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Pesquisa comprova eficácia de inseticida no controle do bicho-mineiro do café

Sebrae e ICCM (Instituto do Cafe da Chapada de Minas) | Banco de Imagens do Cafe da Chapada de Minas
Na imagem, a Fazenda Matilde
Foto: Leo Drumond/Nitro/Sebrae
Um estudo conduzido pela Alessandra Vacari, pesquisadora, entomologista e pós doutora pela Universidade da Califórnia, apontou alta eficácia do inseticida etofenproxi no controle do bicho-mineiro do café (Leucoptera coffeella), considerada uma das pragas mais desafiadoras da cafeicultura brasileira.
A pesquisa também contribuiu para a recente extensão de bula do produto pelos órgãos reguladores, ampliando seu uso no manejo da praga. De acordo com a pesquisadora, o bicho-mineiro pode provocar perdas de até 70% na produção quando não controlado.
A praga se instala nas folhas do cafeeiro. As fêmeas depositam ovos na superfície e, após a eclosão, as larvas penetram no interior da folha para se alimentar, reduzindo a capacidade fotossintética da planta.
Esse comportamento dificulta o controle químico, já que as larvas ficam protegidas dentro do tecido foliar.
Produto atua na quebra do ciclo da praga
Os resultados do estudo indicam que o etofenproxi pode atingir até 100% de eficácia no controle do bicho-mineiro.
Segundo Vacari, o principal diferencial do inseticida está na atuação sobre os insetos adultos, interrompendo o ciclo da praga.
Após a aplicação, a longevidade dos adultos caiu de cerca de cinco dias para dois dias, em média, reduzindo a capacidade de reprodução.
Além disso, houve queda significativa na quantidade de ovos depositados nas folhas, o que impediu o surgimento de novas lagartas nas plantas avaliadas.
A pesquisa também identificou que a redução na postura de ovos se manteve entre sete e 21 dias após a aplicação do inseticida.
Com menos ovos viáveis, a pressão da praga diminui ao longo do tempo, contribuindo para maior eficiência no manejo.
Seletividade preserva controle biológico
Outro destaque do estudo é a seletividade do etofenproxi. O inseticida apresentou baixo impacto sobre inimigos naturais do bicho-mineiro, como o crisopídeo (Chrysoperla externa).
Esse inseto é considerado um dos principais agentes de controle biológico da praga em cafezais brasileiros.
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Safra 2024/25 de algodão em pluma soma mais de 1,9 milhão de toneladas exportadas

As exportações de algodão em pluma na temporada 2024/25 em Mato Grosso somaram 1,97 milhão de toneladas no acumulado de agosto/2025 a junho/2026, alta de 13,57% em relação ao ciclo anterior no período analisado. A China segue como principal destino, sendo responsável por 19,75% dos embarques do estado.
No mês de junho foram enviadas para o mercado externo 154,18 mil toneladas. Apesar da retração de 20,70% no comparativo com maio, o volume apresentou uma alta de 66,38% em relação a junho de 2025, sendo considerado o maior para o mês na série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Somente para a China foram enviadas 389,2 mil toneladas de algodão em pluma. A potência asiática, de acordo com os dados da Secex, ampliou em 53,97% as aquisições da fibra mato-grossense em relação à safra 2023/24, sendo responsável por 19,75% do total exportado.
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que “o avanço das compras chinesas refletiu a maior competitividade da pluma brasileira, em um cenário de elevada oferta exportável”. O Instituto frisa ainda que diante disso, Mato Grosso “respondeu por mais da metade das exportações brasileiras destinadas à China”.
Atrás da China entre os quatro principais compradores de algodão em pluma está Bangladesh com 359,5 mil toneladas, seguido da Turquia com 302,06 mil toneladas e do Vietnã com 237,03 mil toneladas.
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Mapa articula prioridade para desembarque de fertilizantes em portos

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério de Portos e Aeroportos discutiram na quinta-feira (9) alternativas para acelerar o desembarque de fertilizantes importados nos portos brasileiros. As tratativas ocorreram em meio a desafios logísticos para o abastecimento desses insumos. Entre as medidas em análise está a eventual priorização da atracação e da descarga de navios que transportam fertilizantes.
Segundo o Mapa, o pedido de priorização para o desembarque foi formalizado em caráter administrativo. A proposta está relacionada à logística portuária e à operação de navios com cargas de fertilizantes.
A pasta informou que a medida não altera os controles sanitários, fitossanitários, aduaneiros ou de qualidade aplicáveis às cargas importadas. Com isso, permanecem inalterados os procedimentos previstos na legislação vigente para a entrada desses produtos no país.
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De acordo com o ministério, autoridades portuárias e portos organizados poderão ser orientados sobre a priorização da atracação de embarcações com fertilizantes. O tema também já havia sido tratado na Sala de Situação sobre Fertilizantes, coordenada pela Casa Civil.
Nas discussões, o governo considerou a dependência brasileira das importações de fertilizantes, que representam cerca de 93% do consumo nacional. Também entraram na pauta os efeitos das tensões geopolíticas e das restrições logísticas sobre o abastecimento.
Entre os insumos citados estão fertilizantes nitrogenados, fosfatados e cloreto de potássio, usados na produção agrícola. A agenda entre as duas pastas concentrou-se na busca de alternativas para dar mais fluidez ao desembarque dessas cargas nos portos brasileiros.
A articulação entre o Mapa e o Ministério de Portos e Aeroportos busca organizar a operação portuária para o recebimento de fertilizantes importados, mantendo os controles previstos para esse tipo de carga.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Plantio do trigo alcança 87% da área prevista no Rio Grande do Sul

A semeadura do trigo no Rio Grande do Sul atingiu 87% da área prevista para a safra 2026, ante 83% na semana passada, informou a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater) nesta quinta-feira (9). Segundo a entidade, o avanço do plantio no período foi restrito pela umidade do solo. Nas áreas de maior altitude, os trabalhos devem seguir até o fim de julho.
A Emater projeta área de 814.220 hectares com trigo no Estado em 2026. A produtividade média estimada é de 2.701 quilos por hectare.
De acordo com a entidade, as lavouras já implantadas apresentam estabelecimento e estandes adequados, com desenvolvimento compatível com a época de cultivo. No momento, predominam os estádios de desenvolvimento vegetativo inicial e perfilhamento. Nas áreas semeadas mais cedo, já começou o alongamento do colmo.
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As temperaturas baixas e as geadas de fraca intensidade favoreceram o perfilhamento, sem danos expressivos às plantações. Por outro lado, a nebulosidade e a baixa disponibilidade de radiação solar limitaram temporariamente o crescimento vegetativo.
Em regiões com maior volume de chuva, houve encharcamento, perdas localizadas de solo e necessidade de replantio em áreas com drenagem deficiente. O excesso de umidade também prejudicou o andamento da semeadura e restringiu operações de manejo, como a aplicação de herbicidas e de fertilizantes nitrogenados em cobertura.
Segundo a Emater, a umidade do dossel elevou o potencial de incidência de doenças foliares, o que levou ao aumento do monitoramento fitossanitário nas lavouras.
No mercado, o valor médio da saca de 60 quilos de trigo no Estado recuou 0,11% na semana, de R$ 69,67 para R$ 69,59.
Com 87% da área prevista já semeada, a safra de trigo no Rio Grande do Sul avança sob influência das condições de umidade, com lavouras em desenvolvimento inicial e continuidade do plantio nas áreas de maior altitude até o fim de julho.
Fonte: Estadão Conteúdo
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