Connect with us
12 de maio de 2026

Sustentabilidade

Conab: Seca Compromete Milho em MG e GO enquanto Colheita Ganha Ritmo no Sul e Nordeste – MAIS SOJA

Published

on


Em MG, a colheita se intensificou e deve ser finalizada nos próximos dias. As boas expectativas de produtividades vão se confirmando. No RS, a colheita ocorre nas áreas semeadas tardiamente, com produtividades impactadas pela irregularidade das chuvas.

Na BA, a colheita avança e é favorecida pelo clima seco. No PI, a colheita avança no Sudoeste com produtividades acimas das estimadas inicialmente. No PR, a colheita se aproxima da finalização. Em SC, restam apenas lavouras da safrinha e estas apresentam boas condições.

No MA, a colheita avança, mas só deve se intensificar no final de maio. Em GO, a colheita avança de forma pontual devido à problemas na logística de armazenagem.

Milho 2ª Safra

100,0% semeado. Em MT, a colheita se aproxima do início e as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento do cereal em quase todas as regiões. No PR, as precipitações ocorridas, aliadas a temperaturas médias mais amenas, favoreceram o desenvolvimento do cereal em todo o estado.

Advertisement

Em MS, a redução das precipitações no Nordeste do estado já provoca perda do potencial produtivo nesta região. Em GO, ao ingressar na quarta semana consecutiva de deficit hídrico, o potencial produtivo das lavouras já é afetado em todo o estado. As áreas semeadas fora da janela ideal de cultivo são as mais afetadas.

Em SP, as lavouras se encontram em diversos estádios e a redução das precipitações já começa a afetar as lavouras semeadas tardiamente. Em MG, a falta de chuvas persiste no estado e a perda de potencial produtivo em muitas áreas já é irreversível. No TO, a maioria das áreas se encontra nos estádios reprodutivos e a umidade remanescente no solo beneficia a conclusão do ciclo do cereal. Lavouras tardias, uma minoria, estão sob os efeitos da redução das chuvas.

No MA, a maioria dos cultivos se encontra nos estádios reprodutivos e a redução das precipitações já começa a impactar a produtividade em algumas áreas. No PI, as lavouras avançam para o estádio final de enchimento de grãos e a redução das chuvas preocupa os produtores.

No PA, as lavouras do polo da BR-163 entraram em maturação, com bom potencial produtivo. Nos polos de Santarém e Paragominas, muitas áreas ainda estão em emergência e desenvolvimento vegetativo. Em comum, todas apresentam bom desenvolvimento.

Fonte: Conab

Advertisement


 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Agro Mato Grosso

Bayer amplia resultado no 1º trimestre com alta em Crop Science

Published

on

Divisão agrícola cresceu em sementes e traits

A Bayer registrou alta de 4,1% nas vendas do grupo no primeiro trimestre de 2026, em base ajustada por câmbio e portfólio. A receita chegou a 13,405 bilhões de euros. O EBITDA antes de itens especiais avançou 9% e atingiu 4,453 bilhões de euros. A empresa manteve a projeção anual ajustada por câmbio para 2026.

A divisão Crop Science puxou o desempenho. As vendas do negócio agrícola cresceram 6,8%, em base ajustada por câmbio e portfólio, para 7,558 bilhões de euros. O EBITDA antes de itens especiais subiu 17,9%, para 3,014 bilhões de euros. A margem passou de 33,7% para 39,9%.

O avanço veio de sementes e traits. Soja dobrou as vendas na mesma base de comparação. A Bayer atribuiu parte do resultado à resolução de um acordo de licenciamento com a Corteva na América do Norte. Esse efeito adicionou 448 milhões de euros à receita. O negócio também teve recuperação de preços após o retorno do registro de dicamba nos Estados Unidos.

Milho também cresceu. As vendas de Corn Seed & Traits avançaram 7,1%. A empresa citou maiores volumes no início da safra na América do Norte e crescimento nas demais regiões.

A proteção de cultivos recuou, conforme esperado pela companhia. Herbicidas tiveram queda de 10,2%. Produtos à base de glifosato caíram 15,1%. Fungicidas recuaram 10,7%.

Advertisement

No grupo, o lucro líquido chegou a 2,763 bilhões de euros. O valor mais que dobrou ante o mesmo período de 2025. O lucro por ação ajustado subiu 12,9%, para 2,71 euros. A Bayer informou efeito cambial negativo de 886 milhões de euros nas vendas e de 321 milhões de euros no EBITDA.

O fluxo de caixa livre ficou negativo em 2,320 bilhões de euros. A companhia atribuiu o resultado a pagamentos para encerrar processos legais, principalmente ligados a PCB e glifosato. A dívida financeira líquida somou 32,518 bilhões de euros em 31 de março de 2026.

Continue Reading

Sustentabilidade

Produtor de MT libera armazéns para o milho e comercialização da soja atinge 72,5% – MAIS SOJA

Published

on


Em abr/26, a comercialização de soja da safra 25/26 em MT atingiu 72,52% da produção, avanço de 9,20 p.p. frente a mar/26. Segundo informantes do Imea, mesmo com a recuperação dos preços no início do mês, o ritmo de negociações seguiu lento, com parte dos produtores postergando as vendas à espera de melhores condições.

Assim, o avanço foi sustentado por negócios pontuais, voltados à liberação de espaço nos armazéns para a entrada da safra de milho. No entanto, o movimento de alta não se sustentou ao longo do mês, e o preço médio ficou em R$ 104,65/sc, recuo de 0,38% frente ao mês passado. Para a safra 26/27, a comercialização da oleaginosa no estado alcançou 13,53% dos 48,88 mi de t projetados para a temporada, avanço de 6,22 p.p. frente a mar/26.

Apesar do progresso mensal, o ritmo permanece 2,88 p.p. abaixo da média dos últimos cinco anos. Por fim, o preço médio da safra futura em abr/26 foi de R$ 107,64/sc, recuo de 0,67% ante o mês passado.

Confira os principais destaques do boletim:
  • REDUÇÃO: na última semana, o dólar caiu 1,22%, reflexo dos ajustes do mercado após o Copom, indicando juros elevados por mais tempo no Brasil.
  • INCREMENTO: o preço da soja em Chicago para o contrato março/27 registrou alta de 1,02% frente à semana passada, e encerrou o período na média de US$ 11,92/bu.
  • QUEDA: O prêmio exportação no Porto de Santos apresentou recuo de 15,89% no comparativo semanal, pressionado pela menor demanda externa e pela valorização do real frente ao dólar.
Exportações de soja diminuem em abr/26, reduzindo os embarques do período.

O escoamento da oleaginosa alcançou 4,61 milhões de t no mês, redução mensal de 11,69% (Secex). Esse ritmo mais lento nas exportações é reflexo da redução nas compras chinesas que, em abr/26, caiu 18,58% ante a mar/26, cenário associado à maior cautela nas aquisições por parte do país, diante das exigências fitossanitárias impostas à soja brasileira.

No que se refere à participação dos principais destinos, o país asiático permaneceu na primeira posição do ranking, seguido por Espanha e Turquia, com participações de 55,66%, 7,37% e 7,33%, respectivamente.

Advertisement

Apesar da queda mensal no volume total escoado, o acumulado de jan/26 a abr/26 somou 14,93 milhões de t, alta de 21,16% frente ao mesmo período de 2025 e 18,86% acima da média dos últimos cinco anos, reflexo do elevado volume na produção da safra 25/26 de soja. Já no cenário nacional, os embarques de abr/26 apresentaram alta em relação ao último mês (+15,35%), com 16,75 milhões de t enviadas, sendo o maior volume exportado pelo país em um mês em toda a série histórica.

Fonte: IMEA



Continue Reading

Sustentabilidade

Cientistas brasileiros criam novo revestimento para liberação controlada de fertilizante – MAIS SOJA

Published

on


Foto de capa: Pedro Octávio e Caue Ribeiro, Ricardo Bortoletto-Santos e Alef

Pesquisadores da Embrapa e das universidades de Ribeirão Preto (Unaerp), Estadual Paulista (Unesp) e de São Paulo (USP) desenvolveram um revestimento à base de polímero derivado de óleo de mamona e argila mineral que é capaz de liberar de forma controlada a ureia, fertilizante nitrogenado amplamente utilizado na agricultura. Testes em casa de vegetação com capim-piatã demonstraram que o fertilizante revestido promoveu melhor absorção de nitrogênio por parte da planta e maior produção de biomassa em comparação com a ureia sem revestimento.

Trata-se da primeira avaliação com plantas desse tipo de revestimento à base de óleo de mamona e nanoargila realizada no Brasil. O revestimento reduz custos e o desperdício de fertilizantes no solo. Os experimentos, realizados no Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA), sediado na Embrapa Instrumentação (SP), e no Laboratório de Processos e Materiais (ProMat) da Universidade de Ribeirão Preto, mostraram o impacto imediato da tecnologia.

A ureia sem revestimento liberou mais de 85% do nitrogênio em apenas quatro horas nos testes de liberação em água, de acordo com o professor da Unaerp Ricardo Bortoletto-Santos, supervisionado em seu pós-doutorado pelo pesquisador da Embrapa e coordenador do LNNA Caue Ribeiro. “Quando a ureia foi revestida apenas com poliuretano, polímero derivado de óleo de mamona, essa liberação foi retardada, mas atingiu cerca de 70% em nove dias. Já a incorporação de apenas 5% da nanoargila mineral montmorilonita à matriz polimérica reduziu drasticamente essa taxa: apenas 22% do nitrogênio foi liberado no mesmo período, evidenciando o papel da nanoestrutura do revestimento no controle da liberação do nutriente”, constatou Bortoletto-Santos.

Para o pesquisador Caue Ribeiro, esse efeito ocorre porque a nanoargila cria uma espécie de barreira inteligente dentro do revestimento. “Além de dificultar fisicamente a passagem da água, ela interage quimicamente com o nitrogênio liberado. Assim, retém o nutriente por mais tempo e o libera de forma gradual, mais próxima do ritmo de absorção da planta”, explica o especialista em nanotecnologia.

Advertisement
Foto: Pedro Octávio e Caue Ribeiro,  Ricardo Bortoletto-Santos e Alef

Pesquisa supera desafios

O revestimento de fertilizantes para obter os chamados fertilizantes de liberação controlada ou lenta é uma tecnologia que encapsula grânulos (pequenas partículas) de nutrientes. A pesquisa propôs desenvolver um sistema de revestimento baseado em nanocompósitos para cobrir grânulos de ureia, testado em um meio solo-planta em casa de vegetação. O sistema foi produzido a partir de poliuretano, um polímero de origem renovável e biodegradável, que confere boa adesão, resistência mecânica e perfil de degradação controlado ao fertilizante. À matriz polimérica  foram incorporadas pequenas quantidades da montmorilonita, variando entre 2% e 10% em relação à massa da ureia.

Foto: Pedro Octávio 

Bortoletto-Santos (à esquerda na  foto) explica que a montmorilonita tem uma estrutura em lamelas, plaquetas que se empilham como escamas em distância nanométrica. Essas camadas, quando dispersas em uma matriz polimérica, podem ser esfoliadas ou intercaladas, resultando em uma distribuição em nanoescala que altera significativamente as propriedades de transporte do revestimento.

A ureia é o fertilizante nitrogenado mais utilizado no mundo, principalmente por seu alto teor de nitrogênio (cerca de 45% em massa). Mas sua alta solubilidade no solo é um grande desafio agronômico, porque pode levar a transformações no solo e a diferentes processos de emissões gasosas.

“Em condições normais, o fertilizante se dissolve rapidamente, resultando em perdas ambientais significativas, como a volatilização de amônia e a emissão de óxido nitroso, um potente gás de efeito estufa”, observa Caue Ribeiro.

Já a inovação desenvolvida pelos pesquisadores resultou na formação de uma camada fina, similar a um plástico, contínua e homogênea ao redor dos grânulos de ureia. O desempenho superior da ureia revestida foi diretamente associado à estrutura nanocompósita interna da cobertura e ao seu comportamento funcional.

Foto: Pedro Octávio 

Fertilizante tem eficiência agronômica

No experimento em casa de vegetação, a adubagem com fertilizante de liberação controlada teve um impacto significativo na eficiência agronômica. Houve efeito cumulativo evidente em todos os quatro cortes sequenciais da gramínea ao fim dos 135 dias de produção, o que comprovou a eficiência do novo revestimento. A fertilização foi realizada 15 dias após a germinação das sementes, no arranjo de bloco aleatorizado com duas plantas cultivadas em cada um dos 35 vasos com cinco réplicas.

Com o uso dos fertilizantes revestidos com nanoargila, tanto as taxas de produção de massa seca foram maiores durante o experimento; como a absorção total de nitrogênio foi significativamente maior, atingindo o dobro da taxa de absorção em comparação ao controle fertilizado com ureia sem revestimento.

Advertisement

“Os resultados, portanto, destacam o papel crucial da nanoestrutura do revestimento em aumentar a eficiência do uso de nutrientes e, ao mesmo tempo, minimizar as perdas ambientais. A abordagem é promissora por permitir o uso de revestimentos mais finos, sem comprometer a performance, o que oferece uma alternativa sustentável para a próxima geração de fertilizantes de liberação controlada”, afirma Bortoletto-Santos.

O pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste (SP) Alberto Carlos de Campos Bernardi lembra que, atualmente, o Brasil importa mais de 85% dos fertilizantes que utiliza, e o nitrogênio é um dos nutrientes mais críticos e caros dessa conta.

“Esse estudo representa muito mais do que apenas uma questão acadêmica, mas também se insere na estratégia de Estado para reduzir a vulnerabilidade externa e aumentar a sustentabilidade da agricultura brasileira, consideradas no Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) 2022-2050”, afirma Bernardi.

Foto:Caue Ribeiro,  Ricardo Bortoletto-Santos e Alefe

Barreira química e física

O estudo destaca que o sucesso do novo material não se deve apenas à formação de uma barreira física mais espessa, mas também ao fato de a montmorilonita atuar principalmente como uma barreira química.

“Estes resultados indicam que a montmorilonita atua primariamente como uma barreira química, por meio de interações iônicas/adsorventes, em vez de aumentar a barreira física. Essa interação química permite que o nutriente seja liberado em sincronia com a necessidade de absorção da planta”, explica Caue Ribeiro.

Para Ribeiro, os resultados possibilitam sistemas de revestimento versáteis, nos quais a interação química desempenha um papel mais significativo do que a barreira física, como normalmente é visto em muitos produtos.

Advertisement

Trabalho publicado

O trabalho foi publicado no artigo “Role of Nanocomposite Structure in Polyurethane Coatings for Slow-Release Fertilizers: A Case Study with Brachiaria brizantha”, no periódico ACS Agricultural Science & Technology (v. 5, issue 10), em setembro de 2025. O estudo recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Os pesquisadores buscam parceiros para viabilizar a transferência do revestimento ao setor produtivo. O contato pode ser feito por meio do endereço eletrônico caue.ribeiro@embrapa.br.


Fonte: Embrapa


undefined


FONTE

Autor:Joana Silva (19.554/SP) Embrapa Instrumentação

Advertisement

Site: Embrapa

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT