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Pulverizador autônomo e colhedora de cana: lançamentos da Jacto na Agrishow reduzem perdas e ampliam produtividade

A automação e a mecanização avançada ganham espaço na Agrishow 2026. A Jacto apresenta na feira de tecnologia de Ribeirão Preto (SP) dois novos equipamentos que ampliam sua atuação no campo: o pulverizador autônomo Arbus 4000 JAV, agora disponível para venda, e a colhedora Hover 500, que marca a entrada da empresa em colheita de cana.
Os lançamentos refletem o avanço de tecnologias voltadas ao aumento de produtividade, redução de custos operacionais e maior eficiência nas operações agrícolas.
Pulverização autônoma e operação 24 horas
O Arbus 4000 JAV chega ao mercado após um período de validação em condições reais. Segundo a empresa, o equipamento acumulou mais de 16 mil horas de trabalho em quase 60 mil hectares antes de ser lançado comercialmente.
O modelo atua sem operador a bordo, com supervisão remota, o que reduz a exposição a riscos no campo.
Outro diferencial é o sistema de “comboio”, que permite que um único operador controle até quatro máquinas simultaneamente. Com isso, o ganho de produtividade pode chegar a 300% por operador.
A possibilidade de operação contínua, 24 horas por dia, também contribui para aumentar a eficiência. Nessa condição, o desempenho pode ser até 30% superior ao de pulverizadores convencionais.
Cada equipamento tem capacidade de aplicações em mais de 1.000 hectares por mês, dependendo do ajuste da operação.

Aplicação inteligente com sensores e IA
O pulverizador conta com sensores a laser que escaneiam as plantas em tempo real. A tecnologia permite ajustar automaticamente a aplicação conforme o porte e a posição da vegetação.
Com apoio de inteligência artificial (IA), o sistema cria um modelo virtual da lavoura, estimando tamanho das copas e espaçamento entre plantas para otimizar a operação.
A telemetria embarcada coleta dados continuamente e envia as informações para o aplicativo Jacto Connect, permitindo o acompanhamento e a tomada de decisão em tempo real.
Além disso, o equipamento possui até seis ventiladores na torre de pulverização, o que possibilita aplicação variável e maior eficiência no uso de insumos.
Colheita em duas linhas de cana simultaneamente

Outra novidade é a Hover 500, colhedora de cana que marca a entrada da Jacto no segmento.
O principal diferencial do equipamento é a capacidade de colher duas linhas simultaneamente, mantendo a mesma velocidade de máquinas convencionais de uma linha.
Na prática, isso pode dobrar a produtividade por hora de trabalho.
Menos perdas e maior preservação do canavial
A Hover 500 foi projetada para acompanhar as irregularidades do solo, reduzindo danos à soqueira — fator importante para a longevidade do canavial.
A máquina possui bitola de 2,7 metros, dimensionada para trafegar nas entrelinhas dos plantios convencionais, coincidindo com os rastros de tratores e transbordos.
Esse padrão reduz o pisoteio e pode diminuir em até 60% a área compactada em comparação com colhedoras de uma linha.
Outro destaque é o sistema de limpeza por sopro, que reduz perdas por estilhaçamento e melhora a eficiência da colheita.
Eficiência operacional e menor consumo
A colhedora também traz ganhos no consumo de combustível, com acionamentos mecânicos mais eficientes e sistema de limpeza otimizado.
Com isso, a proposta é aumentar a eficiência operacional ao mesmo tempo em que reduz custos no campo.
Avanço da tecnologia no agro
Os lançamentos apresentados na Agrishow indicam um movimento de ampliação da automação e da mecanização inteligente no campo.
De um lado, o pulverizador autônomo reforça a tendência de operações com menor dependência de mão de obra direta. De outro, a entrada no segmento de colheita de cana amplia o portfólio da empresa em uma das principais cadeias produtivas do país.
A combinação de sensores, inteligência artificial e engenharia aplicada aponta para um cenário de operações mais precisas, conectadas e eficientes no agronegócio brasileiro.
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Business
Geopolítica e energia vão nortear preços dos grãos na safra 2026/27

O mercado de grãos para a safra 2026/27, especialmente soja e milho, será influenciado por fatores externos como geopolítica, energia e fluxos financeiros, que podem manter os preços acima do ponto de equilíbrio.
Segundo análise da Biond Agro, o setor transita para um ambiente menos previsível, no qual o desalinhamento entre a oferta elevada e a demanda moderada abre espaço para novas variáveis na formação de preços.
Em nota, a analista de inteligência e estratégia da consultoria, Yedda Monteiro, explicou que o cenário global é de ampla oferta, com crescimento consistente da produção na América do Sul e avanço moderado da demanda, especialmente na China. “Esse desalinhamento gradual entre oferta e demanda abre espaço para novas variáveis que passam a ganhar relevância na formação de preços”, afirmou Monteiro.
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Para ela, o clima aparece como o principal fator de incerteza diante da transição do fenômeno climático La Niña para a neutralidade, com possibilidade de ocorrência do fenômeno climático El Niño no segundo semestre de 2026. “O movimento pode alterar a distribuição de risco entre as regiões produtoras, mas sem consolidar um cenário extremo até o momento.”
Nos Estados Unidos, a competição por área entre milho e soja deve favorecer o cereal em cenários de estoques elevados, o que limita o espaço da oleaginosa. Essa interação regula o sistema agrícola global, com oscilações de preços que redefinem a distribuição de áreas entre as duas culturas.
No início de 2026, as cotações da soja em Chicago avançaram de níveis próximos a US$ 10/bushel para patamares acima de US$ 11/bushel.
O movimento foi sustentado por atrasos pontuais na colheita no Brasil, expectativa de compras chinesas nos Estados Unidos e tensões geopolíticas que elevaram o petróleo e o biodiesel. Segundo Yedda, o suporte veio mais de riscos e energia do que de fundamentos do campo.
Para o ciclo 2026/27, a Biond Agro não projeta um ciclo sustentado de alta, uma vez que não há sinais de redução significativa da oferta global liderada pelo Brasil. A orientação para o setor é dar prioridade à gestão de custos em detrimento da tentativa de prever preços dos grãos.
“A recomendação é focar na gestão de custos, aproveitar oportunidades e construir uma média consistente”, concluiu Yedda.
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Agro Mato Grosso
Agro em alta: Norte Show abre evento com mais de 30 mil visitantes no primeiro dia

Programação segue até 24 de abril com palestras, exposição de tecnologias e oportunidades de investimento no agro
A Norte Show 2026 começou nesta terça-feira (21.4), em Sinop, reunindo visitantes, expositores e lideranças do agronegócio no Parque de Exposições da Acrinorte. O evento, que é uma das maiores feiras do setor no país, segue até 24 de abril com foco em tecnologia, negócios e debates sobre o agro. Com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), mais de 30 mil pessoas passaram pelo local no primeiro dia da feira.
Realizada às margens da BR-163, um dos principais corredores logísticos da produção agrícola nacional, a Norte Show reforça o papel estratégico de Sinop, considerada a capital do Nortão, na dinâmica econômica de Mato Grosso.
A relevância da rodovia para o escoamento da produção e para a integração entre as regiões do Estado foi destacada durante a solenidade de abertura, realizada no fim do dia, quando o governador Otaviano Pivetta ressaltou os investimentos em infraestrutura como fator determinante para o crescimento do agronegócio, especialmente na região norte.
““Quando o governo transforma o dinheiro dos impostos em patrimônio público, a população vê resultado. Foi assim que assumimos a responsabilidade de resolver problemas históricos, como a BR-163. Olhamos para o que realmente importa, que é o povo. Nós organizamos o Estado e passamos a investir cerca de 20% de todas as receitas correntes. Assim, começamos a assistir a uma grande quantidade de obras públicas em Mato Grosso, com 7.000 km de rodovias entregues até o final deste ano”, afirmou.
Reconhecida como uma vitrine de tecnologia, inovação e oportunidades de negócios, a Norte Show reúne 410 expositores, mais de 2 mil marcas e deve receber cerca de 130 mil visitantes ao longo dos quatro dias. A programação inclui palestras com especialistas de projeção nacional, abordando temas como inovação, liderança, economia, política e empreendedorismo.
A Sedec participa com estande institucional, onde apresenta linhas de crédito e incentivos voltados ao setor produtivo. A Invest MT também integra o espaço, ampliando o atendimento a empresários e investidores.
A secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, destacou a relevância estratégica da feira no fortalecimento do setor produtivo e na aproximação entre o poder público e os agentes do agronegócio. Segundo ela, a dimensão do evento e a concentração de produtores, empresas e investidores transformam a feira em um ambiente propício para o diálogo e a construção de parcerias.
“A Norte Show é hoje um dos principais pontos de encontro do agronegócio brasileiro e uma grande oportunidade para a Sedec dialogar diretamente com o setor produtivo. Aqui, conseguimos apresentar nosso trabalho, fortalecer o relacionamento com produtores e empresários, além de trocar experiências que contribuem para o desenvolvimento do agro em Mato Grosso”, declarou.
Entre as atrações, estão exposição de máquinas agrícolas, implementos e veículos, soluções para agricultura familiar e de precisão, espaço voltado à pecuária e ambientes para networking, consolidando a feira como um ambiente de conexão entre produtores, empresas e investidores.
O presidente da Acrinorte e da Norte Show, Moisés Debastiani, destacou o volume de público já no primeiro dia. “Nós tivemos um público hoje no parque que há muito tempo não se via. Foram mais de 30.000 visitantes dentro do evento hoje. Já consideramos um sucesso”, afirmou.
Na mesma linha, o presidente do Sindicato Rural de Sinop, Ilson Redivo, ressaltou a dimensão da feira e a qualidade da programação. “Nós temos 410 expositores e estamos oferecendo palestras que são de altíssimo nível. O número de visitantes que circularam na feira somente neste primeiro dia é motivo de bastante orgulho”, disse.
Business
Guerra no Oriente Médio faz ureia disparar e segue pressionando preços dos fertilizantes

O mercado global de fertilizantes segue pressionado entre março e início de abril, impulsionado pela escalada do conflito no Oriente Médio, segundo análise do Itaú BBA. A combinação de oferta restrita, custos mais altos de energia e incertezas logísticas tem sustentado a alta dos preços, com destaque para os nitrogenados.
De acordo com consultoria, os fertilizantes nitrogenados lideram o movimento de valorização. No Brasil, a ureia registrou forte alta no período, chegando a cerca de US$ 760 por tonelada CFR em 10 de abril.
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A elevação reflete o impacto direto do aumento nos preços do petróleo e do gás natural, além da maior aversão ao risco no cenário internacional. Países do Golfo Pérsico, importantes produtores, enfrentam restrições que afetam a oferta global.
No curto prazo, a tendência é de um mercado ainda ajustado e volátil, diante das incertezas sobre a duração do conflito e a normalização das rotas logísticas.
Os fertilizantes fosfatados também registraram pressão recente. A alta do enxofre, insumo essencial na produção, elevou os custos e impactou o mercado. No Brasil, os preços do produto acumulam forte valorização desde fevereiro.
Com isso, os fosfatados avançaram cerca de 7% no mercado doméstico. O MAP atingiu aproximadamente US$ 890 por tonelada CFR. Apesar da demanda agrícola ainda gradual, o cenário de oferta mais restrita e custos elevados tende a sustentar os preços.
Já o mercado de potássicos apresenta maior estabilidade em relação aos demais nutrientes. Ainda assim, o segmento também é afetado pelas incertezas globais e pelos custos logísticos. A oferta segue mais equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo papel relevante no comércio internacional.
Para os próximos meses, a expectativa é de aumento gradual da demanda, com preços sustentados, embora com menor volatilidade em comparação aos nitrogenados e fosfatados.
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