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6 de novembro de 2026

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O Brasil está preparado para ser potência alimentar global? 

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Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

O Brasil já é reconhecido como uma potência agrícola. Com alta produtividade, tecnologia tropical avançada e capacidade de expansão, o país ocupa posição de destaque na produção mundial de alimentos. No entanto, há uma distinção essencial que precisa ser feita. Ser potência produtiva não significa automaticamente ser potência alimentar global.

A questão central deixou de ser quanto o Brasil produz. O ponto agora é como o país se posiciona dentro do sistema alimentar mundial.

Hoje, o Brasil atua majoritariamente como fornecedor de commodities agrícolas. Soja, milho e outras culturas seguem sendo pilares importantes da balança comercial. Esse modelo trouxe resultados relevantes, mas começa a mostrar limites diante de um cenário global em transformação.

Consumidores, governos e mercados estão cada vez mais atentos à qualidade dos alimentos, à sustentabilidade dos sistemas produtivos e aos impactos na saúde. Esse novo contexto abre uma oportunidade estratégica que o Brasil ainda explora pouco. Liderar o movimento de valorização dos alimentos de verdade.

Nesse ponto, entram culturas que historicamente foram tratadas como secundárias, mas que possuem enorme potencial de reposicionamento no mercado global. Feijões, grão-de-bico, pipoca, gergelim, chia e linhaça não são apenas alternativas produtivas. São alimentos alinhados com uma tendência mundial baseada em nutrição, funcionalidade e sustentabilidade.

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Esses produtos carregam um diferencial que vai além do preço. Eles podem ser posicionados como alimentos regenerativos.

A agricultura regenerativa, cada vez mais debatida no mundo, não se limita à redução de impactos ambientais. Ela envolve a melhoria da saúde do solo, o aumento da biodiversidade e a construção de sistemas produtivos mais resilientes. Quando esses conceitos são associados a culturas como Feijões e gergelim, o Brasil passa a oferecer não apenas volume, mas valor.

E valor é o que define as novas potências alimentares.

Outro ponto estratégico é a narrativa. O Brasil possui um dos modelos alimentares mais equilibrados do mundo, representado pelo prato com arroz, Feijão, proteína e salada. Esse padrão atende exatamente às demandas atuais por nutrição equilibrada, acessibilidade e sustentabilidade.

O problema é que o país ainda não transformou esse modelo em uma plataforma de comunicação global.

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Enquanto outras nações constroem marcas fortes em torno de seus alimentos, o Brasil continua focado na exportação de matéria-prima. Isso limita o potencial de captura de valor e reduz a influência sobre os padrões de consumo internacional.

Há também desafios estruturais que precisam ser enfrentados. A falta de coordenação entre os diferentes elos da cadeia produtiva compromete a capacidade de planejamento e negociação. A dependência de mercados específicos em determinadas culturas aumenta a vulnerabilidade. A infraestrutura, embora em evolução, ainda impacta a competitividade em momentos decisivos.

Superar esses desafios exige mudança de abordagem.

O Brasil precisa deixar de agir apenas como produtor eficiente e passar a atuar como estrategista do sistema alimentar. Isso implica organizar melhor a cadeia, investir em inteligência de mercado, ampliar a diversificação de destinos e construir um posicionamento claro.

Nesse contexto, o momento é oportuno para ajustar o foco da produção. Não se trata de abandonar commodities, mas de equilibrar o portfólio com alimentos que agregam valor e dialogam com as novas demandas globais.

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Feijões, grão-de-bico, pipoca, gergelim, chia e linhaça representam uma fronteira estratégica. São culturas que permitem diversificação produtiva, ampliam oportunidades de exportação e fortalecem a imagem do Brasil como fornecedor de alimentos sustentáveis e regenerativos.

Mas há um ponto adicional que pode acelerar esse processo e que ainda é pouco explorado.

As cadeias produtivas que vêm ganhando espaço no mercado internacional poderiam trabalhar sob uma mesma plataforma de comunicação. Em vez de esforços isolados, com narrativas fragmentadas, seria possível construir uma base comum de posicionamento, centrada na sustentabilidade, na rastreabilidade e no conceito de alimento regenerativo.

Grande parte dessas cadeias já possui atributos concretos que atendem aos mercados mais exigentes. Práticas sustentáveis, uso crescente de bioinsumos, respeito ambiental e avanços em rastreabilidade não são promessas. Já são realidade em muitos sistemas produtivos.

Ao organizar e comunicar esses atributos de forma integrada, cria-se um efeito multiplicador. Uma cadeia abre mercado, fortalece a narrativa e outras, que compartilham das mesmas condições, passam a se beneficiar dessa construção. O custo de posicionamento diminui, e a força coletiva aumenta.

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Essa lógica exige coordenação e visão de longo prazo, mas pode ser determinante para que o Brasil deixe de competir apenas por preço e passe a competir por valor.

Essa transição não depende apenas de tecnologia. Depende de visão.

Se o Brasil conseguir alinhar produção, sustentabilidade, coordenação e narrativa, terá condições de ocupar um espaço diferenciado no mercado global. Caso contrário, continuará sendo um dos maiores produtores do mundo, mas sem exercer a liderança que sua capacidade permite.

O Brasil está preparado para ser potência alimentar global? Ainda não completamente.

Mas nunca esteve tão próximo, desde que compreenda que o futuro não será definido apenas por quem produz mais, e sim por quem entrega mais valor.

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*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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CNA debate regras corporativas para emissões e metas climáticas em Brasília

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, na quinta-feira (5), em Brasília, o Workshop sobre Contabilização de Emissões Corporativas de Gases de Efeito Estufa (GEEs) e Metas Climáticas. O encontro reuniu diferentes áreas do Sistema CNA/Senar para discutir metodologias e ferramentas usadas na elaboração de inventários de emissões e na definição de metas climáticas.

Segundo a CNA, a iniciativa buscou promover uma discussão sobre as principais referências internacionais de contabilização de emissões e de definição de metas de redução. A proposta, de acordo com a entidade, é fortalecer a atuação do setor agropecuário diante dos desafios e das oportunidades ligados à agenda climática e ao mercado de carbono.

A confederação defendeu que o setor agropecuário brasileiro integra as soluções para o enfrentamento das mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, destacou que os indicadores e critérios de contabilização das emissões de GEEs no país precisam considerar a realidade da produção agropecuária nacional.

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As discussões do workshop tiveram como base os indicadores internacionais GHG Protocol e SBTi FLAG. O consultor Fábio Marques apresentou os dois temas e abordou também critérios para permanência de créditos de carbono.

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O GHG Protocol estabelece padrões e diretrizes para a contabilização e o relato de emissões de gases de efeito estufa por organizações, servindo de referência para a elaboração de inventários corporativos. Já a SBTi FLAG é voltada à definição de metas de redução de emissões associadas aos setores florestal, de uso da terra e agropecuário.

O workshop realizado pela CNA concentrou o debate em referências internacionais para mensuração de emissões corporativas e definição de metas climáticas, com foco na aplicação desses critérios ao contexto da agropecuária brasileira.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Bancada do agro terá de transformar força política em resultados no Congresso

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O crescimento da representação ligada ao agronegócio no Congresso Nacional não garante, por si só, avanços para o setor. A capacidade de articulação das lideranças partidárias e a definição de uma agenda de prioridades serão determinantes para transformar a presença parlamentar em resultados concretos para a agropecuária brasileira.

Para o diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Moraes Rosa, a primeira tarefa é organizar as demandas do setor e construir uma pauta capaz de orientar a atuação das entidades e das frentes parlamentares. A renovação das presidências da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e do Instituto Pensar Agropecuária (IPA) também deve influenciar esse processo.

A definição dessa agenda passa pela escolha das prioridades que o setor pretende defender junto ao Executivo e ao Legislativo. Fabrício pontua que não basta ampliar a presença de representantes ligados ao agro: é necessário construir propostas e garantir capacidade de negociação para que elas avancem.

O dirigente destaca, em entrevista ao programa Direto ao Ponto, que a atuação parlamentar depende diretamente das decisões das lideranças partidárias. Mesmo com nomes expressivos na bancada, são os líderes que têm influência sobre a condução das pautas e a definição dos espaços de decisão no Congresso.

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Fabrício ressalta que a construção de uma agenda precisa considerar as mudanças mais importantes para a agropecuária brasileira. A partir dessa definição, as entidades poderão orientar a atuação dos representantes do setor nas negociações com o governo e o Congresso. “Quais são as realmente as mudanças mais importantes que a agropecuária brasileira precisa nesse momento?”, questiona.

Foto: Canal Rural Mato Grosso

Lideranças terão peso nas decisões

A escolha dos presidentes da Câmara e do Senado é um exemplo dessa influência. Fabrício considera que a manutenção de Hugo Motta e Davi Alcolumbre nos comandos das duas Casas pode significar a continuidade de um cenário em que as propostas do governo têm prioridade, enquanto as demandas do setor precisam enfrentar negociações mais difíceis.

“O Congresso Nacional não é uma casa de decisão direcionada pela base de parlamentares, mas sim pelas lideranças”, frisa. Segundo ele, a responsabilidade por eventuais mudanças na condução política está concentrada nos dirigentes partidários.

Nesse contexto, mesmo parlamentares com capacidade de articulação e conhecimento das pautas do agronegócio encontram limites quando não contam com o apoio das lideranças.

A dificuldade de avançar nas propostas também reforça, na avaliação dele, a necessidade de o setor organizar suas reivindicações e ampliar o diálogo político. A mobilização é importante, mas precisa considerar que a sociedade está dividida e que outras forças também podem se organizar contra as pautas defendidas pelo agro.

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

Ajustes econômicos entram na agenda

Além da articulação no Congresso, a Aprosoja Brasil defende mudanças na condução das contas públicas para melhorar as condições de financiamento e investimento no país. Fabrício avalia que o crescimento das despesas sem aumento correspondente da arrecadação pressiona os juros e limita a capacidade do governo de direcionar recursos para áreas estratégicas.

“Primeira coisa, arrumar o orçamento. Eu não posso aumentar a despesa se eu não estou arrecadando mais”, pontua. De acordo com ele, elevar impostos como alternativa para cobrir o aumento dos gastos não resolve o problema estrutural das contas públicas.

O diretor executivo também considera que a agropecuária ainda não ocupa uma posição prioritária na definição das políticas públicas e na destinação de recursos. Na avaliação dele, o setor precisa ser reconhecido como uma infraestrutura essencial para o país, com políticas e investimentos compatíveis com sua importância econômica.

“Se no ponto de vista estrutural, a agropecuária, o agronegócio brasileiro é importante, tem que ter dinheiro”, defende durante o programa do Canal Rural Mato Grosso.

Apesar das dificuldades, Fabrício não considera que o setor deva adotar uma postura pessimista diante do novo cenário político. Ele lembra que a atuação da FPA e do IPA em governos anteriores permitiu aprovar legislações importantes e defende que o caminho agora é manter a mobilização e trabalhar pela construção de acordos.

“Não sou tão pessimista assim, acho que nós temos que arregaçar as mangas e trabalhar”, destaca. Para ele, há demandas que precisam ser resolvidas ao longo dos próximos quatro anos, sem esperar por uma nova mudança de governo.

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Chuva irregular obriga produtor a replantar soja duas vezes em Mato Grosso

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A irregularidade das chuvas tem comprometido o desenvolvimento da safra de soja em Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso. Em algumas propriedades, a falta de umidade no solo prejudicou a germinação e obrigou agricultores a replantar áreas até duas vezes. Além dos gastos extras com sementes, produtos e manejo, a preocupação é com as perdas de produtividade na colheita.

O problema persiste mesmo em lavouras nas quais o plantio foi realizado com planejamento para aproveitar as condições de umidade. Em uma das propriedades, uma área de 40 hectares precisou passar por dois replantios. O agricultor Maurício Antônio Gilioli estima que os prejuízos podem chegar a 15 ou 20 sacas por hectare, considerando os gastos com sementes, produtos e manejo.

A diferença no desenvolvimento das plantas é outro reflexo da situação. Como parte da lavoura não germinou no mesmo período, o crescimento ocorre de forma desigual, o que também pode comprometer o enchimento dos grãos. Gilioli explica que o plantio foi acelerado justamente para aproveitar a umidade disponível no solo, mas a chuva não veio. “Toda a precaução que a gente teve aqui não foi suficiente”, lamenta.

Nesta safra, Gilioli cultivou cerca de 1,2 mil hectares de soja em Campo Novo do Parecis. As dificuldades, porém, não se limitam à propriedade dele. O agricultor Marciano Martelli, que pretende cultivar 5,2 mil hectares no município, também enfrenta incertezas diante da irregularidade das chuvas e teme perdas na área já plantada.

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Martelli afirma que a decisão de plantar depende de condições adequadas de umidade, já que, sem chuva, as sementes podem não germinar. A preocupação também envolve a lavoura já implantada, que pode apresentar redução de produtividade. “O que está plantado estamos preocupados também, porque a partir de agora já começa ter queda de produções”, frisa em entrevista ao Patrulheiro Agro.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Falta de chuva afeta planejamento da safra

O cenário preocupa o setor produtivo porque a irregularidade das precipitações atingiu áreas que já estavam em fase de implantação. Mesmo em solos argilosos, que apresentam maior capacidade de retenção de umidade, a falta de chuva tem dificultado o estabelecimento das lavouras.

Em uma área próxima à sede de uma outra propriedade, foram registrados apenas 122 milímetros de chuva acumulada desde o início do plantio, em 17 de setembro. O volume é considerado insuficiente diante das necessidades da cultura.

O presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Antônio Cezar Brólio, avalia que o comportamento das chuvas mudou a perspectiva que os produtores tinham no início da temporada. As precipitações registradas em setembro chegaram a indicar condições favoráveis, mas a sequência dos dias revelou outro cenário. Para ele, o fenômeno El Niño deve ter impacto significativo sobre a produção regional.

“Realmente o El Niño vai tirar um giro muito grande da região”, afirma Brólio. A estimativa do Sindicato Rural é de que aproximadamente 390 mil hectares sejam cultivados com soja em Campo Novo do Parecis nesta safra, dimensão que ajuda a mostrar o alcance que as condições climáticas podem ter sobre a atividade agrícola no município.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Cancelamento da Parecis SuperAgro

As dificuldades enfrentadas pelo setor também chegaram ao calendário de eventos do município. A próxima edição da Parecis SuperAgro, programada para abril de 2027, foi cancelada diante dos custos de organização e do momento econômico vivido por empresas e produtores.

A decisão considerou também a situação dos expositores, que enfrentam um mercado menos favorável, além de juros elevados e incertezas econômicas. Segundo Brólio, conversas com empresas que participam da feira indicaram que, embora houvesse disposição para manter a parceria, o momento não era adequado para novos investimentos. “Se a gente fosse fazer essa edição, eles estariam conosco pela parceria, mas não era o que eles queriam”, explica à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

O presidente pontua ainda que a realização do evento exige um investimento significativo da entidade e precisa oferecer condições comerciais para quem expõe. Por isso, o Sindicato Rural avaliou que não seria adequado manter a programação neste ano. “É um ano de tirar o pé, porque o mercado está muito ruim”, acrescenta.

Tradicional na região, a Parecis SuperAgro movimenta diferentes setores da economia local. O cancelamento deve ser sentido principalmente por pequenos e médios negócios que dependem do fluxo de visitantes e das oportunidades comerciais geradas durante o evento.

A intenção do Sindicato Rural é avaliar alternativas para os próximos anos e buscar uma nova estrutura para manter uma programação que contribua com a economia regional. Enquanto isso, os produtores seguem acompanhando o comportamento das chuvas e os reflexos sobre as lavouras, em uma temporada marcada pela incerteza quanto à produtividade e à rentabilidade.

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