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Boi gordo: preços da carne sobem no atacado com baixa disponibilidade

O mercado físico do boi gordo encerra a semana apresentando algumas negociações acima da referência média. O movimento de alta no mercado físico está alicerçado em dois vetores básicos, são eles a oferta ainda anêmica em meio à boa condição dos pastos. Essa variável faz com que a indústria frigorífica encontre muitas dificuldades na composição de suas escalas de abate, que hoje está posicionada entre cinco e sete dias úteis na
média nacional.
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O segundo alicerce do atual movimento de alta está associado ao forte ritmo de embarques. A demanda chinesa permanece aquecida, tanto importadores da China quanto os exportadores brasileiros aceleram a alta visando preencher o maior volume possível da cota.
Vale destacar que a exportação extracota conta com tarifas adicionais de 55%, totalizando 67% de tarifa, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.
- Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 358,25, na modalidade a prazo
- Em Goiás, a indicação média foi de R$ 340,32 para a arroba do boi gordo
- Em Minas Gerais, a arroba teve preço médio de R$ 344,71
- Em Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada em R$ 348,75
- Em Mato Grosso, a arroba ficou indicada em R$ 353,45
Atacado
O mercado atacadista apresenta alta consistente em seus preços durante a sexta-feira (27). Este movimento está centrado na baixa disponibilidade de produto, que mantém preços em patamares muito elevados, mesmo em um momento de perda de competividade se comparado às proteínas concorrentes, em especial se comparado à carne de frango. Mais uma vez a variável oferta se mostra mais impactante que a variável demanda, assinalou Iglesias.
O quarto traseiro foi precificado a R$ 27,50, por quilo, alta de R$ 0,20. Quarto dianteiro foi
cotado a R$ 21,80, por quilo, alta de R$ 0,80. Ponta de agulha foi precificada a R$ 20,00, por
quilo, alta de R$ 0,50.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,33%, sendo negociado a R$ 5,2382 para venda e a R$ 5,2362 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2174 e a máxima de R$ 5,2789. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,38%.
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Plano Safra 2026/27 terá R$ 525 bilhões e juros menores; entenda o que muda no crédito rural

O governo federal lança nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/27 para a agricultura empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados ao financiamento de médios e grandes produtores rurais. O montante representa um aumento de R$ 9 bilhões em relação aos R$ 516,2 bilhões disponibilizados na temporada anterior.
O anúncio será realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, e pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve participar da cerimônia porque cumpre agenda oficial na Cúpula do Mercosul, em Assunção, no Paraguai.
Do total dos recursos, R$ 384,9 bilhões serão destinados às operações de custeio e comercialização, enquanto R$ 140,2 bilhões financiarão investimentos nas propriedades rurais.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os recursos de custeio serão utilizados para despesas como aquisição de insumos, condução das lavouras, manutenção dos rebanhos e comercialização da produção. Já os recursos para investimento terão foco na modernização das propriedades, ampliação da capacidade de armazenagem, irrigação, inovação tecnológica e renovação de máquinas e equipamentos.
Pronamp terá R$ 72,6 bilhões
O Plano Safra prevê R$ 72,6 bilhões para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), destinado aos médios produtores. A taxa máxima de juros será de 9% ao ano, abaixo da praticada no ciclo anterior.
De acordo com o governo, a redução busca ampliar o acesso ao crédito para um segmento considerado estratégico na produção de alimentos e na geração de empregos no campo.
Sustentabilidade garante desconto nos juros
Entre as novidades do Plano Safra 2026/27 está a ampliação dos incentivos para produtores que adotam práticas sustentáveis e mantêm a regularização ambiental das propriedades.
O programa prevê redução de até 1 ponto percentual nas taxas de juros das operações de custeio. O desconto será dividido em duas etapas:
- até 0,5 ponto percentual para produtores com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regular;
- mais 0,5 ponto percentual para aqueles que adotarem práticas agropecuárias sustentáveis ou certificações reconhecidas.
Seguro rural ganha mais importância
O governo também reforçou a gestão de riscos como um dos pilares da política agrícola.
Pelas novas regras, a possibilidade de renegociação das operações de custeio agrícola passa a estar vinculada à contratação de cobertura pelo Proagro ou de seguro rural. Segundo o Mapa, a medida busca ampliar o uso de mecanismos de proteção contra perdas decorrentes de eventos climáticos e reduzir a necessidade de soluções emergenciais.
Na área de investimentos, o Plano Safra amplia os recursos para modernização das propriedades e fortalece programas voltados à geração de energia renovável.
O InvestAgro passa a contemplar sistemas de geração e distribuição de energia solar, biomassa, energia eólica, cogeração e armazenamento de energia elétrica, com o objetivo de reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das propriedades.
O programa também mantém incentivos para construção, ampliação e modernização de armazéns e câmaras frias, buscando reduzir perdas, melhorar a logística e ampliar a capacidade de estocagem da produção agropecuária.
Distribuição de recursos
Em relação aos recursos, o Plano Safra 2026/27 ampliou o volume total de crédito em R$ 8,9 bilhões, passando de R$ 516,2 bilhões para R$ 525,1 bilhões. Apesar do crescimento, houve uma mudança na distribuição dos recursos: os valores destinados ao custeio e à comercialização caíram de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões, enquanto os recursos para investimentos aumentaram de R$ 101,5 bilhões para R$ 140,2 bilhões, reforçando o foco na modernização das propriedades rurais.
No recorte por beneficiários, o Pronamp terá R$ 72,6 bilhões, ante R$ 69,1 bilhões na safra anterior, enquanto os demais produtores e cooperativas contarão com R$ 452,5 bilhões, frente aos R$ 447 bilhões do ciclo passado.
Juros
As taxas de juros das principais linhas de financiamento também foram reduzidas em relação ao ciclo anterior. No Pronamp, a taxa caiu para 9% ao ano. Já o crédito de custeio empresarial passou a operar com juros de 12,5% ao ano, enquanto programas voltados à inovação, irrigação, cooperativismo, renovação de máquinas e agricultura de baixo carbono terão taxas entre 8% e 12,5%.
As menores taxas foram reservadas para operações do PCA (até 12 mil toneladas de capacidade) e do RenovAgro Ambiental e Recuperação/Conversão de Pastagens, ambos com 8% e 8,5% ao ano, respectivamente, reforçando o incentivo a investimentos em armazenagem e sustentabilidade no campo.
Valor ficou abaixo das expectativas do setor
Embora o volume de recursos seja superior ao da safra passada, o montante anunciado ficou abaixo das expectativas apresentadas nas últimas semanas.
No início de junho, o ministro André de Paula afirmou que o governo trabalhava para um Plano Safra de R$ 550 bilhões. Já entidades do agronegócio defendiam um programa entre R$ 623 bilhões e R$ 674 bilhões, alegando aumento dos custos de produção e maior demanda por crédito rural.
O valor final, de R$ 525,1 bilhões, também ficou aquém dessas projeções, refletindo as limitações fiscais e o elevado custo da equalização das taxas de juros pelo Tesouro Nacional.
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Plano Safra 2026/27 precisa ampliar recursos e reduzir juros, defende Aprosoja Mato Grosso

O anúncio do Plano Safra 2026/27 nesta terça-feira (30) gera expectativa no setor produtivo, principalmente em relação ao volume de recursos disponíveis e às taxas de juros para o financiamento da produção. Para a Aprosoja Mato Grosso, o programa precisa avançar para atender à demanda crescente do campo.
Na avaliação do presidente da entidade, Lucas Costa Beber, o aumento da taxa básica de juros nos últimos anos elevou o custo do crédito rural e reduziu a capacidade de financiamento dos produtores, tornando mais caro produzir.
Segundo ele, o Plano Safra continua sendo a principal referência para o crédito agrícola no país e, por isso, mudanças nas condições de financiamento têm impacto direto sobre o planejamento da próxima safra.
A expectativa da entidade é que o governo federal anuncie não apenas um aumento no volume de recursos, mas também juros menores e maior participação das linhas com recursos controlados, que oferecem taxas mais acessíveis aos produtores.
Expectativa para o anúncio
Lucas Costa Beber afirma que o cenário atual preocupa devido ao peso dos juros sobre os custos de produção. “O Plano Safra é o balizador das taxas de juros no nosso país. Infelizmente, devido à Selic alta nos últimos anos, nós temos tido, na maioria das linhas, juros de dois dígitos, o que tem impactado fortemente o bolso do produtor, encarecendo ainda mais o acesso ao crédito para a produção rural agrícola”.
O presidente da Aprosoja Mato Grosso destaca que o setor recebeu com otimismo a sinalização feita pelo governo sobre a possibilidade de reduzir os juros e ampliar o orçamento destinado ao programa.
Apesar da expectativa positiva, Lucas Costa Beber avalia que o orçamento ainda deveria ser maior para atender às necessidades do setor. Conforme ele, o ideal seria que o Plano Safra disponibilizasse, pelo menos, R$ 650 bilhões em crédito, além de ampliar a participação dos recursos controlados.
“O ideal é que tivéssemos no mínimo nominalmente R$ 650 bilhões e também aumentasse o percentual daquilo que é recurso controlado, já que nos últimos anos tem diminuído esse”.
Ele lembra que a participação dessas linhas de financiamento vem caindo desde 2022, reduzindo o acesso dos produtores ao crédito com juros subsidiados. “Se comparar de 2022 para cá, praticamente 50% do Plano Safra eram recursos controlados. No último ano menos de 30%. O que também fez com que o produtor pegasse menos crédito de juros controlados, conseguisse adquirir. Na prática isso chegou tendo uma redução de algo em torno de 13% para custeio e 20% para investimento”.
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Plano Safra 2026/27 disponibilizará R$ 525,1 bilhões para o agro

O governo federal lança nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/27 para a agricultura empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados ao financiamento de médios e grandes produtores rurais. O montante representa um aumento de R$ 9 bilhões em relação aos R$ 516,2 bilhões disponibilizados na temporada anterior.
O anúncio será realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, e pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve participar da cerimônia porque cumpre agenda oficial na Cúpula do Mercosul, em Assunção, no Paraguai.
Do total dos recursos, R$ 384,9 bilhões serão destinados às operações de custeio e comercialização, enquanto R$ 140,2 bilhões financiarão investimentos nas propriedades rurais.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os recursos de custeio serão utilizados para despesas como aquisição de insumos, condução das lavouras, manutenção dos rebanhos e comercialização da produção. Já os recursos para investimento terão foco na modernização das propriedades, ampliação da capacidade de armazenagem, irrigação, inovação tecnológica e renovação de máquinas e equipamentos.
Pronamp terá R$ 72,6 bilhões
O Plano Safra prevê R$ 72,6 bilhões para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), destinado aos médios produtores. A taxa máxima de juros será de 9% ao ano, abaixo da praticada no ciclo anterior.
De acordo com o governo, a redução busca ampliar o acesso ao crédito para um segmento considerado estratégico na produção de alimentos e na geração de empregos no campo.
Sustentabilidade garante desconto nos juros
Entre as novidades do Plano Safra 2026/27 está a ampliação dos incentivos para produtores que adotam práticas sustentáveis e mantêm a regularização ambiental das propriedades.
O programa prevê redução de até 1 ponto percentual nas taxas de juros das operações de custeio. O desconto será dividido em duas etapas:
- até 0,5 ponto percentual para produtores com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regular;
- mais 0,5 ponto percentual para aqueles que adotarem práticas agropecuárias sustentáveis ou certificações reconhecidas.
Seguro rural ganha mais importância
O governo também reforçou a gestão de riscos como um dos pilares da política agrícola.
Pelas novas regras, a possibilidade de renegociação das operações de custeio agrícola passa a estar vinculada à contratação de cobertura pelo Proagro ou de seguro rural. Segundo o Mapa, a medida busca ampliar o uso de mecanismos de proteção contra perdas decorrentes de eventos climáticos e reduzir a necessidade de soluções emergenciais.
Na área de investimentos, o Plano Safra amplia os recursos para modernização das propriedades e fortalece programas voltados à geração de energia renovável.
O InvestAgro passa a contemplar sistemas de geração e distribuição de energia solar, biomassa, energia eólica, cogeração e armazenamento de energia elétrica, com o objetivo de reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das propriedades.
O programa também mantém incentivos para construção, ampliação e modernização de armazéns e câmaras frias, buscando reduzir perdas, melhorar a logística e ampliar a capacidade de estocagem da produção agropecuária.
Distribuição de recursos
Em relação aos recursos, o Plano Safra 2026/27 ampliou o volume total de crédito em R$ 8,9 bilhões, passando de R$ 516,2 bilhões para R$ 525,1 bilhões. Apesar do crescimento, houve uma mudança na distribuição dos recursos: os valores destinados ao custeio e à comercialização caíram de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões, enquanto os recursos para investimentos aumentaram de R$ 101,5 bilhões para R$ 140,2 bilhões, reforçando o foco na modernização das propriedades rurais.
No recorte por beneficiários, o Pronamp terá R$ 72,6 bilhões, ante R$ 69,1 bilhões na safra anterior, enquanto os demais produtores e cooperativas contarão com R$ 452,5 bilhões, frente aos R$ 447 bilhões do ciclo passado.
Juros
As taxas de juros das principais linhas de financiamento também foram reduzidas em relação ao ciclo anterior. No Pronamp, a taxa caiu para 9% ao ano. Já o crédito de custeio empresarial passou a operar com juros de 12,5% ao ano, enquanto programas voltados à inovação, irrigação, cooperativismo, renovação de máquinas e agricultura de baixo carbono terão taxas entre 8% e 12,5%.
As menores taxas foram reservadas para operações do PCA (até 12 mil toneladas de capacidade) e do RenovAgro Ambiental e Recuperação/Conversão de Pastagens, ambos com 8% e 8,5% ao ano, respectivamente, reforçando o incentivo a investimentos em armazenagem e sustentabilidade no campo.
Valor ficou abaixo das expectativas do setor
Embora o volume de recursos seja superior ao da safra passada, o montante anunciado ficou abaixo das expectativas apresentadas nas últimas semanas.
No início de junho, o ministro André de Paula afirmou que o governo trabalhava para um Plano Safra de R$ 550 bilhões. Já entidades do agronegócio defendiam um programa entre R$ 623 bilhões e R$ 674 bilhões, alegando aumento dos custos de produção e maior demanda por crédito rural.
O valor final, de R$ 525,1 bilhões, também ficou aquém dessas projeções, refletindo as limitações fiscais e o elevado custo da equalização das taxas de juros pelo Tesouro Nacional.
O post Plano Safra 2026/27 disponibilizará R$ 525,1 bilhões para o agro apareceu primeiro em Canal Rural.
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