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16 de maio de 2026

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Unemat desenvolve ‘mamão de elite’ para quebrar dependência de sementes importadas

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O Brasil é o segundo maior produtor de mamão do mundo, mas caminha sobre um “gelo fino” genético. Quase toda a produção nacional do grupo Formosa depende de sementes importadas de Taiwan, baseadas em linhagens desenvolvidas há mais de 50 anos. Para romper essa vulnerabilidade e garantir a soberania alimentar, a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) lidera um robusto programa de melhoramento genético no Câmpus Universitário de Tangará da Serra.

O projeto, coordenado pelo professor Willian Krause, não busca apenas uma nova fruta, mas um modelo biológico de alta performance. “O uso de poucas cultivares limita a variabilidade e deixa a lavoura exposta a pragas. Estamos criando novas populações para oferecer ao produtor uma planta adaptada ao nosso clima, com frutos mais doces e resistentes”, explica o pesquisador.

Foto: Rayla Nemis de Souza (melhorada por IA)

Ciência que cruza fronteiras e forma talentos

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Diferente de modelos puramente comerciais, a pesquisa científica na Unemat prioriza a formação de capital humano de alto nível. Um exemplo prático dessa integração é a pesquisadora Rayla Nemis de Souza, aluna do doutorado em Biotecnologia e Biodiversidade da Rede de Pesquisa e Pós-Graduação (Pró-Centro-Oeste).

Como parte do desenvolvimento de sua tese, Rayla está realizando este ano um treinamento intensivo no Centro de Pesquisa da Feltrin Sementes, em São Paulo. Essa imersão permite que a doutoranda aplique os conhecimentos gerados na universidade diretamente no ambiente de inovação da empresa parceira, fortalecendo a ponte entre a teoria acadêmica e a prática de mercado.

A engenharia do “mamão perfeito”

O diferencial da pesquisa está no rigor da seleção. Através de um dialelo completo, a equipe realiza cruzamentos entre “genitores elite” (variedades de alto padrão como Calimosa, Tainung nº 1 e Golden). O objetivo é combinar o que cada um tem de melhor: a doçura de um, a resistência de outro e a casca firme de um terceiro.

No Laboratório de Biologia Celular e Molecular da Unemat, a ciência ganha contornos de bioinformática. Os pesquisadores utilizam marcadores moleculares SSR (microssatélites), que funcionam como etiquetas de DNA. “Com esses marcadores, conseguimos monitorar o nível de endogamia e prever se um híbrido será superior antes mesmo de ele produzir o primeiro fruto”, detalha Krause.

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O caminho da semente: Do laboratório à mesa

Entenda como a Unemat “fabrica” uma nova cultivar (Processo de 10 a 12 anos):

  1. O Casamento Genético (Dialelo): Cruzamento controlado entre 10 populações de elite para gerar 1.000 plantas iniciais.
  2. A Peneira de DNA (Marcadores SSR): Extração de DNA de folhas jovens para identificar, via laboratório, quais plantas herdaram os “genes campeões”.
  3. A Prova de Fogo (Campo): Avaliação de altura, diâmetro do caule e resistência no campo experimental de Tangará da Serra.
  4. O Check-up do Fruto: Análise de Grau Brix (doçura), espessura da polpa e firmeza da casca (essencial para o transporte).
  5. Fixação da Raça (Endogamia Controlada): Sucessivas autofecundações (etapas S1, S2, S3) para garantir que a semente final sempre produza plantas idênticas e estáveis.
  6. O Lançamento: Registro no Ministério da Agricultura e licenciamento para a comercialização.

Investimento e parceria público-privada

Com um aporte de R$ 353 mil da Feltrin Sementes, a Unemat consolida um modelo de parceria onde o conhecimento público gera riqueza privada e social. Diferente de modelos puramente comerciais, a pesquisa científica na Unemat prioriza a formação de capital humano.

O projeto é um celeiro para a pós-graduação, envolvendo mestrandos e doutorandos por meio do Programa de Mestrado e Doutorado Acadêmico para Inovação (MAI/DAI), com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

Diferente da importação passiva de tecnologia, o “Mamão Unemat” será licenciado, gerando royalties pelo licenciamento das variedades que retornam para a universidade, retroalimentando o ciclo da ciência em Mato Grosso.

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O modelo de cooperação técnica assegura que a Unemat detenha o protagonismo intelectual da pesquisa, enquanto a iniciativa privada garante o aporte financeiro e a futura distribuição da tecnologia ao mercado.  “Como a universidade não comercializa sementes, essa união é o que permite que a inovação chegue, de fato, à mesa da população”, pontua Krause.

Segundo a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG), o avanço científico é indissociável das demandas da sociedade. A pró-reitora Áurea Ignácio destaca que o Laboratório de Melhoramento Genético é um polo de internacionalização, permitindo missões de pesquisa, doutorado-sanduíche e o fortalecimento de programas como o de Genética e Melhoramento de Plantas (PGMP).

Com Assessoria

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Vigia Mais Saúde: Cuiabá instala botão do pânico para proteger profissionais nas UPAs

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A Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp) lançou nesta sexta-feira (15.5), em parceria com a Prefeitura de Cuiabá, o programa Vigia Mais Saúde, com o objetivo de oferecer mais segurança e tranquilidade aos profissionais da saúde pública que atuam na Capital.

O sistema foi desenvolvido pela Sesp a partir de tecnologias do programa Vigia Mais MT, com objetivo de acelerar o atendimento de ocorrências contra profissionais da saúde durante o horário de trabalho e contra terceiros, em unidades de saúde do município.

O programa possui um botão do pânico que, quando ativado, emite um alerta automático do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), que fará acionamento da equipe policial mais próxima da unidade sem entrevista prévia.

A expectativa é que o programa reduza entre 40% e 60% o tempo de resposta da Polícia Militar no atendimento de ocorrências em unidades de saúde do município.

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A secretária de Segurança Pública, coronel PM Susane Tamanho, destacou o uso eficiente dos recursos públicos, fortalecendo as ações de segurança realizadas pelo Estado sem ampliar as despesas da secretaria.

“O Vigia Mais Saúde é um exemplo de boas práticas da Segurança, uma solução com custo zero para o Estado. Estamos fazendo mais com menos, criando soluções mais eficientes sem uso de recursos públicos e garantindo a melhoria da qualidade do serviço de segurança prestado à população mato-grossense, seguindo o planejamento do governador Otaviano Pivetta”. O prefeito Abílio Brunini reforçou a importância do programa, criado para prevenir crimes contra profissionais de saúde e pessoas que buscam atendimento nas unidades de saúde de Cuiabá.

“A ferramenta oferece comunicação direta entre os profissionais da saúde e a polícia, age de forma preventiva contra crimes e protege funcionários para que possam trabalhar de forma segura e tranquila, melhorando a qualidade de atendimento aos pacientes”, destacou.

O botão do pânico pode ser ativado em casos de agressão física ou verbal, além de crimes contra o patrimônio registrados no interior da unidade de saúde.

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Até o momento, foram cadastrados 106 profissionais da saúde que atuam em unidades de pronto atendimento.  Os profissionais que terão acesso ao mecanismo são médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros profissionais que atuam nas unidades de saúde do município.

Com Assessoria 

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Jovem de 19 anos é preso após estrangular e agredir namorada de 17 em Várzea Grande

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A Polícia Civil prendeu em flagrante, nessa sexta-feira (15.5), um homem, de 19 anos, pelo crime de lesão corporal qualificada contra a companheira adolescente, de 17 anos, em Várzea Grande.

A adolescente compareceu à Delegacia da Mulher e Vulneráveis 24 Horas de Várzea Grande no fim da tarde dessa sexta-feira apresentando lesões próximas à costela direita, marcas no pescoço, decorrentes de estrangulamento, e relatando ter sofrido tapas na cabeça.

Ela relatava, ainda, que o companheiro a impedia de frequentar a escola, demonstrava ciúmes excessivo e não aceitava que ela colocasse fim ao relacionamento.

Diante do relato e confecção do boletim de ocorrência, a equipe do Plantão localizou o suspeito em frente à residência do casal, em uma distribuidora no bairro Capão Grande, onde ele recebeu voz de prisão em flagrante, e o conduziu para a delegacia.

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A vítima solicitou medidas protetivas de urgência.

Com Assessoria 

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Artesão indígena de MT fatura R$ 68 mil em um único dia na Bienal do Ibirapuera

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Bancos de madeira esculpidos por Peti Waura conquistam arquitetos e decoradores no Salão do Artesanato em SP

O artesanato indígena de Mato Grosso se tornou um dos destaques da 22ª edição do Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, realizado no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, de 13 a 17 de maio. Em apenas um dia de evento, bancos esculpidos em madeira produzidos pelo artesão indígena Peti Waura movimentaram R$ 68 mil em vendas e encomendas durante uma rodada voltada a arquitetos, decoradores e lojistas de várias regiões do país.Mato Grosso participa da feira em dois espaços distintos dentro do evento, um no estande institucional dos Estados brasileiros, com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), e outro do Sebrae/MT, que acompanha os artesãos durante toda a programação. A delegação mato-grossense reúne 11 artesãos individuais, associações e núcleos produtivos de municípios como Cuiabá, Tangará da Serra, Nova Mutum, São José do Rio Claro, Santo Antônio de Leverger, Gaúcha do Norte e Paranatinga.Além das esculturas indígenas, o Estado levou ao evento peças em cerâmica, sementes, madeira, reciclagem e outras tipologias que representam diferentes regiões e culturas mato-grossenses. Segundo a coordenadora de Artesanato da Sedec, Lourdes Josafa Sampaio, a participação no salão é estratégica para ampliar mercado, fortalecer comunidades e mostrar o potencial econômico do artesanato produzido no Estado.Ela explica que a presença de Mato Grosso em um dos maiores eventos do segmento no país também demonstra como o artesanato tem se transformado em oportunidade de negócios para comunidades indígenas e pequenos produtores do interior.“O artesanato indígena tem uma aceitação enorme. Ontem, um dos nossos artesãos vendeu sozinho R$ 68 mil em bancos diretamente da aldeia dele para arquitetos e lojistas. Isso mostra a força do artesanato mato-grossense e como essas comunidades conseguem transformar cultura em renda e empreendedorismo”, afirmou.Lourdes também destacou que o apoio do Governo do Estado é fundamental para garantir que os artesãos consigam participar de feiras nacionais, já que os custos logísticos dificultariam a presença sem suporte institucional.Segundo ela, o Governo Federal disponibiliza os espaços expositivos, mas cabe aos Estados oferecer estrutura, transporte e apoio operacional para que os artesãos consigam levar seus produtos até os grandes centros consumidores.“Sem o apoio do Governo do Estado muitos deles jamais conseguiriam estar aqui. São comunidades indígenas e artesãos de municípios distantes, que precisam dessa estrutura para apresentar seus produtos e fazer negócios em um evento nacional como esse”, ressaltou.Morador da Aldeia Álamo, em Paranatinga, Peti Waura trabalha há mais de 20 anos com esculturas em madeira. Cada banco produzido leva cerca de uma semana para ficar pronto e pode custar entre R$ 800 e R$ 5 mil. O artesão conta que começou a esculpir ainda na infância e hoje já ensina o filho a continuar o trabalho artesanal da família.A participação na feira em São Paulo, segundo ele, representa não apenas oportunidade de venda, mas também reconhecimento do trabalho produzido dentro da aldeia.“Desde criança eu trabalho esculpindo madeira. Hoje fico muito feliz vendo minhas peças sendo valorizadas aqui. Tem muitos clientes, arquitetos e decoradores comprando meu trabalho”, relatou.

A ceramista Valéria Menezes participa pela primeira vez da feira em São Paulo e também comemora os resultados obtidos durante o evento. Há 19 anos trabalhando com cerâmica, ela afirma que a presença em feiras nacionais é essencial para ampliar a visibilidade do trabalho artesanal mato-grossense.Para a artesã, o apoio institucional faz diferença justamente porque permite que os produtos cheguem a novos públicos e mercados consumidores.“Esse incentivo é muito importante porque não tem como o cliente conhecer nosso trabalho sem mostrar. Estar aqui está sendo muito importante para mim. Estou vendendo bem e sendo muito elogiada”, disse.O Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras reúne mais de 700 artesãos de 26 Estados e do Distrito Federal. A expectativa da organização é superar os R$ 4,7 milhões em negócios registrados na edição anterior.

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