuam trabalhando com escalas mais apertadas e apresentam maior necessidade de compra de animais.
“A evolução das escalas de abate e o ritmo semanal de exportação seguem como variáveis importantes para a formação de preço e de tendência no curto prazo”, avaliou Iglesias.
Entre as principais praças pecuárias, São Paulo apresentou referência média de R$ 351,50 por arroba, na modalidade a prazo. Em Goiás, a indicação média ficou em R$ 336,46 por arroba, enquanto Minas Gerais registrou média de R$ 337,12.
Em Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada em R$ 343,05, e, em Mato Grosso, a referência ficou em R$ 332,73.
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Atacado
No mercado atacadista, os preços permanecem firmes. A expectativa, contudo, é de uma reposição mais lenta ao longo dos próximos dias, diante da perda do efeito da entrada dos salários na economia e da concentração da demanda provocada pelo Dia dos Pais na primeira semana de agosto.
Outro ponto de atenção é a perda de competitividade da carne bovina frente às proteínas concorrentes, especialmente em relação à carne de frango. O cenário pode limitar o espaço para novas altas no atacado, caso a demanda não apresente recuperação.
Entre os principais cortes, o quarto dianteiro permanece cotado a R$ 21,50 por quilo, enquanto a ponta de agulha segue negociada a R$ 20,00 por quilo. O quarto traseiro continua precificado em R$ 27,00 por quilo.
Dólar encerra em alta
No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão desta segunda-feira com alta de 0,53%, cotado a R$ 5,1113 na venda e R$ 5,1093 na compra.
Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0832 e a máxima de R$ 5,1197.
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Congresso Abag: agro amplia acesso ao mercado de capitais, mas esbarra no seguro rural

O mercado de capitais já responde por cerca de 30% do financiamento do agronegócio brasileiro, com instrumentos como CRAs, Fiagros e CPRs ganhando espaço. Mas o avanço desse mercado ocorre em um momento de ajustes, com investidores mais atentos aos riscos e um problema antigo ainda sem solução: a baixa cobertura do seguro rural. O tema foi discutido no 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Abag.
Um dos exemplos da expansão é o Fiagro. Em quatro anos, o instrumento chegou a cerca de 600 mil investidores, ampliando o acesso de pessoas físicas ao financiamento do setor. A diferença em relação ao valor médio de entrada do CRA ajuda a explicar esse movimento.
“Hoje, no CRA, o valor do ticket médio é de R$ 43 mil. O Fiagro é de R$ 1 mil. Então, a gente criou um instrumento acessível, democrático e simples”, afirmou Fabiana Perobelli, superintendente de Relacionamento com Clientes da B3.
Segundo ela, o momento atual também exige que o mercado dê mais transparência às operações. Depois de episódios que aumentaram a percepção de risco entre investidores, a tendência é de uma reação natural nos volumes negociados e nas emissões até que fique mais claro o que está acontecendo.
“Quanto mais rápido a gente consegue ter transparência sobre o que está acontecendo, a gente consegue isolar os efeitos. Esse efeito realmente está caracterizado nessa emissão ou nessa empresa e não é um efeito sistêmico”, explicou.
Para Fabiana, o avanço dos registros e da quantidade de informações disponíveis ajuda a reconstruir essa confiança. “Quanto mais rápido a gente consegue entender a operação, acho que a gente evolui e volta à normalidade de preços, de volume negociado e de emissões”, afirmou.
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Seguro rural é o elo mais frágil
Enquanto o mercado de capitais amplia suas alternativas, o produtor continua altamente exposto aos eventos climáticos. Dados apresentados por Monique Cardoso, superintendente de Sustentabilidade da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), mostram que a cobertura do seguro rural caiu de um pico de 16% para cerca de 3%. Hoje, menos de 100 mil produtores possuem apólices contratadas.
O número chama atenção diante do peso do agronegócio na economia.
“A gente chegou num nível muito baixo de proteção securitária do produtor rural. A gente tem um quarto da economia sem nenhuma proteção. É isso que está acontecendo”, afirmou Monique.
A vulnerabilidade aumenta porque o produtor compromete grande parte do capital a cada safra. Quando uma seca, enchente, geada ou outro evento extremo destrói a produção, o impacto chega diretamente à renda e à capacidade de pagamento.
Os reflexos já aparecem no crédito. Dos quase 2 mil casos recentes de recuperação judicial no agronegócio, mais de 60% apontam eventos climáticos, principalmente secas severas, entre os principais fatores para a crise de liquidez.
Seguro pode proteger também o investidor
Nesse cenário, o seguro rural deixa de ser apenas uma proteção para o produtor e passa a funcionar também como mecanismo de redução de risco para o mercado de capitais.
A lógica é que uma produção protegida reduz a possibilidade de inadimplência nas carteiras de recebíveis que dão origem a operações como os CRAs.
“O seguro é um instrumento e uma ferramenta muito potente para gestão e mitigação de risco. Se ele estivesse presente numa carteira de recebíveis ali dentro do CRA, imagina a confiança do grande investidor que vai comprar os títulos. Aumenta bastante, porque a produção está protegida”, explicou Monique.
Para Flavia Palacios, diretora da Anbima, o mercado financeiro já dispõe de instrumentos regulatórios e de fiscalização robustos para ampliar essa conexão. O desafio está em garantir que o risco seja adequadamente tratado na origem.
As painelistas também defenderam a modernização do seguro rural, incluindo o Projeto de Lei 29/2025, que busca dar mais estabilidade ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).
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Wesley Batista Filho assumirá como novo CEO global da JBS

A JBS terá uma mudança no comando global a partir de janeiro de 2027. Wesley Batista Filho, atual CEO da JBS USA, assumirá a presidência executiva da companhia em uma transição planejada de liderança.
Batista Filho está há 15 anos na JBS e construiu sua trajetória em diferentes operações da companhia. Antes de chegar ao comando da JBS USA, passou pela JBS Brasil, Seara e pela área de operações globais. Desde 2023, lidera os negócios da empresa nos Estados Unidos.
A mudança marca a saída de Gilberto Tomazoni do cargo de CEO Global, função que ocupa desde dezembro de 2018. Ao todo, são 14 anos de trajetória na JBS. Durante sua gestão, a receita da companhia passou de US$ 49,7 bilhões para US$ 86,2 bilhões, crescimento de 73%. A empresa também ampliou sua atuação em diferentes categorias de proteínas, investiu em biotecnologia, alcançou o grau de investimento e passou a ter ações listadas na New York Stock Exchange.
Tomazoni acompanhará a transição pelos próximos cinco meses. Depois, assumirá como vice-presidente do Conselho de Administração e Senior Advisor. Ele também continuará na presidência do Conselho de Administração da Pilgrim’s Pride Corporation (PPC) e passará a presidir o Instituto J&F.
Ao comentar a mudança, Wesley Batista Filho destacou a relação profissional construída com Tomazoni e afirmou que pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela atual gestão.
“Sinto-me honrado por assumir essa responsabilidade e dar continuidade ao trabalho realizado por Tomazoni durante sua gestão como CEO. Nossas prioridades permanecem claras: apoiar nossas equipes, atender nossos clientes e produtores parceiros, operar com excelência e gerar valor de longo prazo para nossos acionistas”, afirmou Wesley Batista Filho.
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Tomazoni destacou a trajetória de Wesley dentro da companhia e afirmou que o executivo está preparado para conduzir a JBS em sua próxima fase. “Wesley construiu uma trajetória de sucesso na JBS e conhece profundamente o nosso negócio. Tenho confiança de que ele é o líder certo para conduzir a JBS em seu próximo capítulo”, pontua Tomazoni.
Em sua despedida do cargo de CEO, Tomazoni também fez um balanço de sua gestão e agradeceu aos colaboradores, clientes, produtores parceiros e acionistas.
“Foi uma honra liderar a JBS nos últimos oito anos. A companhia está mais forte, diversificada e preparada para o futuro. Acredito que este é o momento certo para iniciar um novo capítulo sob a liderança de Wesley”, acrescenta Tomazoni.
Trajetória de Wesley Batista Filho
A trajetória de Wesley Batista Filho dentro da JBS começou em 2011, como trainee na unidade de carne bovina de Greeley, no Colorado. Depois, passou pela divisão de exportação de carne bovina em São Paulo e assumiu funções de liderança no Uruguai e no Paraguai.
Entre 2014 e 2015, comandou a JBS Canadá. Na sequência, liderou a JBS USA Fed Beef, antes de retornar ao Brasil para assumir a posição de CEO da JBS Brasil, em 2017. Em 2020, passou também a comandar a Seara.
Em 2022, assumiu a presidência global de operações, com responsabilidade sobre as atividades da companhia na América do Norte, América do Sul, Oceania e Europa. No ano seguinte, voltou aos Estados Unidos para assumir o comando da JBS USA.
Próximo capítulo para Tomazoni
Antes de chegar à JBS, Gilberto Tomazoni passou 27 anos na Sadia, onde começou como estagiário e chegou à posição de CEO. Também foi vice-presidente da Bunge Alimentos, responsável pelo negócio de Alimentos e Ingredientes e pela atuação da empresa na América do Sul e Central.
Na JBS, entrou em 2013 como Presidente Global do Negócio de Aves e posteriormente comandou a Seara. Em 2015, tornou-se Presidente Global de Operações, em 2017 assumiu como COO Global e, em dezembro de 2018, chegou ao cargo de CEO Global.
Agora, além da vice-presidência do Conselho de Administração da JBS, Tomazoni seguirá à frente do Conselho da Pilgrim’s Pride Corporation e assumirá a presidência do Instituto J&F.
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