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O que mais pesa nas decisões do produtor na safra 26/27 de soja? Vote na enquete!

O Soja Brasil quer ouvir quem está no campo. No último programa, o projeto lançou uma enquete para saber dos produtores rurais qual é o principal fator que pode impactar as decisões para a próxima safra. Entre as opções estão mudanças no clima, nos preços da soja ou nos custos de produção.
A participação é simples. O produtor pode votar na enquete disponível no YouTube do Canal Rural e ajudar a mostrar quais são hoje as maiores preocupações de quem está se preparando para a nova temporada.
O resultado da votação será acompanhado pelo projeto e divulgado a cada 15 dias no site do Canal Rural, na aba Soja Brasil. A ideia é ampliar a participação dos produtores e entender melhor os desafios que estão no radar do campo para a safra 2026/27.
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E você, produtor: o que mais pesa nas suas decisões para a próxima safra?
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Alckmin defende seguro rural ‘mais robusto’ e promete manter diálogo constante com EUA

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo pretende manter as negociações com os Estados Unidos diante das barreiras comerciais impostas aos produtos brasileiros e defendeu a abertura de novos mercados como estratégia para reduzir os impactos sobre os setores afetados.
Em entrevista exclusiva ao programa Mercado & Cia, do Canal Rural, Alckmin também reconheceu a necessidade de fortalecer o seguro rural, apontou o fundo garantidor como instrumento para facilitar o acesso ao crédito e destacou medidas para estimular os biocombustíveis. O vice-presidente ainda abordou as negociações envolvendo a carne brasileira com China e União Europeia, investimentos em fertilizantes e infraestrutura e os impactos esperados da reforma tributária.
Confira a entrevista:
Canal Rural — A disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos ganhou mais um capítulo. Desta vez, o açúcar é alvo de uma ameaça de redução da cota de exportação brasileira. Como o governo avalia esse cenário?
Geraldo Alckmin — É importante explicar para quem nos acompanha que a medida, o tarifaço, é extremamente injusta. Por quê? Porque, quando importamos produtos dos Estados Unidos, quando eles exportam para nós, a tarifa média é de 3,1%. Dos dez produtos que eles mais exportam para nós, sete têm tarifa zero.
Os Estados Unidos têm déficit na balança comercial com praticamente todo o mundo. No G20, só têm superávit com três países: Brasil, Reino Unido e Austrália. Então, o Brasil não é problema. Eles têm superávit na balança conosco, nosso imposto de importação é baixo, então não tem sentido esse tarifaço.
Nós vamos trabalhar para corrigir, porque isso é injusto. Não vamos sair da mesa de negociação, vamos continuar o diálogo para corrigir isso.
Claro que quem está mais atingido é a indústria. A maioria dos produtos agrícolas está fora do tarifaço, mas a indústria está mais afetada. Exportamos muito produto industrial para os Estados Unidos: carro, motor, máquinas, máquinas rodoviárias.
Vamos continuar a negociação. A outra frente é abrir novos mercados. No agro, por exemplo, foram 670 novos mercados. Tanto é que, no ano passado, mesmo com o tarifaço, batemos recorde de exportação.

Canal Rural — O senhor encabeçou as negociações com empresários brasileiros e com o governo americano. O que avançou e o que ainda precisa evoluir?
Alckmin — Vejo que é possível, sim, o diálogo. Primeiro, na questão tarifária, nós já temos uma tarifa muito mais baixa do que os Estados Unidos. Mas sempre é possível procurar aprimorar algumas coisas.
A outra frente são as questões não tarifárias. Os Estados Unidos são o maior investidor no Brasil. Temos mais de 3 mil empresas americanas trabalhando aqui. A General Motors, por exemplo, está há mais de 100 anos no Brasil. É importante aproveitar oportunidades de complementaridade econômica e de investimentos recíprocos.
Há questões não tarifárias, por exemplo, no setor de açúcar e álcool. Em uma conversa que tive com o embaixador Greer e com o secretário Howard Lutnick, foi colocada a questão do certificado para a exportação de etanol e nós resolvemos praticamente em uma semana.
Você pode ter também a questão dos data centers. O Brasil tem energia abundante e renovável, então podem investir aqui. Há ainda os minerais estratégicos. O Brasil tem a segunda reserva do mundo de terras raras. Acho que há muito espaço para complementaridade.
Também fizemos o acordo Mercosul-Singapura depois de 14 anos. Temos Mercosul-EFTA, com países de altíssima renda per capita, e o acordo Mercosul-União Europeia.
Outra questão é apoiar quem foi afetado. Há empresas que dependem muito das exportações para os Estados Unidos, especialmente na indústria. Fizemos o Brasil Soberano, com R$ 18,5 bilhões em crédito.
Esse crédito não é só para quem exporta, mas também para quem fornece ao exportador. Às vezes, tenho uma fábrica ao lado de outra que produz máquinas para exportação. Quando ela deixa de exportar, a fornecedora também é afetada. Então, a cadeia também pode entrar no Brasil Soberano.
E a outra frente é buscar mercado para esses setores afetados. Apex e BNDES vão trabalhar rapidamente para procurar colocar esses produtos em novos mercados.
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Canal Rural — Como estão as negociações envolvendo a carne brasileira com China e União Europeia?
Alckmin — Há 50 anos, o Brasil era importador de alimentos. Neste ano, vamos passar os Estados Unidos e ser o maior exportador de alimentos do mundo. Mudamos totalmente.
Hoje, o Brasil tem a agricultura tropical mais competitiva do mundo. Somos o primeiro exportador mundial de carne bovina, o primeiro em carne de frango e o terceiro em carne suína.
Temos duas dificuldades. Uma é com a União Europeia, que, em razão da questão dos antimicrobianos, tem uma restrição prevista a partir de setembro. Estamos trabalhando em diálogo permanente, com o Ministério da Agricultura e os setores da União Europeia.
A outra é a China. Exportávamos 1,6 milhão de toneladas e foi reduzido para 1,1 milhão de toneladas. Todo ano aumenta um pouco, mas é muito pouco diante do tamanho do nosso mercado.
A boa notícia é que agora, em agosto, vem uma missão da Coreia do Sul. A Coreia fará uma inspeção sanitária e tenho certeza de que o Brasil será muito bem avaliado. Estamos procurando outros mercados.
Canal Rural — Há espaço para negociar com a China uma flexibilização das restrições à carne brasileira?
Alckmin — A China é hoje o maior parceiro comercial do Brasil. É quem mais compra do Brasil e com quem temos um superávit muito grande na balança.
Agora, a China compra muitas commodities: petróleo bruto, minério de ferro, carne, soja, café, milho. Compra muita commodity e menos produto industrial. Essa é a diferença em relação aos Estados Unidos, que compram mais produtos industriais.
O presidente Lula tem conversado tanto com a China quanto com a União Europeia. Estamos trabalhando e abrindo novos mercados.
Estamos vivendo um certo protecionismo no mundo. Esse é um fato. O Brasil defende o multilateralismo, a abertura de mercados e novos mercados.
Estamos conversando com Canadá, Emirados Árabes, Índia e México. Existe espaço para avançarmos.
Canal Rural — Em relação às novas exigências sanitárias da União Europeia, o Ministério da Agricultura já tem uma resposta?
Alckmin — Não, ainda não tem resposta. No frango, a adaptação é mais rápida porque o ciclo é de 45 dias. Então, é possível se adaptar rapidamente.
O boi já é mais demorado, por isso todo o empenho para retirar essa restrição.
E veja que o Brasil é um exemplo de modelo sanitário. Somos hoje exportadores de carne sem vacinação contra a febre aftosa. O Brasil é livre de febre aftosa sem vacinação. Também somos livres de gripe aviária. Então, o Brasil tem um bom padrão sanitário, reconhecido internacionalmente.
Canal Rural — O Brasil está no B15, enquanto o setor produtivo já discute misturas maiores de biodiesel. Estrategicamente, quais são os próximos passos?
Alckmin — A agroindústria é muito importante. Na Nova Indústria Brasil, a missão número um é agroindústria, é agregar valor ao agro. Se eu sou campeão no agro, vou industrializar, agregar valor e gerar mais emprego no Brasil.
Os biocombustíveis, seja etanol, seja biodiesel, representam um grande avanço. E, em um momento de guerras e conflitos regionais, isso é ainda mais importante.
O Brasil é o sexto maior produtor de petróleo do mundo, mas importa derivados, como diesel e gasolina. Quando coloco 15% de biodiesel, por exemplo, a partir do óleo de soja, estou agregando valor à soja e aos grãos e deixo de importar parte do diesel.
A mesma coisa acontece com a gasolina. Coloco 32% de etanol anidro e deixo de importar gasolina. Dentro de cinco ou seis anos, vamos ficar também independentes na questão dos derivados de petróleo.
Canal Rural — Com os investimentos privados aumentando a produção de etanol e biodiesel, haverá demanda suficiente para acompanhar o crescimento da oferta?
Alckmin — Aumentou muito o etanol de milho, o que também é bom porque você produz etanol e, com aquela massa proteica, faz DDG. Então, vira carne, ovo, frango, gera proteína animal.
O que o governo fez? Há três anos, eram 27,5% de etanol na gasolina. Aumentamos para 30% e, na semana passada, para 32%. Tivemos aumento de quase 20% da demanda de etanol para misturar à gasolina, reduzindo nossa importação.
O biodiesel era 10% e aumentamos para 15%, 50% a mais.
A outra frente é convencer o mundo a também descarbonizar e gastar menos combustível fóssil. Vejo uma possibilidade no SAF, que vai substituir o querosene dos aviões. Quem pode produzir SAF? Brasil, Índia e Estados Unidos.
Na navegação marítima, também já existem empresas de cabotagem comprando etanol e substituindo diesel por outros combustíveis. Vejo, sim, uma possibilidade com as mudanças climáticas e a necessidade de emitir menos carbono.
Canal Rural — Há possibilidade de ampliar ainda mais as misturas de biocombustíveis?
Alckmin — Tudo precisa de teste. Não vamos passar de 15% para cima sem ter os testes. Eles estão sendo feitos no Instituto Mauá de Tecnologia. Tudo é feito por meio de testes e só depois aprovado.
No caso do etanol, temos o carro 100% etanol. Eu, por exemplo, tenho carro flex e só coloco etanol.
Os biocombustíveis fazem diferença. Eles emitem muito menos carbono.
Outro exemplo de estímulo ao biocombustível é o carro sustentável. Tiramos o IPI. Era 7% e hoje é zero. É um carro de entrada, com 80% de reciclabilidade, que não pode emitir mais do que 83 gramas de CO2 por quilômetro rodado. Seis montadoras se adequaram.
Estamos retirando o imposto para ajudar a despoluir, combater as mudanças climáticas, gerar emprego e agregar valor no campo.
Canal Rural — O produtor enfrenta queda nos preços de commodities, aumento dos custos e sucessivas perdas climáticas. Como o governo pretende enfrentar o endividamento e melhorar o acesso ao crédito?
Alckmin — Temos um fato real: queda no preço das commodities no mundo. Alguns setores estão muito bem, como café, carne e frutas. Já os grãos enfrentam dificuldades.
A economia é cíclica. Uma hora o preço cai, e isso coincidiu com a guerra no Oriente Médio e o aumento do preço dos combustíveis. Então, temos, de um lado, queda do preço das commodities e, do outro, aumento dos custos de produção.
O governo brasileiro agiu. Tiramos o imposto do diesel e demos uma subvenção. Não temos como acabar com a guerra, mas podemos minimizar os efeitos.
O que o governo fez? Plano Safra, com R$ 610 bilhões, e renegociação das dívidas.
Um fato novo colocado na lei é o fundo garantidor. É preciso ter um fundo garantidor porque, senão, a pessoa tem dificuldade de acessar o crédito. O fundo garantidor faz diferença.
E colocaria outra questão relevante, que ainda precisa ser equacionada: aumentar o seguro rural. Em razão das mudanças climáticas e até do El Niño, é preciso ter um seguro rural mais robusto. Esse é um tema que está na mesa hoje.
Canal Rural — Com produtores endividados e bancos mais cautelosos na concessão de crédito, o que pode ser feito de forma mais imediata para garantir a continuidade da produção?
Alckmin — Foi feito um Plano Safra recorde, de R$ 610 bilhões. A tomada de crédito aumenta muito a partir de setembro e outubro.
A outra questão são os inadimplentes, quem pegou dinheiro lá atrás e teve dificuldade para pagar. O governo, em parceria com o Congresso, fez um programa de renegociação de R$ 100 bilhões, inclusive dando prioridade para quem foi atingido pelas questões climáticas, perdeu safra ou produção.
E vem um instrumento novo, que é o fundo garantidor. O banco, claro, tem receio de emprestar. Então, o fundo garantidor vai ajudar a melhorar o acesso ao crédito.
Além disso, fizemos o Move Agro, para pessoa física e jurídica, com taxa de 9,2% para compra de tratores, colheitadeiras e implementos. Também fizemos o Move Caminhões. O Finame estava em 23% e passamos a financiar a 12% caminhões e implementos.
O governo tem feito um conjunto de medidas. É preciso reduzir o Custo Brasil, melhorar a logística, abrir mercados e apoiar aqueles que foram atingidos pelo tarifaço.
Canal Rural — Com juros elevados, custos financeiros e incertezas, o que precisa mudar para atrair investimentos ao agro?
Alckmin — Esse mercado tem uma regra própria. Há setores que estão bem, como café, carne e frutas, e há setores, especialmente os grãos, que dependem do preço internacional das commodities e enfrentaram aumento de custos, especialmente de fertilizantes e combustíveis.
Na questão dos fertilizantes, retomamos quatro fábricas para produzir nitrogenados. Também estamos procurando fornecedores para suprir a demanda.
No caso do potássio, depois de dez anos de disputa judicial, devemos ter avanço na produção no Amazonas.
Também precisamos melhorar a logística, trabalhar pela Ferrogrão, integrar modais, reduzir o Custo Brasil, abrir novos mercados, ampliar a oferta de crédito e fortalecer o seguro rural.
Canal Rural — O senhor foi um dos defensores da reforma tributária e já classificou o antigo sistema como um “manicômio tributário”. Como avalia os impactos da reforma sobre o agronegócio?
Alckmin — Vejo de maneira positiva. O que é o manicômio tributário? O Brasil é o país dos impostos. Isso cria custo. É preciso ter um exército de pessoas só para pagar imposto. E, de outro lado, há judicialização.
O primeiro objetivo da reforma tributária foi simplificar. Pegamos cinco impostos — IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS — e caminhamos para um IVA dual.
O mundo fez isso há 40 anos. Estamos atrasados, mas finalmente foi feito.
Você simplifica e traz eficiência econômica porque desonera totalmente o investimento e desonera a exportação. Hoje, quando exporto um trator, não pago imposto para exportar, mas já paguei imposto quando comprei o aço. Você retira essa cumulatividade. Hoje, indiretamente, você está exportando imposto e perdendo competitividade.
Há um estudo do Ipea que mostra que, em 15 anos, a reforma tributária pode fazer o PIB crescer 12%, os investimentos 14% e as exportações 17%.
Outra coisa boa para quem está nos acompanhando é a desoneração completa da cesta básica. Hoje tem comida que paga imposto. Haverá desoneração completa da cesta básica.
Canal Rural — O Brasil abriu centenas de mercados, mas o produtor ainda enfrenta gargalos de crédito, seguro, logística e armazenagem. Qual deve ser a prioridade?
Alckmin — Essa é a nossa agenda estratégica: melhorar a logística em um país continental, reduzir custos, melhorar o crédito, garantir seguro, ter fundo garantidor para o agricultor poder acessar financiamento e também abrir mercados.
Porque, se eu não abro mercado e o meu vizinho tem preferência tarifária, eu fico para trás. Então, é preciso também garantir mercado.
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R$ 24,8 bilhões: crédito do BNDES para o agro até junho atinge maior nível da história

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 24,8 bilhões em crédito para o setor agropecuário no primeiro semestre de 2026, o maior volume já registrado para o período.
O montante representa um crescimento de 46% em relação aos R$ 17 bilhões aprovados no mesmo período de 2025. Na comparação com o primeiro semestre de 2022, quando as aprovações somaram R$ 4,7 bilhões, o avanço chega a 430%.
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Os recursos do banco destinados ao agronegócio contemplam diferentes necessidades do setor, incluindo investimentos, capital de giro, compra de máquinas e equipamentos e ampliação da capacidade de armazenagem.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a instituição também ampliou sua participação no financiamento do Plano Safra.
“O BNDES tem sido um dos principais parceiros do setor agropecuário brasileiro, com apoio ao crédito para investimentos, capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e para ampliar a capacidade de armazenagem. Além disso, o Banco tem tido orçamentos recordes para o Plano Safra. Este ano, será de R$ 72 bilhões”, afirma Mercadante.
Os números integram o balanço do primeiro semestre de 2026 do BNDES, que será apresentado nesta quarta-feira (12).
Crédito para o agro via cooperativas supera R$ 10 bilhões
Outro destaque foi o crescimento das operações destinadas ao setor agropecuário por meio de cooperativas de crédito. As aprovações alcançaram R$ 10,3 bilhões entre janeiro e junho de 2026.
O volume é 34% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e representa uma expansão de 668% na comparação com o primeiro semestre de 2022.
As cooperativas desempenham papel importante na distribuição dos recursos, sobretudo em pequenos municípios e regiões rurais onde a presença de instituições financeiras tradicionais pode ser mais limitada.
Para Mercadante, o fortalecimento dessas instituições é uma das estratégias adotadas pelo banco para ampliar o alcance do financiamento.
“O fomento às cooperativas tem sido um eixo estratégico do BNDES, pois essas cooperativas de crédito cumprem um papel estratégico na democratização do acesso ao crédito no Brasil. Estão presentes onde muitas vezes o sistema financeiro tradicional não chega, especialmente em pequenos municípios e regiões rurais”, afirma.
Segundo o presidente do banco, essas instituições também contribuem para financiar micro, pequenas e médias empresas, além de estimular o empreendedorismo, a geração de emprego e renda nas regiões onde atuam.
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Preço do feijão-carioca segue em queda; entenda o que pressiona o mercado

Os preços do feijão-carioca seguem em queda nos primeiros dias de agosto, pressionados pelo avanço da colheita das áreas irrigadas da terceira safra e pelo consequente aumento da oferta no mercado.
Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as maiores desvalorizações continuam sendo observadas nos lotes de melhor qualidade. Os grãos de padrão intermediário, no entanto, também registram recuos nas cotações.
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A manutenção do movimento de baixa tem deixado compradores mais cautelosos e começa a provocar uma mudança na estratégia dos produtores.
Nas últimas semanas, parte dos vendedores vinha acelerando a comercialização do feijão com o objetivo de gerar liquidez. Com a redução das margens, porém, mais produtores passaram a considerar o armazenamento da produção, na expectativa de condições mais favoráveis de negociação posteriormente.
Necessidade de caixa mantém pressão sobre preços
Apesar da mudança de postura de parte dos produtores, a necessidade de caixa ainda influencia o mercado. De acordo com pesquisadores do Cepea, alguns vendedores continuam precisando negociar a produção, o que amplia a disponibilidade do grão e mantém as cotações pressionadas.
Com a colheita da terceira safra avançando, o comportamento da oferta e a disposição dos produtores para armazenar ou comercializar os grãos devem seguir no radar do mercado ao longo de agosto.
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