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11 de agosto de 2026

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Cidade do interior de SP se destaca como polo produtor de goiaba

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Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN

A produção de goiaba segue em expansão em São Paulo e consolida o estado como principal polo nacional da fruta. Dados do levantamento de safra 2025 do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) mostram avanço tanto no cultivo destinado à indústria quanto na produção de goiaba de mesa, com destaque para a região de Jaboticabal, no interior paulista.

Segundo o levantamento, a goiaba voltada para a indústria soma 953,4 mil pés em produção no estado, além de 215,2 mil novos pés plantados. A estimativa é de uma colheia de 83 mil toneladas.

Já a goiaba de mesa contabiliza 579,5 mil pés produtivos e 28,9 mil novos pés, com previsão de produção de 45,5 mil toneladas.

Jaboticabal lidera os dois segmentos e se mantém como principal polo produtor paulista da fruta. Na produção de goiaba de mesa, a região registrou mais de 24 mil toneladas neste ano. Já na produção destinada à indústria, usada na fabricação de doces, sucos e polpas, o volume ultrapassou 75 mil toneladas.

O desempenho coloca Jaboticabal em posição de destaque no estado, com produção até 15 vezes superior à da segunda regional mais forte na goiaba para indústria, Araraquara.

De acordo com o técnico da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) em Jaboticabal, Francisco Maruca, a combinação entre condições climáticas favoráveis, estrutura agroindustrial e agricultura familiar ajuda a explicar a força da cultura na região.

“Jaboticabal e região consolidam-se como referência na produção de goiaba, unindo condições naturais privilegiadas a um parque industrial moderno e idôneo”, afirmou.

A CATI realiza acompanhamento técnico das propriedades, com orientação sobre manejo do solo, adubação, irrigação, poda e controle de pragas e doenças. Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, o suporte técnico tem contribuído para elevar a produtividade e a qualidade dos frutos.

Dados do Levantamento Censitário das Unidades de Produção Agropecuária (Lupa) apontam que a regional de Jaboticabal possui 549 propriedades dedicadas ao cultivo de goiaba.

Produtor da fruta há mais de 30 anos em Cândido Rodrigues, José Donizete de Grande afirma que a cultura se tornou uma importante fonte de renda na região.

“Sempre vi nessa cultura uma boa fonte de renda, pois frutos de qualidade sempre encontram mercado”, disse.

Ele destacou ainda a importância da assistência técnica para o desenvolvimento da produção. Segundo o produtor, a introdução da variedade tailandesa Suprema, apresentada pela CATI em 2009, ajudou a ampliar a qualidade e a competitividade da lavoura.

Com o avanço da produção e da estrutura de apoio técnico, o setor segue fortalecendo a cadeia da goiaba paulista, que ganha espaço tanto no mercado in natura quanto na indústria de alimentos.

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Fórum Mais Milho discute pilares para fortalecer produção de milho

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O produtor de milho entra na próxima safra com pouco espaço para absorver novos custos. Além da dificuldade de acesso ao crédito e dos juros elevados, problemas antigos de infraestrutura continuam pesando sobre a atividade, principalmente em armazenagem, irrigação, máquinas e logística.

O déficit de armazenagem no Brasil já supera 135 milhões de toneladas, enquanto os investimentos em irrigação e na renovação do maquinário permanecem abaixo da necessidade do setor. No milho, a situação ganha peso porque o menor valor agregado por tonelada faz com que o transporte tenha impacto maior sobre a rentabilidade.

“O custo logístico impacta muito mais ao milho e também, mais ainda, ao sorgo”, explica o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), Paulo Bertolini. Para ele, a falta de infraestrutura não é um problema isolado, mas um conjunto de fatores que reduz a competitividade das duas culturas.

O cenário será discutido no Fórum Mais Milho: Os Pilares da Produção, que será realizado em 12 de agosto, das 9h às 11h30, na sede da Abramilho, em Brasília (DF), e terá transmissão ao vivo no YouTube do Canal Rural (confira aqui). O encontro faz parte da 10ª temporada do Projeto Mais Milho, realizado pelo Canal Rural, através da afiliada de Mato Grosso, em parceria com a Abramilho e a Aprosoja Mato Grosso, e terá debates sobre irrigação, armazenagem, máquinas agrícolas, infraestrutura, defensivos e fertilizantes.

Milho grão foto Israel Baumann Canal Rural Mato Grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Déficits aumentam pressão sobre o produtor

A armazenagem é um dos pontos mais críticos para o setor, principalmente durante a colheita, quando a falta de espaço pode aumentar os custos e reduzir as alternativas de comercialização.

A irrigação também avança em ritmo inferior ao necessário. Além dos recursos para implantação dos sistemas, o produtor enfrenta entraves burocráticos para obter as licenças. Bertolini aponta que essas exigências estão entre os fatores que dificultam a expansão da atividade.

A atualização das máquinas agrícolas enfrenta problemas semelhantes. O investimento necessário cresce junto com a produção, mas o custo do crédito reduz a capacidade de renovação do parque. Para o dirigente, entender por que esses investimentos não avançam na velocidade exigida pela produção é parte fundamental do debate.

Os custos dos insumos completam a pressão sobre a margem. Fertilizantes e defensivos mais caros aumentam o desembolso por hectare e podem comprometer o resultado mesmo em propriedades com alta produtividade. “Os custos dos insumos têm crescido e tomado margem”, afirma Bertolini.

milho a céu aberto armazenagem foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Crédito e cenário externo ampliam incertezas

A preocupação aumenta quando o setor olha para 2026/27. A avaliação da Abramilho é de que a próxima temporada deve manter parte das dificuldades atuais, com crédito mais restrito e juros elevados.

“O crédito cada vez mais raro, mais difícil, juros extremamente altos” preocupa o setor, principalmente porque os investimentos em infraestrutura e máquinas dependem de financiamento. Bertolini também questiona a capacidade de execução do Plano Safra diante das condições atuais de crédito.

As incertezas não estão apenas dentro da porteira. A reforma tributária, a insegurança jurídica e questões relacionadas à propriedade privada também aparecem entre os fatores que influenciam a percepção de risco do produtor e, consequentemente, suas decisões de investimento.

No mercado internacional, o conflito no Oriente Médio acrescenta uma variável. O Irã é apontado como principal destino do milho brasileiro, enquanto as vendas de sorgo para a África e a China vêm ganhando espaço. O Brasil, por outro lado, possui mais de 100 países compradores de milho.

Para Bertolini, a combinação dos fatores internos e externos exige atenção do setor. “Não é um cenário que a gente diga tranquilo, pelo contrário, é um cenário bastante preocupante”, avalia.

É nesse ambiente que o Fórum Mais Milho pretende colocar em discussão os principais gargalos da produção, buscando não apenas dimensionar os déficits, mas discutir as condições necessárias para que investimentos em infraestrutura, tecnologia e produção avancem no ritmo exigido pelo milho brasileiro.

MAIS MILHO - SITE MARCAS

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Colheita de milho chega a 73,2% da área no Brasil, aponta consultoria

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A colheita de milho avançou no Brasil e chegou a 73,2% da área total em 2026, segundo a Pátria Agronegócios. No mesmo período de 2025, o montante colhido era de 79,4%, enquanto em 2024 chegava a 90,2%. A média dos últimos cinco anos para este mesmo período é de 79,2%.

Os trabalhos estão praticamente encerrados em Mato Grosso e Tocantins. Goiás registrou grande avanço na semana e é o estado onde as produtividades apresentam os piores resultados.

São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás registram grandes atrasos na colheita em geral.

No Paraná, segundo maior produtor de milho do país, a colheita segue em ritmo próximo da média dos últimos cinco anos, porém mais lento que o observado em 2025 e 2024.

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Escalas de abate e exportações mantêm mercado do boi gordo no radar nesta semana

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Foto: Secretaria de Agricultura de São Paulo

O mercado físico do boi gordo manteve, nesta segunda-feira (10), o padrão observado nos últimos negócios, com os agentes acompanhando de perto a evolução das escalas de abate dos frigoríficos e o ritmo das exportações brasileiras de carne bovina.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos de maior porte encontram melhores condições para alongar suas escalas de abate diante da perspectiva de maior incidência de animais de parceria ao longo de agosto. Já os frigoríficos de menor porte continuam trabalhando com escalas mais apertadas e apresentam maior necessidade de compra de animais.

“A evolução das escalas de abate e o ritmo semanal de exportação seguem como variáveis importantes para a formação de preço e de tendência no curto prazo”, avaliou Iglesias.

Entre as principais praças pecuárias, São Paulo apresentou referência média de R$ 351,50 por arroba, na modalidade a prazo. Em Goiás, a indicação média ficou em R$ 336,46 por arroba, enquanto Minas Gerais registrou média de R$ 337,12.

Em Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada em R$ 343,05, e, em Mato Grosso, a referência ficou em R$ 332,73.

Atacado

No mercado atacadista, os preços permanecem firmes. A expectativa, contudo, é de uma reposição mais lenta ao longo dos próximos dias, diante da perda do efeito da entrada dos salários na economia e da concentração da demanda provocada pelo Dia dos Pais na primeira semana de agosto.

Outro ponto de atenção é a perda de competitividade da carne bovina frente às proteínas concorrentes, especialmente em relação à carne de frango. O cenário pode limitar o espaço para novas altas no atacado, caso a demanda não apresente recuperação.

Entre os principais cortes, o quarto dianteiro permanece cotado a R$ 21,50 por quilo, enquanto a ponta de agulha segue negociada a R$ 20,00 por quilo. O quarto traseiro continua precificado em R$ 27,00 por quilo.

Dólar encerra em alta

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão desta segunda-feira com alta de 0,53%, cotado a R$ 5,1113 na venda e R$ 5,1093 na compra.

Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0832 e a máxima de R$ 5,1197.

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