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Anvisa proíbe venda de lotes da Ypê com final 1, mas suspende recolhimento das prateleiras

Decisão em reunião extraordinária restabelece proibição a produtos contaminados; recall forçado aguarda avaliação de proposta da marca
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu manter a suspensão da fabricação, distribuição e a venda de lotes de produtos da marca Ypê, com final 1. ![]()
A decisão foi tomada nesta sexta-feira (15), em Reunião Extraordinária Pública da Diretoria Colegiada.
A fabricação e a comercialização de produtos da marca haviam sido suspensas pela Anvisa, no início do mês, por “descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo, o que inclui falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade”, como informou a agência.
Como a empresa recorreu, a decisão da Anvisa ficou suspensa. A empresa poderia, inclusive, ter voltado a comercializar os lotes contaminados, o que não ocorreu.
Segundo a Anvisa, a suspensão de decisões como esta ocorre automaticamente, sempre que uma empresa recorre.
Reunião extraordinária
Nesta sexta, com a votação da Anvisa, parte da Resolução 1834 volta a valer. Assim, produtos da Ypê com lotes que terminam em 1, elencados na resolução voltam a ter fabricação, venda e uso proibidos.
A Anvisa ainda precisará votar o mérito do recurso da empresa, com análise dos argumentos.
Recolhimento
A resolução também previa que a Ypê deveria recolher os produtos. Na reunião de hoje, no entanto, a questão do recolhimento não foi mantida.
“O recolhimento do produto foi suspenso até avaliação de proposta apresentada pela empresa”, informou a Anvisa em nota.
Ypê
Em nota, a Ypê informou que “em alinhamento com a Anvisa e devido ao foco na satisfação dos nossos consumidores”, a empresa “seguirá atendendo em seus canais oficiais todos aqueles que ainda preferirem efetuar a troca ou obter o ressarcimento pelos produtos adquiridos”.
A empresa disse ainda que pretende apresentar testes feitos por laboratórios independentes dos lotes que estão no mercado.
“A empresa reitera que, de acordo com os controles e análises internas realizados pela Ypê, os produtos são seguros para o consumidor”, disse, acrescentando que prevê investir R$ 130 milhões para adequação da produção.
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
Entenda o caso
No último dia 7, a Anvisa suspendeu fabricação, comercialização e distribuição de lotes de produtos da marca Ypê com numeração final 1. A lista inclui detergente, sabão líquido para roupas e desinfetantes.
Um dos principais problemas é a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, que é resistente a antibióticos e pode causar uma série de problemas em pessoas imunocomprometidas, desde infecção urinária até infecção respiratória em pessoas que têm problemas de pulmão crônicos, como enfisema, ou em pessoas submetidas a tratamento com cateter na veia.
>> Confira a lista de produtos contaminados com lotes que terminam em 1:
- Lava Louças Ypê Clear Care
- Lava Louças com enzimas ativas Ypê
- Lava Louças Ypê
- Lava Louças Ypê Clear Care
- Lava Louças Ypê Toque Suave
- Lava Louças concentrado Ypê Green
- Lava Louças Ypê Clear
- Lava Louças Ypê Green
- Lava Roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
- Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Cuida das Roupas
- Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac
- Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
- Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green
- Lava Roupas Líquido Ypê Express
- Lava Roupas Líquido Ypê Power ACT
- Lava Roupas Líquido Ypê Premium
- Lava Roupas Tixan Maciez
- Lava Roupas Tixan Primavera
- Desinfetante Bak Ypê
- Desinfetante de uso geral Atol
- Desinfetante Perfumado Atol
- Desinfetante Pinho Ypê
- Lava roupas Tixan Power ACT
*Matéria e título alterados e texto ampliado às 14h31. Inicialmente a Agência Brasil publicou que a Anvisa determinou o recolhimento dos produtos contaminados. Na reunião extraordinária de hoje, no entanto, a questão do recolhimento foi suspensa, conforme explicado nos parágrafos 8° e 9° da versão alterada.
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Bombeiros dão voz de prisão a homem que ateou fogo em lixo e tentou impedir combate às chamas em Confresa

Suspeito queimou materiais inflamáveis próximo à vegetação e ainda dificultou a atuação da equipe nesta quarta-feira (19). Polícia Militar e Meio Ambiente foram acionados
Uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) deu voz de prisão em flagrante, na manhã desta quarta-feira (19.8), a um homem suspeito de provocar um incêndio em uma área de vegetação localizada no pátio de uma empresa, em Confresa (1.057 km de Cuiabá).
A equipe do 2º Núcleo Bombeiro Militar (2º NBM) foi acionada, por volta das 8h22, para atender a uma ocorrência de incêndio às margens da BR-158. No local, os bombeiros constataram que as chamas atingiam materiais armazenados no pátio da empresa, próximo a uma área de vegetação.
Inicialmente, o suspeito impediu o acesso da equipe ao local para o combate ao incêndio. Em seguida, porém, ele confessou ter ateado fogo em um monte de lixo, onde havia uma cama velha, restos de peças automotivas, filtros de combustível e tambores com resíduos de óleo, próximo à área de vegetação.
Diante da confissão e da situação de flagrante, os bombeiros deram voz de prisão ao homem. A Polícia Militar foi acionada e conduziu o suspeito para as providências cabíveis. Uma equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente também esteve no local para adoção das medidas administrativas.
Provocar incêndio em mata ou floresta é crime previsto no artigo 41 da Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), com pena de reclusão de dois a quatro anos e multa. Além da responsabilização criminal, os autores podem responder por danos ambientais e, conforme as circunstâncias do caso, por outros crimes previstos na legislação.
A equipe, com o apoio de funcionários da empresa, realizou o combate ao incêndio e controlou as chamas. Ninguém ficou ferido.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo. Nas áreas urbanas, a utilização do fogo é proibida durante todo o ano. Já nas áreas rurais dos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, está proibido o uso e o manejo do fogo no período de 1º de julho a 30 de novembro de 2026.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).
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Vídeo com maços de dinheiro leva MP a recomendar apuração contra ex-presidente do DAE

Inquérito busca esclarecer origem dos valores e eventual relação com o exercício do cargo público
O Ministério Público de Mato Grosso recomendou que a Prefeitura de Várzea Grande abra um procedimento administrativo para apurar a conduta do ex-diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Rogério de França Martins. A medida ocorre após a divulgação de um vídeo em que o gestor aparece recebendo maços de dinheiro em espécie.
A recomendação foi feita pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande, que instaurou um inquérito civil para investigar a origem dos valores e verificar se existe alguma relação do dinheiro com o exercício do cargo público, recursos públicos ou interesses de terceiros ligados ao DAE.
Nas imagens analisadas pela Promotoria, Rogério aparece sentado diante de uma mesa e recebe um maço de dinheiro, que posteriormente teria sido colocado no bolso da calça. Outro trecho mostra a entrega de uma sacola contendo dinheiro em espécie ao gestor. O Ministério Público também considera na apuração um áudio atribuído ao presidente do DAE, no qual ele teria solicitado apoio de membros e servidores da Câmara Municipal para justificar o episódio.
A Promotoria ainda mencionou a existência de outra investigação relacionada ao DAE, que apura supostas irregularidades no pagamento de produtividade a servidores e um possível desvio de recursos públicos.
Além da abertura do procedimento administrativo, o Ministério Público recomendou que a Prefeitura avalie a necessidade de afastar Rogério Martins do cargo enquanto as apurações estiverem em andamento. Segundo a promotora Taiana Castrillon Dionello, a medida busca assegurar o esclarecimento dos fatos e o cumprimento dos princípios da administração pública.
A Prefeitura de Várzea Grande terá dez dias para informar ao Ministério Público quais providências foram adotadas e apresentar a documentação correspondente. As informações reunidas no inquérito também foram compartilhadas com a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), para conhecimento e eventual adoção de medidas na esfera policial.
A investigação deverá apurar a origem do dinheiro exibido nas imagens, as circunstâncias da entrega e se os valores possuem alguma ligação com o exercício da função pública no DAE.
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UFMT Sinop: 20 anos de uma conquista que continua

Por Nilson Leitão, ex-prefeito de Sinop, ex-deputado federal e novamente candidato a deputado federal
A história da UFMT em Sinop começou antes mesmo da instalação do campus. Os primeiros cursos chegaram pelo sistema de cursos fora da sede de Cuiabá, com professores se deslocando para Sinop e o custeio bancado pela Prefeitura, sob a liderança dos prefeitos Contini e Adenir Barbosa.
Em 2006, demos um passo decisivo: trouxemos, por meio do Governo Federal, as obras, a instalação do campus e o primeiro concurso para formar seu corpo docente. Era o início de uma nova história para Sinop e para toda a região Norte de Mato Grosso.
Em 2012, já como deputado federal, iniciei uma nova luta: trazer o curso de Medicina para Sinop. Uma luta que nasceu da convicção de que educação superior transforma cidades, abre oportunidades e muda vidas.
Neste ano, celebramos 20 anos da instalação do campus da UFMT em Sinop. São duas décadas formando profissionais, produzindo conhecimento e ajudando a transformar nossa região.
Mas uma conquista não pode viver apenas de lembranças. Agora, a luta é pela reforma e modernização da estrutura e pela autonomia do campus.
Porque quem ajudou a construir essa história tem também o compromisso de continuar lutando pelo seu futuro.
UFMT Sinop: 20 anos de uma conquista. E uma nova etapa pela frente.
Nilson Leitão, ex-prefeito de Sinop, ex-deputado federal e novamente candidato a deputado federal
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