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23 de maio de 2026

Business

Produção de ração cresce em 2025 e deve atingir 97 milhões de ton em 2026, segundo levantamento

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Foto: Reprodução.

A produção nacional de ração e suplementos cresceu em 2025 e deve continuar em expansão em 2026. Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) indicam que o volume atingiu cerca de 94 milhões de toneladas no ano passado, acima das 91 milhões de toneladas registradas em 2024, o que representa um avanço de 3%.

Para 2026, a projeção é de 97 milhões de toneladas, acompanhando o aumento da produção pecuária e da demanda por proteína animal no Brasil e no exterior. “Após um período de maior volatilidade, especialmente associado aos custos de grãos e ao ambiente macroeconômico, o setor voltou a apresentar crescimento consistente”, declarou o CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani.

Crescimento em diferentes segmentos

Entre os segmentos que mais consomem ração, a avicultura de corte manteve crescimento. A produção passou de 36,9 milhões de toneladas em 2024 para 37,85 milhões em 2025. Para 2026, a previsão é de 39,1 milhões de toneladas. O avanço acompanha o aumento do abate de frangos, que cresceu 3,1% em 2025, segundo dados preliminares do IBGE.

A produção de ovos também ampliou a demanda por nutrição animal. A produção de ração para poedeiras passou de 7,18 milhões de toneladas em 2024 para 7,43 milhões em 2025, com crescimento de 3,5%. Para 2026, a projeção é de 7,73 milhões de toneladas.

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Suinocultura e bovinocultura em alta

Na suinocultura, o consumo de ração passou de 21,6 milhões de toneladas em 2024 para 22,5 milhões em 2025, alta de 4,2%. Para 2026, a previsão é de 23,1 milhões de toneladas. Na bovinocultura de corte, o avanço está ligado ao aumento do confinamento, com a produção de ração passando de 7,22 milhões de toneladas em 2024 para 7,76 milhões em 2025, alta de 7,5%.

Dados do Censo do Confinamento, do Cepea/Esalq/USP, indicam que o número de animais confinados passou de 7,76 milhões de cabeças em 2024 para 9,25 milhões em 2025. Para 2026, o volume pode se aproximar de 10 milhões de cabeças. “O avanço do confinamento é um dos fatores estruturais mais relevantes para o crescimento da indústria de alimentação animal”, informou Zani.

Aquicultura e mercado pet

Na pecuária leiteira, o consumo de ração passou de 7,1 milhões de toneladas em 2024 para 7,66 milhões em 2025, com aumento de 8% na aquisição formal de leite no período, segundo dados preliminares do IBGE. O mercado de alimentos para cães e gatos também registrou crescimento, com a produção passando de 4,01 milhões de toneladas em 2024 para 4,04 milhões em 2025, com projeção de 4,15 milhões de toneladas em 2026.

“A humanização dos pets tem impulsionado a evolução do mercado”, pontuou Zani, referindo-se à maior demanda por produtos nutricionalmente mais completos. A aquicultura também ampliou o consumo de ração, com o volume passando de 1,79 milhões de toneladas em 2024 para 1,9 milhão em 2025.

Por fim, Zani concluiu que “o triênio 2024–2026 confirma uma trajetória de expansão gradual da indústria de alimentação animal, sustentada pela evolução simultânea das cadeias de proteína animal”.

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Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Embrapa lança unidade de pesquisa e inovação no sudoeste da Bahia

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A pedra fundamental da nova Unidade Mista de Pesquisa e Inovação do Sudoeste Baiano foi lançada neste sábado (23), em Jequié (BA), com participação do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. A estrutura será implantada em parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Governo da Bahia e outras instituições. A proposta é ampliar a pesquisa aplicada e a inovação para a agropecuária regional.

Segundo as informações divulgadas na cerimônia, a unidade terá foco em projetos científicos e tecnológicos voltados à agricultura familiar e empresarial, além de ações de transferência de tecnologia. O objetivo é atender cadeias produtivas com presença relevante no sudoeste baiano, como mandioca, pecuária de corte, leite e agroindústria.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, afirmou que a atuação deverá ocorrer em parceria com universidades, institutos federais e instituições locais. Ela citou potencial de trabalho em fruticultura, com manga, banana e maracujá, além de mandioca, feijão, pesca, piscicultura, avicultura e caprinocultura.

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Durante o evento, André de Paula destacou o papel da pesquisa agropecuária na expansão da produção brasileira e mencionou investimentos federais na Embrapa. De acordo com o ministro, a empresa recebeu cerca de R$ 1 bilhão por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O conteúdo divulgado, no entanto, não informou o valor específico destinado à unidade de Jequié, nem o cronograma de obras e início das operações.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, disse que a nova estrutura também poderá apoiar o avanço da piscicultura e da produção de alevinos na região. A presença de diferentes cadeias produtivas no sudoeste baiano amplia o escopo técnico da unidade e pode favorecer a difusão de soluções adaptadas às condições locais de produção.

Do ponto de vista técnico, a nova unidade tende a ampliar a base regional de pesquisa, inovação e assistência ao produtor, mas os efeitos práticos dependerão da definição de orçamento, cronograma, linhas de pesquisa e modelo de transferência de tecnologia. Esses detalhes não foram informados no anúncio oficial.

Fonte: gov.br

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Agro Mato Grosso

Valtra: Ganha protagonismo e marcam nova geração de máquinas agrícolas no biocombustíveis 

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Uma tendência que havia sido antecipada na coletiva de lançamento da Agrishow 2026 ganhou materialidade nos estandes da feira e deu pistas sobre uma mudança em curso no desenvolvimento de máquinas agrícolas no Brasil: a aposta nos biocombustíveis como alternativa viável e cada vez mais central para o funcionamento de motores no campo. São tecnologias que buscam conciliar eficiência operacional, redução de custos e menor impacto ambiental.

Segundo a organização da Agrishow, o desenvolvimento desses equipamentos ficou mais acelerado por causa das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que provocam oscilações nos preços dos combustíveis fósseis – o Brasil importa cerca de 30% de seu consumo de diesel, tradicionalmente usado nas máquinas agrícolas. Para João Carlos Marchesan, presidente da feira, o País tem condições de reduzir essa dependência apostando em sua sólida cadeia produtiva de etanol e biodiesel.

Etanol

Um dos destaques foi a apresentação do primeiro motor para tratores movido a etanol da AGCO Power, grupo do qual fazem parte empresas como a Massey Ferguson, a Valtra e a Fendt. O projeto, desenvolvido integralmente no Brasil, está sendo preparado para chegar ao mercado em 2028.

A tecnologia foi concebida ao longo de três anos e passou por mais de 10 mil horas de testes, incluindo aplicações em culturas como cana-de-açúcar e grãos. De acordo com Fernando Silva, coordenador comercial da AGCO, o motor atende a uma faixa de potência entre 200 e 300 cavalos e mantém desempenho equivalente ao do diesel, sem perda de torque ou capacidade de tração.

Além da performance, o apelo ambiental está na ordem do dia. Segundo a fabricante, o uso do etanol, que poderá ser proveniente de qualquer tipo de matéria-prima – como cana, trigo, milho, entre outros – pode reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa.

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Outro fator relevante é o impacto econômico. Com as oscilações nos preços do diesel, o etanol surge como opção competitiva, especialmente para produtores com capacidade para fabricá-lo no próprio sítio ou fazenda, o que reduz custos e aumenta a previsibilidade operacional.

A John Deere também desenvolve uma tecnologia a etanol. Trata-se de um conceito de motor que foi revelado, inicialmente, em 2023, durante a Agritechnica, na Alemanha, e depois passou a ser adaptado às condições brasileiras no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Indaiatuba (SP), voltado à agricultura tropical.

Apresentado pela primeira vez no Brasil durante a Agrishow de 2024, o projeto vem avançando. Na edição de 2025 da feira, já aparecia integrado a um trator da linha 8R. Agora em 2026, a companhia deu mais um passo ao exibir o trator equipado com o protótipo do motor acoplado a uma plantadeira, simulando operações reais no campo e reforçando a aplicação prática da solução em diferentes atividades agrícolas.

Dois protótipos operam em áreas de testes no Brasil há cerca de três anos, principalmente nos segmentos de cana-de-açúcar e grãos, setores em que o etanol possui ampla disponibilidade e infraestrutura consolidada. Segundo a empresa, a proposta busca unir sustentabilidade e desempenho, mantendo rendimento semelhante ao diesel por meio de ajustes específicos de software no motor.

 

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Biometano

Trator 'falante' é uma das novidades da Agrishow 2026 em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1

Trator ‘falante’ é uma das novidades da Agrishow 2026 em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1

A Valtra apresentou um trator equipado com motor movido a biometano, combustível renovável obtido a partir do biogás, que, por sua vez, é gerado na decomposição de matéria orgânica. Esse processo ocorre quando resíduos como esterco, restos de culturas agrícolas, lixo ou subprodutos da indústria se decompõem por digestão anaeróbica, ou seja, sem a presença de oxigênio.

É o primeiro trator a biometano da empresa voltado ao mercado agrícola. A proposta, segundo o diretor de Vendas, Cláudio Esteves, é gerar um ciclo de reaproveitamento. As usinas sucroenergéticas de cana-de-açúcar poderão utilizar a própria biomassa de cana-de-açúcar e de milho para fornecer energia aos veículos que operam em suas lavouras. A previsão é de que, na Agrishow de 2027, a máquina já esteja disponível para comercialização.

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A Valtra apresenta a Série M5: a evolução de um dos tratores mais confiáveis do Brasil, agora com mais tecnologia, eficiência operacional e conforto para o campo.

Diesel verde

A adoção de combustíveis renováveis compatíveis com motores convencionais, como o HVO100, conhecido como diesel verde, também esteve em evidência na Agrishow. A Fendt apresentou um motor preparado para operar com esse tipo de combustível, sem necessidade de modificações estruturais relevantes.

Rodrigo Bezerra, engenheiro de conformidade de emissões da AGCO, explica que essa compatibilidade permite que produtores reduzam emissões de carbono de forma imediata, utilizando combustíveis alternativos em equipamentos já disponíveis no mercado. Ao mesmo tempo, contribui para ampliar o leque de opções energéticas no campo, especialmente em regiões onde o acesso ao etanol ou biometano pode ser mais limitado.

Ainda segundo Guerra, o motor, cujo desenvolvimento começou em 2012, poderá ser adaptado para operar com qualquer tipo de combustível, como etanol, biometano e hidrogênio verde. Por causa dessa e outras funcionalidades, como 25% menos componentes, o que ajuda a reduzir a vibração e o deixa mais estreito, permitindo maior raio de giro, foi eleito o trator de 2026 pela revista britânica Powertrain International, especializada em engenharia de sistemas de propulsão.

Contexto

O avanço dos biocombustíveis nas máquinas agrícolas não ocorre por acaso. É impulsionado por uma combinação de fatores econômicos e ambientais. Se, de um lado, o aumento do custo do diesel pressiona as margens do produtor rural e estimula a busca por alternativas mais baratas e previsíveis, de outro cresce a demanda por práticas mais sustentáveis, tanto por exigências de mercado quanto por compromissos climáticos assumidos pelo setor.

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Nesse contexto, tecnologias que conciliam produtividade e redução de emissões tendem a ganhar espaço. Matheus Pintor, da Bosch, afirma que a possibilidade de gerar créditos de carbono, por exemplo, passa a ser um incentivo adicional para a adoção de soluções baseadas em biocombustíveis.

Por isso, o Brasil, com sua tradição na produção de biocombustíveis, aparece, na visão dos organizadores da feira, em posição estratégica para liderar esse movimento.

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Business

Colheita do café avança lentamente e atinge 9% da safra no Brasil, aponta consultoria

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Foto: Pixabay

A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento. Segundo o levantamento semanal da consultoria Safras & Mercado, até 20 de maio, apenas 9% da produção nacional havia sido colhida.

O percentual fica abaixo dos 13% registrados no mesmo período do ano passado e também inferior à média dos últimos cinco anos, que é de 14% para esta época da temporada. Segundo a consultoria, a lentidão dos trabalhos está relacionada à maior umidade e à maturação mais lenta das lavouras em diversas regiões produtoras.

O café canéfora, que inclui conilon e robusta, apresenta atraso mais expressivo. A colheita alcançou 13% da produção, contra 20% em igual período de 2025 e 22% na média dos últimos cinco anos.

A principal exceção é Rondônia, onde a colheita do robusta avançou com mais intensidade nas últimas semanas. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, os trabalhos no estado já atingem, em média, 36%, chegando a 40% em algumas regiões produtoras.

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No Espírito Santo, principal produtor brasileiro de canéfora, o ritmo segue mais moderado, com cerca de 10% da colheita concluída. Apesar disso, o clima é considerado favorável às atividades no campo. A consultoria destaca ainda melhora gradual no rendimento das lavouras mais novas e com maior potencial produtivo.

Já no café arábica, a colheita alcança 7% da produção nacional, também abaixo dos 9% registrados no mesmo período do ano passado e inferior à média histórica para a época.

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