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‘Discriminação e profundo desrespeito’: Faesp repudia veto da UE a produtos brasileiros

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) divulgou nota pública de repúdio neste sábado (6) sobre a decisão da União Europeia (UE) de impedir, a partir de 3 de setembro, a importação de carnes, mel e suprodutos de origem animal do Brasil.
Para a entidade, os europeus agem com “profundo desrespeito”, tendo em vista os 25 anos de negociações entre o bloco e o Mercosul após todos os tramites terem sido alinhados entre as partes.
O texto, assinado pelo presidente da Faesp, Tirso Meirelles, afirma que a UE decidiu mudar as regras do jogo de forma casuística. “Começam agora a surgir salvaguardas descabidas e arbitrárias, que não possuem qualquer lastro ou respaldo técnico e científico. Trata-se de uma manobra burocrática para criar travas artificiais ao comércio internacional”, acusa.
Segundo ele, a Federação computa a medida como absolutamente desnecessária, desleal e flagrantemente discriminatória.
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Além disso, Meirelles considera que o pretexto europeu, focado no uso de antibióticos, cai por terra diante dos fatos: os rebanhos de concorrentes diretos como os Estados Unidos, a Austrália e da Nova Zelândia utilizam rigorosamente os mesmos produtos fitossanitários que o Brasil.
“Convenientemente, [eles] não sofreram qualquer tipo de restrição, bloqueio ou veto por parte da UE. Essa disparidade de tratamento escancara um protecionismo comercial unilateral direcionado especificamente para tentar frear a nossa competitividade”, destaca a nota assinada.
Sanidade brasileira incontestável
O presidente da Faesp ressalta que quando o assunto é sanidade, o cenário é incontestável: “a sanidade animal do rebanho brasileiro é totalmente sem mácula, sendo referência global e nunca tendo registrado um único caso de ‘vaca louca’”.
Meirelles enfatiza que a excelência, o status sanitário e o rigor científico da produção agropecuária brasileira são indiscutíveis e reconhecidos mundialmente.
“Diante desta grave agressão comercial e reputacional, cobramos do governo federal brasileiro pulso mais firme em sua diplomacia comercial. O Brasil, consolidado historicamente como um dos maiores produtores e exportadores de carne do mundo, não pode aceitar passivamente ser alvo de retaliações geopolíticas infundadas. O setor produtivo precisa urgentemente de segurança jurídica e respeito às regras e políticas claras de defesa comercial”, destaca Meirelles.
“Vizinhos devem se unir ao Brasil”
A nota da Faesp ainda ressalta que as grandes negociações globais hoje ocorrem estritamente entre blocos econômicos e, sendo assim, torna-se vital e urgente que a Argentina e o Uruguai se juntem ao Brasil para construir um posicionamento regional unificado e robusto que demonstre a verdadeira força e o peso político-econômico do Mercosul.
“Não permitiremos que nos dividam para nos enfraquecer; o bloco precisa responder à altura dessa afronta”, diz.
Por fim, a Faesp argumenta que o produtor rural brasileiro faz a sua parte com excelência e responsabilidade de dentro da porteira. “Cabe agora à nossa diplomacia e aos nossos aliados regionais impor o respeito e a soberania que a nossa agropecuária conquistou no cenário internacional, consolidando-se como um dos principais protagonistas da segurança alimentar mundial”, finaliza.
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Produção de eucalipto salta quase 15% em São Paulo e VPA chega perto de R$ 3 bilhões

Principal espécie da silvicultura de São Paulo, o eucalipto ocupa mais de 77% de toda a área de florestas plantadas do estado, com área superior a 1 milhão de hectares cultivados.
Dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) divulgados na última quarta-feira (3) mostram que a cultura vive um momento de expansão em solo paulista: aumento de 14,6%% na produção em 2025 (23,9 milhões de metros cúbicos), com Valor da Produção Agropecuária (VPA) fechado em R$ 2,9 bilhões.
O cultivo da espécie abastece diferentes segmentos da economia, sendo destinado à fabricação de papel e celulose, à geração de energia por biomassa e carvão vegetal e ao fornecimento de matéria-prima para a construção civil e a indústria moveleira, além da utilização na produção de óleos essenciais.
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As regiões que mais se destacam no cultivo do eucalipto em São Paulo são o sudoeste paulista, o centro-oeste e o Vale do Paranapanema, áreas que apresentam condições edafoclimáticas favoráveis e relativa disponibilidade de terras, em cidades como Agudos, Itapetininga, Itatinga, Angatuba, Botucatu, Lençóis Paulista, Bofete, Cabrália Paulista, Capão Bonito, Itararé e Paranapanema, importantes pólos da silvicultura no estado.
Balança comercial do agro
O produtos florestais ocupam a terceira maior participação nas exportações de São Paulo. O grupo é superado apenas pelo complexo sucroalcooleiro e pelo setor de carnes. Em abril de 2026, este setor alcançou US$ 1,14 bilhão em valor exportado, representando 13,6% do total dos embarques, com a celulose respondendo por 66,3% e o papel por 27,9% desta participação.
A presidente da Câmara Setorial de Produtos Florestais de São Paulo, Fernanda Abilio, ressalta que a indústria florestal paulista possui uma base produtiva consolidada, sustentável e altamente tecnificada, e majoritariamente de eucalipto.
“O crescimento observado no VPA e na produção reflete não apenas a competitividade do setor, mas também sua capacidade de agregar valor, gerar empregos, movimentar exportações e fornecer matéria-prima renovável para diferentes cadeias industriais.”
De acordo com Fernanda, além da produção e exportação, o eucalipto também tem sido aliado no desenvolvimento do agro paulista, principalmente na relação da espécie com o sistema Integração Pecuária, Lavoura e Floresta (ILPF).
Esses sistemas funcionam integrando o plantio de árvores de eucalipto com culturas agrícolas, criação de gado, agricultura regenerativa, como a recuperação de áreas biodegradadas, e o bem-estar animal, no qual o eucalipto aparece como aliado do conforto térmico animal, reduzindo impactos do calor e favorecendo melhores condições fisiológicas e produtivas dos rebanhos Nelore.
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Radar Rural: agro salva o PIB, leite bate recorde e El Niño acende alerta

O agronegócio voltou a ser um dos principais motores da economia brasileira no primeiro trimestre de 2026. Dados divulgados pelo IBGE mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,1% no período, enquanto o setor agropecuário avançou 2%, impulsionado principalmente pela colheita da safra de soja.
O tema foi um dos destaques do novo episódio do Radar Rural, que também abordou as previsões para um possível El Niño de forte intensidade, os recordes da pecuária leiteira e o potencial de expansão da irrigação no Brasil.
Assista ao episódio completo:
Apesar da contribuição expressiva para a economia, especialistas alertam que a alta produtividade não tem se traduzido necessariamente em maior rentabilidade para o produtor rural. Juros elevados, custos de produção pressionados e fatores geopolíticos que impactam insumos como fertilizantes e diesel continuam desafiando o setor.
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El Niño exige atenção, mas sem alarmismo
Outro assunto que ganhou espaço no programa foi a possibilidade de um evento de El Niño mais intenso nos próximos meses.
Embora o termo “super El Niño” tenha ganhado força nas redes sociais e em parte da imprensa, especialistas ressaltam que a classificação oficial utilizada por órgãos meteorológicos, como a agência norte-americana NOAA, considera eventos fortes ou muito fortes.
As projeções indicam aumento das chuvas na região Sul, o que pode trazer novos desafios para a próxima safra de verão, especialmente no Rio Grande do Sul, estado que acumula perdas em ciclos recentes.
A recomendação é que produtores acompanhem previsões baseadas em dados técnicos e atualizações frequentes dos modelos climáticos, evitando decisões fundamentadas em especulações ou projeções de longo prazo.
Além do volume de precipitação, especialistas destacam que a distribuição das chuvas é um fator decisivo para o desempenho das lavouras. Eventos concentrados, conhecidos no campo como “chuvas de balde”, podem causar encharcamento e prejuízos ao desenvolvimento das culturas.
Produção de leite alcança novos recordes
O programa também destacou o avanço da pecuária leiteira brasileira. Segundo dados do IBGE, a produção nacional atingiu cerca de 27 bilhões de litros em 2025, crescimento de 8,5% em relação ao ano anterior.
Um levantamento apresentado durante encontro que reuniu os maiores produtores do país mostrou que as duas propriedades líderes do ranking já superam a marca de 100 mil litros de leite por dia.
Ao mesmo tempo, o setor enfrenta desafios relacionados aos custos de produção e às importações de leite em pó, principalmente da Argentina e do Uruguai. Entidades ligadas à cadeia produtiva defendem medidas de proteção comercial para reduzir os impactos sobre os produtores brasileiros.
Especialistas avaliam que a tecnologia e a gestão serão cada vez mais determinantes para a permanência dos produtores na atividade. Casos de propriedades que multiplicaram a produção após investimentos em manejo, genética e eficiência operacional foram apresentados como exemplos do potencial de crescimento do setor.
Irrigação pode transformar o agro brasileiro
A expansão da irrigação apareceu como uma das principais apostas para aumentar a estabilidade produtiva das lavouras nos próximos anos.
Segundo especialistas ouvidos pelo Canal Rural, o Brasil tem potencial para se tornar o maior mercado de irrigação do mundo em um horizonte de 10 a 15 anos.
Atualmente, o país possui pouco mais de 35 mil pivôs centrais instalados. Para efeito de comparação, apenas o estado de Nebraska, nos Estados Unidos, concentra cerca de 75 mil equipamentos.
Dados atualizados do setor indicam que o Brasil já ultrapassou 11 milhões de hectares irrigados, superando antes do previsto uma marca que, segundo projeções anteriores, só seria alcançada em 2030.
As estimativas apontam que a área irrigada pode chegar a 55 milhões de hectares no futuro. Entre os desafios para alcançar esse potencial estão o alto custo de implantação dos sistemas, questões regulatórias relacionadas ao uso da água, limitações na infraestrutura energética e a necessidade de ampliar a cultura de prevenção climática no campo.
Para especialistas, a irrigação tende a ganhar importância à medida que eventos climáticos extremos se tornam mais frequentes, oferecendo maior segurança produtiva ao agricultor brasileiro.
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Boi gordo registra negócios acima da referência após feriado

O mercado físico do boi gordo retomou os negócios após o feriado com negociações ocorrendo acima da referência média em diversas regiões do país. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, os frigoríficos ainda enfrentam dificuldades para compor suas escalas de abate, movimento observado de forma generalizada, que tem contribuído para a sustentação dos preços da arroba.
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Mercado externo
No mercado externo, as exportações brasileiras seguem em ritmo acelerado. As semanas que antecedem o preenchimento da cota chinesa têm sido marcadas por forte volume de embarques. A expectativa é de que as indústrias ajustem suas estratégias comerciais quando a China emitir o alerta de que 80% da cota brasileira foi utilizada.
Além da demanda chinesa, os Estados Unidos continuam apresentando forte interesse pela carne bovina. O mercado acompanha com atenção as preocupações sanitárias relacionadas ao primeiro caso de parasita da mosca-da-berne registrado no país em décadas. Diante desse cenário, o mercado futuro norte-americano acumula dois pregões consecutivos de alta, refletindo os possíveis impactos da questão sanitária sobre a oferta de carne.
Atacado
No atacado, os preços voltaram a subir ao longo da primeira semana de junho. O movimento é atribuído à boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês. Também contribui para o cenário positivo a expectativa de aumento do consumo em função dos jogos da seleção brasileira, especialmente nas vésperas das partidas.
Apesar da melhora da demanda, a carne bovina segue perdendo competitividade frente a proteínas concorrentes, principalmente a carne de frango. O quarto traseiro permanece cotado a R$ 27,00 por quilo. O quarto dianteiro avançou para R$ 21,70 por quilo, alta de R$ 0,20, enquanto a ponta de agulha foi precificada em R$ 19,70 por quilo, também com valorização de R$ 0,20.
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