Connect with us
23 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Escoamento da soja mantém o frete em alta em Mato Grosso

Published

on

Pelo Arco Norte, houve o escoamento de 40,8% da produção de milho e 38,4% da produção de soja

As exportações de soja cresceram no mês de fevereiro, contribuindo para o aumento no preço dos fretes.

Além da colheita, o período chuvoso é outro fator que influencia na alta dos preços do serviço de transporte de grãos.

A análise está na edição de fevereiro do Boletim Logístico, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O monitoramento dos corredores logísticos evidencia o Arco Norte e o porto de Santos (SP) como principais canais de exportação de soja e milho no início de 2026.

Pelo Arco Norte, houve o escoamento de 40,8% da produção de milho e 38,4% da produção de soja.

Advertisement

Já pelo Porto de Santos foram exportados 33,5% da safra de milho e 36,8% da de soja.

Com a previsão de safra recorde divulgada pela Conab no último levantamento da safra de grãos, os próximos meses devem ser marcados pelo aumento dos fretes rodoviários.

“No mercado externo, oscilações cambiais, incertezas geopolíticas e o valor do petróleo devem continuar influenciando o preço dos fretes. Já no mercado interno, os produtores devem lidar com o avanço da colheita das culturas de primeira safra, o que também mantém a pressão de alta nas cotações para a remoção dos grãos”, analisa o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth.

De acordo com o Boletim, Mato Grosso, principal estado produtor de grãos no país, o alto volume de soja manteve a logística aquecida e os fretes com tendência crescente, com valores até 19% mais elevados que no mês anterior.

Apesar das chuvas, melhorias recentes em infraestrutura asseguraram o fluxo, mantendo a proeminência do estado mato-grossense no fornecimento de commodities.

Advertisement

Como detalham os analistas da Conab, em fevereiro, Mato Grosso registrou forte aquecimento logístico em continuidade ao movimento iniciado no mês anterior como reflexo da colheita da safra de soja e da necessidade de escoamento de uma produção de enorme magnitude próxima a 50 milhões de toneladas.

No campo, a produtividade tem se consolidado como muito positiva, melhor do que inicialmente projetada, e a elevada incidência de chuvas, além de ter impulsionado o resultado, também tem imposto grandes desafios no que se refere às operações logísticas.

Diante do alto volume pluviométrico, toda e qualquer janela de tempo seco tem sido devidamente aproveitada e otimizada mediante a crescente capacidade técnica e operacional do produtor mato-grossense.

Neste contexto, é primordial que a logística sempre esteja alinhada aos trabalhos a campo, de modo a se evitar gargalos e dar vazão à produção, tanto a nível local, quanto sob uma perspectiva mais macro, abrangendo armazéns maiores e terminais de transbordo.

Apesar das chuvas o fluxo logístico tem transcorrido de forma bastante fluida, sem grandes adversidades.

Advertisement

Nos últimos anos muitos investimentos em logística têm sido realizados em Mato Grosso, com ampliação significativa na quilometragem asfaltada em âmbito estadual, além da expansão de alternativas para transbordo em modais distintos, seja no estado, ou em estados vizinhos.

Diante disso, mitigam-se alguns gargalos que até recentemente eram observados em maior grau, com a produção podendo ser escoada com relativa celeridade e maior eficiência”, explicam os analistas.

Trata-se de uma estrutura imprescindível para Mato Grosso que tem observado a cada ano grandes avanços em sua área plantada e na produtividade.

Neste momento, a elevada safra de soja e a projeção de grande oferta de milho, a ser colhida em meados de 2026, aliadas à ampliação dos acordos comerciais brasileiros, bem como à consolidação do Brasil e de Mato Grosso como fornecedor mundial destas commodities devem manter a logística aquecida e em crescente dinamismo.

Neste contexto foi observada alta nas cotações de fretes rodoviários em praticamente todas as rotas que têm o estado como origem, sendo as variações entre moderadas e elevadas. As maiores elevações ocorreram em origens cuja maior intensificação da colheita se deu em fevereiro, caso de Querência, representativa do Vale do Araguaia, que passou a registrar maior aquecimento logístico neste mês, após uma aceleração apenas incipiente e moderada em janeiro.

Advertisement

Por outro lado, rotas que envolvem Sorriso e Campo Novo que avançaram mais em seus trabalhos de colheita em janeiro já haviam observado maiores altas no referido mês, apresentando, em fevereiro, continuidade no movimento de alta, porém, de maneira não tão acentuada.

A tendência é de manutenção das cotações em patamares elevados ao longo dos próximos meses, diante deste quadro de grande oferta de soja a ser escoada, forte demanda internacional, proximidade da colheita do milho com a consequente necessidade de se comercializar o saldo remanescente do produto, ainda superior a 5%, em um curto intervalo, além dos esforços para se liberar espaço em armazéns para otimização do giro.

Assim, a grosso modo, ainda que algum declínio seja observado a partir de março, diante da sazonalidade da safra, tal queda deverá ser atenuada e suavizada pela conjuntura mencionada de aquecimento, tanto do lado da oferta quanto do lado da demanda – o que deverá oferecer suporte aos preços ao longo dos próximos meses.

Continue Reading
Advertisement

Agro Mato Grosso

Mulheres, idosos e crianças são atacados com mais de 230 ferroadas de abelhas em MT

Published

on

Nove pessoas, com idades entre 4 meses e 86 anos, foram atacadas por um enxame de abelhas no fim da tarde desta quarta-feira (21), na região central de Novo Horizonte do Norte, a 663 km de Cuiabá. Segundo a Polícia Militar, juntas, as vítimas sofreram mais de 230 ferroadas, e todas receberam atendimento médico.

Entre as vítimas estão uma idosa de 86 anos, que levou mais de 50 ferroadas, e um bebê de 4 meses, atingido uma vez. Uma mulher de 47 anos também sofreu mais de 50 ferroadas ao tentar proteger os dois netos, de 6 anos e 4 meses.

Conforme a polícia, a primeira pessoa atacada foi a idosa de 86 anos, que caminhava pela rua quando foi surpreendida pelo enxame e pediu socorro. Uma mulher de 61 anos, que estava em casa, saiu para verificar o que acontecia e também foi atacada.

Depois, uma mulher de 47 anos percebeu que os netos estavam sendo atingidos pelas abelhas. Ela tentou proteger as crianças com um cobertor, mas, diante da continuidade dos ataques, correu com elas para o banheiro e permaneceu sob o chuveiro até a chegada dos policiais.

A equipe foi acionada e encontrou quatro pessoas abrigadas dentro da casa: dois adultos e as duas crianças. Os policiais informaram que usaram equipamentos de proteção para resgatá-las e levá-las ao hospital. Segundo a corporação, os militares que participaram do resgate também foram atingidos por ferroadas nos braços, no pescoço e nas pernas.

Advertisement

As nove vítimas tiveram as seguintes quantidades de ferroadas, conforme a polícia:

  • Idosa de 86 anos: mais de 50 ferroadas;
  • Mulher de 47 anos: mais de 50 ferroadas;
  • Idoso de 64 anos: 35 ferroadas;
  • Idosa de 61 anos: 24 ferroadas;
  • Mulher de 51 anos: 23 ferroadas;
  • Mulher de 56 anos: 28 ferroadas;
  • Idoso de 64 anos: 20 ferroadas;
  • Menina de 6 anos: 2 ferroadas;
  • Bebê de 4 meses: 1 ferroada.

Após o resgate, a área foi isolada para a captura e remoção do enxame, com apoio do Corpo de Bombeiros de Juara e da Vigilância Sanitária do município.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Alunas de escola do campo em MT produzem seis tipos de pomadas com plantas medicinais

Published

on

Alunas da Escola Estadual de Campo Heronides Araújo, localizada na zona rural de Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, estão desenvolvendo pomadas naturais a partir de plantas medicinais como parte de um projeto de pesquisa sobre os saberes tradicionais do Cerrado mato-grossense. A iniciativa reúne três estudantes e investiga o uso de espécies vegetais na produção de seis tipos de pomadas.

A iniciativa começou há cerca de quatro meses. O diretor da escola, Eugênio Marcos de Sousa, informou que a equipe já tinha uma horta com plantas medicinais e decidiu pesquisar formas de utilizá-las na produção das preparações.

“Esse projeto começou com uma ideia que tivemos assim que a Fapemat divulgou o edital. Nós já havíamos pensado nessa questão das plantas medicinais na escola, tanto que temos uma horta”, contou.

O projeto é desenvolvido por Eugênio e pela professora de matemática e bióloga Fabiane Borges de Souza, com a participação de três estudantes: Marcela Matos Luz Vieira, do 8º ano das salas anexas; Yasmin Lorraine Queiroz Nero, do 8º ano; e Gabrielle Mutzenberg Morais, do 2º ano do ensino médio, ambas da sede da escola.

As estudantes fazem parte do grêmio estudantil. De acordo com o diretor, a professora Fabiane teve a ideia inicial e mobilizou as alunas para participar da pesquisa.

Os produtos são feitos de forma caseira, em um espaço adaptado na escola, e não possuem regulamentação sanitária para comercialização. As pomadas fazem parte do projeto de pesquisa e, até o momento, não são produtos regularizados para venda.

Advertisement

Seis tipos de pomadas

 

Projeto produz seis tipos de pomadas naturais, incluindo versões para dores musculares, queda capilar e ação repelente. — Foto: Escola Estadual de Campo Heronides Araújo

Projeto produz seis tipos de pomadas naturais, incluindo versões para dores musculares, queda capilar e ação repelente. — Foto: Escola Estadual de Campo Heronides Araújo

As estudantes produzem seis preparações: pomada para dores musculares, antiqueda capilar, anti-idade, repelente, cicatrizante e uma versão chamada de “Vick natural”, inspirada em produtos tradicionais usados para aliviar desconfortos respiratórios.

Os ingredientes variam conforme a finalidade de cada preparo. A pomada para queda capilar, por exemplo, leva folhas de goiaba e amora, além de canela e cravo. Já a versão repelente utiliza citronela e eucalipto.

A pomada cicatrizante contém açafrão e barbatimão. Para a preparação chamada de “Vick natural”, são utilizadas folhas de hortelã, eucalipto e poejo.

O diretor explicou que a escolha dos ingredientes e a consistência das preparações foram definidas a partir das pesquisas realizadas pela equipe.

“Para dar consistência à pomada, tivemos a ideia de usar a cera de abelha. Dependendo da preparação, também mudamos os óleos utilizados, conforme as pesquisas feitas pelas meninas”, relatou.

 

Advertisement

Além das pomadas, as estudantes também começaram a pesquisar a extração dos óleos vegetais para disponibilizá-los separadamente.

Produção dentro da escola

 

Pomadas são produzidas de forma caseira em espaço adaptado na escola estadual, em Barra do Garças. — Foto: Escola Estadual de Campo Heronides Araújo

Pomadas são produzidas de forma caseira em espaço adaptado na escola estadual, em Barra do Garças. — Foto: Escola Estadual de Campo Heronides Araújo

As pomadas são produzidas em um espaço improvisado na biblioteca da escola, adaptado para funcionar como laboratório. Inicialmente, a equipe utilizava um fogão elétrico de duas bocas, mas, com os recursos do projeto, comprou um equipamento de quatro bocas.

Segundo o diretor, as primeiras preparações foram apresentadas a familiares, professores e integrantes da Diretoria Regional de Educação (DRE). A equipe recebeu avaliações positivas e pedidos de novas unidades.

“Por exemplo, a nossa pomada mágica, que é para dor muscular, já disseram que é muito boa, excelente. Inclusive, já nos solicitaram mais”, destacou.

Entre os produtos que receberam comentários favoráveis também estão as versões para queda capilar e cicatrização, conforme o diretor.

Planos para o futuro

Atualmente, parte das plantas utilizadas no projeto é cultivada na própria escola, como hortelã, goiaba, poejo, guaco, eucalipto, capim-limão e babosa. A equipe pretende ampliar o cultivo com novas espécies para dar continuidade às pesquisas.

Advertisement

O objetivo inicial é divulgar o projeto e compartilhar o conhecimento produzido pelas estudantes. No futuro, a equipe pretende buscar um espaço próprio para a fabricação das pomadas e avaliar a possibilidade de comercializá-las para a comunidade.

“Quem sabe, lá na frente, a gente consiga fazer na escola um local próprio para isso e comercializar essas pomadas para a comunidade, com um preço acessível a todas as pessoas”, afirmou Eugênio.

 

A horta inclui plantas como hortelã, babosa, guaco, poejo e eucalipto. — Foto: Escola Estadual de Campo Heronides Araújo

A horta inclui plantas como hortelã, babosa, guaco, poejo e eucalipto. — Foto: Escola Estadual de Campo Heronides Araújo

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Fungicida para soja promete ganhos de até 12 sacas por hectare e mira ferrugem asiática

Published

on

O controle da ferrugem asiática e de outras doenças da soja ganha uma nova opção com a chegada ao mercado do Cortina Gold, fungicida lançado pela Sipcam Nichino Brasil. A empresa apresenta o produto como uma mistura pronta de protioconazole e clorotalonil, desenvolvida para proteger a lavoura contra diferentes doenças que podem comprometer o rendimento da cultura.

Nos ensaios de rede citados pela companhia, foram registrados ganhos de produtividade de até 12 sacas por hectare em comparação com áreas sem aplicação de fungicida. Os resultados variam conforme as condições avaliadas e não representam uma garantia de desempenho para todas as lavouras.

A tecnologia foi submetida a avaliações de consultorias agrícolas em diferentes regiões produtoras, incluindo áreas do Rio Grande do Sul, de Mato Grosso e do Oeste da Bahia. Entre os aspectos analisados estão o controle de doenças foliares e a resposta das plantas em condições de pressão de patógenos.

Ferrugem asiática e manchas foliares exigem atenção

O pesquisador Carlos Eduardo Valente, engenheiro agrônomo e coordenador de fitopatologia da consultoria Multcrop, relatou resultados positivos nos ensaios acompanhados pela equipe. Segundo ele, a comparação com tratamentos sem fungicida mostrou ganhos de até 12 sacas por hectare.

Já o fitopatologista Carlos Forcelini, da Agro Techno Research, avaliou o desempenho da solução diante de doenças como ferrugem asiática, manchas foliares e oídio. De acordo com o pesquisador, o produto apresentou resposta favorável em condições de elevada pressão de doenças e superou alguns padrões comerciais incluídos nas avaliações.

Advertisement

O controle depende de fatores como a doença presente, o nível de infestação, as condições meteorológicas e o momento da aplicação. Por isso, os resultados experimentais precisam ser considerados dentro das condições em que os testes foram conduzidos.

El Niño pode influenciar o calendário de aplicações

As condições climáticas previstas para a safra também entram na discussão sobre o manejo fitossanitário. Forcelini alerta que períodos favoráveis ao desenvolvimento de doenças podem antecipar o aparecimento de sintomas e aumentar a pressão sobre as lavouras.

Na avaliação do pesquisador, anos associados ao El Niño podem exigir atenção antecipada ao manejo, especialmente quando há umidade e condições favoráveis à evolução de doenças. A recomendação é acompanhar o desenvolvimento da cultura e as condições da região para definir o momento adequado das aplicações.

O cenário não é igual em todas as áreas produtoras. Enquanto regiões do Sul podem enfrentar períodos de chuva mais intensa, áreas do Cerrado também precisam monitorar doenças como a mancha-alvo, que pode sobreviver em restos culturais e afetar a nova safra.

Produto combina ação sistêmica e de contato

De acordo com Eric Ono, gerente de portfólio de produtos e cultivos extensivos da Sipcam Nichino, o Cortina Gold reúne ação sistêmica e de contato, com os ingredientes ativos protioconazole e clorotalonil. A empresa afirma que a combinação foi avaliada em ensaios de rede e apresentou controle de doenças em patamar semelhante ao de misturas triplas utilizadas como referência nos testes.

Advertisement

A companhia também destaca a formulação como um diferencial para uso em condições climáticas do Cerrado e afirma ter observado baixo nível de fitotoxicidade nas avaliações realizadas. Essas características são informações divulgadas pela fabricante e devem ser consideradas conforme os resultados experimentais e as condições de uso previstas para o produto.

Segundo a empresa, a tecnologia pode integrar o manejo durante fases como a floração e a formação das vagens, períodos importantes para a proteção do potencial produtivo. A escolha do tratamento, porém, deve levar em conta o diagnóstico das doenças, o histórico da área e as orientações técnicas aplicáveis.

Manejo integrado continua sendo decisivo

A entrada de novas ferramentas amplia as alternativas disponíveis ao produtor, mas o controle de doenças da soja exige planejamento ao longo de toda a safra. O monitoramento da lavoura, a identificação correta dos sintomas e o acompanhamento das condições meteorológicas ajudam a orientar decisões sobre o manejo.

O uso de fungicidas também deve seguir o registro e as instruções de bula, com atenção às doses, aos intervalos e às medidas de segurança. A definição do programa de aplicações precisa considerar a recomendação de um profissional habilitado e as estratégias de manejo da resistência para preservar a eficácia das tecnologias disponíveis.

Para produtores de Mato Grosso, onde a soja ocupa posição central na atividade agrícola, o acompanhamento de doenças como ferrugem asiática e mancha-alvo é parte importante da gestão da safra. O desempenho de qualquer produto depende, entre outros fatores, da pressão de doenças, do ambiente e da condução do manejo em cada propriedade.

Advertisement

Empresa atua no mercado de proteção de cultivos

A Sipcam Nichino Brasil foi criada em 1979 e reúne a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, e a japonesa Nihon Nohyaku, conhecida como Nichino. As empresas atuam no desenvolvimento e na comercialização de soluções para proteção de cultivos.

O lançamento do Cortina Gold amplia o portfólio da companhia para o manejo de doenças da soja. Os resultados divulgados nos ensaios apontam potencial de controle e produtividade, mas a resposta em campo deve ser avaliada conforme as condições específicas de cada lavoura.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT