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Geopolítica e energia vão nortear preços dos grãos na safra 2026/27

O mercado de grãos para a safra 2026/27, especialmente soja e milho, será influenciado por fatores externos como geopolítica, energia e fluxos financeiros, que podem manter os preços acima do ponto de equilíbrio.
Segundo análise da Biond Agro, o setor transita para um ambiente menos previsível, no qual o desalinhamento entre a oferta elevada e a demanda moderada abre espaço para novas variáveis na formação de preços.
Em nota, a analista de inteligência e estratégia da consultoria, Yedda Monteiro, explicou que o cenário global é de ampla oferta, com crescimento consistente da produção na América do Sul e avanço moderado da demanda, especialmente na China. “Esse desalinhamento gradual entre oferta e demanda abre espaço para novas variáveis que passam a ganhar relevância na formação de preços”, afirmou Monteiro.
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Para ela, o clima aparece como o principal fator de incerteza diante da transição do fenômeno climático La Niña para a neutralidade, com possibilidade de ocorrência do fenômeno climático El Niño no segundo semestre de 2026. “O movimento pode alterar a distribuição de risco entre as regiões produtoras, mas sem consolidar um cenário extremo até o momento.”
Nos Estados Unidos, a competição por área entre milho e soja deve favorecer o cereal em cenários de estoques elevados, o que limita o espaço da oleaginosa. Essa interação regula o sistema agrícola global, com oscilações de preços que redefinem a distribuição de áreas entre as duas culturas.
No início de 2026, as cotações da soja em Chicago avançaram de níveis próximos a US$ 10/bushel para patamares acima de US$ 11/bushel.
O movimento foi sustentado por atrasos pontuais na colheita no Brasil, expectativa de compras chinesas nos Estados Unidos e tensões geopolíticas que elevaram o petróleo e o biodiesel. Segundo Yedda, o suporte veio mais de riscos e energia do que de fundamentos do campo.
Para o ciclo 2026/27, a Biond Agro não projeta um ciclo sustentado de alta, uma vez que não há sinais de redução significativa da oferta global liderada pelo Brasil. A orientação para o setor é dar prioridade à gestão de custos em detrimento da tentativa de prever preços dos grãos.
“A recomendação é focar na gestão de custos, aproveitar oportunidades e construir uma média consistente”, concluiu Yedda.
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O Brasil como a Arábia Saudita da energia verde

Recentemente, o presidente Lula afirmou que o Brasil tem potencial para ser a “Arábia Saudita do Biodiesel”. A comparação não é exagero: nosso país ostenta uma posição que o resto do mundo persegue.
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Enquanto nações desenvolvidas lutam para limpar suas indústrias, 88% da nossa matriz elétrica já é renovável. Se olharmos para a matriz energética total, que inclui o combustível dos transportes e a energia das fábricas, 50% de tudo o que consumimos é limpo, contra uma média mundial de apenas 14%.
O Brasil já é o campeão dos biocombustíveis, mas o grande salto agora vem do Hidrogênio Verde. No Nordeste, a força dos ventos e do sol separa o hidrogênio da água. Para transportá-lo, combinamos esse gás com o nitrogênio do ar, criando a Amônia Verde.
O Brasil transforma vento e sol em “energia líquida” para abastecer países que não têm mais onde crescer em fontes limpas
Essa “embalagem líquida” é a solução para países como o Japão e a Alemanha, que não têm mais espaço para crescer em energia limpa e decidiram abandonar a energia nuclear.
Reféns do carvão e do gás russo, eles precisam importar nossa energia para descarbonizar suas indústrias. Um exemplo real é o recente consórcio de R$ 12 bilhões assinado para produzir amônia verde no Rio Grande do Norte voltada ao mercado alemão.
Mas essa revolução não serve apenas para exportar. A amônia é a base dos fertilizantes, como a ureia. Hoje, o Brasil importa esse insumo fabricado lá fora com combustíveis fósseis.
Produzir amônia verde em solo nacional é criar um escudo contra as crises externas que encarecem a comida no nosso supermercado
Quando surge uma guerra na Ucrânia ou crise no Oriente Médio, o adubo encarece em dólar e o preço do arroz e do feijão dispara. Ao produzirmos nossa própria amônia verde, “nacionalizamos” nossa segurança alimentar.
Usamos nosso vento para fabricar adubo em solo nacional, criando um escudo que garante comida estável e barata na mesa do brasileiro, independentemente das crises externas.
A “Arábia Saudita Verde” é a nossa chance de deixar de ser apenas exportador de matéria-prima. Com a matriz elétrica mais limpa do planeta e a tecnologia para transformar vento em fertilizante, o futuro do Brasil está, literalmente, soprando a nosso favor.

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
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Frente fria avança pelo Brasil e previsão indica chuvas de até 100 mm em cinco dias; saiba onde

A previsão do tempo para as principais áreas produtoras de soja do país indica um cenário de contrastes ao longo dos próximos dias. Enquanto o Brasil central enfrenta uma semana de tempo seco, uma frente fria avança pelo Sul, trazendo chuvas mais expressivas, especialmente para o Rio Grande do Sul.
No Centro-Oeste e no Sudeste, as condições seguem firmes, com predomínio de sol e temperaturas elevadas. A umidade relativa do ar pode cair para níveis abaixo dos 30%, o que exige atenção do produtor rural, principalmente em relação ao manejo e à conservação do solo.
Já no Sul, a chegada de uma frente fria muda o padrão climático. No Rio Grande do Sul, a expectativa é de acumulados entre 40 e 50 milímetros ao longo de cinco dias, favorecendo a reposição de umidade no solo, mas também podendo causar interrupções pontuais nas atividades de campo.
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No Norte do país, os maiores volumes de chuva devem se concentrar entre Maranhão, Roraima e Acre, com acumulados que podem variar entre 50 e 70 milímetros no mesmo período. Em Santa Catarina e no Paraná, a chuva também ganha força, com volumes que podem ultrapassar os 100 milímetros em cinco dias.
Em Mato Grosso, há previsão de retorno das chuvas, mas de forma irregular, com acumulados entre 15 e 20 milímetros, o que ainda limita uma recuperação mais consistente da umidade no solo.
Para o período seguinte, o padrão climático se mantém, com tempo quente e seco no Brasil central. Por outro lado, as chuvas continuam concentradas no Norte e no Sul do país, novamente com volumes que podem superar os 100 mm em algumas áreas.
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Pulverizador autônomo e colhedora de cana: lançamentos da Jacto na Agrishow reduzem perdas e ampliam produtividade

A automação e a mecanização avançada ganham espaço na Agrishow 2026. A Jacto apresenta na feira de tecnologia de Ribeirão Preto (SP) dois novos equipamentos que ampliam sua atuação no campo: o pulverizador autônomo Arbus 4000 JAV, agora disponível para venda, e a colhedora Hover 500, que marca a entrada da empresa em colheita de cana.
Os lançamentos refletem o avanço de tecnologias voltadas ao aumento de produtividade, redução de custos operacionais e maior eficiência nas operações agrícolas.
Pulverização autônoma e operação 24 horas
O Arbus 4000 JAV chega ao mercado após um período de validação em condições reais. Segundo a empresa, o equipamento acumulou mais de 16 mil horas de trabalho em quase 60 mil hectares antes de ser lançado comercialmente.
O modelo atua sem operador a bordo, com supervisão remota, o que reduz a exposição a riscos no campo.
Outro diferencial é o sistema de “comboio”, que permite que um único operador controle até quatro máquinas simultaneamente. Com isso, o ganho de produtividade pode chegar a 300% por operador.
A possibilidade de operação contínua, 24 horas por dia, também contribui para aumentar a eficiência. Nessa condição, o desempenho pode ser até 30% superior ao de pulverizadores convencionais.
Cada equipamento tem capacidade de aplicações em mais de 1.000 hectares por mês, dependendo do ajuste da operação.

Aplicação inteligente com sensores e IA
O pulverizador conta com sensores a laser que escaneiam as plantas em tempo real. A tecnologia permite ajustar automaticamente a aplicação conforme o porte e a posição da vegetação.
Com apoio de inteligência artificial (IA), o sistema cria um modelo virtual da lavoura, estimando tamanho das copas e espaçamento entre plantas para otimizar a operação.
A telemetria embarcada coleta dados continuamente e envia as informações para o aplicativo Jacto Connect, permitindo o acompanhamento e a tomada de decisão em tempo real.
Além disso, o equipamento possui até seis ventiladores na torre de pulverização, o que possibilita aplicação variável e maior eficiência no uso de insumos.
Colheita em duas linhas de cana simultaneamente

Outra novidade é a Hover 500, colhedora de cana que marca a entrada da Jacto no segmento.
O principal diferencial do equipamento é a capacidade de colher duas linhas simultaneamente, mantendo a mesma velocidade de máquinas convencionais de uma linha.
Na prática, isso pode dobrar a produtividade por hora de trabalho.
Menos perdas e maior preservação do canavial
A Hover 500 foi projetada para acompanhar as irregularidades do solo, reduzindo danos à soqueira — fator importante para a longevidade do canavial.
A máquina possui bitola de 2,7 metros, dimensionada para trafegar nas entrelinhas dos plantios convencionais, coincidindo com os rastros de tratores e transbordos.
Esse padrão reduz o pisoteio e pode diminuir em até 60% a área compactada em comparação com colhedoras de uma linha.
Outro destaque é o sistema de limpeza por sopro, que reduz perdas por estilhaçamento e melhora a eficiência da colheita.
Eficiência operacional e menor consumo
A colhedora também traz ganhos no consumo de combustível, com acionamentos mecânicos mais eficientes e sistema de limpeza otimizado.
Com isso, a proposta é aumentar a eficiência operacional ao mesmo tempo em que reduz custos no campo.
Avanço da tecnologia no agro
Os lançamentos apresentados na Agrishow indicam um movimento de ampliação da automação e da mecanização inteligente no campo.
De um lado, o pulverizador autônomo reforça a tendência de operações com menor dependência de mão de obra direta. De outro, a entrada no segmento de colheita de cana amplia o portfólio da empresa em uma das principais cadeias produtivas do país.
A combinação de sensores, inteligência artificial e engenharia aplicada aponta para um cenário de operações mais precisas, conectadas e eficientes no agronegócio brasileiro.
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