Sustentabilidade
TRIGO/CEPEA: Semeadura avança lentamente no Sul; preços seguem em alta – MAIS SOJA

A semeadura de trigo já começou no Sul do País, especialmente no Paraná, mas o ritmo dos trabalhos ainda é lento. Ao mesmo tempo, os preços seguem em alta no mercado doméstico, sustentados pela retração vendedora e pela preferência de compradores pelo produto nacional diante das dificuldades relacionadas à qualidade do trigo importado da Argentina, de acordo com o Cepea.
Segundo dados da Conab, até 1º de maio, apenas 5% da área destinada ao trigo no Paraná havia sido semeada, percentual inferior aos 14% registrados no mesmo período do ano passado e também abaixo da média dos últimos cinco anos, de 15,4%. No cenário nacional, a área semeada alcançava 9,9% até a mesma data, frente aos 13,1% observados no mesmo período de 2025 e aos 13% da média quinquenal. De acordo com a Seab/Deral, mesmo com a recente recuperação dos preços pagos ao produtor, o cenário ainda não tem sido suficiente para atrair triticultores paranaenses a investirem na cultura, influenciados também pelos altos custos de produção.
Assim, a tendência de redução da área semeada no estado permanece. Segundo pesquisadores do Cepea, no mercado doméstico, os preços seguem em elevação, refletindo a postura retraída dos vendedores, que, diante da oferta remanescente da safra 2025 limitada, adiam as negociações à espera de valores mais elevados. Do lado comprador, a preferência continua sendo pelo produto nacional, tendo em vista as dificuldades relacionadas à qualidade dos grãos importados da Argentina.
Fonte: Cepea
Sustentabilidade
Algodão em MT: Exportações atingem recorde histórico para meses de abril – MAIS SOJA

Representando 66,00% dos embarques nacionais, MT exportou 244,49 mil t, o maior volume já enviado em um mês de abril, e o segundo maior do ciclo comercial da safra 24/25.
No acumulado até o momento (ago/25 a abr/26), o volume escoado alcançou 1,63 mi de t, o maior da série histórica para o período, superando em 7,25% o antigo recorde, observado no ciclo 23/24.
Esse resultado mostra a mudança da dinâmica observada em anos anteriores, quando os embarques se concentravam no último semestre do ano. Com o recente crescimento expressivo da produção de algodão, juntamente com a maior competitividade e demanda global, o país agora é capaz de exportar maiores volumes na metade final do ciclo.
Por fim, restando três meses para o fim da temporada 24/25, a estimativa do Imea para o ciclo é de que sejam exportadas 2,00 mi de t de algodão, marcando um novo recorde nas exportações mato-grossenses.
Confira os principais destaques do boletim:
- VALORIZAÇÃO: o preço Imea do algodão disponível em Mato Grosso apresentou variação positiva de 1,89% na semana, sendo precificado na média de R$ 128,95/@.
- AUMENTO: pautada pela valorização do algodão na bolsa de NY, a paridade de dez/26 registrou incremento de 2,70% em relação à semana passada.
- ALTA: o contrato de jul/26 na Ice NY registrou aumento de 3,62% no comparativo semanal, com a atenção voltada às condições climáticas em meio à semeadura do algodão nos EUA.
A comercialização do algodão manteve o ritmo aquecido durante o mês de abr/26 em MT.
A comercialização da safra 25/26 avançou 3,40 p.p. em abr/26, atingindo 68,89% da produção estimada, percentual que se encontra 3,01 p.p. acima da média dos últimos cinco anos. Assim, o ritmo das vendas observadas nos últimos meses compensou o início atrasado do ciclo, que chegou a ficar abaixo da mínima de cinco anos no final de 2025.
Para a safra 26/27, a comercialização alcançou 21,22% da produção projetada, com avanço mensal de 7,39 p.p., o maior desde o início das negociações, mantendo-se em linha com a média de cinco anos, apesar do início mais tardio em relação às safras anteriores. No geral, o movimento é reflexo da valorização dos preços do algodão no mercado internacional, especialmente na bolsa de NY, com os contratos nas maiores cotações dos últimos dois anos.
Por fim, essa tendência tem estimulado os cotonicultores a negociar maiores volumes, aproveitando o momento para aumentar sua receita.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade
Sipcam Nichino inova com fungicida para trigo – MAIS SOJA

Uma das referências do setor de agroquímicos, a Sipcam Nichino Brasil abre seu ciclo de lançamentos de 2026 com a introdução do fungicida Marfin® 230 ME (tetraconazole). A expectativa da companhia é a de anunciar pelo menos seis novos produtos para seu portfólio até o final deste ano. Marfin® 230 ME conta com recomendação para a cultura do trigo. Age sobre a ferrugem da folha (Puccinia triticina) e trouxe à luz, em campos experimentais, resultados robustos no controle da doença oídio (Blumeria graminis).
Especialistas da comunidade científica, informa a empresa, reconhecem o ativo tetraconazole entre as ferramentas de destaque no controle do oídio do trigo.
“Trata-se de um fungicida sistêmico, do grupo químico triazol, apresentado sob a forma de micro-emulsão”, resume José de Freitas, engenheiro agrônomo da área de desenvolvimento de mercado. Segundo ele, o novo fungicida também conta com indicações para as culturas de algodão, arroz, batata, café, cebola, feijão, milho, soja e tomate.
No trigo, especificamente, ressalta Freitas, Marfin® 230 ME surpreendeu especialistas em campos experimentais, em diferentes regiões do país, pelo desempenho demonstrado no controle de oídio, considerada uma das doenças mais desafiadoras da cultura.
“Não controlado, o oídio pode resultar em expressivas perdas de produtividade, de até 60% em cultivares altamente suscetíveis e condições favoráveis”, diz Freitas. “Provoca redução da área fotossintética, enfraquece a planta de trigo e diminui acentuadamente o número de espigas e grãos”, ele acrescenta.
Resultados a campo e portfólio
De acordo com Freitas, a estação de pesquisas da consultoria G12 Agro, por exemplo, avaliou tratamentos para oídio ancorados no novo Marfin® 230 ME, em Guarapuava PR. Nestes estudos, o fungicida da Sipcam Nichino entregou a média de 97,3% de controle, mesmo ante casos de severidade representativa da doença, de sete a 22 dias após aplicado. Já o rendimento assegurado pela solução atingiu quase 5,5 mil kg/ha ou 90 sacas de trigo. “Este dado se mostrou superior a outros 10 tratamentos”, enfatiza Freitas.
Na também paranaense Ponta Grossa, ele complementa, a estação de pesquisas da instituição 3M Experimentação Agrícola observou controle de oídio, baseado no novo Marfin 230 ME, na faixa de 92% a 99% de eficiência.
“O produto fortalece e enriquece o portfólio da companhia para a triticultura e outros cultivos”, complementa Freitas. O agrônomo lembra que a empresa já comercializa com sucesso, na triticultura, os também fungicidas Torino, em tratamento de sementes, e, para uso foliar, as marcas Domark® Excel, Fezan® Gold e Support®, igualmente empregados em sistemas de tratamento de oídio e outras doenças economicamente relevantes da cultura.
Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.
Fonte: Sipcam Nichino
Sustentabilidade
Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado estreou a semana

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com pouca movimentação e negócios limitados. As cotações no físico ficaram entre estáveis e levemente mais altas, acompanhando uma melhora moderada na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).
De acordo com o analista e consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o ambiente segue de cautela entre os agentes, especialmente diante da expectativa pelos dados do relatório do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para esta terça-feira (12)."Foi um início de semana com poucas movimentações nos preços. Tivemos uma bolsa melhor, mas sem variações expressivas, enquanto o dólar segue estabilizado e os prêmios não mudam o cenário atual", afirmou.Segundo o analista, o volume de negociações permaneceu reduzido, refletindo a postura retraída dos produtores e spreads mais elevados nas indicações de compra e venda. Silveira acrescentou que os produtores seguem afastados das negociações, o que mantém o mercado pouco ofertado neste começo de semana.
Preços médios da saca de soja
- Passo Fundo (RS): R$ 123
- Santa Rosa (RS): R$ 124
- Cascavel (PR): subiram de R$ 118,50 para R$ 119
- Rondonópolis (MT): R$ 108,50
- Dourados (MS): passaram de R$ 111,50 para R$ 112
- Rio Verde (GO): R$ 110
- Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 128,50 para R$ 129
- Rio Grande (RS): R$ 129
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ainda que abaixo das máximas do dia.
Na véspera do relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a alta do petróleo – puxada pela falta de acordo entre EUA e Irã sobre o conflito no Oriente Médio – e a expectativa positiva por aumento na demanda chinesa pela soja americana sustentaram as cotações.
O mercado aposta que o USDA deverá indicar produção e estoques de passagem de soja norte-americanos em 2026/27 maiores que os indicados na temporada anterior. Este será o primeiro relatório com números para a atual temporada.Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,450 bilhões de bushels (121,1 milhões de toneladas). No ano anterior, a produção foi de 4,262 bilhões, segundo a mais recente projeção do USDA.Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 353 milhões de bushels. Para 2025/26, a previsão de que o Departamento reduza seu número de 350 milhões para 347 milhões de bushels.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 126,3 milhões de toneladas. Para 2025/26, o USDA deverá aumentar sua estimativa de 124,8 milhões para 125,6 milhões de toneladas.
O USDA, na avaliação do mercado, deverá elevar a sua estimativa para a safra brasileira, de 180 milhões para 180,4 milhões de toneladas em 2025/26. Já a previsão para a produção argentina em 2025/26 deverá ser elevada de 48 milhões para 48,5 milhões de toneladas.Além do USDA, o mercado volta suas atenções para o encontro entre os presidentes norte-americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, em Pequim, a partir da quarta-feira (13). O mercado aposta em algum acordo entre os dois países que envolva a retomada das aquisições de soja dos EUA pelos chineses.
Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 5,00 centavos de dólar, ou 0,41%, a US$ 12,13 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,08 por bushel, com elevação de 5,25 centavos de dólar ou 0,43%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 5,40 ou 1,68% a US$ 325,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,74 centavos de dólar, com perda de 0,58 centavo ou 0,78%.Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,06%, sendo negociado a R$ 4,8918 para venda e a R$ 4,8898 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8857 e a máxima de R$ 4,9042.O post Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado estreou a semana apareceu primeiro em Canal Rural.
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