Sustentabilidade
Declaração do imposto sobre imóveis rurais pode ser feita por internet – MAIS SOJA

A Receita Federal disponibiliza a partir desta segunda-feira (10) a versão web do serviço Minhas Declarações do ITR, que permite preencher, transmitir, retificar e consultar online a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR), sem necessidade de instalar programas no computador.
O acesso será feito pelo Portal de Serviços da Receita Federal com conta gov.br nível prata ou ouro.
O uso da plataforma será obrigatório para pessoas jurídicas e físicas proprietárias de imóveis rurais com área superior a 100 hectares. Proprietários de áreas de até 100 hectares também poderão apresentar a declaração por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD ITR 2026).
A DITR é o documento usado para informar à Receita Federal os dados cadastrais do imóvel rural e de seu titular, as áreas do imóvel e outras informações necessárias para a apuração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).
Devem apresentar a declaração os proprietários, usufrutuários, titulares do domínio útil ou detentores de imóveis rurais, pessoas físicas ou jurídicas. Em situações específicas, a obrigação também alcança condôminos, compossuidores e inventariantes.
Segundo a Receita Federal, o ambiente digital reúne, em um único local, declarações, recibos e documentos relacionados ao ITR, além de oferecer recursos como pré-preenchimento de dados cadastrais e acesso por dispositivos móveis.
A entrega da DITR fora do prazo está sujeita à Multa por Atraso na Entrega da Declaração (Maed).
Fonte: Agência Brasil
Sustentabilidade
Manejo de Plantas Daninhas: Como Proteger a Produtividade?

A dessecação eficiente da área, associada à escolha correta dos herbicidas e ao uso de mecanismos de ação complementares, reduz a pressão de seleção por resistência e favorece um estabelecimento uniforme da cultura.
Com uma área cultivada de 48,6 milhões de hectares, de acordo com dados da Conab, e expectativa de mais uma safra entre as maiores da história, a soja brasileira inicia mais um ciclo em um cenário de crescente complexidade no manejo de plantas daninhas. A expansão de espécies resistentes, a variabilidade climática entre as regiões produtoras e o aumento da adoção de herbicidas pré-emergentes tornam essencial um planejamento antecipado para preservar o potencial produtivo das lavouras.
Embora as condições climáticas variem entre as regiões do País, especialistas alertam que o sucesso do manejo começa antes mesmo da semeadura. A dessecação eficiente da área, associada à escolha correta dos herbicidas e ao uso de mecanismos de ação complementares, reduz a pressão de seleção por resistência e favorece um estabelecimento uniforme da cultura.
Segundo Deborah Baruzo, gerente de Portfólio de Herbicidas da ADAMA Brasil, o momento que antecede o plantio é determinante para o desempenho da soja durante toda a safra. “O manejo de plantas daninhas deixou de ser uma decisão pontual e passou a fazer parte de uma estratégia de longo prazo. Controlar corretamente as plantas ainda na pré-semeadura reduz a competição inicial, protege o potencial produtivo da cultura e contribui para preservar a eficiência dos herbicidas disponíveis”.
Resistência exige programas de manejo mais robustos
Nos últimos anos, espécies como capim-amargoso, capim-pé-de-galinha, buva e caruru têm aumentado sua importância econômica em diversas regiões produtoras. A ocorrência de populações resistentes a diferentes mecanismos de ação reforça a necessidade de programas de manejo que combinem aplicações em dessecação, herbicidas residuais e monitoramento constante da área.
“O produtor precisa olhar para o manejo como um programa completo, e não apenas para uma aplicação isolada. A combinação de diferentes mecanismos de ação é uma das principais ferramentas para prolongar a vida útil das tecnologias disponíveis e garantir maior segurança durante toda a safra”, destaca Deborah.
Dessecação eficiente é a base para uma lavoura competitiva
Durante a dessecação, eliminar completamente as plantas daninhas presentes na área é fundamental para evitar que a soja inicie seu desenvolvimento competindo por água, luz e nutrientes.
Nesse contexto, Araddo®, da ADAMA, reúne características importantes para essa etapa do manejo. O herbicida apresenta amplo espectro de controle sobre gramíneas e folhas largas, incluindo espécies de difícil manejo como capim-amargoso, capim-pé-de-galinha, buva e caruru. Além disso, seu intervalo reduzido entre a aplicação e a semeadura oferece flexibilidade operacional sem comprometer a segurança da cultura.
Herbicidas pré-emergentes ganham espaço nas propriedades
A adoção de herbicidas pré-emergentes vem crescendo de forma consistente nas últimas safras, impulsionada pela necessidade de reduzir novos fluxos de emergência das plantas daninhas e proteger a cultura nas fases iniciais de desenvolvimento.
Para essa etapa, Apresa®, da ADAMA, combina ingredientes ativos complementares e formulação inovadora para proporcionar controle residual sobre importantes gramíneas e folhas largas, contribuindo para manter a lavoura limpa por mais tempo e reduzir a pressão sobre as aplicações em pós-emergência.
De acordo com Deborah, essa estratégia traz benefícios que vão além do controle inicial. “Quando iniciamos a safra com uma área limpa e protegida por um herbicida residual eficiente, aumentamos a previsibilidade do manejo e reduzimos a necessidade de intervenções emergenciais ao longo do ciclo, reforça.
Manejo integrado deve acompanhar toda a safra
Mesmo após a emergência da soja, o monitoramento da lavoura continua sendo indispensável. A identificação precoce de novos fluxos de infestação permite intervenções mais assertivas e evita que plantas daninhas completem seu ciclo, produzindo sementes e aumentando o banco de sementes do solo.
Além do uso racional dos herbicidas, práticas como a rotação de culturas, utilização de cobertura vegetal, manutenção da palhada e alternância de mecanismos de ação são fundamentais para reduzir a evolução da resistência e aumentar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.
“Cada safra representa uma oportunidade de reduzir a pressão das plantas daninhas para os próximos anos. O manejo integrado é o caminho para preservar produtividade, rentabilidade e longevidade das tecnologias disponíveis”, conclui Deborah.
Sustentabilidade
Entregas de fertilizantes registraram 15,46 milhões de toneladas no período de janeiro a maio de 2026 – MAIS SOJA

A ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) informa que as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro encerraram o mês de maio de 2026 com 3,16 milhões de toneladas. O volume significa redução de 14,7% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram entregues 3,70 milhões de toneladas.
No período de janeiro a maio de 2026, foram registradas 15,46 milhões de toneladas de entregas ao mercado. Isso significou leve redução de 2,2% ante as 15,81 milhões de toneladas registradas em igual período de 2025. A ANDA destaca que no primeiro trimestre do ano houve impacto positivo da boa safrinha. As compras seguiam normalmente, mas após o início da guerra no Irã, já se viu o arrefecimento de novos negócios, o que acaba sendo percebido a partir do mês de maio nas menores entregas e que afetará as entregas para a safra 2026/2027.
O Estado de Mato Grosso, líder nas entregas ao mercado, concentra a maior quantidade no período até maio, com 3,89 milhões de toneladas, ou 25,2% do total. Seguem-se: Paraná (1,75 milhão), São Paulo (1,67 milhão), Goiás (1,61 milhão) e Minas Gerais (1,15 milhão).
Produção Nacional
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou o mês de maio de 2026 com 485 mil toneladas. O volume representa queda de 26,2% ante o mesmo mês de 2025.
No acumulado de janeiro a maio de 2026, foram 2,41 milhões de toneladas. Houve queda de 17,1% em relação a igual período do ano passado, quando se produziram 2,90 milhões de toneladas.
A queda se deve principalmente ao fato de o Brasil produzir fosfatados e o enxofre, insumo necessário para essa produção, vir registrando altas contínuas no mercado.
Cabe esclarecer que, apesar dos reforços da ANDA perante as empresas, em função de mudanças na estrutura societária ou de retomadas de produção em ativos, nem toda a produção nacional foi capturada no período, particularmente a produção de ureia e de cloreto de potássio.
Importação
As importações de fertilizantes intermediários continuam chegando ao Brasil com redução, alcançando, em maio, 3,31 milhões de toneladas, com queda de 9,4%. No acumulado de janeiro a maio de 2026, o total foi de 14,52 milhões de toneladas, significando retração de 2,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram importadas 14,92 milhões de toneladas.
Porta de entrada
No porto de Paranaguá, principal porta de entrada dos adubos, ingressaram, de janeiro a maio, 3,64 milhões de toneladas, indicando redução de 9,6% em relação a 2025, quando foram descarregadas 4,02 milhões de toneladas. O terminal representou 25,1% do total importado de todos os portos (Fonte: Siacesp/MDIC).
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Densidade agronômica ótima: maximizando a produtividade por meio do ajuste da população de plantas – MAIS SOJA

A densidade de plantas ótima (DPA) é definida como o número de plantas por área capaz de minimizar a competição intraespecífica e maximizar a eficiência no uso dos recursos ambientais, como radiação solar, temperatura e água. Assim, a DPA representa a população de plantas na colheita mais adequada para cada ambiente de produção, constituindo uma importante estratégia para reduzir custos com sementes e maximizar a produtividade da cultura (Balest, 2021).
Entretanto, existe um limite para a redução da densidade de plantas, abaixo do qual a soja perde sua capacidade de compensação por meio do aumento da ramificação e da produção de legumes. Essa limitação ocorre principalmente em ambientes com restrição de recursos, como baixa disponibilidade de luz, déficit hídrico, altas temperaturas, deficiência nutricional ou ciclos de desenvolvimento mais curtos, resultando em perdas de produtividade (Pereyra et al., 2022).
A partir da função limite foi possível quantificar as perdas de produtividade associadas à falta ou ao excesso de plantas em nível de lavoura (Figura 1A). Quando a densidade foi inferior a 22 plantas m⁻², cada planta ausente resultou em redução média de 185,2 kg ha⁻¹ na produtividade. Por outro lado, acima de 31 plantas m⁻², cada planta excedente reduziu a produtividade em 114,1 kg ha⁻¹. As maiores perdas observadas em baixas densidades refletem a menor capacidade de compensação das plantas e o menor potencial produtivo dessas lavouras.
A análise de probabilidade demonstrou que lavouras estabelecidas com densidades entre 22 e 31 plantas m⁻² apresentaram 78% de probabilidade de atingir produtividades iguais ou superiores a 3.000 kg ha⁻¹, enquanto densidades abaixo ou acima dessa faixa apresentaram probabilidade de apenas 68% (Figura 1B). Para alcançar altas produtividades, a população de plantas deve ser ajustada de forma a proporcionar o rápido fechamento do dossel e a interceptação de mais de 95% da radiação solar entre os estádios R3 e R6, período crítico para a definição do número de legumes e grãos. Dessa forma, a cultura maximiza a taxa de crescimento e o aproveitamento dos recursos ambientais, favorecendo a expressão do potencial produtivo (Egli & Zhen-Wen, 1991; Jiang & Egli, 1995).
Referências bibliográficas.
BALEST, D. et al. Densidade de plantas agronômica ótima de soja para altas produtividades em ambiente subtropical. Plantio Direto, 2022. Disponível em: < https://plantiodireto.com.br/artigos/1536 >, acesso: 15/06/2026.
EGLI, D. B.; ZHEN-WEN, Y. Crop Growth Rate and Seeds per Unit Area in Soybean. Crop Science, v. 31, n. 2, p. 439, 1991. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/pdfdirect/10.2135/cropsci1991.0011183X003100020043x >, acesso: 16/06/2026.
JIANG, H.; EGLI, D. B. Soybean Seed Number and Crop Growth Rate during Flowering. Agronomy Journal, v. 87, n. 2, p. 264–267, 1995. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/pdfdirect/10.2134/agronj1995.00021962008700020020x >, acesso: 17/06/2026.
PEREYRA, V. M. et al. Early-season plant-to-plant spatial uniformity can affect soybean yields. Scientific Reports, v. 12, n. 1, 2022. Disponível em: < https://www.nature.com/articles/s41598-022-21385-z >, acesso: 16/06/2026.
WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.
WINCK, J.E.M. et al. Decomposition of yield gap of soybean in environment × genetics × management in Southern Brazil. European Journal of Agronomy, v. 145, p. 126795–126795, 2023. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1161030123000631 >, acesso: 16/06/2026.
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