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Agro Mato Grosso

Escoamento da soja mantém o frete em alta em Mato Grosso

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Pelo Arco Norte, houve o escoamento de 40,8% da produção de milho e 38,4% da produção de soja

As exportações de soja cresceram no mês de fevereiro, contribuindo para o aumento no preço dos fretes.

Além da colheita, o período chuvoso é outro fator que influencia na alta dos preços do serviço de transporte de grãos.

A análise está na edição de fevereiro do Boletim Logístico, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O monitoramento dos corredores logísticos evidencia o Arco Norte e o porto de Santos (SP) como principais canais de exportação de soja e milho no início de 2026.

Pelo Arco Norte, houve o escoamento de 40,8% da produção de milho e 38,4% da produção de soja.

Já pelo Porto de Santos foram exportados 33,5% da safra de milho e 36,8% da de soja.

Com a previsão de safra recorde divulgada pela Conab no último levantamento da safra de grãos, os próximos meses devem ser marcados pelo aumento dos fretes rodoviários.

“No mercado externo, oscilações cambiais, incertezas geopolíticas e o valor do petróleo devem continuar influenciando o preço dos fretes. Já no mercado interno, os produtores devem lidar com o avanço da colheita das culturas de primeira safra, o que também mantém a pressão de alta nas cotações para a remoção dos grãos”, analisa o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth.

De acordo com o Boletim, Mato Grosso, principal estado produtor de grãos no país, o alto volume de soja manteve a logística aquecida e os fretes com tendência crescente, com valores até 19% mais elevados que no mês anterior.

Apesar das chuvas, melhorias recentes em infraestrutura asseguraram o fluxo, mantendo a proeminência do estado mato-grossense no fornecimento de commodities.

Como detalham os analistas da Conab, em fevereiro, Mato Grosso registrou forte aquecimento logístico em continuidade ao movimento iniciado no mês anterior como reflexo da colheita da safra de soja e da necessidade de escoamento de uma produção de enorme magnitude próxima a 50 milhões de toneladas.

No campo, a produtividade tem se consolidado como muito positiva, melhor do que inicialmente projetada, e a elevada incidência de chuvas, além de ter impulsionado o resultado, também tem imposto grandes desafios no que se refere às operações logísticas.

Diante do alto volume pluviométrico, toda e qualquer janela de tempo seco tem sido devidamente aproveitada e otimizada mediante a crescente capacidade técnica e operacional do produtor mato-grossense.

Neste contexto, é primordial que a logística sempre esteja alinhada aos trabalhos a campo, de modo a se evitar gargalos e dar vazão à produção, tanto a nível local, quanto sob uma perspectiva mais macro, abrangendo armazéns maiores e terminais de transbordo.

Apesar das chuvas o fluxo logístico tem transcorrido de forma bastante fluida, sem grandes adversidades.

Nos últimos anos muitos investimentos em logística têm sido realizados em Mato Grosso, com ampliação significativa na quilometragem asfaltada em âmbito estadual, além da expansão de alternativas para transbordo em modais distintos, seja no estado, ou em estados vizinhos.

Diante disso, mitigam-se alguns gargalos que até recentemente eram observados em maior grau, com a produção podendo ser escoada com relativa celeridade e maior eficiência”, explicam os analistas.

Trata-se de uma estrutura imprescindível para Mato Grosso que tem observado a cada ano grandes avanços em sua área plantada e na produtividade.

Neste momento, a elevada safra de soja e a projeção de grande oferta de milho, a ser colhida em meados de 2026, aliadas à ampliação dos acordos comerciais brasileiros, bem como à consolidação do Brasil e de Mato Grosso como fornecedor mundial destas commodities devem manter a logística aquecida e em crescente dinamismo.

Neste contexto foi observada alta nas cotações de fretes rodoviários em praticamente todas as rotas que têm o estado como origem, sendo as variações entre moderadas e elevadas. As maiores elevações ocorreram em origens cuja maior intensificação da colheita se deu em fevereiro, caso de Querência, representativa do Vale do Araguaia, que passou a registrar maior aquecimento logístico neste mês, após uma aceleração apenas incipiente e moderada em janeiro.

Por outro lado, rotas que envolvem Sorriso e Campo Novo que avançaram mais em seus trabalhos de colheita em janeiro já haviam observado maiores altas no referido mês, apresentando, em fevereiro, continuidade no movimento de alta, porém, de maneira não tão acentuada.

A tendência é de manutenção das cotações em patamares elevados ao longo dos próximos meses, diante deste quadro de grande oferta de soja a ser escoada, forte demanda internacional, proximidade da colheita do milho com a consequente necessidade de se comercializar o saldo remanescente do produto, ainda superior a 5%, em um curto intervalo, além dos esforços para se liberar espaço em armazéns para otimização do giro.

Assim, a grosso modo, ainda que algum declínio seja observado a partir de março, diante da sazonalidade da safra, tal queda deverá ser atenuada e suavizada pela conjuntura mencionada de aquecimento, tanto do lado da oferta quanto do lado da demanda – o que deverá oferecer suporte aos preços ao longo dos próximos meses.

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Agro Mato Grosso

MT lidera 70% do mercado brasileiro em etanol de milho: “Potencial para crescer ainda mais”

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A 3ª Conferência UNEM Datagro reúne setor produtivo em Cuiabá e projeta salto na industrialização, com impacto direto na economia e na segurança energética

Mato Grosso consolidou sua liderança nacional na produção de etanol de milho ao alcançar 5,6 bilhões de litros na safra 2024/2025, volume que representa cerca de 70% de toda a produção brasileira. O avanço, que vem transformando a dinâmica econômica da cadeia do milho no estado, pautou os debates da 3ª Conferência Internacional UNEM Datagro, realizada nesta quinta-feira (16), no Cenarium Rural, em Cuiabá, reunindo empresários, investidores e autoridades em torno de um setor cada vez mais estratégico para a matriz energética e o desenvolvimento regional.

O crescimento do etanol de milho em Mato Grosso ocorre em ritmo acelerado e sustentado por uma estrutura industrial em expansão, com 17 usinas de biocombustíveis  em operação, sendo 9 dedicadas exclusivamente ao milho e 3 no modelo flex (milho e cana de açúcar), e perspectiva de avanço contínuo nos próximos ciclos. Mais do que volume, o movimento representa uma mudança estrutural: o estado deixou de exportar matéria-prima para agregar valor dentro de casa, gerando emprego, renda e arrecadação.

Ao abrir o evento, o governador Otaviano Pivetta fez questão de contextualizar essa virada econômica a partir de 2017, com advento da primeira usina de etanol de milho. Ele também destacou que a industrialização trouxe ganhos diretos para a economia mato-grossense.

“Mato Grosso já é o maior produtor de bioenergia do país e, neste ano, deve esmagar cerca de 20 milhões de toneladas. Isso mostra o tamanho do potencial que ainda temos para crescer. O Estado tem feito a sua parte, com incentivos fiscais e um ambiente seguro para atrair indústrias. Isso amplia as opções para o produtor vender o milho aqui dentro, agrega valor à produção e gera emprego e renda. É assim que transformamos produção em desenvolvimento”, afirmou.

A força do setor também foi destacada pela secretária de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, Mayran Beckman, que apontou o etanol de milho como um dos principais vetores de transformação econômica do estado. Para ela, o protagonismo do Estado não é pontual, mas resultado de um ambiente estruturado para crescer.

“O etanol de milho deixou de ser apenas uma alternativa energética. Hoje ele é um motor de desenvolvimento regional, que integra produção agrícola, indústria e geração de energia limpa. Temos produtividade, matéria-prima e um setor comprometido com inovação. Isso nos coloca em posição de liderança e com capacidade de expandir ainda mais”, completou.

As projeções apresentadas durante a conferência reforçam esse cenário de expansão. A expectativa é que a moagem de milho alcance 26,8 milhões de toneladas na safra 2026/2027, com crescimento superior a 19% em relação ao ciclo anterior, impulsionado pela entrada de novas usinas e pela ampliação da capacidade industrial.

Para o presidente do Conselho da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM),  Eduardo Menezes Mota, o momento é de consolidação e preparação para um novo salto do setor, levando em conta o cenário internacional, que tem elevado o papel estratégico dos biocombustíveis.

“Projetamos um crescimento consistente, com aumento da produção e maior integração da cadeia. O etanol de milho já é um caso de sucesso e tende a ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. Com a alta do petróleo e as tensões geopolíticas, o etanol passa a ser um escudo para a economia brasileira, garantindo segurança energética e reduzindo a exposição a crises externas”, disse.

O presidente da Datagro, Plínio Nastari, reforçou o impacto econômico da industrialização do milho, destacando a capacidade de multiplicação de valor dentro da cadeia produtiva.

“Quando o grão é industrializado, ele pode aumentar de valor entre 80% e 100%. Isso transforma completamente a economia local e impulsiona outros setores, como a pecuária e a produção de proteína. Não existe competição entre alimento e energia. O que estamos vendo é o contrário: a bioenergia fortalece a produção de alimentos e torna o agro mais eficiente”, afirmou.

Além da produção de biocombustível, o setor também gera subprodutos estratégicos, como DDGS, utilizados na nutrição animal, e contribui para a produção de bioeletricidade, ampliando ainda mais seu impacto na economia brasileira.

 

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Governador diz que “bonde digital” não é a opção mais viável para Mato Grosso

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Otaviano Pivetta disse que veículo movido por biocombustível teria mais a ver com as características do Estado no momento

O governador Otaviano Pivetta disse que o Bonde Urbano Digital (BUD) não é a melhor opção no momento para implementar meios de transporte em Cuiabá. O veículo seria mais caro do que o BRT e ainda estaria em fase de teste de qualidade. 

“O preço é altíssimo, três vezes mais caro que as outras soluções. E tem muitas perguntas sem respostas sobre o bonde urbano. Nós não vamos fazer nada [sem garantia]. Já erramos uma vez, erramos feio uma vez [com a troca pelo VLT]. Não podemos errar nem um pouquinho nessa escolha”, disse em entrevista à rádio Capital. 

Pivetta foi o enviado de Mato Grosso a Curitiba, no ano passado, para sondar o modal. Curitiba é a única cidade no Brasil que por hora utiliza o BUD. A operação começou no fim de 2025 e atingiu o nível completo no começo de janeiro deste ano. 

O governador disse que a alternativa mais eficaz para Mato Grosso é um modal que utilize biodiesel como combustível, que já é produzido em larga escala no Estado. Seria a opção mais viável pelo preço e pela renovação de energia. 

“Se eu tivesse que decidir hoje, [escolheria a opção com] biodiesel. É o mais barato, é um combustível que nós produzimos, de baixa emissão [poluente], combustível renovável, é moderno e tem tudo a ver com Mato Grosso”, afirmou. 

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Safra de algodão em Mato Grosso avança e preço sobe 4%

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A comercialização da pluma para a safra 2024/25 atingiu 92,10% da produção do ciclo, avanço de 5,04 pontos percentuais ante fevereiro. O preço médio negociado, mês passado, foi de R$ 121,61/@, alta de 4,27% frente ao mês anterior. Para a safra 25/26 foi observado um avanço de 7,03 pontos percentuais, alcançando 65,60% da produção comercializada, a preço médio mensal de R$ 128,54/@, valorização mensal de 5,50%.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) também informou que o movimento nas safras foi sustentado pela alta dos contratos na bolsa de Nova Yorque e pelo cenário geopolítico, com o conflito no Oriente Médio elevando o petróleo e favorecendo a competitividade da pluma frente às fibras sintéticas.

Por fim, a dinâmica dos preços será crucial para definir o ritmo dos negócios nos próximos meses, considerando que o cotonicultor tem se planejado cada vez mais diante do estreitamento de suas margens de rentabilidade.

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