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Mãe de adolescente, já se acostumou com o banco do passageiro?

Existe uma mudança silenciosa na maternidade que começa quando os filhos entram na adolescência. Ela aparece nos detalhes: quando já não querem mais dar a mão em público, quando passam a sonhar destinos próprios e quando percebem que já conseguem atravessar caminhos sem depender totalmente de nós.
Ser mãe de adolescente é exatamente isso: aprender, aos poucos, a sair do volante.
Gosto de pensar que a mãe é o primeiro passaporte de um filho. É através dela que a criança conhece o mundo pela primeira vez, aprende a confiar no desconhecido e desenvolve coragem para explorar o que existe além do lugar seguro onde nasceu. Antes de qualquer viagem, é no vínculo materno que nasce a segurança emocional necessária para partir.
Existe uma contradição inevitável na maternidade. Passamos anos ensinando os filhos a terem autonomia, mas sentimos um aperto no peito quando percebemos que ela finalmente chegou. Queremos protegê-los do mundo e, ao mesmo tempo, prepará-los para enfrentá-lo.
Durante a adolescência a contradição fica ainda mais aparente. Já não somos mais quem resolve tudo, organiza cada passo ou escolhe os caminhos. Aos poucos, nos tornamos apoio emocional, referência silenciosa e porto seguro. É nesse momento que muitas mães descobrem o desconforto do banco do passageiro.
Isso não significa ausência. A presença materna continua existindo na segurança construída dentro de casa e nos valores ensinados ao longo da infância. Nenhuma viagem começa no aeroporto. Ela começa muito antes, quando uma mãe ensina um filho a acreditar em si mesmo.
Em razão disso, os sonhos dos filhos costumam ser ainda maiores do que já foram os nossos. Muitas vezes, aquilo que levamos décadas para conquistar já se torna realidade para eles muito antes.
Minha primeira viagem internacional aconteceu perto dos 30 anos. Já meu filho mais velho, tão desejado e amado desde antes de nascer, fez o primeiro intercâmbio aos 11 anos, na Irlanda. Aos 16, embarcou sozinho pela primeira vez.
Não porque a vida tenha sido mais simples para esta geração, mas porque existe por trás disso o esforço silencioso de mães e pais que trabalham diariamente para ampliar horizontes e oferecer oportunidades que talvez não tenham tido.
Neste Dia das Mães, talvez a grande reflexão seja entender que amar um filho também significa prepará-lo para partir. Não para ir embora emocionalmente, mas para construir o próprio caminho com autonomia. Filhos não foram feitos para permanecer eternamente sob os nossos braços. Foram feitos para crescer.
E existe algo profundamente bonito quando uma mãe entende que seu papel nunca foi de controlar o volante da vida ou impedir o voo, mas garantir que o filho sempre soubesse onde fica o caminho de volta.
Márcia Amorim Pedr’Angelo é psicopedagoga, fundadora das escolas Toque de Mãe e Colégio Unicus, e coordenadora da Unesco para a Educação em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
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Jovem de 21 anos fica inconsciente e sofre fraturas após bater moto em ônibus escolar em Sinop

Colisão ocorreu em um cruzamento no bairro Jardim das Violetas na manhã de quarta-feira (24). Vítima foi socorrida com suspeita de fratura na mandíbula
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, na quarta-feira (24.6), um acidente de trânsito envolvendo um ônibus escolar e uma motocicleta em um cruzamento no bairro Jardim das Violetas, no município de Sinop (a 479km de Cuiabá).
A equipe do 4º Batalhão de Bombeiros Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 7h. Ao chegar no local, os bombeiros encontraram a condutora da motocicleta, uma mulher de 21 anos, inconsciente e com sinais de trauma grave, incluindo suspeita de fratura de mandíbula e fratura no tornozelo esquerdo.
Após receber atendimento pré-hospitalar imediato e ter o quadro clínico estabilizado, a condutora foi encaminhada ao Hospital Regional de Sinop para receber atendimento médico especializado.
O CBMMT não possui informações sobre as consequências do acidente nem sobre o estado de saúde da vítima.
Com Assessoria
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MT lidera avanço da soja sustentável e impulsiona Brasil a superar 2 milhões de hectares certificados

O Brasil alcançou um novo marco na produção sustentável de soja. Em 2025, o país ultrapassou a marca de 2 milhões de hectares certificados sob o Padrão para Produção de soja da Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS), registrando crescimento de 28% em relação ao ano anterior. O resultado reforça o protagonismo brasileiro na oferta de soja produzida sob rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos.
Os números mais recentes mostram que Mato Grosso segue como líder da certificação RTRS no país, com mais de 4,9 milhões de toneladas produzidas em áreas certificadas e 1,2 milhão de hectares auditados. Na sequência aparecem Maranhão, Piauí, Goiás e Bahia, consolidando a força da região do Matopiba no avanço da agricultura sustentável brasileira.
Para o consultor de Desenvolvimento de Mercado e Relacionamento Institucional no Brasil da RTRS, Cid Sanches, a liderança mato-grossense é resultado de uma combinação de fatores que envolve escala produtiva, logística estratégica e atuação de agentes multiplicadores.
De acordo com ele, há um forte engajamento de organizações que ajudam a disseminar o modelo RTRS, como a Amaggi e o CAT de Sorriso. Além disso, Mato Grosso possui uma vantagem logística importante, já que boa parte da soja destinada ao mercado europeu é escoada pelos portos do Arco Norte, como Santarém, Manaus e Belém.
Sanches destaca ainda que a liderança está diretamente relacionada ao perfil produtivo do estado. “Mato Grosso é o maior produtor de soja do Brasil. Isso favorece a presença de produtores com perfil empresarial, geralmente mais abertos à adoção de inovações e processos de certificação”, explica.
O avanço observado nos estados do Matopiba também chama a atenção da RTRS. Segundo Sanches, a presença de grandes propriedades agrícolas permite ganhos de escala na implementação da certificação. “São regiões com grandes extensões de terras cultivadas. Isso faz com que cada produtor certificado represente um volume expressivo de área e produção, contribuindo significativamente para o crescimento da certificação no país”, destaca.
Embora o crescimento seja expressivo, a RTRS avalia que ainda existe amplo espaço para expansão da soja certificada no Brasil. Regiões como o Sul do país, especialmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina, apresentam potencial para ampliar sua participação nos próximos anos, seguindo o exemplo do Paraná, onde a atuação de cooperativas agrícolas tem impulsionado os resultados.
Na avaliação da entidade, o aumento da área certificada envia recado importante ao mercado global. “O produtor brasileiro está mostrando ao mundo que, havendo demanda por soja produzida de forma sustentável, existe capacidade para atender esse mercado. Ainda se trata de um nicho em relação à área total cultivada no país, mas é um segmento que cresce ano após ano e possui grande potencial de expansão”, finaliza Sanches.
RANKING DOS 5 ESTADOS COM MAIOR PRODUÇÃO RTRS EM 2025
- MT (Mato Grosso)
Produção: 4.906.035 tons | Área: 1.228.631 ha
- MA (Maranhão)
Produção: 938.021 tons | Área: 219.108 ha
- PI (Piauí)
Produção: 820.536 tons | Área: 181.568 ha
- GO (Goiás)
Produção: 525.031 tons | Área: 114.685 ha
- BA (Bahia)
Produção: 388.323 tons | Área: 91.654 ha
Sobre a RTRS
Fundada em 2006 em Zurique, na Suíça, a Mesa Global da Soja Responsável (RTRS, na sigla em inglês) é uma associação internacional sem fins lucrativos que estabelece padrões competitivos e confiáveis e desenvolve soluções para promover a produção, o comércio e o uso de soja sustentável.
Como uma mesa redonda global multissetorial, a RTRS atua por meio da cooperação entre os diversos atores da cadeia de valor da soja — da produção ao consumo — oferecendo uma plataforma global de diálogo multilateral sobre soja responsável.
Como provedora de soluções, a RTRS desenvolve padrões de certificação para a produção de soja e para a cadeia de custódia, além de ferramentas como a Plataforma Online — que permite o rastreamento e o registro das certificações RTRS, dos volumes de produção e do material certificado — e a Calculadora de Pegada de Soja e Milho, entre outras ferramentas.
Mais informações: https://responsiblesoy.org/
Fonte: Assessoria
Agro Mato Grosso
‘O vazio sanitário reduz uso de fungicidas e traz benefícios para a produção e o meio ambiente’, diz presidente da Aprosoja MT

O vazio sanitário da soja segue como uma das principais ferramentas para o controle da ferrugem asiática no Brasil. A medida, que determina um período mínimo de 90 dias sem plantas vivas de soja durante a entressafra, contribui para reduzir a incidência da doença e diminuir a necessidade de aplicações de fungicidas nas lavouras.
Para o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Beber, os resultados da medida são perceptíveis no campo. Segundo ele, a implementação do vazio sanitário trouxe impactos positivos tanto para a produção quanto para o meio ambiente.
“Com a implementação do vazio sanitário, reduziram-se o número de aplicações de fungicidas voltadas ao controle da ferrugem da soja e também a incidência da doença diminuiu muito. Isso traz mais segurança não só para a produção de soja, mas também para o meio ambiente”, destaca.
Lucas ressalta que o objetivo da medida é manter a doença sob controle antes mesmo do início de uma nova safra, reduzindo os prejuízos e aumentando a eficiência do manejo fitossanitário.
Claudine Seixas, pesquisadora da Embrapa, explica que a principal razão da adoção do vazio sanitário é interromper o ciclo de sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática.
“O fungo que causa a ferrugem asiática precisa da planta viva para sobreviver. Ao eliminar a soja, nós eliminamos o principal hospedeiro desse fungo e esperamos atrasar a ocorrência da doença durante a safra”, explica.
Ela reforça que o cumprimento rigoroso do vazio sanitário é fundamental para o sucesso dessa estratégia. “Quando o vazio sanitário é realizado de forma adequada, o controle da doença começa antes mesmo do plantio da nova safra. Essa medida contribui para reduzir a presença do fungo no campo, diminuindo a necessidade de aplicações de fungicidas e as perdas provocadas por uma doença extremamente severa”, afirma.
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