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11 de agosto de 2026

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Mãe de adolescente, já se acostumou com o banco do passageiro?

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Existe uma mudança silenciosa na maternidade que começa quando os filhos entram na adolescência. Ela aparece nos detalhes: quando já não querem mais dar a mão em público, quando passam a sonhar destinos próprios e quando percebem que já conseguem atravessar caminhos sem depender totalmente de nós.

Ser mãe de adolescente é exatamente isso: aprender, aos poucos, a sair do volante.

Gosto de pensar que a mãe é o primeiro passaporte de um filho. É através dela que a criança conhece o mundo pela primeira vez, aprende a confiar no desconhecido e desenvolve coragem para explorar o que existe além do lugar seguro onde nasceu. Antes de qualquer viagem, é no vínculo materno que nasce a segurança emocional necessária para partir.

Existe uma contradição inevitável na maternidade. Passamos anos ensinando os filhos a terem autonomia, mas sentimos um aperto no peito quando percebemos que ela finalmente chegou. Queremos protegê-los do mundo e, ao mesmo tempo, prepará-los para enfrentá-lo.

Durante a adolescência a contradição fica ainda mais aparente. Já não somos mais quem resolve tudo, organiza cada passo ou escolhe os caminhos. Aos poucos, nos tornamos apoio emocional, referência silenciosa e porto seguro. É nesse momento que muitas mães descobrem o desconforto do banco do passageiro.

Isso não significa ausência. A presença materna continua existindo na segurança construída dentro de casa e nos valores ensinados ao longo da infância. Nenhuma viagem começa no aeroporto. Ela começa muito antes, quando uma mãe ensina um filho a acreditar em si mesmo.

Em razão disso, os sonhos dos filhos costumam ser ainda maiores do que já foram os nossos. Muitas vezes, aquilo que levamos décadas para conquistar já se torna realidade para eles muito antes.

Minha primeira viagem internacional aconteceu perto dos 30 anos. Já meu filho mais velho, tão desejado e amado desde antes de nascer, fez o primeiro intercâmbio aos 11 anos, na Irlanda. Aos 16, embarcou sozinho pela primeira vez.

Não porque a vida tenha sido mais simples para esta geração, mas porque existe por trás disso o esforço silencioso de mães e pais que trabalham diariamente para ampliar horizontes e oferecer oportunidades que talvez não tenham tido.

Neste Dia das Mães, talvez a grande reflexão seja entender que amar um filho também significa prepará-lo para partir. Não para ir embora emocionalmente, mas para construir o próprio caminho com autonomia. Filhos não foram feitos para permanecer eternamente sob os nossos braços. Foram feitos para crescer.

E existe algo profundamente bonito quando uma mãe entende que seu papel nunca foi de controlar o volante da vida ou impedir o voo, mas garantir que o filho sempre soubesse onde fica o caminho de volta.

Márcia Amorim Pedr’Angelo é psicopedagoga, fundadora das escolas Toque de Mãe e Colégio Unicus, e coordenadora da Unesco para a Educação em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

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Advocacia: uma vocação que atravessa gerações

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Há quase 200 anos, o Brasil começava a formar seus próprios profissionais do Direito. Em 11 de agosto de 1827, foram criados os primeiros cursos jurídicos do país, em São Paulo e Olinda, dando origem à tradição que transformaria a data no Dia da Advocacia.

Quase dois séculos depois, celebrar a data é também olhar para o quanto o Brasil e a própria profissão se transformaram. Somos hoje um dos países com maior número de advogados por habitante no mundo, com mais de 1,5 milhão de profissionais em situação regular na OAB, sendo quase 38 mil apenas em Mato Grosso.

É um número impressionante, mas que também revela a dimensão da responsabilidade de quem escolhe o Direito como profissão. Ser advogada no Brasil nunca foi simples e, diante das transformações das últimas décadas, talvez seja hoje ainda mais desafiador.

Vivemos em um ambiente de permanente mudança legislativa, com novas leis, alterações frequentes, diferentes interpretações dos tribunais e uma produção normativa que exige atualização constante. No século XXI, a isso se somou uma transformação ainda maior: a revolução tecnológica.

Inteligência artificial, processos digitais, proteção de dados, novas formas de comunicação e relações econômicas inéditas estão criando questões que sequer faziam parte do cotidiano jurídico há poucos anos. A tecnologia muda a velocidade do mundo, mas o Direito precisa acompanhar essa velocidade sem perder aquilo que lhe dá sentido: a proteção da pessoa, da liberdade e da justiça.

Como conselheira estadual da OAB-MT, tenho a oportunidade de acompanhar mais de perto essa realidade. Vejo uma advocacia cada vez mais plural, formada por profissionais com diferentes trajetórias, especialidades, experiências e habilidades.

Em Mato Grosso, já somos mais de 37,9 mil inscritos na Ordem, caminhando para a marca de 38 mil profissionais. E cada entrega de carteira representa muito mais do que um número: existe ali uma história de estudo, esforço, renúncias, expectativas e sonhos.

Por isso, cada cerimônia de entrega de carteira me traz enorme orgulho. Orgulho de pertencer a uma classe numerosa, diversa e combativa, que continua escolhendo o Direito mesmo diante das dificuldades de um mercado cada vez mais exigente.

Esse sentimento também tem uma dimensão muito pessoal. Sou esposa de advogado e mãe de um filho ainda adolescente que, com orgulho, já manifesta o desejo de seguir o mesmo caminho.

Quando penso nisso, percebo que a advocacia também pode ser uma vocação que atravessa gerações. A profissão que nasceu oficialmente no Brasil há quase dois séculos continua despertando nos jovens o desejo de compreender as leis, defender direitos e participar da construção de uma sociedade mais justa.

Mudam as leis, os tribunais, as ferramentas e as tecnologias, mas permanece a necessidade de alguém que conheça o Direito e esteja disposto a colocá-lo a serviço de quem precisa. Essa é, talvez, uma das maiores forças da advocacia: sua capacidade de se transformar sem perder sua essência.

Neste 11 de agosto, celebramos não apenas uma profissão, mas todos aqueles que escolheram exercê-la. Celebramos quem estuda, atualiza-se, enfrenta os desafios cotidianos e empresta sua voz a quem precisa de justiça.

Quase 200 anos depois da criação dos primeiros cursos jurídicos do país, continuamos chegando às faculdades, recebendo nossas carteiras e entrando nos fóruns com a mesma pergunta essencial: como fazer justiça? Enquanto essa pergunta continuar sendo feita, haverá espaço para a advocacia — e razões para termos orgulho de ser advogados e advogadas.

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Hígara Carinhena é advogada, especialista em Recuperação Judicial, Conselheira Estadual da OAB/MT.

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“Os Gallos do Sertanejo”: Fabrício & Fernando lançam disco com participação de Guilherme & Santiago

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Dupla mato-grossense aposta na faixa inédita “Beijo Demorado” para marcar nova fase na carreira após 25 anos de estrada

Novo disco de Fabrício & Fernando chega às plataformas com participação de Guilherme & Santiago

A dupla mato-grossense Fabrício & Fernando acaba de lançar o álbum “Igual Vinho”, projeto que inaugura uma nova fase da carreira dos artistas. Disponível em todas as plataformas digitais, o trabalho reúne sete faixas, sendo cinco inéditas, e tem como principal destaque “Beijo Demorado”, parceria inédita com Guilherme & Santiago, uma das duplas mais importantes da história da música sertaneja.

Mais do que um novo álbum, “Igual Vinho” representa um momento de amadurecimento artístico para Fabrício & Fernando. O projeto combina a experiência acumulada em mais de 25 anos de carreira com uma produção moderna, repertório inédito e uma proposta que reafirma a identidade da dupla, ao mesmo tempo em que amplia sua presença no cenário sertanejo.

“A gente acredita que este é um dos trabalhos mais importantes da nossa carreira. ‘Igual Vinho’ representa quem somos hoje, sem deixar de lado a nossa história. É um projeto que foi pensado em cada detalhe e que mostra a nossa evolução como artistas e como dupla.”, afirma Fernando.

Escolhida como faixa de trabalho, “Beijo Demorado” simboliza esse novo momento. A participação de Guilherme & Santiago agrega ainda mais força ao trabalho e reforça o reconhecimento conquistado por Fabrício & Fernando ao longo da trajetória, tornando-se a principal aposta da dupla para rádios, plataformas digitais e playlists em todo o país.

“Ter o Guilherme & Santiago conosco nesse trabalho é motivo de muito orgulho. Sempre admiramos a história deles e essa parceria nasceu de forma muito verdadeira. Acreditamos que a música tem tudo para tocar o coração das pessoas e marcar esse novo momento da nossa carreira.”, destaca Fabrício.

Conhecidos como “Os Gallos do Sertanejo”, Fabrício & Fernando construíram uma carreira sólida, marcada por sucessos nas rádios, apresentações em grandes eventos e parcerias com importantes nomes da música sertaneja. Ao longo dessa trajetória, dividiram projetos com artistas como João Carreiro, João Bosco & Vinícius, Eduardo Costa, Zé Neto & Cristiano e Carreiro & Capataz, consolidando o nome da dupla como uma das principais referências do sertanejo em Mato Grosso.

Agora, com “Igual Vinho”, Fabrício & Fernando iniciam um novo capítulo de sua história. O álbum chega ao público reafirmando a essência da dupla, mas também apontando para novos desafios, novas conquistas e uma fase em que experiência, autenticidade e evolução caminham lado a lado.

“Igual Vinho” já está disponível em todas as plataformas de música. Ouça agora pelo link: ada.lnk.to/IgualVinho



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Força Tática prende homem que matou irmão com facão em Barra do Garças

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Outras duas pessoas foram detidas; envolvidos foram localizados na zona rural do município

Policiais militares da Força Tática do 5º Comando Regional prenderam em flagrante, na manhã desta segunda-feira (10.8), um homem de 44 anos, suspeito de matar o próprio irmão, de 55 anos, em Barra do Garças. Outras duas pessoas, um homem e uma mulher, também foram detidas durante a ocorrência.

Os policiais militares foram acionados por uma testemunha que relatou ter sido procurada pelo suspeito, que confessou ter esfaqueado o irmão utilizando um facão, após uma discussão. O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou a morte da vítima.

Após o ataque, o homem fugiu em uma motocicleta modelo Honda Titan Fan, vermelha. Os militares também foram informados de que possíveis familiares dos envolvidos residem na região do Pontal do Araguaia.

As equipes reforçaram o patrulhamento tático e foram até o local, onde encontraram um homem e uma mulher. Questionados sobre o paradeiro do suspeito, os dois deram informações contraditórias.

Durante as buscas pela região, os policiais militares localizaram o suspeito escondido em uma área de mata. Ele foi abordado e preso. Com ele, os policiais apreenderam uma tornozeleira eletrônica.

Todos os envolvidos foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

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