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10 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Cooperativismo catarinense supera 109 mil empregos diretos e amplia a geração de vagas em 7,1% em 2025 – MAIS SOJA

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O cooperativismo catarinense encerrou 2025 como um dos principais geradores de trabalho e renda em Santa Catarina. No ano passado, o setor foi responsável por 109.677 empregos diretos com carteira assinada, segundo dados consolidados do Sistema OCESC.

O resultado representa uma alta de 7,1% em relação a 2024, quando o setor registrou 102.402 trabalhadores. “Cada emprego criado pelo cooperativismo representa renda e estabilidade para as famílias e fortalece as comunidades onde as cooperativas atuam. Esse avanço mostra um modelo que alia eficiência e impacto social, que organiza pessoas, amplia oportunidades e distribui desenvolvimento no território, com impacto direto nas economias regionais”, diz o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.

O movimento também acompanha a ampliação da base social do cooperativismo. Em 2025, o número de cooperados em Santa Catarina ultrapassou o marco de cinco milhões, garantindo novamente a liderança do estado como o mais cooperativista do Brasil. “O cooperativismo cresce quando entrega resultado econômico e, ao mesmo tempo, mantém o foco nas pessoas. É isso que sustenta crescimento com consistência: gestão, presença regional e compromisso com quem participa do sistema”, afirma Zanatta.

Os dados de 2025 mostram equilíbrio por gênero entre os empregos diretos do cooperativismo catarinense: 54.570 homens e 55.107 mulheres. Os números traduzem um modelo que combina equidade, competitividade e compromisso social em diferentes ramos e regiões.

A maior parte das vagas está concentrada em Santa Catarina, com 84.776 postos de trabalho. Outros 24.901 empregos estão localizados fora do estado, o equivalente a 29,4% do total, resultado da expansão de cooperativas catarinenses no cenário nacional.

A presença fora de Santa Catarina amplia a capacidade de competir em diferentes regiões, mantendo vínculos com a base produtiva e com as cadeias econômicas que se estruturam no território catarinense.

“O cooperativismo gera trabalho formal, movimenta cadeias produtivas e cria oportunidades onde as pessoas vivem. Os resultados aparecem nos indicadores, mas o principal efeito está na transformação que esse modelo produz na vida dos cooperados, colaboradores e comunidades”, conclui Zanatta.

Fonte: Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro



FONTE

Autor:Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro

Site: Fecoagro/SC

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Sustentabilidade

Como Evitar a Recuperação Judicial

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Por: Charles Eduardo Mohr, Engenheiro Agrônomo e Especialista em Gestão Agro
Situação atual

No primeiro semestre de 2026, 1.263 produtores rurais entraram com pedido de recuperação judicial no Brasil — um avanço de 66% em relação ao mesmo período do ano anterior. Somando fornecedores de insumos, agroindústrias e empresas de comercialização, o número sobe para 1.575 CNPJs, cerca de 20% de todo o estoque de recuperações judiciais do país. A dívida acumulada pelo setor já ultrapassa R$ 256 bilhões.

Esses números descrevem um cenário setorial. Mas a pergunta que interessa a cada produtor é outra: onde a minha operação está dentro desse quadro?

É essa pergunta que um diagnóstico financeiro responde. E é o motivo pelo qual, num momento como este, conhecer os próprios números deixou de ser um exercício de organização e passou a ser uma condição para continuar operando.

Um cenário que não perdoa quem opera às cegas

Alguns indicadores ajudam a dimensionar o momento:

  • Insumos representam cerca de 30% do custo de produção e seguem 53% acima do patamar pré-pandemia.
  • As concessões de crédito rural e agroindustrial caíram 17% em 2025 — R$ 36,8 bilhões a menos disponíveis ao setor, segundo a Serasa Experian.
  • A inadimplência no agro subiu para 8,8% no primeiro trimestre de 2026.
  • O Agro Score médio (indicador de risco de crédito da Serasa Experian) caiu de 606 pontos no 1º trimestre de 2025 para 591 no mesmo período de 2026, com forte disparidade regional: 715 no Sul contra 475 nas regiões de expansão mais recente da fronteira agrícola.

Com menos crédito disponível e mais rigor na análise de risco, a forma como a operação é avaliada por bancos, tradings e fornecedores passa a interferir diretamente na sua capacidade de negociar. Quem chega a essa mesa sem números organizados negocia em desvantagem — independentemente da qualidade da operação no campo.

O risco não é o número ruim — é não conhecê-lo!

Grande parte dos produtores só dimensiona a gravidade da situação quando o problema já é urgente: uma parcela vencida, um fornecedor suspendendo o crédito, um banco negando a renovação de uma linha. Nesses casos, o tempo de reação é curto e as alternativas, poucas.

Um diagnóstico financeiro antecipa esse momento. Ele não muda o resultado do que já aconteceu, mas muda o tempo disponível para agir sobre o que vem a seguir.

O que um diagnóstico financeiro precisa mostrar

Para ser útil na tomada de decisão, um diagnóstico não pode se limitar a constatar que “a operação está endividada”. Ele precisa reunir, de forma organizada:

  • Balanço patrimonial — o que a operação tem e o que deve.
  • DRE — se a atividade gera lucro operacional, e em que ponto a margem se perde.
  • Fluxo de caixa — quando entram e saem os recursos, e onde estão os gargalos de liquidez.
  • EBITDA — a capacidade de geração de caixa antes de juros, impostos e depreciação, base para qualquer negociação de dívida.
  • Rating de crédito — como bancos, tradings e fornecedores enxergam o risco da operação.
  • Indicadores (KPIs) — margem por cultura, custo por hectare, capital de giro, endividamento sobre EBITDA.
  • Análise de sensibilidade — como a operação responde a variações de câmbio, preço de commodity ou custo de insumo.
  • Reunidos em um único relatório, esses elementos dão ao produtor — e a quem financia ou negocia com ele — uma leitura objetiva da situação real, e não apenas uma percepção sobre ela.
Diagnóstico não é o fim — é o início do plano

Levantar os números certos resolve metade do problema. A outra metade é o que se faz com eles. Um diagnóstico bem-feito deve resultar em:

  • Priorização: quais frentes — custo, dívida, capital de giro — pesam mais no resultado e exigem ação primeiro.
  • Cenários: simulação de caminhos possíveis, como renegociação, alongamento de dívida, redução de área ou mudança de cultura, antes de decidir.
  • Plano de ação com prazos: metas de curto e médio prazo, não apenas um retrato estático da situação.
  • Acompanhamento: revisão periódica dos indicadores para saber se o plano está funcionando e ajustar rota quando necessário.
Por que buscar assessoria especializada

Diagnosticar e planejar a própria operação exige tempo e conhecimento técnico que nem sempre cabem na rotina de quem também administra a lavoura, a equipe e a comercialização. Uma assessoria especializada em gestão financeira rural contribui com metodologia para organizar os números, experiência para interpretar os indicadores e, muitas vezes, mais força de negociação diante de bancos e credores.

Num setor em que a diferença entre reestruturar a tempo e entrar em recuperação judicial se mede em meses, esse suporte deixa de ser um custo adicional e passa a ser parte da estratégia.

Conclusão

O ciclo atual do agro brasileiro é exigente, mas não trata todos os produtores da mesma forma. Quem conhece seus números, entende como é avaliado pelo mercado e tem um plano de ação estruturado consegue negociar, se antecipar e atravessar o período com mais margem de manobra. Quem não conhece, reage tarde — e cada vez com menos opções.

Diagnóstico não é sobre descobrir o que está ruim. É sobre ganhar tempo para agir antes que o problema decida por você.

Quer saber mais sobre este assunto ou entender como essas estratégias podem ser aplicadas à realidade da sua propriedade?

A Agrocash é uma startup de tecnologia e inteligência financeira incubada na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Nossa missão é transformar a gestão no campo e conectar o agronegócio às melhores oportunidades de mercado.

Atuamos diretamente com o produtor rural e também fornecemos a tecnologia com a qual o mercado B2B (como contadores, escritórios de projetos, consultores e advogados) atende e faz a gestão dos seus clientes do agro.

Nossos principais entregáveis são:

  • SaaS de Gestão: Plataforma completa para controle financeiro, custos, estoque e organização das operações agrícolas.
  • Inteligência Artificial com o Tito: Emissão simplificada de Nota Fiscal Rural e lançamentos de forma automatizada, direto pelo WhatsApp.
  • Diagnóstico Financeiro: Mapeamento profundo da saúde financeira, patrimonial e operacional da propriedade rural, gerando um raio-X claro para a tomada de decisão.
  • Acesso a Crédito Estruturado: Conexão facilitada ao mercado financeiro para captação de recursos e linhas de crédito sob medida

Mais informações sobre a AgroCash: Whatsapp, Site, Instagram.

Fonte: Assessoria de imprensa AgroCash


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Sustentabilidade

Diagnóstico Financeiro no Agro: o Primeiro Passo Para Sair da Crise! – MAIS SOJA

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Por: Charles Eduardo Mohr, Engenheiro Agrônomo e Especialista em Gestão Agro
Situação atual

No primeiro semestre de 2026, 1.263 produtores rurais entraram com pedido de recuperação judicial no Brasil — um avanço de 66% em relação ao mesmo período do ano anterior. Somando fornecedores de insumos, agroindústrias e empresas de comercialização, o número sobe para 1.575 CNPJs, cerca de 20% de todo o estoque de recuperações judiciais do país. A dívida acumulada pelo setor já ultrapassa R$ 256 bilhões.

Esses números descrevem um cenário setorial. Mas a pergunta que interessa a cada produtor é outra: onde a minha operação está dentro desse quadro?

É essa pergunta que um diagnóstico financeiro responde. E é o motivo pelo qual, num momento como este, conhecer os próprios números deixou de ser um exercício de organização e passou a ser uma condição para continuar operando.

Um cenário que não perdoa quem opera às cegas

Alguns indicadores ajudam a dimensionar o momento:

  • Insumos representam cerca de 30% do custo de produção e seguem 53% acima do patamar pré-pandemia.
  • As concessões de crédito rural e agroindustrial caíram 17% em 2025 — R$ 36,8 bilhões a menos disponíveis ao setor, segundo a Serasa Experian.
  • A inadimplência no agro subiu para 8,8% no primeiro trimestre de 2026.
  • O Agro Score médio (indicador de risco de crédito da Serasa Experian) caiu de 606 pontos no 1º trimestre de 2025 para 591 no mesmo período de 2026, com forte disparidade regional: 715 no Sul contra 475 nas regiões de expansão mais recente da fronteira agrícola.

Com menos crédito disponível e mais rigor na análise de risco, a forma como a operação é avaliada por bancos, tradings e fornecedores passa a interferir diretamente na sua capacidade de negociar. Quem chega a essa mesa sem números organizados negocia em desvantagem — independentemente da qualidade da operação no campo.

O risco não é o número ruim — é não conhecê-lo!

Grande parte dos produtores só dimensiona a gravidade da situação quando o problema já é urgente: uma parcela vencida, um fornecedor suspendendo o crédito, um banco negando a renovação de uma linha. Nesses casos, o tempo de reação é curto e as alternativas, poucas.

Um diagnóstico financeiro antecipa esse momento. Ele não muda o resultado do que já aconteceu, mas muda o tempo disponível para agir sobre o que vem a seguir.

O que um diagnóstico financeiro precisa mostrar

Para ser útil na tomada de decisão, um diagnóstico não pode se limitar a constatar que “a operação está endividada”. Ele precisa reunir, de forma organizada:

  • Balanço patrimonial — o que a operação tem e o que deve.
  • DRE — se a atividade gera lucro operacional, e em que ponto a margem se perde.
  • Fluxo de caixa — quando entram e saem os recursos, e onde estão os gargalos de liquidez.
  • EBITDA — a capacidade de geração de caixa antes de juros, impostos e depreciação, base para qualquer negociação de dívida.
  • Rating de crédito — como bancos, tradings e fornecedores enxergam o risco da operação.
  • Indicadores (KPIs) — margem por cultura, custo por hectare, capital de giro, endividamento sobre EBITDA.
  • Análise de sensibilidade — como a operação responde a variações de câmbio, preço de commodity ou custo de insumo.
  • Reunidos em um único relatório, esses elementos dão ao produtor — e a quem financia ou negocia com ele — uma leitura objetiva da situação real, e não apenas uma percepção sobre ela.
Diagnóstico não é o fim — é o início do plano

Levantar os números certos resolve metade do problema. A outra metade é o que se faz com eles. Um diagnóstico bem-feito deve resultar em:

  • Priorização: quais frentes — custo, dívida, capital de giro — pesam mais no resultado e exigem ação primeiro.
  • Cenários: simulação de caminhos possíveis, como renegociação, alongamento de dívida, redução de área ou mudança de cultura, antes de decidir.
  • Plano de ação com prazos: metas de curto e médio prazo, não apenas um retrato estático da situação.
  • Acompanhamento: revisão periódica dos indicadores para saber se o plano está funcionando e ajustar rota quando necessário.
Por que buscar assessoria especializada

Diagnosticar e planejar a própria operação exige tempo e conhecimento técnico que nem sempre cabem na rotina de quem também administra a lavoura, a equipe e a comercialização. Uma assessoria especializada em gestão financeira rural contribui com metodologia para organizar os números, experiência para interpretar os indicadores e, muitas vezes, mais força de negociação diante de bancos e credores.

Num setor em que a diferença entre reestruturar a tempo e entrar em recuperação judicial se mede em meses, esse suporte deixa de ser um custo adicional e passa a ser parte da estratégia.

Conclusão

O ciclo atual do agro brasileiro é exigente, mas não trata todos os produtores da mesma forma. Quem conhece seus números, entende como é avaliado pelo mercado e tem um plano de ação estruturado consegue negociar, se antecipar e atravessar o período com mais margem de manobra. Quem não conhece, reage tarde — e cada vez com menos opções.

Diagnóstico não é sobre descobrir o que está ruim. É sobre ganhar tempo para agir antes que o problema decida por você.

Quer saber mais sobre este assunto ou entender como essas estratégias podem ser aplicadas à realidade da sua propriedade?

Mais informações: whatsapp, Site, Instagram.

Fonte: Assesoria de imprensa



 



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Sustentabilidade

Embrapa impulsiona avanço dos bioinsumos e reúne especialistas para discutir novas soluções para a soja

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Foto: Pixabay

A Embrapa está na linha de frente das pesquisas que buscam ampliar o uso de bioinsumos na agricultura brasileira. O desenvolvimento de soluções à base de microrganismos benéficos, capazes de melhorar a absorção de nutrientes, auxiliar no controle de pragas e doenças e aumentar a produtividade das lavouras de soja, será um dos principais temas da XXII Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (RELARE).

O evento será realizado nos dias 19 e 20 de agosto, no Centro de Eventos Sistema FIEP, em Curitiba (PR), e deve reunir aproximadamente 200 participantes, entre pesquisadores, representantes da comunidade acadêmica, órgãos de fiscalização, indústria e consultores.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Promovida pela Embrapa, em parceria com a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio) e a CropLife Brasil, a XXII RELARE terá como foco o avanço dos bioinsumos no país. A programação vai abordar o uso de microrganismos na agricultura, protocolos para análise de qualidade, validação de novos produtos, além de desafios relacionados ao mercado e à legislação.

“Pretendemos debater e compartilhar dados técnico-científicos voltados à sustentabilidade da produção agropecuária”, explica o pesquisador Marco Antonio Nogueira, da Embrapa Soja, presidente da XXII RELARE.

Embrapa desenvolve pesquisas para ampliar uso de bioinsumos

O trabalho da Embrapa tem contribuído para o desenvolvimento e a validação de tecnologias que permitem utilizar microrganismos em diferentes culturas agrícolas. Entre os exemplos mais consolidados está a Fixação Biológica do Nitrogênio, tecnologia pesquisada e difundida pela Embrapa e amplamente utilizada na produção de soja.

Os inoculantes são produtos biológicos que contêm microrganismos benéficos, como bactérias e fungos, capazes de desempenhar funções importantes para o desenvolvimento das plantas. Além da fixação de nitrogênio, as pesquisas avançam para microrganismos que auxiliam na disponibilização de outros nutrientes, como o fósforo, e para soluções voltadas ao controle biológico de pragas e doenças.

Para Nogueira, o crescimento dos bioinsumos ocorre tanto pelos benefícios ambientais quanto pela necessidade de tornar a produção agrícola mais eficiente diante do aumento dos custos dos insumos sintéticos.

“As culturas de alta demanda nutricional, como milho, trigo, arroz, cana-de-açúcar e pastagens, passaram a empregar com mais intensidade os bioinsumos como alternativa para reduzir custos, aumentar a eficiência de uso de nutrientes e melhorar a eficiência produtiva”, afirma o pesquisador.

Soja é principal exemplo

Na soja, o trabalho desenvolvido pela pesquisa agropecuária brasileira transformou o uso de bactérias fixadoras de nitrogênio em uma tecnologia amplamente adotada pelos produtores.

A tecnologia permite que as plantas obtenham o nitrogênio necessário por meio da atividade das bactérias, dispensando o uso de fertilizantes nitrogenados químicos. Atualmente, cerca de 85% da área de soja no Brasil utiliza a tecnologia a cada safra.

Mesmo em áreas onde as bactérias já estão presentes naturalmente no solo, a recomendação é realizar anualmente a inoculação. Segundo Nogueira, o uso do bioinsumo pode proporcionar ganhos médios de produtividade entre 8% e 16% na soja.

Na última safra, de acordo com levantamento da Embrapa, a substituição de fertilizantes nitrogenados por essa tecnologia gerou uma economia de aproximadamente US$ 28 bilhões ao Brasil. Ambientalmente, a tecnologia também contribuiu para evitar a emissão de quase 280 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, volume comparável à retirada de cerca de 60 milhões de carros de passeio das ruas durante um ano.

Pesquisas avançam também no milho

No milho, principalmente na segunda safra, a utilização de inoculantes para gramíneas também vem crescendo. Segundo Nogueira, já são comercializadas mais de 40 milhões de doses por ano de inoculantes destinados a essas culturas.

Embora os bioinsumos não substituam totalmente os fertilizantes nitrogenados no milho, eles podem aumentar a eficiência de aproveitamento dos nutrientes. Em determinadas condições, a utilização dos microrganismos pode permitir uma redução de até 25% na adubação nitrogenada de cobertura.

A expansão desse tipo de tecnologia é resultado de pesquisas que buscam adaptar o uso de microrganismos às necessidades de diferentes culturas, ampliando o alcance dos bioinsumos no campo.

Microrganismos na absorção de fósforo

Outro campo de pesquisa que vem avançando é o desenvolvimento de microrganismos mobilizadores de fosfato. Esses organismos ajudam as plantas a acessar formas de fósforo presentes no solo que normalmente permanecem indisponíveis.

A estratégia pode melhorar o aproveitamento do nutriente pelas culturas e contribuir para uma agricultura mais eficiente no uso de fertilizantes.

Controle biológico ganha espaço

As pesquisas com bioinsumos também avançam no controle biológico de pragas e doenças. O uso de microrganismos e outros agentes biológicos amplia as alternativas disponíveis aos agricultores e pode reduzir a dependência de produtos químicos.

“O crescimento da adoção é impulsionado não apenas pelos ganhos econômicos, mas também pelos benefícios ambientais, como a redução da dependência de insumos químicos e a menor emissão de impactos associados à sua produção”, destaca Nogueira.

RELARE reúne pesquisa, indústria e setor produtivo

Além de discutir os avanços científicos, a XXII RELARE pretende aproximar pesquisadores, empresas e diferentes setores envolvidos no desenvolvimento e na utilização dos bioinsumos.

A comissão organizadora recebe até 15 de agosto trabalhos científicos finalísticos, na forma de resumos. Os trabalhos serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais do evento. Para participar, é necessário realizar a inscrição pelo site oficial da RELARE.

A programação também contará com uma Rodada de Negócios, destinada a pesquisadores interessados em apresentar ativos e tecnologias a representantes da indústria. Os interessados devem enviar, até 15 de agosto, um resumo simples para o pesquisador Marco Antonio Nogueira, pelo e-mail marco.nogueira@embrapa.br.

A XXII RELARE conta ainda com o apoio dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT MicroAgro) e da Fundação Araucária. A iniciativa reforça o papel da Embrapa na pesquisa, desenvolvimento e difusão de tecnologias biológicas para a agricultura, aproximando a ciência das necessidades do setor produtivo e contribuindo para o avanço de uma produção mais eficiente e sustentável.

O post Embrapa impulsiona avanço dos bioinsumos e reúne especialistas para discutir novas soluções para a soja apareceu primeiro em Canal Rural.

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