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4 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Conheça 1° aeroporto para OVNIs construído em cidade de MT com relatos de extraterrestres

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Enquanto relatos de supostos objetos voadores não identificados (OVNIs) voltam a chamar atenção no Brasil após o registro de luzes misteriosas no céu de Campo Largo (PR), no último domingo (31), uma cidade de Mato Grosso mantém há décadas uma estrutura criada justamente para uma eventual visita extraterrestre.

Em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, está construído o primeiro discoporto do mundoinaugurado em 1995 como um aeroporto simbólico para possíveis naves alienígenas. A estrutura surgiu em meio às frequentes histórias de moradores sobre luzes misteriosas e fenômenos considerados incomuns na região.

Todos os anos, moradores e entusiastas da ufologia se reúnem no local para fazer uma vigília na expectativa de presenciar aparições no céu, o que ainda não aconteceu.

No local, também acontece o Congresso Mato-grossense de Ufologia e Parapsicologia, realizado pela Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Parapsicológicas (AMPUP). No evento, os participantes acompanham palestras e relatos sobre fenômenos considerados inexplicáveis.

A construção se tornou um dos principais pontos turísticos do município e um símbolo da cultura ufológica local. Apesar de nunca ter recebido uma nave extraterrestre — ao menos oficialmente —, o espaço reforça a fama de Barra do Garças como uma das cidades brasileiras mais associadas a relatos sobre OVNIs.

🛸A construção do aeroporto de disco voador

O ‘aeroporto de OVNIs’ foi construído pela própria Prefeitura de Barra do Garças. A estrutura foi idealizada pelo então vereador Valdon Varjão para valorizar o misticismo da região e atrair visitantes. Os primeiros painéis e a réplica de uma nave em formato de disco voador foram instalados em 1997.

O atrativo turístico ficou fechado por seis anos, mas foi reaberto em 2022 após passar por obras de revitalização e ampliação, com investimento superior a R$ 40 mil. A estrutura recebeu melhorias na iluminação, paisagismo temático e no acesso ao parque.

De acordo com a prefeitura, as intervenções têm como objetivo fortalecer o turismo, um dos principais setores da economia de Barra do Garças.

Luzes estranhas, civilização perdida…

 — Foto: Arte g1

Moradores relatam há décadas o aparecimento de luzes brilhantes no céu e outros fenômenos que atribuem à presença de extraterrestres. Histórias sobre tremores de terra na Serra do Roncador também ajudam a alimentar as lendas que cercam o município.

O psicólogo e ufólogo Ataíde Ferreira da Silva Neto contou a imprensa, no ano passado, que essas histórias começaram nos anos 1920, quando o arqueólogo britânico Percy Fawcett viajou à região em busca de uma cidade lendária, o El Dorado. Fawcett é frequentemente comparado ao personagem de Harrison Ford, Indiana Jones, e vice-versa.

Fawcett desapareceu em 1925, um ano após a fundação de Barra do Garças. O corpo dele nunca foi achado, e o sumiço virou mais uma das lendas da cidade. O sumiço de Fawcett na Serra do Roncador rendeu várias “teorias”. Uma delas diz que ele entrou em um portal para outra dimensão, ligado a uma antiga civilização escondida na floresta.

A própria Serra do Roncador é alvo de lendas ancestrais que se entrelaçam com a realidade, tecendo um véu de mistério que intriga pesquisadores e visitantes há décadas. Entre os relatos mais impressionantes, figuram os relatos de aparições de espíritos obsessores, entidades que, segundo a crença popular, vagam pela região aprisionadas em um plano espiritual inferior.

As histórias sobre esses espíritos variam em detalhes, mas convergem em um ponto central: a presença de uma energia negativa que se manifesta em diferentes formas, desde aparições fantasmagóricas até eventos inexplicáveis e sensações de profundo desconforto. Alguns relatos mencionam a presença de vultos à noite, enquanto outros falam de vozes fantasmagóricas e objetos que se movem sozinhos.

💭Relatos

 

Cachoeria da Água Limpa, placa inspirada em ETs e o discoporto, no Parque Estadual da Serra Azul, em Barra dos Garça — Foto: Reprodução

Cachoeria da Água Limpa, placa inspirada em ETs e o discoporto, no Parque Estadual da Serra Azul, em Barra dos Garça — Foto: Reprodução

O jornalista Konrad Felipe Hencke, que vive na cidade desde 1994, é um dos moradores que afirma já ter vivido uma experiência ufológica quando ainda adolescente. Ele relata que, na época, viu luzes misteriosas no céu enquanto estava na fazenda da avó.

“Minha mãe estava na porteira tentando usar o celular quando viu uma luz muito forte no horizonte. Ela me chamou e, quando fui olhar, vi aquela luz grande cercada por outras quatro ou cinco luzes menores. Elas se moviam em ondas e apagavam e acendiam. Foi muito fora do comum”, lembra Konrad.

Apesar de se considerar ateu e cético em relação a fenômenos sobrenaturais, Konrad afirma que o episódio o marcou profundamente.

“Fiquei muito nervoso, nem queria olhar para aquilo. Foi uma sensação muito forte. Eu era novo, tinha uns 12 anos, e foi uma sensação muito intensa. Não sou uma pessoa com muita crença nisso, sou meio ateu mesmo, mas isso foi uma experiência que vivi”, afirmou.

A fama mística da cidade também inspirou moradores. Um deles é Osmar Cláudio da Silva, conhecido como “ET da Barra”. Morador desde 1982, ele se fantasia de alienígena em desfiles e eventos há mais de 30 anos.

Com bom humor, Osmar virou símbolo do turismo ufológico da cidade. Em 2015, foi homenageado pela Câmara com a criação do dia do ET, comemorado no segundo domingo de julho.

“Quando criaram o discoporto, veio a ideia da fantasia. Um arquiteto da cidade sugeriu para a esposa dele: ‘Vamos fazer uma fantasia para o Osmar, ele é o único que tem coragem de representar os ETs aqui da Barra’. E foi assim que tudo começou”, contou o morador, em entrevista ao g1.

Apesar de nunca ter presenciado pessoalmente nenhuma aparição alienígena, Osmar diz que conhece muitas pessoas que juram ter visto luzes e naves misteriosas no céu da cidade. “Eu mesmo nunca vi, mas conheço gente que viu e fala com tanta convicção que a gente até acredita”.

Osmar Cláudio da Silva, conhecido como 'ET da Barra' — Foto: Reprodução

Osmar Cláudio da Silva, conhecido como ‘ET da Barra’ — Foto: Reprodução

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Dupla tenta matar homem a tiros em pátio de posto de combustível de Mutum

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Um jovem foi baleado durante uma tentativa de homicídio registrada na noite de terça-feira (2), em um posto de combustíveis localizado na avenida Perimetral das Samambaias, no bairro Industrial Sul, em Nova Mutum.
Segundo as informações do site Powermix, a vítima abastecia um veículo quando foi surpreendida por dois suspeitos que chegaram ao local em uma motocicleta. Um dos ocupantes desceu armado com uma pistola calibre .40 e efetuou vários disparos em direção ao rapaz.

Mesmo atingido, o jovem sobreviveu ao atentado. Ele sofreu ferimentos na mão e no ombro e recebeu os primeiros socorros ainda no posto de combustíveis. Em seguida, foi encaminhado por uma equipe de resgate da Nova Rota do Oeste ao Hospital Regional Hilda Strenger Ribeiro, onde passou por avaliação médica.

Após os disparos, os suspeitos fugiram em alta velocidade e não foram localizados. Até o momento, a identidade dos autores e a motivação do crime são desconhecidas.

A Polícia Militar esteve no local, realizou o isolamento da área e iniciou buscas pelos envolvidos. Imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades poderão auxiliar na identificação dos suspeitos.

O caso será investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias da tentativa de homicídio.

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Shopping Estação Cuiabá ganha novas lojas e amplia protagonismo

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Tiririca mostra ação contra lagarta-do-cartucho I agro.mt

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Composto isolado reduziu alimentação e afetou enzimas de detoxificação de Spodoptera frugiperda

Pesquisadores identificaram atividade inseticida e antialimentar do cadaleno, composto isolado de rizomas de tiririca (Cyperus rotundus), contra larvas da lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda. O estudo avaliou extratos vegetais e o composto purificado em ensaios de toxicidade por contato, inibição alimentar, desenvolvimento larval e atividade de enzimas de detoxificação.

A fração em diclorometano apresentou a maior atividade inseticida entre os extratos testados. O valor de dose letal mediana chegou a 4,58 microgramas por larva após 24 horas. O cadaleno isolado apresentou dose letal mediana de 4,12 microgramas por larva no mesmo período. A cipermetrina, usada como controle positivo, apresentou dose letal mediana de 0,01 micrograma por larva.

Molécula líder

Os resultados indicam potencial do cadaleno como molécula líder para pesquisa de inseticidas botânicos. O estudo, porém, ocorreu em condições de laboratório. Os próprios pesquisadores apontam necessidade de avaliações sobre persistência em campo, fotostabilidade, fitotoxicidade em milho e efeitos sobre polinizadores e outros organismos benéficos.

No trabalho, os rizomas secos de Cyperus rotundus passaram por extração sequencial com hexano, diclorometano, acetato de etila e etanol. O metanol gerou o maior rendimento de extrato bruto, com 4,37% em relação ao peso seco. Mesmo com menor rendimento, os extratos em diclorometano e hexano concentraram as atividades biológicas mais relevantes contra Spodoptera frugiperda.

Toxicidade por contato

Nos ensaios de toxicidade por contato, os pesquisadores aplicaram os extratos em larvas de segundo ínstar. Todos os extratos apresentaram atividade. O extrato em diclorometano atingiu dose letal mediana de 4,58 microgramas por larva em 24 horas e 4,04 microgramas por larva em 48 horas. O extrato em hexano apresentou 5,83 microgramas por larva em 24 horas. O extrato em etanol registrou 6,49 microgramas por larva. O acetato de etila mostrou menor toxicidade, com 13,95 microgramas por larva.

A equipe selecionou o extrato em diclorometano para isolamento de compostos. A separação cromatográfica gerou dez frações. A fração F2 passou por cromatografia em camada delgada preparativa. O processo resultou no isolamento do cadaleno, obtido como óleo incolor. A identificação ocorreu por análises espectroscópicas de ressonância magnética nuclear de hidrogênio e carbono. A pureza estimada passou de 95%.

O cadaleno manteve atividade próxima ao extrato de origem. Em bioensaio por contato, o composto apresentou dose letal mediana de 4,12 microgramas por larva em 24 horas e 3,76 microgramas por larva em 48 horas. Em dieta artificial, o composto também reduziu a alimentação das larvas. O valor de inibição alimentar mediana foi de 11,07 miligramas por grama de dieta após 24 horas.

Ação na alimentação

Os extratos também afetaram a alimentação em dieta artificial. Após 12 horas, o extrato em diclorometano apresentou inibição alimentar mediana de 12,07 miligramas por grama de dieta. O extrato em etanol registrou 14,91 miligramas por grama. O extrato em hexano apresentou 15,65 miligramas por grama. Após 24 horas, o extrato em acetato de etila apresentou o menor valor, com 8,51 miligramas por grama.

Em ensaio com discos foliares de milho, o extrato em hexano mostrou maior efeito antialimentar no início da exposição. O valor de inibição alimentar mediana chegou a 17,13 microgramas por centímetro quadrado após 2 horas. O extrato em diclorometano registrou 24,48 microgramas por centímetro quadrado no mesmo período. Após 4 horas e 6 horas, o extrato em diclorometano manteve efeito mais consistente, com 27,68 e 28,46 microgramas por centímetro quadrado.

Desenvolvimento dos insetos

Os tratamentos também alteraram o desenvolvimento dos insetos. Larvas alimentadas com dietas tratadas não apresentaram mortalidade imediata no ensaio alimentar, mas registraram menor pupação e maior mortalidade acumulada até a emergência de adultos. O extrato em diclorometano reduziu a pupação para 53,33% e elevou a mortalidade acumulada para 60%. O cadaleno resultou em pupação de 50,33% e mortalidade acumulada de 53,33%. No controle, a pupação ficou em 90% e a mortalidade acumulada em 10%.

A análise enzimática mostrou interferência em rotas de detoxificação. Em doses letais medianas, o extrato em diclorometano reduziu a atividade de carboxilesterase de 886,60 para 639,63 nanomol de p-nitrofenol por minuto por miligrama de proteína. O cadaleno reduziu essa atividade para 557,85 nanomol de p-nitrofenol por minuto por miligrama de proteína.

A glutationa S-transferase também sofreu redução com o cadaleno em dose letal mediana. A atividade caiu de 7,06 para 4,98 vezes 10⁻³ produto conjugado de CDNB por miligrama de proteína por minuto. O extrato em diclorometano reduziu o valor para 6,06 vezes 10⁻³ produto conjugado de CDNB por miligrama de proteína por minuto.

Indício de interferência

Os pesquisadores interpretam esses resultados como indício de interferência em mecanismos de detoxificação. Eles ponderam, porém, que os dados não permitem distinguir inibição bioquímica direta de efeitos secundários decorrentes do estresse tóxico. O estudo avaliou apenas as concentrações de dose letal mediana e inibição alimentar mediana. Ensaios com mais concentrações e testes enzimáticos in vitro ainda precisam confirmar o mecanismo de ação.

O trabalho também destaca limites para a aplicação agrícola. As avaliações ocorreram em laboratório. Não houve teste de fitotoxicidade em plantas de milho. Também não houve avaliação semicampos ou em casa de vegetação.

Outas informações em doi.org/10.1016/j.napere.2026.100201

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