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Maior parte do país tem clima favorável para o desenvolvimento da soja, Conab

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Lavouras de soja em Palotina e Terra Roxa. Foto: Marco Bomm/ TresBomm Agri

O monitoramento agrícola dos cultivos de verão indica condições majoritariamente favoráveis para o desenvolvimento da soja nas principais regiões produtoras do país. As informações constam no mais recente Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na última sexta-feira (24). O levantamento considera as condições meteorológicas e o Índice de Vegetação (IV) das lavouras entre os dias 1º e 21 de abril.

De acordo com o boletim, os maiores volumes de chuva foram registrados na região Norte e na faixa norte do Nordeste, incluindo áreas do leste do Rio Grande do Norte e da Paraíba. A maior umidade do solo nessas localidades favoreceu o desenvolvimento das lavouras de grãos.

Na região Norte, os acumulados mais expressivos ocorreram no Pará, no leste do Amazonas e no Amapá. Embora o excesso de chuvas tenha provocado atrasos na colheita da soja no Pará e do arroz no Tocantins, houve impacto positivo sobre o milho segunda safra. Já no interior do Nordeste, a redução das chuvas, típica do período, prejudicou parte dos cultivos na Bahia, no Piauí e no Sertão de Pernambuco. Ainda assim, o cenário geral permaneceu favorável.

No Centro-Oeste e no Sudeste, a umidade do solo se manteve adequada durante a maior parte do período, apesar de uma redução no armazenamento hídrico ao final da janela analisada. Em Mato Grosso, os volumes de chuva foram mais elevados, beneficiando o milho safrinha. Por outro lado, áreas de Mato Grosso do Sul e Goiás apresentaram queda na reserva de água no solo, situação também observada em Minas Gerais e São Paulo, o que pode limitar o desenvolvimento do cereal.

Na região Sul, a irregularidade das chuvas acendeu um alerta, especialmente no Paraná, onde houve restrição hídrica na porção norte. Episódios de chuva intensa em curto período também afetaram a colheita da soja e do arroz no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Apesar disso, o Índice de Vegetação no estado gaúcho ficou acima do registrado em safras anteriores.

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De forma geral, o IV aponta bom desempenho das lavouras, com níveis próximos aos observados em ciclos anteriores de soja e milho. O boletim também traz informações sobre o avanço do plantio de algodão e arroz nos principais estados produtores.

As informações completas sobre regime de chuvas e índice de vegetação das safras de verão estão disponíveis na edição de abril do Boletim de Monitoramento Agrícola.

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Ureia acumula alta de 63% com Guerra no Oriente Médio

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A alta dos preços dos fertilizantes no mercado internacional tem impactado diretamente o produtor brasileiro e deteriorado as relações de troca no campo. Segundo a StoneX, o movimento é impulsionado pelo conflito no Oriente Médio e afeta um país altamente dependente de importações de insumos.

De acordo com a análise, a valorização dos fertilizantes no mercado doméstico tem sido expressiva, com destaque para os nitrogenados. Desde o início das tensões geopolíticas, os preços CFR da ureia avançaram cerca de 63% no Brasil. No mesmo período, o sulfato de amônio acumula alta próxima de 30%, enquanto o nitrato de amônio registra valorização de aproximadamente 60%.

Relação de troca se deteriora, especialmente para o milho

A elevação da ureia tem pressionado de forma mais intensa os produtores de milho. Atualmente, são necessárias cerca de 60 sacas do cereal para a compra de uma tonelada do insumo, um dos piores níveis dos últimos anos.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomas Pernías, o cenário compromete a rentabilidade no campo.

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“Estamos diante de uma deterioração importante das relações de troca, o que pressiona diretamente as margens do produtor e torna as decisões de compra mais complexas neste momento”, afirma.

Produtor de soja também enfrenta custos elevados

Os produtores de soja também operam sob pressão. As condições para aquisição de fertilizantes fosfatados são consideradas pouco atrativas, o que tende a tornar a demanda mais seletiva.

Com custos elevados, a estratégia tem sido reduzir gastos e adiar compras sempre que possível. Esse movimento pode desacelerar o ritmo de negociações no mercado interno nas próximas semanas.

Calendário limita adiamento das compras

Apesar da cautela, o calendário agrícola impõe prazos. A principal janela de aquisição de fertilizantes ocorre no segundo semestre, antes da safra de verão.

Nas últimas semanas, parte dos produtores adotou postura defensiva diante da volatilidade dos preços. No entanto, o adiamento das compras tem limite.

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Com o avanço do calendário, o produtor terá que optar entre absorver os custos mais altos, com impacto direto nas margens, ou reduzir a aplicação de insumos, o que pode comprometer a produtividade.

“Em algum momento, o produtor terá que tomar uma decisão. Seja aceitando preços mais elevados, seja ajustando o pacote tecnológico, o que pode trazer reflexos na produtividade. Os próximos desdobramentos do conflito serão determinantes para o comportamento da demanda no Brasil”, conclui Pernías.

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Agro Mato Grosso

Custo do algodão sobe e pressiona produtor em MT

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O custo para produzir algodão em Mato Grosso na safra 2026/2027 registrou aumento de 2,64% em apenas um mês, atingindo R$ 10.531,50 por hectare. Os dados são do projeto CPA-MT, desenvolvido em parceria entre o Senar-MT e o Imea.

A elevação foi impulsionada principalmente pelos fertilizantes e corretivos, que tiveram alta de 6,27% em relação a fevereiro. O avanço nos preços está ligado à restrição na oferta de insumos e ao aumento dos custos logísticos, influenciados por tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Com isso, o custo total da cultura, que inclui outras despesas além do custeio direto, também apresentou crescimento de 1,56% no período, chegando a R$ 18.630,38 por hectare.

Outro ponto de atenção é a comparação com a safra anterior. Em fevereiro, a estimativa para o ciclo 2026/2027 ainda estava 0,67% abaixo da safra 2025/2026. No entanto, em março, o cenário se inverteu, e o custo atual já aparece 0,88% acima do registrado no ciclo passado.

Diante desse contexto, a análise técnica aponta que o aumento nos custos, especialmente com fertilizantes e corretivos, tende a reduzir a margem de rentabilidade do produtor, sobretudo em um período de maior demanda por insumos.

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Banco do Brasil projeta R$ 3 bilhões em propostas de financiamento na Agrishow

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O Banco do Brasil (BB) estima receber R$ 3 bilhões em propostas de financiamento durante a 31ª edição da Agrishow, realizada entre domingo (26) e sexta-feira (1º), em Ribeirão Preto (SP).

Segundo nota divulgada pela instituição nesta segunda-feira (27), o volume previsto abrange operações para máquinas, armazenagem, irrigação e tecnologia destinadas à agricultura familiar, médios produtores e agricultura empresarial.

De acordo com o banco, a oferta de crédito na feira será concentrada em linhas já conhecidas do produtor rural.

Para aquisição de máquinas e implementos, o BB informou que disponibiliza o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural Investimento (Pronamp Investimento) e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Mais Alimentos (Pronaf Mais Alimentos).

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Na área de armazenagem, a instituição oferece o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA). Para tecnologia e práticas de produção, estão disponíveis o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro) e o Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), voltado, entre outros pontos, a plantio direto e recuperação de pastagens.

Para o custeio da safra 2026/2027, o banco informou que trabalha com taxas do Plano Safra, a partir de 8% ao ano para médios produtores e a partir de 11% ao ano para agricultura empresarial. A nota não detalha o volume projetado por linha de crédito, nem a distribuição regional das propostas dentro da feira.

Na prática, a estimativa de R$ 3 bilhões sinaliza foco em investimentos de capital e preparação antecipada para a próxima safra. O alcance efetivo desse volume, porém, dependerá da formalização das propostas apresentadas durante o evento.

A Agrishow segue até sexta-feira (1º), e o desempenho das propostas deve indicar o ritmo da demanda por crédito para investimento e custeio no início do ciclo 2026/2027.

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Agro MT