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10 de julho de 2026

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Ciclone avança e frente fria se aproxima: Brasil terá semana de virada no tempo; confira

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Foto: AEN

A previsão do tempo entre os dias 6 e 10 de abril indica uma virada nas condições do tempo em grande parte do Brasil. A atuação de áreas de baixa pressão, a formação de um ciclone extratropical no Sul e o avanço de uma frente fria pelo Sudeste devem espalhar chuvas e elevar o risco de temporais, ao mesmo tempo em que favorecem a umidade do solo em áreas produtoras.

Sul

A manhã começa com tempo mais firme, com chuva fraca no litoral do Rio Grande do Sul, sul de Santa Catarina e áreas do leste paulista. Ao longo do dia, a atuação de uma baixa pressão sobre o Paraguai, associada a um cavado em médios níveis, aumenta as instabilidades no Rio Grande do Sul.

A chuva varia de moderada a forte na metade sul do estado, com risco de temporais isolados. Entre Santa Catarina e Paraná, a precipitação ocorre de forma fraca a moderada, principalmente no litoral, enquanto no interior as pancadas são mais isoladas.

O calor ainda predomina, com temperaturas mais amenas no sul gaúcho. O mar segue mais agitado ao longo do litoral da região.

Na região, o principal ponto de atenção é a formação de um ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina a partir de terça-feira. O sistema deve provocar temporais nos três estados, com risco de granizo e rajadas de vento acima de 100 km/h até quarta-feira.

Apesar de prejudicar os trabalhos em campo, a chuva é considerada positiva para as áreas produtoras, com acumulados próximos de 70 mm em 48 horas, revertendo o déficit hídrico em lavouras em fase final de desenvolvimento. Após a passagem do sistema, o ar frio predomina, com mínimas entre 10°C e 14°C entre quinta e sexta-feira, sem risco de geadas.

O tempo no Sudeste

A manhã começa com tempo mais firme, com chuva fraca em áreas do leste de Minas Gerais, Espírito Santo e sul de São Paulo.

Ao longo do dia, a influência marítima mantém a instabilidade no Rio de Janeiro, Espírito Santo e litoral paulista, enquanto a umidade favorece pancadas em Minas Gerais e no interior de São Paulo, com chuva moderada a forte em alguns pontos.

O tempo segue firme em outras áreas, com predomínio de calor, embora as temperaturas sejam mais agradáveis nas áreas litorâneas e no sul de Minas. O mar também deve ficar mais agitado no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro.

A semana será marcada pelo avanço de uma frente fria a partir de quarta-feira, espalhando chuva por toda a região. Os volumes devem ficar entre 30 mm e 40 mm, mantendo a boa umidade do solo sem prejudicar as operações no campo e reduzindo o calor, com máximas próximas de 25°C. A tendência é de diminuição das chuvas apenas na segunda semana de maio.

Pancadas de chuva no Centro-Oeste

Ao longo do dia, a presença de uma baixa pressão sobre o Paraguai, combinada com calor e umidade, aumenta as instabilidades em Mato Grosso e Goiás, com chuva de fraca a moderada intensidade e pontos mais intensos. Há previsão de pancadas de chuva desde cedo no leste de Mato Grosso e norte de Goiás.

Em Mato Grosso do Sul, a chuva ocorre de forma mais isolada. No restante da região, o tempo segue firme, com temperaturas elevadas.

Os volumes da semana devem ficar entre 30 mm e 40 mm, garantindo boa umidade do solo sem comprometer as operações em campo. As condições favorecem o desenvolvimento do milho segunda safra e a manutenção das pastagens. A tendência também indica redução das chuvas a partir da segunda semana de maio.

Tempo quente e seco no Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical segue favorecendo instabilidades no litoral norte, enquanto a influência marítima mantém chuva no litoral leste.

Ao longo do dia, as pancadas aumentam em estados como Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia, com chuva moderada a forte e risco de temporais, especialmente no litoral baiano.

Boas chuvas devem predominar no oeste da Bahia e em estados como Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, com acumulados entre 40 mm e 50 mm, contribuindo para a manutenção da umidade do solo sem prejudicar os trabalhos no campo.

Por outro lado, Sergipe, Alagoas e o leste da Bahia devem enfrentar condições mais quentes e secas, com volumes entre 10 mm e 15 mm, elevando apenas a umidade relativa do ar. A partir da segunda quinzena de abril, as ondas de leste devem intensificar as chuvas nessas áreas. Para outras regiões, a tendência é de redução das precipitações no fim do mês.

Previsão para o Norte

A umidade elevada mantém pancadas de chuva desde cedo no Amazonas, Pará, Roraima e Tocantins, enquanto a ZCIT continua atuando no Amapá e no litoral do Pará.

Ao longo do dia, as instabilidades aumentam, com chuva moderada a forte e risco de temporais isolados em grande parte da região. O tempo segue abafado.

As chuvas continuam garantindo boa umidade para as áreas produtoras e mantendo as pastagens.

Os maiores volumes devem se concentrar no Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará, com acumulados próximos de 100 mm, o que pode atrasar os trabalhos em campo.

Já no Acre, Rondônia, restante do Pará e Tocantins, os volumes entre 30 mm e 40 mm favorecem o desenvolvimento das lavouras sem grandes prejuízos às operações agrícolas.

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Mapa articula prioridade para desembarque de fertilizantes em portos

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério de Portos e Aeroportos discutiram na quinta-feira (9) alternativas para acelerar o desembarque de fertilizantes importados nos portos brasileiros. As tratativas ocorreram em meio a desafios logísticos para o abastecimento desses insumos. Entre as medidas em análise está a eventual priorização da atracação e da descarga de navios que transportam fertilizantes.

Segundo o Mapa, o pedido de priorização para o desembarque foi formalizado em caráter administrativo. A proposta está relacionada à logística portuária e à operação de navios com cargas de fertilizantes.

A pasta informou que a medida não altera os controles sanitários, fitossanitários, aduaneiros ou de qualidade aplicáveis às cargas importadas. Com isso, permanecem inalterados os procedimentos previstos na legislação vigente para a entrada desses produtos no país.

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De acordo com o ministério, autoridades portuárias e portos organizados poderão ser orientados sobre a priorização da atracação de embarcações com fertilizantes. O tema também já havia sido tratado na Sala de Situação sobre Fertilizantes, coordenada pela Casa Civil.

Nas discussões, o governo considerou a dependência brasileira das importações de fertilizantes, que representam cerca de 93% do consumo nacional. Também entraram na pauta os efeitos das tensões geopolíticas e das restrições logísticas sobre o abastecimento.

Entre os insumos citados estão fertilizantes nitrogenados, fosfatados e cloreto de potássio, usados na produção agrícola. A agenda entre as duas pastas concentrou-se na busca de alternativas para dar mais fluidez ao desembarque dessas cargas nos portos brasileiros.

A articulação entre o Mapa e o Ministério de Portos e Aeroportos busca organizar a operação portuária para o recebimento de fertilizantes importados, mantendo os controles previstos para esse tipo de carga.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Plantio do trigo alcança 87% da área prevista no Rio Grande do Sul

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A semeadura do trigo no Rio Grande do Sul atingiu 87% da área prevista para a safra 2026, ante 83% na semana passada, informou a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater) nesta quinta-feira (9). Segundo a entidade, o avanço do plantio no período foi restrito pela umidade do solo. Nas áreas de maior altitude, os trabalhos devem seguir até o fim de julho.

A Emater projeta área de 814.220 hectares com trigo no Estado em 2026. A produtividade média estimada é de 2.701 quilos por hectare.

De acordo com a entidade, as lavouras já implantadas apresentam estabelecimento e estandes adequados, com desenvolvimento compatível com a época de cultivo. No momento, predominam os estádios de desenvolvimento vegetativo inicial e perfilhamento. Nas áreas semeadas mais cedo, já começou o alongamento do colmo.

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As temperaturas baixas e as geadas de fraca intensidade favoreceram o perfilhamento, sem danos expressivos às plantações. Por outro lado, a nebulosidade e a baixa disponibilidade de radiação solar limitaram temporariamente o crescimento vegetativo.

Em regiões com maior volume de chuva, houve encharcamento, perdas localizadas de solo e necessidade de replantio em áreas com drenagem deficiente. O excesso de umidade também prejudicou o andamento da semeadura e restringiu operações de manejo, como a aplicação de herbicidas e de fertilizantes nitrogenados em cobertura.

Segundo a Emater, a umidade do dossel elevou o potencial de incidência de doenças foliares, o que levou ao aumento do monitoramento fitossanitário nas lavouras.

No mercado, o valor médio da saca de 60 quilos de trigo no Estado recuou 0,11% na semana, de R$ 69,67 para R$ 69,59.

Com 87% da área prevista já semeada, a safra de trigo no Rio Grande do Sul avança sob influência das condições de umidade, com lavouras em desenvolvimento inicial e continuidade do plantio nas áreas de maior altitude até o fim de julho.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Comissão da CNA debate safra, crédito e cortes no PAP 2026/2027

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A Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, nesta quinta-feira (9), em Brasília, uma reunião para discutir temas centrais do setor. Entre os assuntos estiveram as perspectivas para a safra e o mercado de grãos, o cenário de crédito e os recursos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027.

O encontro marcou a primeira reunião com o novo presidente da comissão, Endrigo Dalcin, e com a nova assessora técnica, Jerusa Rech. O diretor técnico da comissão, Bruno Lucchi, também participou. Segundo Dalcin, a proposta é ampliar o alcance dos debates da comissão, que representa diversas culturas, e atuar em conjunto com os estados.

A primeira pauta foi a apresentação do consultor da Agroconsult, André Pessoa, sobre as perspectivas para a safra e o mercado de grãos. Na exposição, ele detalhou estimativas de produtividade, o quadro de oferta e demanda e o ritmo dos insumos agropecuários.

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Na avaliação do consultor, o setor enfrenta um ambiente de margens reduzidas, custos elevados e dificuldade de acesso ao crédito. Segundo Pessoa, esse quadro tende a se manter nos próximos anos, principalmente com a permanência dos juros em patamares elevados. Ele afirmou que o cenário não se caracteriza como uma crise aguda, mas como uma crise crônica iniciada em 2023, agravada ao longo do período e com perspectiva de continuidade até 2027 e 2028.

Na sequência, o assessor técnico da CNA, Guilherme Rios, apresentou um panorama do PAP 2026/2027. Ele destacou a nota técnica da entidade com análise das medidas anunciadas e chamou atenção para a redução de recursos em programas considerados prioritários. De acordo com a apresentação, o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) teve cortes entre 24% e 32%, enquanto o Proirriga registrou redução de 39% em relação ao ciclo anterior.

Rios também informou que o volume de recursos equalizados para a safra 2026/2027 será de R$ 141 bilhões, número 10% inferior ao da safra passada. Entre os pontos de preocupação apresentados pela CNA estão a gestão de riscos e o seguro rural, com recursos ainda contingenciados.

A reunião da comissão concentrou as discussões sobre o quadro financeiro e operacional das cadeias de cereais, fibras e oleaginosas, em um contexto de custos elevados, restrição de crédito e redução de recursos em linhas do PAP 2026/2027.

Fonte: cnabrasil.org.br

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