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GreenFarm quer transformar Cuiabá em vitrine do agro brasileiro

A GreenFarm chega à terceira edição com a proposta de consolidar Cuiabá como um espaço de discussão, negócios e conexão do agronegócio brasileiro. O evento será realizado entre os dias 27 e 30 de maio, reunindo conteúdo técnico, inovação, agricultura familiar, tecnologia e representantes nacionais e internacionais do setor.
Idealizada pela Farmers, a feira aposta na capital mato-grossense como um ponto estratégico para aproximar o agro da sociedade urbana e ampliar o debate sobre os desafios e oportunidades do setor além da porteira.
CEO da Farmers, Randala Lopes destaca que a comunicação tem papel fundamental para aproximar o campo da população. Conforme ela, o agronegócio precisa mostrar à sociedade toda a cadeia envolvida na produção de alimentos e o trabalho realizado dentro das propriedades rurais.
“O agronegócio precisa se comunicar. As pessoas precisam entender realmente a importância do agronegócio para a economia do país. Então, eu acho que a comunicação e as feiras ajudam muito nessa inserção, nessa conexão do campo cidade”, diz em entrevista ao programa Estúdio Rural deste sábado (23).
Agro em evidência
A Farmers nasceu dentro do Parque de Exposições de Cuiabá e iniciou os trabalhos com assessoria e organização de eventos do agronegócio. Ao longo dos anos, a empresa ampliou atuação em plataformas de comunicação, produção de eventos e projetos proprietários ligados ao setor.
Segundo Randala Lopes, a proposta sempre foi colocar o agro em evidência e aproximar diferentes públicos do universo agropecuário. “Nosso objetivo é justamente colocar o agro na vitrine, trazer as pessoas para aquele momento onde elas possam entender esse universo do agronegócio, entender que não é só plantar, e sim que existe toda uma cadeia envolvida nisso”.
Dentro desse processo surgiram eventos como o Fazenda Rosa, Festival Rústico, Nelore na Brasa e a própria GreenFarm, que hoje se tornou um dos principais projetos da holding.
“A gente tem um slogan muito legal que é assim: ‘O agro é o show’. Então tudo que a gente faz é para que o agronegócio esteja cada vez mais em evidência”.

Feira aposta em conteúdo e negócios
Realizar uma feira agropecuária em Cuiabá foi inicialmente visto como um desafio, justamente por a capital não concentrar grandes áreas de produção agrícola. Ainda assim, a proposta da GreenFarm foi transformar a cidade em um espaço de discussão estratégica para o setor.
“Nós entendemos a importância dessa feira como a capital do estado que mais produz no Brasil. O que a gente quer é que seja uma feira de negócios do agro, onde se tragam as discussões importantes que são feitas nos bastidores do agro”.
A programação contará com mais de 100 palestrantes e painéis voltados a temas como inovação, energias renováveis, agricultura familiar, recuperação judicial no agro e oportunidades internacionais.
Entre os destaques estão o InovaFarm, voltado à inovação e startups, o EnergyFarm, com foco em energias renováveis, além do Farmex, fórum dedicado à agricultura familiar. O evento ainda contará com o Summit Pensar Agro, que abordará temas jurídicos ligados ao setor, e o LIDE Agro, em parceria com o LIDE.
“Nós vamos ter representantes do Peru, da Espanha, da Argentina, da Indonésia, da Itália, todos participando da feira e trazendo oportunidades de negócio”, conta ao programa do Canal Rural Mato Grosso.
Tecnologia, agricultura familiar e inovação
A GreenFarm também terá espaço voltado à demonstração de tecnologias e soluções para o campo. Entre as atrações estão apresentações com drones agrícolas, exposição de máquinas, startups e novos modelos de produção.
A organização espera reunir mais de 170 expositores, sendo 70 ligados à agricultura familiar. O espaço contará com produtores de café, cacau, citricultura, horticultura, além de expositores de queijo, artesanato e produtos regionais.
“Nós temos o Pavilhão de Negócios, o Pavilhão Fazenda Rosa, o show de máquinas, praça de alimentação e a Agro Cidade, onde mais de 15 municípios vão apresentar seus produtos e oportunidades de investimentos”, relata.
A feira terá entrada gratuita e será aberta ao público em geral. Conforme Randala Lopes, a proposta é justamente aproximar a população urbana do agronegócio e criar novas conexões entre o campo e a cidade. “É para o público em geral, para a sociedade cuiabana, mato-grossense, que queira se conectar com o agro, que queira vender, porque tem muita oportunidade”.
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Mercado da soja começa a semana em baixa com queda em Chicago

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com poucos lotes ofertados no físico e recuos nas cotações em algumas praças. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as fortes perdas registradas na Bolsa de Chicago exerceram a principal pressão sobre os preços domésticos.
O dólar permaneceu praticamente neutro, enquanto os prêmios apresentaram pequena alta nos bids. “Os prêmios subiram pouco, então o impacto de Chicago foi maior sobre as cotações no físico”, avalia Silveira.
A comercialização permaneceu lenta, sem reporte de grandes volumes negociados. Segundo o analista, foram registrados apenas negócios pontuais e algumas indicações nominais ao longo do dia.
- Passo Fundo (RS): permaneceu em R$ 146,50.
- Santa Rosa (RS): permaneceu em R$ 147,50.
- Cascavel (PR): recuou de R$ 144,00 para R$ 143,00.
- Rondonópolis (MT): recuou de R$ 138,00 para R$ 137,00.
- Dourados (MS): recuou de R$ 135,50 para R$ 135,00.
- Rio Verde (GO): recuou de R$ 138,00 para R$ 137,00.
- Paranaguá (PR): recuou de R$ 155,00 para R$ 154,00.
- Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 154,50.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta segunda-feira. O mercado realizou os lucros recentes, acompanhando o petróleo e refletindo o resultado da crop tour do Pro Farmer, divulgado após o final da sessão da sexta.
Segundo o Pro Farmer, a safra norte-americana de soja deverá totalizar 4,572 bilhões de bushels em 2026, com produtividade média de 53,3 bushels por acre.
A estimativa de produção indicada ficou acima do projetado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu mais recente relatório, de 4,519 bilhões de bushels. O USDA trabalha com rendimento de 52,7 bushels por acre.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 420.895 toneladas na semana encerrada no dia 20 de agosto, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 294.329 toneladas.
Contratos da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 15,25 centavos de dólar, ou 1,23%, a US$ 12,24 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,38 1/4 por bushel, com retração de 15,50 centavos de dólar ou 1,23%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,80 ou 0,85% a US$ 328,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,31 centavos de dólar, com perda de 2,27 centavos ou 3,26%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,21%, sendo negociado a R$ 5,1531 para venda e a R$ 5,1511 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1400 e a máxima de R$ 5,1620.
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Dúvidas sobre a safra real de milho dos EUA e potencial da Argentina definirão os preços

O milho spot em Chicago encerrou a semana passada com uma alta expressiva de 5,23%. No Brasil, o contrato da B3 com mesma referência também subiu, fechando a R$ 71,30 por saca, incremento de 1,57% no período.
Já nn mercado físico, na região do Norte de Mato Grosso, as cotações encerraram os últimos dias com referência de R$ 44,91 por saca.
E agora, o que esperar do mercado?
O relatório de inteligência de mercado da Grão Direto, o Grainsights, traz perspectivas sobre o mercado do milho para o produtor ficar de olho. Confira:
- Safra real: o mercado passará os próximos dias tentando descobrir se a safra norte americana será gigante, como projeta o USDA, ou decepcionante, como aponta a Pro Farmer. “A diferença de quase 700 milhões de bushels (aproximadamente 17,8 milhões de toneladas) entre as estimativas amplia a incerteza e deve manter as cotações ‘nervosas’, enquanto os investidores buscam, nos primeiros resultados de campo e nos dados de produtividade, evidências concretas para definir qual cenário está mais próximo da realidade”, destaca.
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- Risco climático e velocidade de maturação: mesmo com a polinização já encerrada, o clima continua sendo decisivo para o potencial final da safra norte-americana. O Grainsights aponta que chuvas excessivas e tempestades no leste do Meio-Oeste podem derrubar plantas, comprometer o enchimento dos grãos e aumentar os riscos de doenças e problemas de qualidade antes da colheita. “Ao mesmo tempo, o mercado estará atento à velocidade de maturação: calor persistente pode acelerar a secagem e encurtar o período de enchimento, resultando em grãos mais leves e menor produtividade. A combinação desses fatores pode reforçar as preocupações com perdas e manter os preços sustentados.”
- Apetite dos importadores: as vendas semanais de exportação dos Estados Unidos serão um importante teste para a sustentação das altas em Chicago. O mercado precisa confirmar se grandes compradores, como o México, continuarão fechando volumes relevantes mesmo diante dos preços mais elevados. “Caso os importadores reduzam o ritmo das compras em resposta à valorização, a demanda pode perder força e limitar o avanço das cotações”, destaca o documento.
- Milho argentino: a disputa com o milho argentino deve ganhar força no mercado internacional. Com uma oferta confortável e estoques disponíveis, a Argentina tende a manter uma postura agressiva nas exportações, oferecendo grandes volumes a preços competitivos. Esse cenário aumenta a pressão sobre o milho brasileiro, especialmente nos portos, que podem precisar reduzir os prêmios para preservar a competitividade e evitar a perda de compradores internacionais.
- Geopolítica do Mar Negro: a guerra no Mar Negro continua sendo um dos principais riscos para o comércio global de grãos. Conforme o Grainsights, uma eventual intensificação dos ataques russos contra portos e estruturas de exportação da Ucrânia poderia comprometer o embarque de milho e trigo, reduzir a oferta disponível no mercado internacional e elevar os custos de frete e seguro. Nesse cenário, compradores tenderiam a buscar alternativas em origens como Brasil e Estados Unidos, aumentando a disputa pelos estoques disponíveis e podendo provocar repiques rápidos de alta nas bolsas.
- Macroeconomia e oportunidades: a perda de força no mercado de trabalho dos Estados Unidos aumenta as apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve, movimento que pode enfraquecer o dólar e favorecer as commodities negociadas na moeda norte-americana. Diante desse cenário, a estratégia para o produtor deve continuar sendo cautelosa: com o mercado dividido entre uma safra cheia e os riscos de clima irregular, momentos de forte alta em Chicago podem ser aproveitados para travar pequenas parcelas da produção futura, garantindo margem e fluxo de caixa sem comprometer a participação em eventuais novas altas”, finaliza o relatório.
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BNDES recebe inscrições para projetos de bioinsumos até 31 de agosto

As inscrições para o segundo ciclo do BNDES Bioinsumos seguem abertas até 31 de agosto. A chamada de projetos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibiliza R$ 40 milhões em recursos não reembolsáveis para apoiar a produção de bioinsumos por cooperativas e associações de agricultores familiares. A iniciativa é voltada à ampliação do acesso a tecnologias sustentáveis no campo.
O programa tem como objetivo fomentar a produção de insumos de origem biológica para uso próprio pela agricultura familiar na produção de alimentos saudáveis. Lançada em 2025, a iniciativa também foi estruturada para ampliar a autonomia dos agricultores no acesso a esses produtos, contribuir para a redução de custos de produção e incentivar práticas mais sustentáveis.
Segundo a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, os bioinsumos podem incluir microrganismos, predadores naturais de pragas e extratos vegetais que contribuam para o crescimento e a saúde dos sistemas agrícolas. De acordo com a executiva, o uso desses insumos está associado a práticas agrícolas mais sustentáveis e à segurança alimentar.
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Os projetos devem ser apresentados por organizações sem fins lucrativos, individualmente ou em parceria, por meio do Portal do Cliente. Os beneficiários finais são cooperativas e associações da agricultura familiar que atuam de forma coletiva na produção, agregação de valor e comercialização de alimentos. O valor mínimo total de cada projeto é de R$ 5 milhões.
Os recursos poderão ser destinados à implantação ou estruturação de unidades de produção industriais ou semi-industriais de bioinsumos para uso próprio, com uso de processos de biotecnologia. Entre as categorias apoiáveis estão inoculantes e bioestimulantes produzidos a partir de microrganismos, microrganismos para controle de pragas, insetos para controle biológico e diferentes tipos de biofertilizantes.
Nesta segunda-feira (24), Tereza Campello visitou a Embrapa Agrobiologia, em Seropédica (RJ). A unidade abriga a maior coleção da empresa pública voltada ao desenvolvimento de bioinsumos. A visita ocorreu em meio às discussões para formalizar o apoio técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) à iniciativa.
O orçamento total do BNDES Bioinsumos é de até R$ 60 milhões. Além dos R$ 40 milhões disponíveis na chamada atual, outros R$ 20 milhões foram destinados ao primeiro ciclo, encerrado em novembro de 2025. Na etapa anterior, quatro projetos foram selecionados e estão em avaliação pelo BNDES antes da aprovação e contratação.
Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br
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