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26 de outubro de 2026

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Unemat desenvolve ‘mamão de elite’ para quebrar dependência de sementes importadas

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O Brasil é o segundo maior produtor de mamão do mundo, mas caminha sobre um “gelo fino” genético. Quase toda a produção nacional do grupo Formosa depende de sementes importadas de Taiwan, baseadas em linhagens desenvolvidas há mais de 50 anos. Para romper essa vulnerabilidade e garantir a soberania alimentar, a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) lidera um robusto programa de melhoramento genético no Câmpus Universitário de Tangará da Serra.

O projeto, coordenado pelo professor Willian Krause, não busca apenas uma nova fruta, mas um modelo biológico de alta performance. “O uso de poucas cultivares limita a variabilidade e deixa a lavoura exposta a pragas. Estamos criando novas populações para oferecer ao produtor uma planta adaptada ao nosso clima, com frutos mais doces e resistentes”, explica o pesquisador.

Foto: Rayla Nemis de Souza (melhorada por IA)

Ciência que cruza fronteiras e forma talentos

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Diferente de modelos puramente comerciais, a pesquisa científica na Unemat prioriza a formação de capital humano de alto nível. Um exemplo prático dessa integração é a pesquisadora Rayla Nemis de Souza, aluna do doutorado em Biotecnologia e Biodiversidade da Rede de Pesquisa e Pós-Graduação (Pró-Centro-Oeste).

Como parte do desenvolvimento de sua tese, Rayla está realizando este ano um treinamento intensivo no Centro de Pesquisa da Feltrin Sementes, em São Paulo. Essa imersão permite que a doutoranda aplique os conhecimentos gerados na universidade diretamente no ambiente de inovação da empresa parceira, fortalecendo a ponte entre a teoria acadêmica e a prática de mercado.

A engenharia do “mamão perfeito”

O diferencial da pesquisa está no rigor da seleção. Através de um dialelo completo, a equipe realiza cruzamentos entre “genitores elite” (variedades de alto padrão como Calimosa, Tainung nº 1 e Golden). O objetivo é combinar o que cada um tem de melhor: a doçura de um, a resistência de outro e a casca firme de um terceiro.

No Laboratório de Biologia Celular e Molecular da Unemat, a ciência ganha contornos de bioinformática. Os pesquisadores utilizam marcadores moleculares SSR (microssatélites), que funcionam como etiquetas de DNA. “Com esses marcadores, conseguimos monitorar o nível de endogamia e prever se um híbrido será superior antes mesmo de ele produzir o primeiro fruto”, detalha Krause.

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O caminho da semente: Do laboratório à mesa

Entenda como a Unemat “fabrica” uma nova cultivar (Processo de 10 a 12 anos):

  1. O Casamento Genético (Dialelo): Cruzamento controlado entre 10 populações de elite para gerar 1.000 plantas iniciais.
  2. A Peneira de DNA (Marcadores SSR): Extração de DNA de folhas jovens para identificar, via laboratório, quais plantas herdaram os “genes campeões”.
  3. A Prova de Fogo (Campo): Avaliação de altura, diâmetro do caule e resistência no campo experimental de Tangará da Serra.
  4. O Check-up do Fruto: Análise de Grau Brix (doçura), espessura da polpa e firmeza da casca (essencial para o transporte).
  5. Fixação da Raça (Endogamia Controlada): Sucessivas autofecundações (etapas S1, S2, S3) para garantir que a semente final sempre produza plantas idênticas e estáveis.
  6. O Lançamento: Registro no Ministério da Agricultura e licenciamento para a comercialização.

Investimento e parceria público-privada

Com um aporte de R$ 353 mil da Feltrin Sementes, a Unemat consolida um modelo de parceria onde o conhecimento público gera riqueza privada e social. Diferente de modelos puramente comerciais, a pesquisa científica na Unemat prioriza a formação de capital humano.

O projeto é um celeiro para a pós-graduação, envolvendo mestrandos e doutorandos por meio do Programa de Mestrado e Doutorado Acadêmico para Inovação (MAI/DAI), com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

Diferente da importação passiva de tecnologia, o “Mamão Unemat” será licenciado, gerando royalties pelo licenciamento das variedades que retornam para a universidade, retroalimentando o ciclo da ciência em Mato Grosso.

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O modelo de cooperação técnica assegura que a Unemat detenha o protagonismo intelectual da pesquisa, enquanto a iniciativa privada garante o aporte financeiro e a futura distribuição da tecnologia ao mercado.  “Como a universidade não comercializa sementes, essa união é o que permite que a inovação chegue, de fato, à mesa da população”, pontua Krause.

Segundo a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG), o avanço científico é indissociável das demandas da sociedade. A pró-reitora Áurea Ignácio destaca que o Laboratório de Melhoramento Genético é um polo de internacionalização, permitindo missões de pesquisa, doutorado-sanduíche e o fortalecimento de programas como o de Genética e Melhoramento de Plantas (PGMP).

Com Assessoria

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Bombeiros combatem incêndio em área de vegetação nos fundos de estádio municipal em Paranatinga

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Ação do 11º NBM utilizou dois mil litros de água para conter as chamas e evitar a propagação do fogo; não houve feridos

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na noite deste domingo (25.10), um incêndio em área de vegetação em Paranatinga (a 385 km de Cuiabá).

A equipe do 11º Núcleo Bombeiro Militar (11º NBM) foi acionada às 20h40 para atender à ocorrência nos fundos do Estádio Municipal.

Os bombeiros foram ao local e iniciaram o combate às chamas nas vias de acesso, para evitar a propagação do fogo.

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Na ação, foram utilizadas dois mil litros de água. Após o combate do incêndio, foi realizado o trabalho de rescaldo na área para evitar novos focos.

Não há informações sobre as causas do incêndio. Não houve registro de feridos.

Orientações

O Corpo de Bombeiros Militar reforça a importância de comunicar rapidamente qualquer foco de incêndio, especialmente em áreas próximas a edificações, veículos e outros bens, para possibilitar uma resposta ágil e reduzir os riscos de danos.

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Seduc-MT divulga classificados para a etapa estadual da VII Mostra Científica STEAM

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) divulgou, nesta segunda-feira (26.10), a relação dos projetos classificados para a etapa estadual da VII Mostra Científica STEAM 2026. A iniciativa reúne trabalhos de estudantes da rede pública estadual voltados à pesquisa, à criatividade e ao desenvolvimento de soluções inovadoras.

Os projetos passaram por uma avaliação das Diretorias Regionais de Educação (DREs) e os selecionados avançam para a fase estadual. O resultado final, com os vencedores das categorias Ensino Fundamental – Anos Finais e Ensino Médio, está previsto para 16 de novembro.

Com o tema “STEAM e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Inovação para os Desafios Globais”, a mostra incentiva a integração entre Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática na busca por respostas a desafios sociais, ambientais e tecnológicos.

As equipes são formadas por quatro estudantes e contam com a orientação de um professor. O edital estabelece que cada grupo tenha pelo menos uma estudante do sexo feminino, com o objetivo de ampliar a participação das meninas nas áreas científicas e tecnológicas.

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A avaliação considera aspectos como criatividade, inovação, metodologia científica, clareza dos objetivos e potencial de impacto social e ambiental. Os vídeos produzidos pelos próprios estudantes para apresentar os projetos também integram os critérios de análise.

A mostra prevê premiação para os três primeiros colocados de cada categoria. Os estudantes das equipes vencedoras receberão bicicletas, enquanto os professores orientadores serão contemplados com celulares ou tablets, conforme a classificação. Também haverá reconhecimento para os melhores vídeos de divulgação científica.

Após a publicação da lista de classificados, os participantes poderão apresentar recursos nos dias 27 e 28 de outubro. O resultado da análise será divulgado em 30 de outubro, e a avaliação estadual ocorrerá entre 3 e 10 de novembro.

O cronograma e as regras da VII Mostra Científica STEAM Seduc-MT estão disponíveis no edital publicado no Diário Oficial do Estado.

CONFIRA AQUI o resultado.

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Sejus-MT investe R$ 1,1 milhão e entrega 87 espingardas e 500 coletes balísticos à Polícia Penal

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Equipamentos de proteção nível III-A e armamentos de calibre 12 vão reequipar unidades prisionais e grupos operacionais de elite em Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT) entregou, na sexta-feira (23.10), 87 espingardas calibre 12 e 500 coletes de proteção balística nível III-A para reforçar a estrutura de segurança da Polícia Penal em Mato Grosso. A entrega contou com a participação de representantes de unidades prisionais e setores especializados.

Os equipamentos serão distribuídos a unidades prisionais e setores operacionais da Polícia Penal, como parte da estratégia contínua de renovação e modernização do aparelhamento da segurança penitenciária. A iniciativa busca ampliar a capacidade operacional das equipes e oferecer melhores condições de trabalho aos servidores.

O investimento total foi de R$ 1.113.657,87, com recursos do Tesouro Estadual e do Fundo Penitenciário de Mato Grosso (Funpen-MT). Para a aquisição das espingardas, foram destinados R$ 261.240,70 do Tesouro Estadual e R$ 63.444,17 do Funpen-MT, totalizando R$ 324.684,87. Já os 500 coletes balísticos foram adquiridos com recursos do Funpen-MT, no valor de R$ 788.973,00.

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O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado, destacou a importância de oferecer aos servidores os recursos necessários para o desempenho das atividades com segurança e eficiência.

“Parto do princípio de que precisamos oferecer aos nossos servidores as condições necessárias para executar seu trabalho com eficiência e segurança. Isso inclui equipamentos adequados e qualidade nas condições de trabalho, para que possamos alcançar bons resultados na ponta, no atendimento e na custódia das pessoas privadas de liberdade. Investir no aparelhamento da Polícia Penal é também investir na segurança e no funcionamento do sistema penitenciário”, afirmou.

Os armamentos e os coletes balísticos serão distribuídos à Gerência do Grupo de Intervenção Rápida (GIR), à Gerência de Serviços de Operações Especializadas (SOE), à Penitenciária Central do Estado (PCE), à Unidade de Segurança Máxima de Cuiabá, à Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, à Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, em Rondonópolis, à Penitenciária de Água Boa, à Penitenciária de Sinop e à reserva da Coordenadoria de Armas e Logística Penitenciária (CALP).

A distribuição tem como objetivo fortalecer a prontidão e a eficiência das equipes nas atividades de segurança, escoltas e resposta a eventuais crises nas unidades prisionais, conforme os protocolos institucionais.

Participaram da entrega o gerente de Intervenção Rápida (GIR), Gilberto Valias Rondon Carvalho; o gerente de Serviços de Operações Especializadas (SOE), Milton Flavio de Brito Arruda; os diretores Lucivaldo de Arruda e Silva, da Penitenciária Central do Estado (PCE); Edson Cassimiro da Silva Filho, do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande; Domingos Sávio Souza das Chagas, do Centro de Ressocialização de Várzea Grande (CRVG); e Keily Adriana Arruda Marques, da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May; além do coordenador de Armas e Logística Penitenciária (CALP), Dilton Matos de Freitas Junior.

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