Connect with us
9 de julho de 2026

Business

Uva gigante japonesa viraliza nas redes sociais e ganha versão brasileira no interior de São Paulo

Published

on


Recentemente, vídeos de uma variedade de uva verde gigante virilizaram nas redes sociais. O fenômeno ganhou força no Brasil após uma influenciadora viajar para a Ásia e mostrar a fruta, conhecida como uma das uvas mais caras do mundo. Mas o que também tem chamado a atenção dos internautas é a descoberta de que uma variedade semelhante já é produzida no Brasil , mais precisamente em Pilar do Sul, no interior de São Paulo.

A uva é considerada hoje uma das pioneiras da categoria gourmet no Brasil. O representante da área de marketing da cooperativa APPC, responsável pela marca e patente da Pilar Moscato, afirma que o posicionamento da fruta nesse segmento surgiu de forma natural ao longo do desenvolvimento do produto no país.

“No Brasil, esse conceito de frutas gourmet não existia. As pessoas compravam muito pelo preço e pouco pela aparência. O sabor mesmo não era tão valorizado. Foi aí que começamos a trabalhar com foco em sabor e qualidade”, comenta Tamon Morioka.

Outro fator que impulsionou a fama da variedade no Brasil foi o sabor extremamente adocicado. Quando atinge o ponto ideal de maturação, a fruta pode apresentar índice de doçura superior ao da cana-de-açúcar. Na escala Brix, métrica utilizada para medir a concentração de açúcares nos alimentos, a uva chega a registrar 18 graus, enquanto a cana costuma apresentar índices próximos de 16.

Tamon também explica como funciona o processo de seleção das frutas para que elas possam ser comercializadas como Pilar Moscato.

“Se você pegar uma uva comum no mercado hoje, ela normalmente chega a 14 graus Brix. A nossa precisa ser colhida com 18. Só que apenas entre 20% e 30% da produção consegue atingir esse nível de doçura, porque isso depende de muitos fatores externos”, relata.

Além da doçura, outro critério analisado para que a fruta seja classificada como Pilar Moscato é o tamanho da baga, que precisa ter no mínimo 24 milímetros de diâmetro. Os cachos que não atingem os padrões exigidos também são comercializados pela cooperativa, mas recebem outra classificação.

Produção

A uva cultivada em Pilar do Sul tem sua produção igual a de outras espécies na maior parte do processo. Porém, uma das etapas requer uma atenção diferente, o que deixa o trabalho mais manual para quem auxilia nesse cultivo.

” Como qualquer uva comum, fazemos poda dela normal. O que diferencia ela é a época de seleção. Para as uvas convencionais, de mesa, normalmente é passado um pente no cacho para fazer o raleio. Já na pilar moscato, ela não aceita esse pente, porque ela é muito sensível. Então, a gente tem que fazer o desbaste na mão, na tesoura. A gente tira baga por baga para poder fazer o formato do cacho certinho, para as bagas crescerem daquela maneira.” explica Tamon.

O clima e outros fatores externos também têm impacto direto na qualidade da fruta. Por isso, o período ideal de produção e colheita é relativamente curto, já que o volume de chuvas influencia diretamente o nível de doçura da uva. Dessa forma, janeiro e fevereiro costumam ser considerados os melhores meses para colheita e comercialização da Pilar Moscato, embora a safra normalmente se estenda até maio.

A cooperativa também planeja estudar o cultivo em outras regiões do Brasil, estratégia que pode ampliar a produção e permitir colheitas em diferentes épocas do ano ou por períodos mais longos.

Diferenças e semelhanças com a versão japonesa

Mesmo com a origem da cultivar brasileira sendo da espécie japonesa, fatores de clima e o tamanho das plantações influenciaram para que a nossa versão de tornasse diferente da “original”. A produção da shine muscat é comumente feita por pequenos produtores japoneses, que por terem menores quantidades, conseguem dar uma atenção maior a esse trabalho manual, tornando os cachos os mais perfeitos possíveis.

Tamon conta que a produção em Pilar do Sul se assemelha e tenta chegar o mais próximo possível do modelo de manejo japonês, porém as produções maiores deixam a Pilar Moscato com características diferentes.

“A gente tenta fazer a formação do cacho perfeito para tudo estar bem encaixadinho, mas o clima é diferente do Japão e aqui as nossas áreas também são maiores, então não conseguimos dar 100% de atenção para cada um dos desses caxinhos”, diz o profissional de marketing.

Foto: Reprodução/Youtube APPC

Além de detalhes estéticos, o clima brasileiro influencia na textura da uva também. A Pilar Moscato, por ter uma porcentagem maior de polpa que uvas comuns, tem uma crocância maior.

Como curiosidade, Tamon destaca que um amigo do Japão prefere a versão de Pilar do Sul, muito por de sua textura mais consistente, “Ele vem direto para o Brasil e fala que prefere comer a nossa do que comer a do Japão. Fala que a nossa tem uma crocância maior”, comemora.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

O post Uva gigante japonesa viraliza nas redes sociais e ganha versão brasileira no interior de São Paulo apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Operações de barter precisarão se adaptar ao uso de novo código fiscal; entenda

Published

on


Foto: Pixabay

A Reforma Tributária não vai alterar apenas a forma como o produtor rural recolhe impostos, mas também a dinâmica de compra, venda, investimentos e gestão tributária dentro da propriedade.

Nessa esfera, também serão impactadas as operações de barter. O sócio da área tributária do Santos Neto Advogados, Henrique Erbolato, chama atenção para a entrada em vigor, no dia 3 de agosto, do uso da finalidade “6 – Nota de débito”, inclusa no texto da Reforma, nas notas fiscais emitidas pelas empresas que recebem o pagamento antes de entregar a mercadoria.

Hoje, o barter funciona como uma forma de financiamento em que o produtor garante insumos sem desembolso imediato de valores e o fornecedor assegura recebimento em grãos, reduzindo exposição da mercadoria ao risco de preço.

Até agora essas operações tinham natureza financeira e de garantia comercial, sem a imediata ocorrência do fato gerador do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) ou do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que ficava para o momento da efetiva circulação/saída da mercadoria.

Segundo o advogado, essa medida não cria um novo documento fiscal, mas sim uma parametrização obrigatória nas notas já existentes. “Quando essa operação é analisada sob a ótica das novas regras, identificam-se desafios operacionais e econômicos. De imediato, enxergo dois pontos: o caráter de função rastreadora que a mudança traz e a quebra da Neutralidade do Adiantamento”, diz.

De acordo com ele, o objetivo principal dessa alteração é preparar o ecossistema do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) e a plataforma de arrecadação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) para o modelo de tributação que entrará em vigor a partir de 2027.

“Além disso, a partir do próximo ano, o recebimento antecipado de valores deixará de ser neutro. O IBS e CBS passarão a incidir já na data do recebimento financeiro, deslocando a carga tributária para o início do ciclo comercial”, detalha Erbolato.

Para o advogado, existem outros impactos diretos na tributação do produtor:

  • Fluxo de Caixa: essa inversão altera profundamente o capital de giro das empresas, afetando tanto o vendedor, que recolhe imposto antes da entrega, quanto o comprador, que pode ter dificuldades no aproveitamento de créditos.
  • Operações de barter em risco: com a nova regra, operações fechadas em 2026 e liquidadas em 2027 estarão sujeitas a regimes distintos, exigindo cláusulas contratuais de reajuste e rateio de ônus tributário.
  • Complexidade na antecipação de recebíveis: empresas de insumos que antecipam recebíveis para obter liquidez enfrentarão maior custo financeiro, já que o imposto incidirá antes da entrega física da produção, aumentando o deságio desses títulos.
  • Risco de travamento de créditos: erros na emissão da nota com finalidade “6” ou inconsistências contratuais podem impedir o aproveitamento de créditos, gerando passivos expressivos e travando o fluxo de operações no setor.

O post Operações de barter precisarão se adaptar ao uso de novo código fiscal; entenda apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Queda na importação de fertilizantes é oportunidade à indústria nacional, diz StoneX

Published

on


Foto: Daniel Popov/Canal Rural

As importações das principais matérias-primas de fertilizantes recuaram 8,6% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme levantamento da consultoria StoneX.

Em 2025, o Brasil adquiriu de fora 45,5 milhões de toneladas do insumo, o maior volume da série, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A retração nos primeiros seis meses do ano foi puxada por produtos essenciais à nutrição das lavouras. As compras externas de ureia caíram 32% no período, enquanto o MAP (Fosfato Monoâmonico) decaiu 24% e o nitrato de amônio e o enxofre registraram quedas de 42% cada.

Na contramão, o cloreto de potássio e o TSP avançou, com a migração da demanda diante da oferta restrita de MAP e DAP (Fosfato Diamônico) no mercado internacional.

Para a StoneX, esse movimento reflete a cautela dos compradores diante das incertezas no cenário internacional e de relações de troca entre as mais desfavoráveis dos últimos anos, o que tem levado produtores e importadores a postergar negociações.

Contudo, a consultoria lembra que janela logística se estreita, já que, historicamente, a maior parte das compras de fosfatados ocorre entre abril e agosto, para garantir a disponibilidade no plantio da safra de verão, enquanto o pico de aquisição dos nitrogenados se estende de junho a dezembro, com foco na segunda safra.

Fragilidade estrutural

O cenário atual dos fertilizantes expõe a fragilidade estrutural do agronegócio brasileiro, visto que o país compra de fora mais de 85% do insumo que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), sendo, atualmente, o maior importador do mundo.

Ao mesmo tempo, de acordo com a Conab, os fertilizantes representaram, em média, 23% dos custos totais nas culturas de soja, milho e algodão. Já em Mato Grosso, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) calcula que a oleaginosa deve responder por 46,7% do custeio na safra 2026/27.

Diante desse quadro, a StoneX pontua que o setor pode estar passando por uma das maiores oportunidades da história no fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes.

A produção brasileira passa a ganhar relevância estratégica em duas frentes: o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) prevê que cerca de 50% da demanda interna de fertilizantes seja atendida pela indústria doméstica até 2050, com movimentos já em curso, como a retomada de fábricas de nitrogenados.

No curto prazo, o segmento de fertilizantes líquidos, foliares e produtos para fertirrigação já oferece resposta imediata: o setor faturou R$ 26,9 bilhões em 2024, alta de 18,9% sobre o ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), com destaque para o crescimento de 23,2% dos foliares e de 36,1% dos produtos via fertirrigação e hidroponia.

No cenário nacional, o estado de Minas Gerais concentra cerca de 70% das reservas nacionais de potássio, abrigando a maior mina em operação no Brasil, em São Gotardo, no Triângulo Mineiro. A capacidade produtiva atual, de 3 milhões de toneladas por ano, tem planos de expansão que podem chegar a 23 milhões e, posteriormente, a 50 milhões de toneladas anuais, quase o equivalente ao consumo total do país, hoje em torno de 60 milhões de toneladas.

O especialista em fertilizantes Fellipe Parreira, da GiroAgro, uma das únicas empresas de fertilizantes de capital 100% nacional, acredita que é necessária uma abordagem integrada, com mais jazidas nacionais e validação científica para mitigar riscos geopolíticos sem comprometer yields recordes.

Para ele, o momento exige maior planejamento dentro de um contexto de uma indústria nacional de nutrição vegetal que cresce dois dígitos ao ano e oferece ao agricultor alternativas produzidas no país, com menor exposição cambial e logística mais previsível.

O post Queda na importação de fertilizantes é oportunidade à indústria nacional, diz StoneX apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Como Campo Verde se tornou o maior polo têxtil de Mato Grosso

Published

on

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT