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25 de junho de 2026

Business

Cidade do interior de SP se destaca como polo produtor de goiaba

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Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN

A produção de goiaba segue em expansão em São Paulo e consolida o estado como principal polo nacional da fruta. Dados do levantamento de safra 2025 do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) mostram avanço tanto no cultivo destinado à indústria quanto na produção de goiaba de mesa, com destaque para a região de Jaboticabal, no interior paulista.

Segundo o levantamento, a goiaba voltada para a indústria soma 953,4 mil pés em produção no estado, além de 215,2 mil novos pés plantados. A estimativa é de uma colheia de 83 mil toneladas.

Já a goiaba de mesa contabiliza 579,5 mil pés produtivos e 28,9 mil novos pés, com previsão de produção de 45,5 mil toneladas.

Jaboticabal lidera os dois segmentos e se mantém como principal polo produtor paulista da fruta. Na produção de goiaba de mesa, a região registrou mais de 24 mil toneladas neste ano. Já na produção destinada à indústria, usada na fabricação de doces, sucos e polpas, o volume ultrapassou 75 mil toneladas.

O desempenho coloca Jaboticabal em posição de destaque no estado, com produção até 15 vezes superior à da segunda regional mais forte na goiaba para indústria, Araraquara.

De acordo com o técnico da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) em Jaboticabal, Francisco Maruca, a combinação entre condições climáticas favoráveis, estrutura agroindustrial e agricultura familiar ajuda a explicar a força da cultura na região.

“Jaboticabal e região consolidam-se como referência na produção de goiaba, unindo condições naturais privilegiadas a um parque industrial moderno e idôneo”, afirmou.

A CATI realiza acompanhamento técnico das propriedades, com orientação sobre manejo do solo, adubação, irrigação, poda e controle de pragas e doenças. Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, o suporte técnico tem contribuído para elevar a produtividade e a qualidade dos frutos.

Dados do Levantamento Censitário das Unidades de Produção Agropecuária (Lupa) apontam que a regional de Jaboticabal possui 549 propriedades dedicadas ao cultivo de goiaba.

Produtor da fruta há mais de 30 anos em Cândido Rodrigues, José Donizete de Grande afirma que a cultura se tornou uma importante fonte de renda na região.

“Sempre vi nessa cultura uma boa fonte de renda, pois frutos de qualidade sempre encontram mercado”, disse.

Ele destacou ainda a importância da assistência técnica para o desenvolvimento da produção. Segundo o produtor, a introdução da variedade tailandesa Suprema, apresentada pela CATI em 2009, ajudou a ampliar a qualidade e a competitividade da lavoura.

Com o avanço da produção e da estrutura de apoio técnico, o setor segue fortalecendo a cadeia da goiaba paulista, que ganha espaço tanto no mercado in natura quanto na indústria de alimentos.

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Pesquisa revela fungo responsável por perdas de mais de R$ 100 mil em milharais de MT

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Por fora, a palhada aparenta estar sadia. Mas, ao abrir a espiga, o produtor encontra grãos comprometidos por mofo e uma perda que já pesa na conta da safra. Em São José do Rio Claro, o problema afetou áreas de milho segunda safra e trouxe prejuízos superiores a R$ 100 mil em uma propriedade.

O agricultor Cleverson Bertamoni cultivou 1.550 hectares de milho nesta temporada. Nos primeiros talhões colhidos, ele já contabiliza perdas de mais de 19 sacas por hectare, diante de espigas que, externamente, não indicavam o comprometimento dos grãos.

A situação foi identificada em diferentes pontos da propriedade. Conforme Cleverson, o problema aparece de dentro para fora e pode passar despercebido durante uma primeira observação da lavoura. “Você vai andando e já acha o problema. Ela vem com esse mofo debaixo para cima”.

Ao abrir as espigas, o produtor encontrou grãos deteriorados e com odor de mofo. A palha, no entanto, permanecia aparentemente preservada. “Você olha aqui a palha está sadia, se você não abre você não vê”, mostra para a reportagem do Patrulheiro Agro.

O agricultor afirma que foram realizadas três aplicações de fungicidas, com alternância de princípios ativos e uso de produto protetivo, mas o problema foi constatado durante a colheita. “Nós tivemos um talhão de 220 hectares em que perdemos mais de 10% só por causa dessa doença aqui”.

O impacto financeiro estimado por Cleverson já passa de R$ 100 mil, sem considerar os custos das aplicações realizadas na lavoura. Inicialmente, ele e outros produtores associaram os sintomas à podridão-salmão da espiga, pela coloração observada nos grãos. “Está sendo tratada até agora para nós aqui como podridão-salmão da espiga, pois deixa essa coloração meio salmão aí na espiga”, frisa.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Diagnóstico descartou nova doença

A suspeita de uma doença ainda desconhecida foi descartada após a avaliação de amostras coletadas na propriedade. O trabalho buscou identificar o fungo presente nos milharais, avaliar os impactos na produção e apontar medidas que possam reduzir a proliferação na próxima safra.

Especialista em doenças de plantas, o pesquisador Erlei Melo Reis esteve em Mato Grosso, a convite da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja Mato Grosso), para acompanhar os talhões. Na análise, foram feitas amostragens em trechos de dez metros, com contagem de plantas e retirada de espigas para diagnose.

De acordo com Reis, entre 15% e 20% das espigas avaliadas apresentavam podridão visível. A presença de micélio, o mofo branco, porém, indicou que o fungo estava disseminado nas áreas observadas.

“Nós encontramos então nessa lavoura de 15% a 20% das espigas que tem uma podridão, só que na realidade, pela experiência que tenho como fitopatologista, todas as espigas tem a podridão branca da espiga, porque tem o micélio, o mofo branco que identifica o fungo Stenocarpella s.p”, explica ao Canal Rural Mato Grosso.

A análise em microscópio permitiu visualizar e medir os esporos das amostras enviadas de Mato Grosso. Conforme o pesquisador, o resultado confirmou a espécie Stenocarpella maydis, doença já registrada no estado e também identificada na safra anterior. A Diplodia recebeu nova classificação científica e passou a ser chamada de Stenocarpella maydis.

O pesquisador explica que há diferentes fungos associados às podridões de espiga no milho. Entre eles, estão o Fusarium verticillioides, relacionado à podridão rosada na base da espiga ou em grãos individuais, e o Fusarium graminearum, também chamado de Gibberella zeae, ligado à podridão vermelha na ponta da espiga.

“E das brancas, nesse caso aqui, são as chamadas Diplodia. Nós recebemos várias amostras de Mato Grosso e com microscópio visualizamos os esporos, esses esporos foram medidos e confirmados através da literatura por ser esporos relativamente pequenos que pertencem então a espécie Stenocarpella maydis”, pontua o especial ao Canal Rural Mato Grosso.

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Pesquisador Erlei Melo Reis. Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Manejo exige atenção à palhada

Segundo o Sindicato Rural, São José do Rio Claro cultivou aproximadamente 100 mil hectares de milho nesta safra. O atraso no plantio levou muitos produtores a reduzirem o investimento na cultura.

Para Reis, a presença de sementes infectadas, a monocultura e a permanência de palhada com restos de lavouras afetadas podem favorecer a disseminação do fungo. As chuvas mais frequentes entre o pendoamento e a colheita também estão entre os fatores que precisam ser avaliados nesta temporada.

Em áreas com palhada de monocultura que registraram a doença na safra anterior, a quantidade de inóculo pode ser elevada. “Se nós tivermos a palhada de monocultura que teve a doença na safra anterior nós temos uma abundância de inóculo”, afirma.

A rotação de culturas é uma das medidas citadas pelo pesquisador. Quando ela não é possível, ele aponta práticas que podem acelerar a decomposição da palhada, como melhorar a trituração dos resíduos durante a colheita e aumentar o contato desse material com o solo. “Se procedermos, por exemplo, a uma escarificação também vai haver um maior contato dessa palha com o solo, o que acelera a sua decomposição”.

Reis ressalta que ainda não há dados de pesquisa que comprovem a redução da podridão das espigas com aplicações de fungicidas. “A pesquisa não tem dados sobre essa doença, a podridão das espigas do milho, que possa ser minimizada com a aplicação de fungicidas, não temos essa informação ainda”.

O pesquisador também afirmou que as amostras analisadas não confirmaram a presença de uma nova podridão-salmão nos milharais de Mato Grosso. Conforme ele, a podridão-salmão é uma doença antiga, causada pelo fungo Rhizoctonia zeae, atualmente reclassificado no gênero Waitea. “Em todas as amostras que nós recebemos de Mato Grosso, nesta jornada, nesta lavoura que estamos nesse momento, nós confirmamos que encontramos somente Stenocarpella maydis”.

+Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro


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Agro Mato Grosso

Soja disponível em MT sobe e chega ao maior valor de 2026 R$ 106/saca

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O preço da soja disponível em Mato Grosso subiu 0,87%, semana passada, em relação a anterior, encerrando o período com média de R$ 106,73/saca, o maior valor observado desde o início do ano. A constatação é do IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), no boletim da soja divulgado ontem à noite.

Pois outro lado, semana passada, os coprodutos seguiram uma tendência baixista. O farelo de soja recuou 0,70% frente a semana anterior, sendo cotado, em média, a R$ 1.535/tonelada, enquanto o óleo de soja teve queda de 0,20% no comparativo semanal, fechando em média de R$ 5.871,60/tonelada.

Esse resultado refletiu a desvalorização do dólar frente ao real e a demanda enfraquecida, que mantiveram as cotações dos coprodutos pressionadas no Estado, ao longo do período.

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Business

El Niño aumenta risco para qualidade do trigo e produção deve cair 20%, aponta Itaú BBA

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Foto: Divulgação

A produção brasileira de trigo deve recuar cerca de 20% na safra 2026/27, para 6,2 milhões de toneladas, diante da redução da área plantada e da expectativa de menor produtividade, estima relatório da consultoria Agro do Itaú BBA.

Segundo a análise, o cultivo da nova safra ocorre em um cenário de margens apertadas, fator que desestimula a expansão da área. A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta retração de 13,4% na área semeada e queda de 7,6% na produtividade, contribuindo para a redução da oferta nacional.

De acordo com a analista do Itaú BBA Marina Marangon, o aumento dos custos de produção também influencia as decisões dos produtores. “O aumento dos custos de produção tem levado os produtores a adotarem uma postura mais cautelosa, limitando a expansão de área e os investimentos em manejo tecnológico, o que reforça o viés de baixa na produção”, afirma.

Impacto do El Niño no trigo

Além das questões econômicas, o clima também preocupa. O documento enfatiza que a confirmação do fenômeno El Niño eleva os riscos para a safra, especialmente em relação à qualidade do cereal.

Embora as chuvas possam favorecer o desenvolvimento inicial das lavouras no Sul do país, o excesso de umidade ao longo do ciclo aumenta a incidência de doenças e pode comprometer a qualidade dos grãos na fase final de desenvolvimento.

No mercado, a expectativa é de preços mais firmes durante a entressafra, sustentados pela menor oferta doméstica e pela maior necessidade de importações. Ainda assim, o Itaú BBA avalia que um cenário internacional com ampla disponibilidade de trigo deve limitar altas mais expressivas.

Nesse contexto, os preços no mercado brasileiro tendem a continuar sensíveis às oscilações do câmbio e à competitividade do trigo argentino.

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