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Veja quem é o traficante executado dentro de casa após invasão em MT

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Um homem identificado como Jhonatan César Passos de Siqueira, de 41 anos, conhecido como “Bin Laden”, foi morto a tiros dentro de casa, em Comodoro, no domingo (26).

Segundo informações, o criminoso invadiu o imóvel após arrombar a porta e seguiu até o quarto, onde a vítima dormia acompanhada.

No local, o suspeito efetuou vários disparos. Jhonatan morreu ainda dentro do quarto, antes de receber qualquer tipo de socorro.

Após o crime, o atirador fugiu e não foi localizado. A motivação ainda é desconhecida e o caso é investigado pela Polícia Civil.

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Assassinatos no campo dobram no Brasil apesar de queda no total de conflitos

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Relatório da Comissão Pastoral da Terra aponta que 26 pessoas foram mortas em 2025; Amazônia Legal concentra maioria dos casos

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou, nesta segunda-feira (27), a 40ª edição do relatório Conflitos no Campo Brasil. Houve uma queda de 28% nas ocorrências: foram 1.593 em 2025, contra 2.207 em 2024. Porém, os assassinatos de trabalhadores e de povos da terra, das águas e das florestas dobraram: passaram de 13 para 26 vítimas no ano passado.

 

arte ocorrencias_de_conflito_no_campo

A maior parte dos assassinatos aconteceu na Amazônia Legal. Foram 16 casos, distribuídos entre os estados do Pará (sete), Rondônia (sete) e Amazonas (dois).

“Esses números revelam o avanço de um projeto histórico de expansão colonial e capitalista sobre a Amazônia, que continua atingindo e transformando os povos e territórios inteiros em alvos de expropriação e extermínio”, analisa a integrante da Articulação das CPTs da Amazônia Larissa Rodrigues.

Ela também atribui esse quadro ao fortalecimento do “consórcio entre grilagem, crime organizado, setores do Estado, além de setores privados, que atuam juntos para atingir terras públicas e áreas protegidas”.

O relatório mostra que os fazendeiros são os principais agentes envolvidos nos assassinatos. Dos 26 casos, eles foram responsáveis por 20, seja na condição de mandantes ou de executores.

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Outros registros de violência que também tiveram crescimento de 2024 para 2025 foram as prisões (de 71 para 111), casos de humilhação (de cinco para 142) e cárcere privado (de um para 105).

“A alta dos casos de humilhação e cárcere, por exemplo, se dá pela ação arbitrária da Polícia Militar do estado de Rondônia, que, em novembro de 2025, no contexto da Operação Godos, interrompeu uma reunião pública com cerca de 100 famílias sem terra, despejadas de seus acampamentos, e servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar”, analisa o documentalista do Centro de Documentação Dom Tomás Balduino (Cedoc/CPT) Gustavo Arruda.

“O aumento dos casos de prisões também se dá por conta de ações pontuais da força do Estado sobre comunidades. É reflexo da polícia do estado da Bahia, que prendeu cerca de 24 povos originários da Terra Indígena (TI) Barra Velha; e da Polícia Militar de Rondônia, que realizou diversas operações de perseguição a integrantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP)”, complementa.

Violência

Quando considerados todos os tipos de conflitos, a violência por terra tem o maior percentual (75% ou 1.186 casos), seguida por conflitos trabalhistas (10% ou 159), conflitos pela água (9% ou 148), e acampamentos, ocupações e retomadas (6% ou 100).

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Os principais casos de violência na terra foram: contaminação por agrotóxicos (127 casos), invasão (193) e pistolagem (113). As principais vítimas foram os povos indígenas (258 ocorrências), seguidos por posseiros (248), quilombolas (244) e povos sem-terra (153).

Os fazendeiros representam a categoria que mais causou violência no eixo terra (515 casos), seguidos por empresários (180), governo federal (114) e governos estaduais (85).

Os principais casos de conflito pela água envolveram a resistência do povo do campo contra destruição ou poluição (1034), não cumprimento de procedimentos legais (754), diminuição do acesso à água (425) e contaminação por agrotóxico (129).

Os indígenas foram as principais vítimas nos conflitos por água (42 ocorrências), seguidos dos quilombolas (24), pequenos agricultores (20) e os ribeirinhos (17).

Os principais agentes causadores de violências no eixo água foram: mineradoras (34), empresários (29), garimpeiros (26), fazendeiros (23) e usinas hidrelétricas (nove).

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Trabalho escravo

O relatório da CPT indica que houve aumento de 5% nos casos de trabalho escravo ou análogo à escravidão (foram 159 em 2025) e de 23% no total de trabalhadores resgatados nesta condição (1.991).

Os pesquisadores destacam a construção de uma usina no município de Porto Alegre do Norte (MT): 586 pessoas foram resgatadas. Elas eram aliciadas nas regiões Norte e Nordeste do país, obrigadas a dormir em quartos precários e superlotados, tinham alimentação precária e sofriam com ausência frequente de água e de energia.

As atividades econômicas com mais trabalhadores resgatados são: construção de usina (586), lavouras (479), cana-de-açúcar (253), mineração (170) e pecuária (154). Segundo a CPT, são setores que historicamente concentram os maiores registros de trabalho escravo, com destaque recorrente para as lavouras e a pecuária.

 

arte trabalhadores resgatados

Plataforma Socioambiental

A CPT lançou nesta segunda-feira, em parceria com o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), o Observatório Socioambiental, iniciativa da sociedade civil que reúne dados sistematizados entre 1980 e 2023 sobre violações de direitos humanos, desmatamento e expansão da agricultura industrial no Brasil.

Segundo os organizadores, dados de diferentes fontes estarão reunidos, cruzados e disponibilizados em um ambiente digital interativo, que permitirá visualizar, de forma segmentada, por estados e municípios, a relação direta entre o avanço da produção de commodities e os conflitos socioambientais no país.

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Desenvolvimento Agrário

Em nota enviada à Agência Brasil, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) informou que tem agido para evitar o aumento da violência nos conflitos no campo. Em três anos e quatro meses, o Departamento de Mediação e Conciliação de Conflitos Agrários da pasta atuou na “mediação de mais de 600 conflitos, envolvendo em torno de 120 mil famílias do campo, das águas e das florestas, conseguindo evitar a escalada da violência na quase totalidade desses conflitos”.

O MDA também destacou que, com foco nos “casos mais extremados de violência”, a Comissão Nacional de Enfrentamento à Violência no Campo organiza missões que requerem a atuação interinstitucional, envolvendo diversos ministérios e entidades da sociedade civil.

Para este ano, segundo a nota, foram selecionadas três áreas de atuação prioritária. “O estado de Rondônia, onde a violência ganha índices alarmantes. Faremos também missões no Maranhão, Pará e Paraná”, informou o ministério.

*Colaborou Letycia Bond.

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Matéria alterada às 16h23 para acréscimo das informações da nota do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

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Homem é atacado com cortador de árvore após discussão por causa de esposa em MT

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Suspeito de 28 anos foi preso em flagrante nesta segunda (27) enquanto caminhava próximo a um canavial; vítima está em estado grave

Policiais militares da cidade de Denise prenderam um homem, de 28 anos, pelo crime de tentativa de homicídio, na manhã desta segunda-feira (27.4). O suspeito foi detido em flagrante depois de atacar um homem, de 40 anos, com um cortador de árvore, na noite anterior.

Conforme o boletim de ocorrência, na noite de domingo (26), a equipe policial foi acionada para comparecer na Unidade de Pronto Atendimento após a entrada de um homem com graves ferimentos decorrentes de arma branca. Os policiais foram ao local e confirmaram os fatos, mas não conseguiram contato com a vítima, que estava sendo atendida.

Em seguida, uma testemunha do crime compareceu e encaminhou os militares até a residência onde aconteceu o crime. Dentro da casa, a PM visualizou grande quantidade de sangue no chão de diversos cômodos do imóvel.

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A testemunha afirmou ainda que a vítima e suspeito estavam embriagados na casa e iniciaram uma discussão, com suposto envolvimento da esposa da vítima. Em determinado momento, o suspeito pegou um podão, objeto para corte de árvores, e desferiu três golpes na vítima, atingindo a cabeça e o ombro do homem.

Diante dos relatos e das informações das características do suspeito, os policiais iniciaram diligências na cidade e região, não localizando o suspeito. Já na manhã de segunda-feira (27), os militares continuaram as buscas e se deslocavam pela rodovia e encontraram o suspeito caminhando, nas proximidades de um canavial.

Ele foi abordado e, questionado pela PM, confirmou a tentativa de homicídio contra a vítima. Ainda em relato, o suspeito alegou que o crime teria ocorrido em legítima defesa, uma vez que teria sido agredido pelo homem anteriormente.

Diante da situação, ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido para a delegacia mais próxima para registro da ocorrência e entregue à Polícia Judiciária Civil para demais providências.

Com Assessoria 

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Cuiabá sedia encontro nacional de juntas comerciais promovido pela Jucemat

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A reunião ordinária da Federação Nacional das Juntas Comerciais (Fenaju) acontece entre os dias 28 e 30 de abril, em Cuiabá, reunindo representantes das juntas comerciais de todos os estados brasileiros. O encontro é organizado pela Junta Comercial do Estado de Mato Grosso (Jucemat), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), com apoio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-MT).

A programação contempla reuniões entre presidentes, secretários-gerais, procuradores e equipes técnicas de Tecnologia da Informação e da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim). O objetivo é debater temas estratégicos relacionados ao registro empresarial, como a troca de dados entre juntas comerciais, o combate a fraudes e a padronização de processos e procedimentos.

O evento contará com a presença da diretora do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração, Flávia Regina Britto Gonçalves.

As atividades serão realizadas no Auditório Garcia Neto e no espaço de eventos da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Mato Grosso. A programação inclui ainda a apresentação do cenário econômico de Mato Grosso, reuniões técnicas com diferentes áreas das juntas comerciais e uma visita guiada ao Parque Novo Mato Grosso.

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Para Manoel Lourenço de Amorim Silva, presidente da Jucemat, a realização da reunião ordinária da Fenaju em Cuiabá reforça o papel estratégico do estado no fortalecimento do ambiente de negócios e na modernização do registro empresarial no país. 

“O encontro da Fenaju é fundamental para alinharmos estratégias, compartilharmos experiências e aprimorarmos os serviços prestados pelas juntas comerciais em todo o Brasil. É um espaço de construção conjunta, que fortalece a segurança jurídica, a transparência e a eficiência no registro empresarial, impactando diretamente o ambiente de negócios”, destacou.

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