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23 de outubro de 2026

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Trigo no Brasil: quando a entressafra deixa de ser confortável e passa a ser estratégica

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Foto: Embrapa

A entressafra de trigo no Brasil se configura, neste momento, como um período particularmente desafiador — não pela ausência absoluta de produto, mas pela combinação de fatores que restringem a disponibilidade efetiva, sobretudo de trigo com padrão de qualidade superior.

O primeiro vetor é a oferta curta no Mercosul. A disponibilidade remanescente no Brasil e nos países vizinhos é limitada, com volumes pontuais ainda circulando — como fluxos recentes do Paraguai em direção ao Paraná —, mas insuficientes para alterar de forma relevante o equilíbrio do mercado. Trata-se, portanto, de um ambiente em que a oferta existe, porém é escassa, fragmentada e altamente seletiva.

Há, contudo, um contraponto relevante. A Argentina ainda dispõe de volume considerável de trigo, o que, em uma leitura superficial, poderia sugerir maior conforto na oferta regional. Na prática, esse volume não se converte integralmente em disponibilidade útil para a indústria brasileira. A limitação reside na qualidade, com escassez de trigo com teor de proteína mais elevado. Assim, embora haja oferta em termos quantitativos, a restrição qualitativa reduz significativamente sua aplicabilidade, sobretudo para moinhos que operam com blends mais
exigentes, reforçando a percepção de um mercado efetivamente apertado.

No plano logístico, o momento também impõe limitações importantes. A priorização do escoamento da safra de verão reduz a eficiência operacional para o trigo, tanto na movimentação interna quanto na capacidade de armazenagem e segregação nos portos. Soma-se a isso a elevação dos custos de frete rodoviário, o que encarece a arbitragem entre regiões e reduz a fluidez dos negócios.

Esse quadro se torna ainda mais complexo quando inserido no contexto internacional. As tensões geopolíticas envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel vêm ampliando a volatilidade no mercado de energia, com reflexos diretos sobre os custos de frete marítimo. Em um momento
em que o Brasil passa a depender mais de origens fora do Mercosul para suprir lacunas de qualidade, esse encarecimento logístico ganha peso na formação de preços e nas decisões de originação.

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Nesse ambiente, cresce a necessidade de diversificação de origens. O trigo russo se destaca pela competitividade no FOB, embora parte dessa vantagem seja absorvida pelo frete mais elevado. Já o trigo norte-americano (HRW), tradicionalmente mais caro, torna-se ainda menos competitivo em termos de custo final, mas segue sendo uma alternativa estratégica para moinhos que demandam qualidade consistente. Essa recomposição do mix de origens ocorre, portanto, sob uma estrutura de custos mais pressionada, exigindo maior precisão nas decisões de compra.

Do ponto de vista regional, os impactos são heterogêneos. Moinhos localizados no Sul, especialmente aqueles que se anteciparam à originação, operam com maior previsibilidade. Em contrapartida, nas regiões a partir do Sudeste em direção ao Norte, a dependência de
importações — combinada à menor disponibilidade de trigo de qualidade — torna o cenário mais restritivo, com maior exposição a custos logísticos e variações cambiais.

Outro elemento que merece atenção é o comportamento da demanda. Em um ambiente de custos mais elevados e margens pressionadas, a indústria tende a adotar postura mais cautelosa, ajustando blends, postergando compras sempre que possível e buscando maior eficiência no uso da matéria-prima. Ainda assim, a necessidade de manutenção da qualidade final dos produtos impõe limites a essa flexibilização.

Farelo de trigo

Para que a conta industrial se equilibre, um movimento de alta nos preços da farinha torna-se cada vez mais provável. Essa necessidade se evidencia com maior clareza diante da forte queda nos preços do farelo observada nas últimas quinzenas.

Ao se analisar a composição da receita da moagem ao longo dos últimos cinco anos, observa-se que o farelo — embora frequentemente tratado como subproduto — representa, em média, um adicional superior a 10% sobre a receita gerada pela farinha. À primeira vista, trata-se de
uma participação relativamente modesta; contudo, em diversos momentos de mercado, esse componente é determinante para a sustentação das margens operacionais dos moinhos.

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Por fim, a entressafra atual também antecipa sinais importantes para a próxima temporada. A expectativa de redução de área plantada, somada aos riscos climáticos associados ao El Niño — especialmente na Região Sul —, reforça a percepção de uma transição potencialmente apertada entre safras. Nesse contexto, produtores com estoques remanescentes tendem a encontrar melhores oportunidades de comercialização, embora ainda enfrentem pressão de custos e seletividade por qualidade.

Em síntese, a entressafra de trigo no Brasil em 2026 não se define apenas pela escassez, mas pela complexidade. Trata-se de um período em que qualidade, logística, câmbio e estratégia de originação assumem papel central — e em que decisões antecipadas tendem a
diferenciar aqueles que gerenciam risco daqueles que simplesmente reagem a ele.

Quando a logística se torna restritiva e a qualidade escasseia, o mercado deixa de ser confortável — e passa, inevitavelmente, a ser estratégico.

Élcio Bento, especialista em trigo da Safras & Mercado

*Élcio Bento é especialista em trigo graduado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Faz parte da divisão de especialistas de Safras & Mercado há mais de 20 anos


O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Nova geração de produtores impulsiona aluguel de máquinas agrícolas

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A entrada de uma nova geração de produtores no campo tem contribuído para a alta do aluguel de máquinas agrícolas. Conforme dados da Receita Federal, já são mais de 9 mil empresas do ramo no Brasil, mercado que abrange desde uma companhia listada em bolsa a um proprietário de trator que ocasionalmente o loca.

“Para que vou querer comprar uma colheitadeira se vou usá-la somente durante quatro ou cinco semanas ao longo de toda a safra?”, indaga o produtor Lucas Bonato, de 28 anos, morador de Campos Lindos, no Tocantins. Pensamento oposto ao de seu pai, José Bonato, de 64 anos. “Sempre pensei em adquirir máquinas duráveis que poderiam me servir e, depois, aos meus filhos.”

Lucas considera que em um cenário de juros altos e crédito restrito, não há sentido imobilizar capital em um bem que não é de uso contínuo. Para ele, o raciocínio é semelhante ao da população urbana que opta por viagens em carros de aplicativo ao invés de adquirir o próprio automóvel.

O pensamento do jovem produtor ecoa o de muitos outros que não enxergam viabilidade nas taxas de até 12,5% ao ano do Moderfrota Geral e de 11,5% no Moderfrota Pronamp. Somado a isso, há a desmotivação pela volumosa alta dos preços: estudo do Projeto Campo Futuro, da CNA, identificou que entre 2019 e 2025, os preços das plantadeiras aumentaram entre 131% e 225%, o das colheitadeiras cresceram de 57% a 124% e o dos tratores tiveram incremento que variou de 107% a 154%.

O estudo, divulgado em 2025, contemplou 12 regiões estratégicas localizadas no Sul, Centro-Oeste e Matopiba+PA, identificando que operações mecânicas e depreciação de máquinas respondem por cerca de 17% do custo operacional total do produtor.

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O diretor comercial da RZK Rental, Eduardo Martinatti, acredita que a mentalidade de uma nova geração no campo exemplifica o atual momento do mercado. “Querer ser o dono da máquina ainda é uma cultura dominante entre os produtores, mas observamos que o pensamento vem mudando, especialmente com a sucessão nas fazendas”, diz.

O executivo salienta que a empresa estima crescimento de 3,5% neste ano e de 10% em 2027. Essa ascensão vem impulsionada, em parte, justamente pelo público mais jovem. “Para eles, o valor imobilizado e as dificuldades de gerir a própria frota pesam mais. Assim, optam por deixar o caixa livre para investir em estruturas e novas oportunidades.”

Esse comportamento foi, inclusive, ilustrado por pesquisa da Boschi Inteligência de Mercado (BIM³), cujos dados mostram que 38% das propriedades rurais brasileiras alugam colheitadeiras para suas operações. Quando o assunto são pulverizadores, o número é de 19%, enquanto nos tratores é de 11%.

Pagamentos conforme a receita

Para aumentar ainda mais esses números, o setor vem apostando na customização. Na RZK Rental o preço do aluguel é de acordo com a demanda de receita do produtor dentro da sua operação. “Tentamos entender exatamente as necessidades do cliente para garantir que o serviço não seja um custo para ele nos momentos de baixa na receita na fazenda”, conta.

Modelo semelhante é adotado pela Armac, onde os contratos já seguem a sazonalidade do campo. “Na locação mensal, o cliente pode contratar o equipamento pelo período de que precisa, como durante a safra, e devolvê-lo na entressafra. Para demandas pontuais, as lojas também oferecem pacotes de 3, 7, 14 ou 21 diárias”, detalha o vice-presidente de Locação, Leonardo Suarez.

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A empresa também vem em uma crescente. Por ter capital aberto, não divulga projeções, mas o balanço do segundo trimestre deste ano dá pistas do desempenho: receita bruta de R$ 586,2 milhões, 19,3% acima do registrado no mesmo período de 2025.

Ainda que o maior foco da Armac seja a linha amarela, operações diretamente ligadas ao agro, como usinas de cana e de etanol de milho, agroindústrias, empresas de fertilizantes, armazéns, terminais e propriedades rurais, já utilizam cerca de 30% da frota de mais de 15 mil ativos da companhia.

“Na nossa experiência, o cliente que troca a compra pela locação dificilmente volta atrás”, diz Suarez. De acordo com ele, o produtor costuma enxergar que o modelo é vantajoso com uma conta simples: a comparação da parcela do financiamento com o valor do aluguel menos os encargos com manutenção, seguro, peças, depreciação e o tempo de máquina parada.

E os ventos favoráveis à locação de máquinas ainda devem ganhar um novo aliado: a Reforma Tributária. Com a obrigatoriedade de um CNPJ e a consequente formalização jurídica a partir de 2027, o produtor passa a conseguir recuperar e aproveitar os créditos tributários gerados no modelo de aluguel (IBS e CBS), o que antes era inviável.

Locação como complemento

Produtora de soja, milho, feijão, algodão e cana-de-açúcar e também atuante na pecuária, a BrasilAgro aluga máquinas desde o começo de suas atividades.

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De acordo com o diretor financeiro e de Relações com Investidores da empresa, Gustavo Javier Lopez, a companhia possui frota própria, que representa a maior parte dos equipamentos, mas a locação é utilizada como complemento, especialmente na renovação da frota ou quando a análise de payback indica que se trata da alternativa mais vantajosa.

“Alugamos tratores de grande porte, com mais de 300 cv, plantadeiras com 30 linhas ou mais e pás-carregadeiras. Também alugamos caminhões de apoio às operações das fazendas, como munck, roll-on/roll-off e baú, além de micro-ônibus para o transporte interno de funcionários”, conta.

O executivo conta que o modelo de contrato que a empresa opta é o de pagamento mensal. “Existem companhias que oferecem a modalidade safra, com pagamento em 30 de abril. Porém, para nós, nas condições atuais, essa opção não tem sido a mais vantajosa em razão dos juros.”

Lopez destaca que a BrasilAgro trabalha com três modalidades de utilização de máquinas: terceirização dos serviços, aquisição e locação. “No planejamento, avaliamos qual delas atende melhor cada operação. Essa combinação ajuda a reduzir a exposição ao risco de indisponibilidade de frota nos períodos de pico”, conta.

O relatório Rental Market Report, da KPMG com Analoc e Sobratema, projeta que o setor de aluguel de máquinas e equipamentos deve faturar R$ 52,9 bilhões em 2026, 7% a mais que em 2025.

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Soja sobe em Chicago e melhora ofertas no mercado brasileiro; saiba como ficaram os preços

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O mercado brasileiro de soja apresentou maior movimentação nesta quinta-feira (22), com valorização dos preços e registro de negócios nos portos. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as condições mais favoráveis na Bolsa de Chicago e no câmbio contribuíram para a melhora das ofertas dos compradores, embora a comercialização ainda apresente baixa liquidez.

Durante a sessão, os contratos futuros em Chicago chegaram a operar com alta de 1% nas máximas do dia, acompanhados por movimentos positivos do dólar. Esse cenário permitiu melhores indicações de compra e favoreceu a realização de negócios nos portos.

Apesar da melhora pontual, Silveira destaca que o ritmo de comercialização ao longo da semana permanece lento, com volumes negociados ainda limitados. Os produtores seguem concentrados nos trabalhos de plantio da nova safra, o que também restringe a movimentação no mercado físico.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 146,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 145,00 para R$ 147,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 139,00 para R$ 141,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 151,00 para R$ 152,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 151,00 para R$ 153,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quinta-feira (22), interrompendo uma sequência de oito sessões seguidas de perdas. Após atingir o menor nível em dois meses, os agentes viram um cenário propício para uma recuperação técnica, por meio de compras de barganha, quando investidores aproveitam preços mais baixos para adquirir contratos.

A alta do petróleo ajudou a sustentar os ganhos do dia, devido à correlação com o biodiesel. Outro ponto positivo pelo lado da demanda segue sendo o volume de compras chinesas no mercado americano. Nesta quinta-feira, os exportadores privados anunciaram mais uma venda de 202 mil toneladas de soja para o país asiático.

As vendas líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2026/27, iniciada em 1º de setembro, ficaram em 2.841.200 toneladas na semana encerrada em 15 de outubro. A China liderou as compras, com 2.178.600 toneladas. Analistas esperavam vendas entre 1,1 milhão e 3 milhões de toneladas.

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Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 7,75 centavos de dólar, ou 0,62%, a US$ 12,53 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,64 3/4 por bushel, com elevação de 6,50 centavos de dólar, ou 0,51%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,00, ou 0,28%, a US$ 347,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 66,74 centavos de dólar, com ganho de 0,77 centavo, ou 1,16%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,23%, negociado a R$ 5,0385 para venda e a R$ 5,0365 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0220 e a máxima de R$ 5,0560.

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Contratações na citricultura crescem quase 10% no Brasil

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A citricultura brasileira registrou 11.460 contratações entre julho e agosto de 2026, primeiro bimestre da safra 2026/2027. O número representa um crescimento de 9,9% em relação às 10.427 admissões contabilizadas no mesmo período da temporada anterior.

Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Na comparação anual, o setor realizou 1.033 contratações a mais, com destaque para o aumento das admissões em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Os números representam o total de admissões no período, não necessariamente o saldo de empregos gerados, que considera também os desligamentos.

São Paulo concentra 78% das contratações

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São Paulo liderou as admissões na citricultura brasileira, com 8.953 trabalhadores contratados entre julho e agosto deste ano. O volume corresponde a 78,1% do total nacional.

Na comparação com o mesmo período da safra 2025/2026, quando foram registradas 8.084 contratações, o estado apresentou crescimento de 10,7%.

Minas Gerais aparece na segunda posição, com 1.585 admissões, avanço de 17% em relação às 1.355 contratações registradas no primeiro bimestre da temporada anterior.

Com esse desempenho, o estado mineiro respondeu por 13,8% das admissões nacionais na citricultura.

Mato Grosso do Sul registra alta de 146% nas admissões

Entre os estados analisados, Mato Grosso do Sul apresentou o maior crescimento percentual nas contratações.

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O número de admissões passou de 115, no primeiro bimestre da safra passada, para 283 entre julho e agosto de 2026, uma alta de 146,1%.

Com isso, o estado respondeu por 2,5% das contratações nacionais do setor.

Em contrapartida, o Paraná registrou queda de 49,6% nas admissões. Foram 205 contratações no primeiro bimestre da safra atual, contra 407 no mesmo período de 2025.

O estado paranaense representou 1,8% das admissões da citricultura brasileira.

  • Contratações na citricultura por estado:
  • São Paulo 8.084 8.953 +10,7%
  • Minas Gerais 1.355 1.585 +17,0%
  • Mato Grosso do Sul 115 283 +146,1%
  • Paraná 407 205 -49,6%
  • Brasil 10.427 11.460 +9,9%

Os valores representam admissões registradas em julho e agosto de cada safra. Segundo o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, o crescimento das contratações demonstra a participação da citricultura na atividade econômica dos municípios produtores.

“O avanço em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul mostra como a citricultura cria oportunidades de trabalho em diferentes regiões produtoras e amplia sua contribuição para as economias locais”, afirmou.

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