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Como o mercado de soja reagiu após o feriado? Confira as cotações do dia

O mercado brasileiro de soja voltou a registrar ritmo lento nesta quarta-feira, com destaque para a pouca atratividade nos portos e a cautela do produtor nas negociações. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente foi influenciado pela combinação de queda na Bolsa de Chicago e recuo do dólar, fatores que pressionam as cotações internas.
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Segundo ele, os preços seguem em patamares considerados baixos, o que faz com que muitos produtores optem por vender apenas para cumprir necessidades imediatas de caixa, e não por margem. No mercado físico, o volume de negócios foi moderado, sem mudanças relevantes no cenário geral.
Preços no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 122,00 para R$ 122,50
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 123,00 para R$ 123,50
- Cascavel (PR): manteve em R$ 118,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 108,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 109,00
- Rio Verde (GO): desceu de R$ 110,00 para R$ 109,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 128,00
- Rio Grande (RS): alta de R$ 128,00 para R$ 128,50
Soja em Chicago
No cenário internacional, os contratos futuros da soja encerraram o dia em queda na Bolsa de Chicago, refletindo um quadro fundamental negativo. A ampla oferta da América do Sul e a perspectiva positiva para a safra dos Estados Unidos, que está em fase inicial de plantio, pesaram sobre as cotações.
Apesar da previsão de chuvas nos próximos dias poder atrasar os trabalhos de campo nos Estados Unidos, o mercado ainda não considera impactos relevantes na produtividade. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicam que o plantio já alcança 12% da área, acima dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e da média de cinco anos, de 5%.
No Brasil, a produção de soja para a safra 2025/26 é estimada em 178,11 milhões de toneladas, crescimento de 3,7% em relação ao ciclo anterior, segundo a Safras & Mercado.
Os Estados Unidos estão buscando firmar um acordo para que a China amplie a compra de produtos agrícolas, além da soja, durante a visita planejada do presidente Donald Trump ao país no próximo mês, disse, nesta quarta-feira, o representante de Comércio norte-americano, Jamieson Greer, durante uma audiência no Congresso sobre as prioridades comerciais do governo.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 10,00 centavos de dólar, ou 0,85%, a US$ 11,64 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,79 1/2 por bushel, com retração de 10,75 centavos de dólar ou 0,90%.Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 4,90 ou 1,52% a US$ 316,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 71,00 centavos de dólar, com perda de 0,65 centavo ou 0,90%.Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou praticamente estável, cotado a R$ 4,9733 para venda, após oscilar entre R$ 4,9551 e R$ 4,9896 ao longo do dia. A estabilidade da moeda também contribuiu para o comportamento mais cauteloso do mercado interno.
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Calendário eleitoral exige estratégia do agro no Congresso

As janelas de votação de agosto e setembro vão concentrar decisões sobre seguro rural, endividamento, orçamento e segurança jurídica antes que a disputa eleitoral domine Brasília.
O calendário eleitoral entra em sua fase decisiva em agosto, com o prazo para registro das candidaturas e o início oficial das campanhas. A movimentação não afeta apenas partidos e candidatos. Ela também muda o ritmo do Congresso e reduz o tempo disponível para negociações e votações relevantes.
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Com parlamentares divididos entre Brasília e suas bases eleitorais, a atividade presencial deverá se concentrar em poucas semanas. O Senado prevê esforços concentrados entre 10 e 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro, em calendário alinhado à Câmara.
Nesse período, as pautas prioritárias terão de disputar espaço com dezenas de vetos presidenciais pendentes. O Legislativo não ficará paralisado, mas propostas sem acordo político, apoio das lideranças ou condições de votação terão poucas chances de avançar.
Para a bancada do agro, o primeiro desafio será definir prioridades. A força numérica e a capacidade de articulação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) continuam relevantes, mas um segundo semestre eleitoral exige escolhas. Uma agenda extensa, sem uma ordem clara de urgência, pode diluir apoios e dificultar resultados concretos.
O seguro rural está entre os temas que reúnem urgência econômica e possibilidade de convergência. A proposta que reformula o sistema e cria instrumentos para eventos climáticos de grande impacto está em fase avançada de tramitação no Senado. A expectativa é de que o tema retorne à pauta após o recesso parlamentar.
A aprovação de uma nova legislação, porém, representa apenas uma parte da solução. O funcionamento do seguro depende de recursos orçamentários previsíveis, estabilidade nas regras e produtos adequados às diferenças entre culturas e regiões. Sem essa estrutura, o país continuará recorrendo a renegociações emergenciais sempre que secas, enchentes ou quedas de preços comprometerem a capacidade de pagamento dos produtores.
O endividamento rural será outra frente de atenção. De um lado, produtores afetados por perdas de safra e eventos climáticos pressionam por condições viáveis de pagamento e recuperação do acesso ao crédito, exigindo a aprovação do PL 5122/2023. De outro, o governo buscará controlar o impacto fiscal e delimitar o alcance dos benefícios, o que ocasionou a apresentação da Medida Provisória 1376/2026, como uma alternativa ao PL.
Esta derivou de articulação com a FPA e contou com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta, o que poderá favorecer a sua deliberação. As medidas visam à criação de linhas de crédito para liquidação ou amortização de operações rurais e precisarão ser aprovadas pelo Congresso para manter sua validade. O resultado dependerá da construção de critérios capazes de atender situações críticas sem criar uma solução genérica para realidades distintas.
Há ainda propostas relacionadas à segurança jurídica no campo, incluindo mudanças nos critérios de cobrança do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). A discussão envolve transparência na definição do Valor da Terra Nua (VTN) e redução de distorções na avaliação dos imóveis. Mesmo com avanço nas comissões, a matéria terá de disputar espaço nas semanas de presença efetiva dos parlamentares em Brasília.
Nesse ambiente, a bancada do agro precisará combinar atuação legislativa, articulação institucional e comunicação política. A campanha eleitoral tende a ampliar discursos de confronto e reduzir o espaço para explicações técnicas. A questão agora é quais temas serão tratados como prioridade e quais ficarão para a próxima legislatura.

*Rebeca Lucena é diretora de Relações Governamentais da BMJ Consultores Associados e cofundadora da rede Women Inside Trade (WIT)
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
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Agro Mato Grosso
MT projeta colheita histórica de 57 milhões de toneladas de milho

Levantamento de campo revisa produtividade para cima, supera estimativa da Conab e confirma Estado como maior produtor nacional
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Sistema CNA/Senar apresenta serviços e capacitações no Congresso de Olericultura

O Sistema CNA/Senar participou, na sexta-feira (24), do 58º Congresso Brasileiro de Olericultura, realizado na Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), em Brasília (DF). Promovido pela Associação Brasileira de Horticultura (ABH), o encontro reuniu apresentações sobre pesquisa, troca de experiências e construção de soluções para o fortalecimento das cadeias produtivas de hortaliças.
Durante o evento, a coordenadora da área de Produção Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ana Lenat, apresentou a estrutura do Sistema CNA/Senar e explicou as formas de acesso dos produtores aos serviços da instituição. Segundo ela, os sindicatos rurais são a principal porta de entrada para o público do campo acessar ações e programas.
Ana Lenat também destacou a atuação das diretorias Técnica e Internacional e das assessorias de Relações Institucionais e Jurídica da CNA, além das comissões nacionais da entidade. Entre as iniciativas apresentadas esteve o Projeto Campo Futuro, voltado à realização de levantamentos e painéis de custos de produção.
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A assessora técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Ana Clara Souza, detalhou as ações de Formação Profissional Rural (FPR), os cursos técnicos, as capacitações e as iniciativas de educação a distância. Ela ressaltou a plataforma Senar Play, que reúne mais de 250 cursos gratuitos e já ultrapassou 830 mil matrículas. O acesso pode ser feito pela internet e por aplicativo.
Para a olericultura, o Senar oferece cursos sobre produção de hortaliças, implantação de hortas, produção de mudas e outras tecnologias voltadas ao setor. Os conteúdos também podem ser acessados pelo WhatsApp, com emissão de certificado ao fim da capacitação.
O assessor técnico do Senar Mauro Faria apresentou o trabalho de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), com acompanhamento contínuo nas propriedades rurais e resultados obtidos desde a implantação da metodologia, em 2017. Segundo ele, a olericultura tem papel estratégico para a segurança alimentar e reúne uma cadeia produtiva diversificada, com predominância de pequenos produtores e agricultores familiares.
A participação do Sistema CNA/Senar no congresso concentrou a apresentação de serviços, cursos e assistência técnica voltados à produção de hortaliças, com foco no acesso dos produtores às ações da instituição e na difusão de tecnologias para o setor.
Fonte: cnabrasil.org.br
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