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Agro brasileiro será referência na ‘segunda onda’ da IA, diz empresa espanhola

O agronegócio brasileiro está à frente da chamada “segunda onda” da inteligência artificial. Essa é a opinião do gerente regional da ELO Digital Office Espanha, Rodny Coronel. Segundo, a ferramenta já tem ganhado contornos mais concretos e imediatos no país.
“O agronegócio brasileiro não está mais testando IA. Está começando a incorporá-la nos processos-chave, e isso muda completamente o jogo competitivo”, afirma.
De acordo com estudo da empresa de software, cerca de 40% das empresas brasileiras já adotam ferramentas de inteligência artificial, o que coloca o Brasil em linha com os mercados mais avançados da Europa. Nesta esfera, os impactos já são mensuráveis: 95% relatam aumento de receita e 96% ganhos de produtividade.
No agro, esses números se traduzem em eficiência operacional, maior controle de processos e capacidade ampliada de resposta às exigências de mercado, em especial em cadeias altamente reguladas, como soja e carne e na exportação dessas e de outras commodities.
Coronel ressalta que a digitalização de contratos agrícolas, a automação de pedidos de compra, a rastreabilidade documental e o uso de análise preditiva já fazem parte da rotina de grandes players e começam a se expandir para médias empresas. “O Brasil demonstra, na prática, como a IA pode sair do discurso e gerar resultado financeiro direto no agro”, destaca.
O que foi a ‘primeira onda’?
O especialista afirma que a primeira fase da transformação digital no agro brasileiro foi marcada pela digitalização de processos. Agora, com a IA, o setor evolui para um novo patamar: a inteligência operacional.
Aplicações como análise de linguagem natural e automação de fluxos de trabalho já impactam áreas críticas, incluindo compliance, gestão de fornecedores, certificações internacionais e controle de qualidade, considerados pontos sensíveis para empresas exportadoras.
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Coronel afirma que no contexto brasileiro, onde a cadeia agroindustrial é extensa e fragmentada, a IA resolve um problema estrutural: a dispersão de informações.
“Do contrato com o produtor ao embarque no porto, há uma enorme quantidade de dados desconectados. A IA permite integrar, interpretar e ativar essas informações em escala”, detalha.
‘A segunda onda’
Agora, o onceito de “segunda onda” marca uma mudança estratégica. Se antes a IA era aplicada de forma pontual, como em ferramentas isoladas, agora o foco é a automação de ponta a ponta dos processos de negócio.
No agronegócio brasileiro, isso significa integrar a IA em toda a cadeia documental e operacional: desde o recebimento de insumos até a comercialização e exportação, passando por certificações, faturamento, logística e conformidade regulatória.
“A vantagem competitiva não está em automatizar tarefas, mas em orquestrar processos completos com IA”, resume o gerente regional da ELO Digital Office Espanha.
Para ele, esse ponto é decisivo, visto que embora a maioria das empresas já utilize IA em alguma função, poucas conseguem capturar valor financeiro relevante. As que conseguem são justamente aquelas que redesenham seus fluxos operacionais de forma integrada.
Gestão documental inteligente
Nesse cenário, a gestão documental deixa de ser uma função administrativa e passa a ocupar posição estratégica no agro brasileiro. Coronel destaca que algumas plataformas já permitem automatizar a captura de documentos, extrair dados com IA, gerenciar fluxos de trabalho dinâmicos e acessar informações por meio de linguagem natural.
“O ganho é direto: processos que levavam dias passam a ser concluídos em horas, com total rastreabilidade”, conta.
Para o agronegócio, isso impacta diretamente operações como a gestão de contratos com produtores, cooperativas e tradings, o controle de certificações e exigências internacionais, a integração com sistemas ERP e CRM, a otimização de compras e vendas e a redução de erros operacionais e riscos regulatórios.
“Em um setor de margens pressionadas e alta complexidade operacional, esses ganhos são decisivos”, defende o especialista.
Pressão regulatória
Coronel visualiza que o ambiente regulatório global, especialmente para exportações, impõe desafios adicionais ao agro brasileiro. Rastreabilidade, compliance ambiental e segurança de dados são cada vez mais exigidos por mercados internacionais.
Nesse contexto, ele enxerga a IA não apenas como uma ferramenta de eficiência, mas um instrumento de conformidade e gestão de risco. “A tecnologia permite atender às exigências regulatórias sem comprometer a velocidade e a escala das operações”, afirma.
De acordo com o executivo, a mensagem para o setor é clara: o Brasil já entrou na fase de implementação real da IA. E isso tende a se intensificar ao longo de 2026.
Isso porque com um agronegócio altamente competitivo, orientado à exportação e pressionado por eficiência, a adoção estratégica da IA deixa de ser opcional. “O Brasil tem uma vantagem: escala, complexidade e pressão competitiva. Isso acelera a adoção de tecnologias que realmente geram valor”, afirma.
Para o especialista, a “segunda onda” da IA representa mais do que uma evolução tecnológica. Trata-se de uma mudança estrutural no modelo de operação do agronegócio.
O campo brasileiro já é referência global em produtividade. Agora, o diferencial passa a ser outro: a inteligência na gestão de dados. Nesse novo cenário, quem dominar a informação dominará o mercado.
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Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.
A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.
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No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.
De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.
No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.
“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.
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Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.
A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.
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Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.
O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.
Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).
O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.
Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.
Fonte: gov.br
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Prefeitura abre chamada pública para compra de alimentos com investimento de R$ 324,8 mil

A Prefeitura de Sorriso (MT) abriu uma chamada pública para agricultores familiares interessados em fornecer alimentos ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
O programa permite que o poder público compre alimentos produzidos por agricultores familiares e destine esses produtos a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social, por meio de programas e serviços públicos de segurança alimentar.
Em Sorriso, serão investidos R$ 324.899,20 na compra de alimentos da agricultura familiar. Entre os produtos previstos estão frutas, verduras, legumes, mandioca, farinha, mel, ovos, frango caipira, queijo, pães e bolachas caseiras, entre outros.
A chamada pública é destinada a agricultores familiares individuais que moram em Sorriso e possuem o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo.
Os interessados deverão preparar um Projeto de Venda, informando os alimentos que produzem e pretendem fornecer ao programa, além de apresentar a documentação exigida no edital.
Como participar?
Os documentos e o Projeto de Venda deverão ser entregues presencialmente na SEMASA, entre os dias 17 e 30 de setembro de 2026, das 7h às 12h, de segunda a sexta-feira.
Entre os documentos necessários estão CPF, RG ou CNH, extrato do CAF, comprovante de endereço, Projeto de Venda e Declaração de Produção Própria. Quando for o caso, também deverá ser apresentado o CadÚnico atualizado.
Após o prazo de inscrição, a equipe técnica responsável pelo PAA fará a análise dos projetos. Os agricultores habilitados poderão ser chamados para realizar as entregas, conforme a demanda dos programas atendidos e a disponibilidade de recursos.
Local: Rua Marechal Cândido Rondon, nº 2311, Jardim Bela Vista
Prazo: 17 a 30 de setembro
Horário: 7h às 12h
Entrega: presencialmente
Critérios
O PAA possui critérios de priorização para ampliar a participação de públicos específicos da agricultura familiar, como mulheres, agricultores inscritos no CadÚnico, assentados da reforma agrária, jovens de 18 a 29 anos, pescadores, indígenas, quilombolas, negros e integrantes de povos e comunidades tradicionais.
O edital também estabelece a participação mínima de 50% de mulheres e 60% de fornecedores inscritos no CadÚnico. As compras estão previstas para ocorrer de novembro de 2026 a julho de 2027, ou até que os recursos disponíveis sejam utilizados. O limite de comercialização é de até R$ 15 mil por agricultor, por CAF, em cada ano civil, conforme as regras do programa.
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